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Escritor evangélico contemporâneo condena a imortalidade da alma

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  • Escritor evangélico contemporâneo condena a imortalidade da alma


    ESCRITOR EVANGÉLICO CONTEMPORÂNEO CONDENA A IMORTALIDADE DA ALMA
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    Ed René Kivitz é um conhecido escritor evangélico. Além de teólogo com mestrado em Ciências da Religião (Universidade Metodista de São Paulo), ele é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo, capital. Em seus livros e palestras, ele enfatiza o que é chamado de “missão integral”. Segundo essa ideia, a salvação não é apenas algo relacionado à “alma” do ser humano, mas envolve a pessoa completa: dimensão social, física, psicológica e espiritual. O resultado disso é uma pregação mais abrangente e relevante do evangelho. Em uma de suas recentes palestras, intitulada “O evangelho todo para o homem todo”, ele explica: “O cristianismo não ensina a imortalidade da alma, ensina a ressurreição. O que não morreu, não pode ressuscitar. Quem acredita na ressurreição, necessariamente deve acreditar na realidade da morte.

    “A ideia da imortalidade da alma não é cristã, é grega”, prossegue Kivitz. “É a crença no dualismo espírito-matéria que compreende o corpo como ‘prisão da alma’, como acreditava Platão. O corpo é o invólucro da pessoa, cuja essência é o espírito. Nessa compreensão, na morte, o espírito se desprenderia do corpo e poderia, então, caminhar rumo à sua plena realização. O espiritismo vai pegar essa ideia e dizer que a reencarnação do espírito é o caminho do aperfeiçoamento.

    “Mas a Bíblia ensina diferente. A antropologia bíblica, entretanto, apresenta o ser humano como uma unidade corpo/espírito, que atende pelo nome de alma vivente. A alma não é um terceiro elemento, como café (corpo), leite (espírito) e canela (alma). A alma é o nome do conjunto corpo (café) e espírito (leite). A alma é o café com leite, misturados originalmente com intenções definitivas. ‘Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente’ (Gênesis 2:7).

    “A morte é a separação entre corpo e espírito e, justamente por isso, é a destruição da pessoa”.

    E prossegue:

    “A Bíblia não considera que ‘o espírito é a pessoa’, e que quando o corpo morre a pessoa continua viva, pois o espírito se desprende do corpo e atinge sua plenitude. A Bíblia não considera que exista pessoa sem corpo. Na verdade, uma ‘pessoa sem corpo’ é um defunto, está morta.

    “A esperança cristã, portanto, não é a imortalidade da alma, mas a ressurreição. A ressurreição é a vitória total, a reintegração perfeita das facetas humanas que nunca deveriam ter sido separadas pela morte.

    “A partir dessa concepção antropológica: o ser humano é uma unidade corpo-espírito, podemos concluir que não pode haver separação entre cuidar do corpo ou do espírito, pois cuidamos mesmo é da pessoa, que chamamos de ‘homem todo’. A ação que se destina apenas ao cuidado do espírito de um ser humano, na verdade é uma ação voltada ao não-homem, pois não existe ‘só o espírito’. [...]

    “Parafraseando Ortega Y. Gasset, podemos dizer que Jesus é Salvador do ‘homem e suas circunstâncias’, que engloba a vida em suas dimensões física, psico-emocional, espiritual, social, econômica, política e outras.

    “É por esta razão que o Novo Testamento chama de salvação tanto a cura do corpo quanto o perdão para os pecados (Mateus 9:1-8); tanto a ressurreição do corpo (João 11) quanto a superação do poder do dinheiro (Lucas 19:1-10); tanto a libertação do cativeiro dos espíritos diabólicos quanto a reintegração social (Marcos 5:1-20). [...]

    “A missão da igreja, portanto, não consiste apenas do testemunho de uma mensagem verbal, convocando espíritos humanos a que recebam perdão para os pecados e se acomodem na esperança do céu pós morte. A missão da igreja consiste em levar o evangelho todo para o homem todo, convocando pessoas (unidade corpo-espírito) para que se integrem e participem do reino de Deus desde já, rendendo todas as áreas e dimensões da existência humana à autoridade de Jesus”.


    Nota de Matheus Cardoso: "Mesmo não concordando com tudo que é dito por Ed René Kivitz em outros de seus textos, é impressionante ver o que ele pensa sobre a natureza humana e a morte. Enquanto quase todos os evangélicos e teólogos defendem a ideia da imortalidade da alma, ele se posiciona ao lado do ensino bíblico também esposado pelos adventistas".

    Fonte: http://criacionista.blogspot.com/
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 09/04/17, 15:58:09.

  • #2

    A PERSPECTIVA DE LUTERO E LUTERANOS SOBRE O ESTADO DOS MORTOS
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    A perspectiva de Lutero da imortalidade estava em estreito paralelo com sua perspectiva da justificação pela fé. A justiça não é uma qualidade dentro do crente, é a propriedade de Cristo, e permanece sua inerentemente. Da mesma forma, segundo Lutero, a imortalidade não é uma qualidade inerente na natureza do homem. Assim como a justiça, a imortalidade é propriedade exclusiva de Cristo (1 Tim. 6:16), e permanece sua inerentemente.

    Contudo, Lutero podia dizer que Deus nos concedeu todas as coisas em Cristo (Efé. 1:3), incluindo a imortalidade. “. . . nosso Salvador, Jesus Cristo . . . aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho”. 2 Tim. 1:10. A morte foi abolida para nós em Cristo. Contudo não ficou abolida em nós. Já temos a vitória sobre a morte, não como uma realidade empírica (porque os cristãos ainda morrem) mas possuímos esta “desmortandade” mediante a fé. Assim é como o evangelho nos traz o dom da imortalidade. Podemos possuí-la pela fé. Contudo, não será nossa em possessão visível até que Cristo volte outra vez e a confira a seu povo (ver 1 Cor. 15:51-56).

    Em 29 de novembro de 1520 Lutero emitiu sua famosa resposta a uma bula papal sob o título de “Afirmação de Todos os Artigos Erroneamente Condenados na Bula Romana”, Ali enumera o que ele considerou serem os cinco erros papais. É dito que o quinto constitui a idéia da “imortalidade natural da alma”. Lutero as chama “opiniões monstruosas” e “corrupções romanas” que vieram “todas” do “monturo romano de decretos”.

    O erudito luterano Dr. Paul Althaus, faz estas observações em seu livro The Theology of Martin Luther:
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    A esperança da igreja primitiva centralizava-se na ressurreição do Dia Final. É isto o que por vez primeira chama os mortos à vida eterna (1 Cor. 15; Fil. 3:20 em diante). Esta ressurreição se efetua para o homem inteiro e não só para o corpo. Paulo fala da ressurreição, não do ‘corpo’, mas dos ‘mortos’.

    Este entendimento da ressurreição subentende implicitamente a morte como algo que também afeta o homem total.

    Assim, os conceitos bíblicos originais foram substituídos por idéias de dualismo helenista gnóstico. A ideia do Novo Testamento duma ressurreição que afeta o homem inteiro teve que dar lugar à imortalidade da alma. Também perde sentido o Dia Final, porque as almas já receberam tudo quanto era decisivamente importante muito antes desse. Já não se dirige fortemente a tensão escatológica ao dia da vinda de Jesus. É muito grande a diferença entre isto e a esperança do Novo Testamento.

    Em Lutero reaparecem as perspectivas decisivas do Novo Testamento, e se constituem outra vez nos elementos dominantes de seu pensamento. — Paul Althaus, Op. Cit., págs. 413, 414.
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    Com esta compreensão de que a imortalidade é nossa somente em Cristo, somente pela fé, Lutero não atacou meramente os abusos do papado, como foi à própria raiz dos abusos. As doutrinas do purgatório, as orações pelos mortos e as invocações dos santos ficaram totalmente devastadas desde suas bases.

    Não obstante, Paulo Althaus afirma que: “A teologia da igreja luterana subseqüente não acompanhou a Lutero neste ponto. Antes, adotou de novo a tradição medieval e a continuou”. —Ibid., pág. 417. Em 1765, o arquidiácono anglicano Francis Blackburne, revisou toda esta questão e fez estas surpreendentes observações:
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    A desventura foi que seus discípulos mais imediatos [de Lutero] seguiram outra persuasão, e, por conseguinte, em vez de defender a doutrina de seu mestre se empenharam em provar que ele nunca a havia sustentado. . . . Deixando [assim] a raiz principal do papado por terra, não admira que fossem tão ineficazes em podar os frutos corruptos que sempre têm brotado e sempre brotarão dela. — Francis Blackburne, A Short Historical View, pág. 125.
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    Mas sabemos que há luteranos hoje que acatam a mesma visão holista de Lutero, inclusive da IECLB, graças a Deus. Nas instruções sobre sepultamento da IECLB se percebe a clara ênfase na ressurreição dos mortos:

    http://www.sinodors.org.br/sinodo/po...20cremacao.doc

    Eis alguns pontos de dito documento:
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    “... o sepultamento é para a Igreja oportunidade de testemunho público de sua fé na ressurreição e de consolo aos enlutados. . . .”

    “Confessa-se, pois: (. . .) que todos os presentes ao sepultamento estão caminhando em direção ao dia da ressurreição.”

    “Assim a família e a Comunidade despedem-se da pessoa tirada de seu meio pela morte, na certeza de que Jesus Cristo ressuscitou e há de ressuscitar também a nós.”

    E esse ponto é muito interessante:
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    “Na fórmula de sepultamento importa evitar falar em entregarmos seu corpo. . .. Tal linguagem pode fomentar compreensões espíritas, de que o corpo é sepultado enquanto a alma ou o espírito continuariam vivendo e se reencarnando. Sugerimos formulações como entregamo-lo/a o entregamos o/a falecido/a.”
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    E eis como um catecismo dos luteranos, em alemão, também destaca isso:
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    O Evangelischer Erwachsenenkatechismus (Catecismo Evangélico Para Adultos), da Igreja Luterana, admite abertamente que “a fonte de ensino de que a alma humana é imortal não é a Bíblia, e sim o filósofo grego Platão (427-347 AC), que sustentava enfaticamente que havia uma diferença entre o corpo e a alma”. Prossegue dizendo: “Os teólogos evangélicos dos tempos modernos questionam esta combinação de conceitos grego e bíblico. . . . Rejeitam a separação do homem em corpo e alma”.

    E mais adiante: “Visto que o homem, como um todo, é pecador, portanto, na morte, ele falece completamente, com corpo e alma (morte total). . . . Entre a morte e a ressurreição há uma lacuna; no melhor dos casos, a pessoa continua sua existência na memória de Deus”.

    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 09/04/17, 16:03:46.

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