Anuncio

Colapsar
No hay anuncio todavía.

Para Ajudar as 'Testemunhas de Jeová'

Colapsar
X
 
  • Filtrar
  • Tiempo
  • Mostrar
Limpiar Todo
nuevos mensajes

  • Para Ajudar as 'Testemunhas de Jeová'

    Aloha, amigos e irmãos, desde a ilha de Molokai, Havaí (EUA):

    Tenho uma excelente coleção de materiais sobre as "testemunhas de Jeová", inclusive sou autor do livro O Desafio da Torre de Vigia, prefaciado pelo conhecido intelectual evangélico, Rev. Caio Fábio d'Araújo Filho, que diz que o meu livro é o melhor sobre o assunto escrito em língua portuguesa. O livro está esgotado em sua edição em papel, mas quem desejar obtê-lo em sua edição eletrônica pode comunicar-se comigo por MP.

    Bem, o tema é bem vasto, mas para inaugurar discussões a respeito dos ensinos dessa gente sincera, mas sinceramente enganada e dominada por uma tremenda lavagem cerebral, vou postar uma breve discussão que trata, porém, de uma questão fundamental nos ensinos desses religiosos:

    O melhor tema para se discutir com um "testemunha de Jeová" é sua interpretação sobre o "reino de Cristo" instalado em 1914. Poucos dias atrás conversei com um casal de "testemunhas" que veio me visitar e fiz a seguinte pergunta:

    * Quando exatamente termina o período chamado "tempo dos gentios" ao fim do tempo profético de 2520 anos (os 7 tempos de Daniel 4)?

    Responderam-me que era 1o. de outubro de 1914.

    Pois bem, daí, segundo a visão das "testemunhas", começou a guerra no céu (que segundo o livro Novos Céus e Uma Nova Terra, pág. 219--da Soc. Torre de Vigia--teria durado 1260 dias, tese hoje abandonada) e o diabo perdeu a guerra e foi expulso para a Terra.

    Sendo expulso para a Terra, lançou as nações na 1a. Guerra Mundial, em cumprimento de Mateus 24:6 e 7 ("nação se levantará contra nação e reino contra reino"), bem com Apo. 11:18 ("as nações encheram-se de ira").

    Só que daí eu levantei OUTRA PERGUNTA, e essa é F-A-T-A-L a tais teorias: QUANDO COMEÇOU A 1a. GUERRA MUNDIAL?

    O fato, amigos, é que a 1a. Guerra Mundial começou em. . . 28 de julho de 1914, antes, portanto, do suposto tempo em que Cristo iniciou o Seu "reino", entronizado no trono celestial, daí sendo expulso Satanás para a Terra.

    Ou seja, quando o diabo foi supostamente expulso por ter perdido a guerra no céu em 1914, a guerra sobre a Terra já estava em pleno andamento.

    E uma guerra não começa do dia para a noite. Antes há todas as intrigas e alianças e conflitos menores ("guerras e RUMORES de guerra"), e isso já se havia manifestado muito antes de 1914.

    Portanto, as teorias das "testemunhas de Jeová" nesse ponto pecam pela base.

    Vejamos três dados que sintetizam a falta de fundamento para tais teses:

    *a* - A data 607 AEC, de onde partem para aplicar 2520 dias-anos dos 7 tempos de Daniel 4, não tem confirmação histórica nenhuma. É uma data artificial criada por um raciocínio errado de Charles Russell, que não era nenhum erudito, nenhum entendido em História Antiga.

    *b* - Daniel 4 diz claramente nos vs. 28, 29, 33 que a visão de Nabucodonosor dos 7 tempos se cumpriram COM ELE MESMO. Nada indica que tal período tenha algo a ver com o fim dos tempos. Os 7 tempos (ou 2520 dias-anos) foram o período de maldição PARTICULAR àquele orgulhoso soberano, E NADA MAIS. Querer estender esse período para o tempo futuro é um erro grosseiro. Não há a mínima ligação entre Daniel 4 e Lucas 21:24.

    *c* - Não há sincronia nenhuma entre o episódio do início da guerra no céu, em 1914, e começo da I Guerra Mundial, e Mateus 24:6, 7 não poderia ser o cumprimento de tal guerra na Terra pela expulsão do diabo depois de 1o. de outubro, porque começou em 28 de julho. E as nações "encheram-se de ira" muito antes de outubro. Ou será que estavam guerreando, mas sem estarem iradas umas contra as outras?

    Abraços
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:33:23.

  • #2
    DEZ RAZÕES POR QUE A PAROUSIA NÃO SE DEU EM 1914


    Analisando um falso ensino das "testemunhas de Jeová"



    1ª – Por causa do vocabulário empregado pelos autores bíblicos com referência à parousia, o segundo advento de Cristo:

    A) Manifestar-se: I João 3:2.

    B) Aparecimento: Heb. 9:28; I Pedro 5:4; I Tim. 6:14.

    C) Vinda, chegada: Mat. 24:3; Tiago 5:8.

    D) Outras palavras e expressões significativas: “presença” (II Tess. 1:9); “retorno” (Luc. 12:36); “vir . . . repentinamente” (Luc. 21:34); “o que há de vir virá” (Heb. 10:37).

    Obs.: a) Se todas essas palavras se referem a uma vinda secreta, invisível, certamente os autores bíblicos não foram nada felizes na escolha de palavras adequadas com que descrever o que tinham em mente.

    b) A palavra grega parousia (Mat. 24:3, “vinda”, versão Almeida) pode ser traduzida por “presença”, cf. Filip. 1:26; 2:12 e II Cor. 7:6. Todavia, nesses versos a vinda, ou presença, de Paulo e Tito representa a chegada pessoal e visível deles, não uma “presença invisível”, somente discernível com “olhos do entendimento”.

    E) CONCLUSÃO: Nem em 1874, nem em 1914 Cristo Se manifestou, apareceu ou Se fez presente visivelmente, como se deu na parousia de Paulo e Tito.

    2ª – Porque Jesus descreveu a Sua vinda em termos muito objetivos e claros, não dando margem à idéia de uma vinda secreta:

    A) As promessas do Senhor: João 13:33, 36; 14:1-3.

    Obs.: Quando Cristo fez essas promessas, todos os Seus discípulos faziam-Lhe companhia, como também ao confiar-lhes a ordem de pregar o evangelho por todo o mundo (Mat. 28:16-20). Logo, tanto a promessa de Seu retorno para levar os Seus, como a ordem de pregar o evangelho são aplicáveis a todos os crentes.

    B) A promessa de Cristo quanto a vir buscar os Seus não se cumpriu em 1874, nem em 1914.

    3ª – Porque a Bíblia diz claramente que “todo o olho O verá, até os que O transpassaram” (Apoc. 1:7).

    A) Os efeitos do Advento sobre os perdidos: Mat. 24:27, 31; Apoc. 1:7 (cf. Marcos 14:61-64); Mat. 23:38, 39 (cf. Filip. 2:9-11); Apoc. 6:14-17.

    B) Cumprir-se-á a esperança de Jó: Jó 19:25-27.

    C) A ascensão e a promessa dos anjos: Atos 1:9-11 (cf. Mat. 24:30).

    Obs.: Em Mat. 24:30 temos o processo inverso ao de Atos 1:9-11–primeiro é vista a nuvem, e depois o Filho do Homem sobre ela.

    D) CONCLUSÃO: Em 1914 não houve “olho do entendimento” percebendo a chegada invisível de Jesus “em poder e grande glória”. Até a “Sociedade” cria e ensinava na época que a parousia ocorrera em 1874, pois vendeu, entre 1917 e 1920, 850 mil exemplares do Finished Mystery ensinando que o segundo advento de Cristo ocorrera em 1874 e a ressurreição em 1878.

    4ª – Porque após a Ressurreição, Cristo foi visto pessoalmente:

    A) Cristo aparece corporalmente: Luc. 24:13-48; João 20:20-29.

    B) Havia profetizado que ressuscitaria em corpo: João 2:17-22.

    C) Paulo e João falam a respeito do Seu corpo: Filip. 3:20, 21; I João 3:2.

    D) Caso contrário, que fim levou o corpo do Senhor à luz do Sal. 16:10?

    E) Foi contemplado por Seus fiéis visivelmente: Apoc. 1:12-17; Atos 7:56; 22:6 e 7; I Cor. 15:3-8.

    Obs.: a) Em João 14:19 Cristo não declara em termos absolutos “o mundo NUNCA MAIS Me verá”. Ele não contradiz o que dissera em outras oportunidades. Chegaria, afinal, o tempo em que todas as tribos da Terra veriam o Filho do homem vindo nas nuvens, com poder e grande glória.

    b) A razão por que o mundo não mais veria a Jesus após Sua morte, sepultamento e Ressurreição é que o juízo dele já fora emitido. Aquele era um mundo condenado por ter rejeitado o Messias que tinha completado Sua missão entre os homens. Mas os que O traspassaram teriam ainda que enfrentá-Lo por ocasião do Seu Advento: comparar João 12:31 com Mat. 26:63, 64 e Dan. 12:2.

    F) CONCLUSÃO: Cristo não veio “com poder e grande glória” em 1874 ou 1914. Em tais ocasiões as nações não O viram e nem aqueles que O traspassaram estavam presentes. Como já assinalado, nem mesmo os adeptos da Torre de Vigia perceberam, em 1914, que Ele se fizera presente a partir de então (ver Novos Céus e Uma Nova Terra, págs. 220, 221 (§ 2) e 222 (§ 3), 232 (§ 16) e 223.

    5ª – Porque a ressurreição dos salvos dar-se-á quando Cristo aparecer:

    A) Os comentários de Paulo: I Tess. 4:16, 17; I Cor. 15:20, 23 e 51-54; II Tim. 4:8.

    B) A ressurreição no último dia: João 11:24, 25.

    C) A convocação dos salvos: João 5:28, 29; Sal. 50:1-5; Mat. 24:31 e Apoc. 22:12.

    Obs.: a) Atos 3:19-21 fala que os Céus reteriam a Jesus “até os tempos de restabelecimento de todas as coisas”–T.N.M. Tal restabelecimento não se iniciou em 1874 ou 1914, pois as coisas sobre a Terra desde essas datas estão piores em muitos aspectos, e não dão mostras de quaisquer restabelecimentos. Paulo, no seu tempo, condenou aqueles que ensinavam já ter ocorrido a ressurreição: II Tim. 2:18.

    b) Apoc. 22:12 fala que Cristo ao vir atribuiria a cada um o seu merecido galardão (ver também Mat. 24:45-47). Isso não se cumpriu em 1874, nem em 1914. A própria Torre de Vigia ignorava, em 1914, que Cristo era vindo em tal data. Como poderia, então, cumprir o papel do “servo fiel e prudente” (Mat. 24:45-47), como reivindica para sua liderança?

    D) CONCLUSÃO: Não ocorreu restauração de todas as coisas e ressurreição de todos os salvos em 1874 ou 1914. Logo, Cristo não se fez presente em qualquer dessas datas, na interpretação da parousia que a Torre de Vigia defende.

    6ª – Porque a ceifa se dará quando da volta de Jesus:

    A) Discípulos ligam volta de Cristo ao fim do mundo: Mat. 24:3.

    Obs.: a) É um absurdo imaginar que os discípulos tivessem a concepção da “vinda invisível” em 1914, bem antes da consumação dos séculos. Mesmo após a ressurreição de Cristo, tinham dúvidas quanto à natureza do Reino: Atos 1:6 e 7. Criam que o Reino seria estabelecido por ocasião do Advento (ver Lucas 19:11). Por meio de uma parábola Jesus tornou-lhes claro que primeiramente Ele deveria partir e depois retornar como Rei (vs. 12).

    b) Eles associavam as três coisas–destruição de Jerusalém, a vinda de Cristo e o fim do mundo. Logicamente não perguntavam sobre os “sinais” de que Jerusalém já estava destruída e de que Cristo já era vindo, mas de quando essas coisas estariam para acontecer!

    B) A parábola da ceifa e sua explicação: Mat. 13:24-30 e 36 a 43.

    C) O cumprimento: Mat. 16:27; Luc. 17:24-30, 34-37.

    D) Declarações de Paulo: II Tess. 1:7, 8; 2:1-4 e 8.

    E) Profecia de Enoque: Judas 14 e 15.

    F) João no Apocalipse: 6:14-17; 11:15-18; 14:14-20; 19:11-21.

    G) CONCLUSÃO: Não houve ceifa e destruição dos ímpios em 1874 ou 1914. Por conseguinte, Cristo não veio em nenhuma dessas datas.

    [Continua no próximo quadro]
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:33:59.

    Comentario


    • #3
      [Continuação do quadro anterior]

      7ª – Porque o milênio se seguirá imediatamente ao Advento:

      A) A bem-aventurada ressurreição (a primeira): Apoc. 20:1-6 (observar contraste da ressurreição bem-aventurada com a dos “restantes dos mortos” ao final dos mil anos). Comparar com I Tess. 4:16.

      Obs.: a) Os versos finais do tópico nº 6 mostram que Cristo volta com poder e glória e os ímpios não suportam a manifestação do Seu poder. Os salvos terão corpos transformados “num abrir e fechar de olhos”, tornando-se incorruptíveis. Só assim poderão contemplar o Rei dos reis e todos os Seus anjos (ver o efeito da glória de um anjo somente sobre a guarda romana: Mat. 28:2-4)**.

      b) O fato de “a cidade amada” que desce do Céu (Apoc. 20:9, cf. 21:2 e 16) ser de igual largura, comprimento e altura não indica que não seja uma cidade literal. A palavra grega isos, que tem o sentido de “igual”, pode também significar “proporcional” (ex.: isonomia–igualdade ou equivalência da lei ou sua aplicação [de isos + nomous, lei]). A cidade, pois, tem altura, comprimento e largura proporcionais, em perfeita estética (em Mar. 14:56, 59 isos significa “coerente”).

      c) Com a instauração do milênio, todos os reinos do mundo passam a ser de Cristo (Apoc. 11:15) e os salvos reinarão com Ele, de posse da prometida herança (Mat. 13:43; 25:34). Com Cristo, aplicarão a cada um a pena justa (I Cor. 6:2 e 3). Apoc. 20:4 diz, “reinaram com”, e não “reinaram sobre”.

      B) CONCLUSÃO: A partir de 1874 ou 1914 não se deu a prisão de Satanás, nem a primeira ressurreição. Logo, Cristo não veio em nenhuma dessas datas, embora o livro Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão traga gráfico na página 10 indicando o início do milênio como tendo sido em 1914 (interpretação agora rejeitada pela Torre de Vigia).

      8ª – Porque muitas passagens bíblicas ficariam sem sentido desde 1914.

      A) A obra intercessória de Cristo: Heb. 7:25.

      Obs.: Se Cristo houvesse vindo em 1874 ou 1914, não haveria mais intercessor e, conseqüentemente, não restaria esperança de salvação para ninguém (I Tim. 2:5).

      B) A oração pela vinda do Reino: Mat. 6:10.

      Obs.: Não faria sentido orar o “Pai Nosso” e pedir “venha o Teu Reino”, após o ano de 1914.

      C) A expressão “maranata” (“vem, Senhor”) teria passado de moda, depois de 1914.

      D) A ceia memorial: I Cor. 11:26 (T.N.M.).

      Obs.: Se Cristo já está presente, já chegou, então por que as “testemunhas” ainda realizam a ceia que deveria ser celebrada “até que Ele chegue”?

      E) Promessa de companhia constante: Mat. 28:20; João 14:16.

      Obs.: Cristo não declarou que estaria com os discípulos a partir de 1874 ou 1914, mas todos os dias a partir do envio do Consolador.

      F) CONCLUSÃO: Caso já houvesse vindo em 1874 ou 1914, todas as passagens destacadas acima ficariam sem sentido para o presente. Cristo, na verdade, está de certo modo presente agora, mediante Seu legítimo representante, o Espírito Santo: João 14:16-18, cf. 15:26 e 16:7-15.

      9ª – Porque um estudo dos sinais da vinda, ou presença, indica a falsidade de tal teoria:

      A) Advertências de Cristo: Mat. 24:23-27.

      B) Os sinais seriam da proximidade, e não da presença invisível: Mat. 24:32, 33.

      C) Ninguém poderia saber o tempo: Mat. 24:36 (cf. versos 33 a 35 e Atos 1: 6, 7).

      Obs.: Jesus advertiu contra os falsos profetas que pregariam sobre a presença de Cristo como fato passado: Mat. 24:24-28.

      D) CONCLUSÃO: Somos proibidos de crer que Jesus haja chegado, seja em 1874 ou em 1914, ou qualquer outra época de forma invisível (observar a ilustração do relâmpago). Portanto, Cristo ainda não veio tal como prometido em Sua palavra. E não se pode estabelecer uma data para tal acontecimento.

      10ª – Porque a data de 1914 não tem qualquer apoio bíblico ou histórico. Apóia-se numa cronologia infundada.

      A) 1º erro: As profecias relativas a tempo passam a ter cumprimento a partir de quando são proferidas, ou no futuro. Não ocorre nenhum exemplo bíblico de profecia envolvendo período cujo ponto de partida deva ser fixado em época anterior a sua formulação. Os 7 tempos de Daniel 4 iniciam-se com o começo da loucura do rei, e de modo algum se pode recuar a 607 A.C. para encontrar o seu início.

      B) 2º erro: A interpretação do sonho de Nabucodonosor em Dan. 4 não tem caráter profético aplicável a longos períodos posteriores ao tempo do rei, cf. 4:24 a 28 e 33. O sonho destinava-se a combater o orgulho do rei e revelar-lhe quem era o Soberano, infinitamente superior a ele: vs. 29-31 e 36, 37. Nada há na passagem indicando tratar-se de uma profecia que se estenderia até além do tempo do rei.

      Obs.: Também não há provas bíblicas para estabelecer a “árvore” de Dan. 4 como representação simbólica do “reinado de Deus”, como ensina a “Sociedade”: ver vs. 20 a 22, “a árvore . . . és tu, ó rei”. O vs. 37 oferece uma síntese do objetivo da visão–Deus “pode humilhar aos que andam na soberba”. Isso apenas, nada mais.

      C) 3º erro: Fica insinuado, pela interpretação das “testemunhas”, que assim como o rei esperou sete tempos para voltar ao trono, também Cristo assumiu Seu trono após sete tempos, em 1914. Mas isso chega a ser blasfemo porque os reis ímpios na Bíblia são tipos de Satanás, e nunca de Cristo (cf. Ezeq. 28–o rei de Tiro; Isa. 14–o rei de Babilônia).

      D) 4º erro: Os “olhos do entendimento” não perceberam que Cristo fora entronizado e viera nas nuvens “com poder e grande glória” para assumir o Seu reino no ano de 1914, pois por aquele tempo os adeptos da Torre de Vigia ainda pregavam a data de 1874 como cumprimento disso. Criação, pág. 125*, Cumprir-se-á Então, O Mistério de Deuspág. 45; Novos Céus e Uma Nova Terra, págs. 222, 232, 233; Aproximou-se o Reino de Deus de 1.000 Anos, págs. 187-189.

      E) 5º erro: A conclusão sobre 1914 apóia-se em falsas premissas. Tanto a data 607 A.C. para a destruição de Jerusalém pelos babilônios é falsa, como a contagem dos 70 anos de cativeiro, terminando em 537, não condiz com a realidade dos fatos. Os próprios historiadores citados pela Torre de Vigia em suas publicações atestam que a data correta para a desolação de Jerusalém, correspondente ao 19º ano do reinado de Nabucodonosor, foi 586 A.C.

      –––––––––––––––

      ** Nota: Há diferentes correntes de interpretação entre os evangélicos quanto ao tema do Milênio, e não pretendemos aqui apresentar um ponto de vista absoluto. Não vale a pena perder-se em discussão de pormenores quanto ao Milênio, que, ademais, não é “ponto de salvação”. O importante, e básico, neste estudo é demonstrar a vinda literal e visível de Cristo em contraste com a absurda e inédita teoria da “presença invisível”.
      Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:34:38.

      Comentario


      • #4


        II – Refutando Objeções ao Estudo Anterior

        1ª – Jesus foi ressuscitado dentre os mortos como criatura espiritual: I Ped. 3:18; I Tim. 3:16; II Cor. 5:16. Não tem, pois, um corpo visível, a não ser que se materialize, como o fez várias vezes após a ressurreição.

        Resposta:

        A) As expressões “vivificado no espírito” (I Ped. 3:18) e “declarado justo em espírito” (I Tim. 3:16) não contradizem as claras passagens que mostram Sua ressurreição corpórea (ver § 4º). Leiam-se as passagens do contexto (I Ped. 3:19, “espíritos em prisão”= pessoas escravizadas pelo pecado nos dias de Noé) e I Tim. 3:16 nas versões A Bíblia na Linguagem de Hoje, Frei Mateus Hoepers, Matos Soares, Figueiredo, e outras. Ver também João 3:34 e Rom. 1: 3 e 4.

        B) O próprio texto de II Cor. 5:16 e seu contexto esclarecem o que Paulo quer dizer: “doravante não conhecemos a nenhum homem segundo a carne” (ver ainda o v. 17).

        Obs.: Observar o contraste entre o espiritual e o carnal: João 3:6; 4:24; 6:63; Rom. 8:1, 5-14 (andar “segundo o espírito” não significa necessariamente ser uma entidade incorpórea).

        C) CONCLUSÃO: A palavra “espírito” é usada numa variedade de sentidos na Bíblia, e não se aplica sempre a um ser de outra essência, incorpóreo, etc. Em muitos passos refere-se tão somente às coisas do Alto em contraste com as terrenas (cf. João 6:63).

        2ª – I Cor. 15:35-49 indica que os que ressuscitam não têm corpos materiais.

        Resposta:

        A) O capítulo todo trata da ressurreição de todos, não apenas de 144 mil destinados ao Céu, como a “Sociedade” interpreta (ver vs. 20 a 23).

        B) A esperança de Jó era de ressuscitar e ver a Deus em sua própria carne: Jó 19:25-27.

        Obs.: O “Espírito vivificante” (v. 45), o “segundo Adão”, representa o Ser que tem poder para conceder vida (comparar v. 38 com João 5:21, 26 e 11:25).

        C) A Bíblia revela que os que ressuscitarem terão corpos incorruptíveis (comparar vs. 40 a 49 com Filip. 3:20, 21; Luc. 24:39 e Gên. 2:7).

        Obs.: A expressão “carne e sangue” figuradamente designa o homem terreno (cf. Mat. 16:17; Gál. 1:16; Efés. 6:12; II Cor. 5:16). Ver § anterior--vários sentidos de “espírito”.

        D) Juntamente com os remidos, Cristo beberá do fruto da vide no Seu Reino, o que sugere que terão um corpo: Mat. 26:29.

        3ª – As aparições de Cristo após a Ressurreição eram feitas em corpos materializados, diferentes: João 20:14-16; Luc. 24:15, 16, 30, 31.

        Resposta:

        A) Cristo profetizou Sua ressurreição corporal, e Paulo e João falam de Seu corpo glorioso no Céu: João 2:18-22; Filip. 3:20, 21; I João 3:2.

        Obs.: Em Col. 2:9 é dito: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”. Esse livro foi escrito muitos anos depois da morte de Cristo. Paulo fala da situação presente de Cristo nos Céus, onde Ele tem um corpo.–Ver Filip. 3:20, 21 e I Tim. 2:5.

        B) Em João 20:14-16 vemos que Maria olhou rapidamente para Jesus entre as lágrimas. Só depois, “dando meia-volta” (v. 16–T.N.M.) é que reconheceu o Senhor.

        C) Lucas 24:16 mostra que “os olhos deles foram impedidos de reconhecê-Lo”–T.N.M. O vs. 31 complementa que ao estar Cristo à mesa com eles, “abriram-se-lhes completamente os olhos”.–T.N.M.

        Obs.: Eles não imaginariam poder estar conversando com o Senhor que julgavam morto. Não puderam discernir a presença pessoal dEle, pois tinha aparência bem diferente na última imagem do Cristo abatido e morto que tinham registrado na memória. Não discerniram a própria voz do Salvador que lhes era tão familiar.

        D) Luc. 24:37-43 e João 20:24-29 dificilmente poderiam trazer descrição mais clara do que de que Cristo Se apresentou com Seu próprio corpo ressurreto, sendo apalpado pelo descrente Tomé. Cristo não iria enganar Seus discípulos, e os evangelistas não iriam ser tão ambígüos na linguagem utilizada em suas narrativas.

        4ª – Ninguém poderá ver o Filho do homem no Céu, assim como ninguém pode ver a Deus: João 1:18; I Tim. 6:15 e 16.

        Resposta:

        A) Por ninguém poder ver a Deus é que “o Filho Unigênito que está no seio do Pai” O revelou, fazendo-Se carne e habitando entre os homens. E quando Ele voltar, os sinais dos cravos em Suas mãos serão visíveis a todos: Zac. 13:6 e 7.

        B) O verso 14 de I Timóteo 6 fala que temos de ser irrepreensíveis “até a manifestação do nosso Senhor Jesus Cristo”. Assim como Ele foi visto depois de ressurreto e assunto aos Céus, poderá ser visto pelos remidos naquele dia: Atos 7:56; 22:6, 7 e Apoc. 1:12-17 (ver também §§ 3º e 4º).

        5ª – “Voltar”pode significar que Ele dirige Sua atenção à Terra, assim como Deus visitou Israel por voltar Sua atenção ao povo (cf. Êxo. 3:8; 33:14).

        Resposta:

        A) Não há termo de comparação entre essas passagens e as que falam do advento de Cristo. Deus visitou Israel no intento de abençoar o povo para que levasse a termo sua missão. Cristo visitará os Seus, afinal, para dar conclusão à missão de Sua Igreja, conceder o galardão a cada um, operar a ressurreição dos mortos, castigar os ímpios e conduzir os Seus eleitos para os lugares que lhes foi preparar (ver §§ 2º, 5º e 6º).

        B) Cristo comparou o Seu Advento com o que se deu ao tempo de Noé e Ló, realçando o castigo sobre os pecadores e a salvação de poucos: Luc. 17:26-30.

        Obs.: a) A referência às condições do tempo em que vivia Noé–“casavam-se e davam-se em casamento”–indica que assim como os cuidados normais da vida tornavam os homens descuidados quanto às coisas do Alto, e foram tomados de surpresa pelo dilúvio, também o mesmo se dará no fim dos tempos antes e por ocasião do Advento do Senhor (observar o “não o perceberam”de Mat. 24:39).

        b) Os acontecimentos dos dias de Noé e que causaram o dilúvio davam-se antes do próprio dilúvio, como “sinais” da grande catástrofe. Igualmente, os fatos comparáveis aos dias de Noé são os “sinais” de que Cristo virá, não de que já veio.

        6ª – Daniel 12:10 diz que “os sábios entenderão”. Só os sábios, que têm “olhos do entendimento”, o perceberão.

        Resposta:

        A) O contexto da passagem mostra que entenderiam o significado dos tempos por ela indicados, e não que Cristo teria vindo secretamente, entendendo os supostos “sinais de Sua presença”. Aliás, os sinais enumerados indicariam que Ele estaria próximo de chegar, e não que já estaria presente: Mat. 24:32 e 33.

        Obs.: A advertência é para quando vissem “todas estas coisas”, ou seja, todos os sinais enumerados no capítulo 24. Portanto, refere-se ao Advento glorioso, que não ocorreu em 1874, nem em 1914.

        B) Os ímpios não dispõem de olhos do entendimento: Jer. 5:21; Prov. 28:5; Rom. 1:28-31. Contudo, quando a glória de Cristo em Sua manifestação superar o brilho do sol, “todo olho O verá”, mesmo os olhos dos ímpios: Apoc. 1:7 e 13-16; Mat. 24:30.

        Obs.: A declaração de que “todas as tribos da terra VERÃO. . .” elimina o conceito de “olhos do entendimento”, atribuída à passagem de Apoc. 1:7. A Torre de Vigia não admitiria que as “tribos” referidas sejam de salvos, mas dos perdidos, que efetivamente “verão” o Filho do Homem VIR” (Letras em maiúsculas adicionadas para realce).

        [Conclui no quadro seguinte]
        Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:35:26.

        Comentario


        • #5
          [Conclusão do quadro anterior]

          7ª – Cristo ofereceu Seu corpo carnal em favor da humanidade; não o retomaria, pois, voltando ao mundo nesse corpo carnal. João 6:51; Heb. 9:28; 10:10; Luc., 22:19, 20.

          Resposta:

          A) A Bíblia nunca fala que Cristo virá “em carne”, nem é essa a crença dos evangélicos. Virá “do mesmo modo” que os apóstolos O viram subir (Atos 1:11).

          Obs.: A Bíblia fala que o corpo atual de Cristo é “glorioso” (Filip. 3:20, 21) e que os remidos serão “semelhantes”a Ele (I João 3:2). Não entra, porém, em detalhes quanto à real constituição desse corpo incorruptível que os remidos adquirirão.

          B) Os textos de Heb. 9:28 e l0:10 claramente indicam (ver contextos) que o autor está comparando o sacrifício de animais do Velho Testamento com a expiação feita por Cristo. Não era o sacrifício do corpo da vítima que tinha realce, mas o sacrifício da vida. Efés. 5:2.

          Obs.: Logicamente, a expressão “oferta do corpo” representa a oferta da vida, o que é confirmado por outras passagens claras: João 10:11 e 15; I João 3:16; João 15:13; Rom. 5:8; Efés. 5:2.

          C) Em João 6:51 e Luc. 22:19 e 20, Cristo fala da necessidade de “comer” Seu corpo e “beber” o Seu sangue–linguagem evidentemente figurada. Também o seu uso das expressões “o Meu corpo que é dado por vós” tem um sentido relativo, indicando o Seu sacrifício expiatório, a dádiva de Sua vida em favor dos pecadores.

          Obs.: Cristo deu a vida, mas a reassumiu no 3º dia. Caso haja dado o Seu corpo em resgate [pagamento] dos pecadores, definitivamente, a quem o deu? Ao diabo?

          D) Um mero corpo humano, formado por substâncias minerais várias, jamais poderia pagar o preço de resgate da humanidade pecadora. Preciosa é a vida que esse corpo abrigava, e esta foi sacrificada em nosso favor.

          Obs.: Em linguagem também relativa é dito que o preço de nossa redenção é o sangue derramado por Cristo. O sangue, porém, é representativo da vida: Efés. 1:7; I Ped. 1:19.

          8ª – Se “vem com as nuvens”, não poderá ser observado. Em Atos 1:9, a nuvem O ocultou e não mais foi visto.

          Resposta:

          – Não há qualquer problema, pois em Mat. 24:30 é dito que “todas as tribos da terra verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens dos céus, com poder e grande glória”. Tanto as nuvens como Aquele que Se assenta sobre elas são vistos por todos aqui na Terra.

          9ª – Desde 1914 as condições mundiais têm piorado como prova de que são os sinais de Sua presença, segundo a profecia de Mat. 24 e a “cronologia bíblica” digna de toda confiança.

          Resposta:

          A) Em Mat. 24:7 lemos de fomes, pestes e terremotos como sinais de proximidade do Advento. Se tais ocorrências só são significativas após 1914, como explicar calamidades, fomes e pestes maiores do que os atuais antes de 1914?

          B) A Bíblia demonstra que quando Cristo vier e Se fizer presente, os males que assolam o mundo terminarão, e não aumentarão, como dizem as “testemunhas”. Ver I Tess. 4:12-18; I Cor. 15:51; Apoc. 21:4.

          C) A “cronologia bíblica digna de toda confiança” foi responsável pelas datas do fim do mundo literal em 1914, 1915, e outras expectativas fracassadas relativas aos anos 1918, 1925, 1975. . . O estudo nº 4, “Uma Cronologia Irreal”, refuta tal afirmativa à saciedade*.

          10ª – Se Cristo ainda não veio, como se pode saber quem é “bode” e quem é “ovelha”(Mat. 25:31-34)? Tal conhecimento só será possível quando Cristo separar os dois grupos, como vem fazendo desde 1914.

          Resposta:

          A) O apóstolo Paulo viveu bem antes de 1914 e sabia de antemão que estava salvo; era, portanto, “ovelha”: II Tim. 4:6-8; Gál. 2:20.

          B) Pedro indica que os cristãos deveriam ter a mesma convicção de Paulo – I Ped. 5:4.

          C) Em Rom. 8:14 o apóstolo assegura a todos os seus leitores que os que são guiados pelo Espírito, “esses são filhos de Deus”. No mesmo capítulo, v. 16, mostra que o Espírito dá certeza aos que aceitaram a salvação em Cristo de que é uma criatura salva. Ver ainda João 1:12.

          Obs.: É interessante que os que são acolhidos por Cristo como “ovelhas” são os que praticaram obras beneméritas em favor dos semelhantes (v. 35 em diante). Tal atividade não caracteriza as “testemunhas” pois não realizam obras de caridade notórias, nem possuem instituições assistenciais.

          __________

          * Trata-se de um estudo do livro em que ambos estes estudos se basearam, O Desafio da Torre de Vigia. A edição em papel de tal livro está esgotada, mas temos o livro em edição eletrônica, ampliada. Quem desejar informações sobre como obter os arquivos de tal edição pode mandar-me uma MP aqui mesmo no fórum ou ver a informação no meu "Perfil" sobre o meu e-mail.
          Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:35:59.

          Comentario


          • #6
            Por falar em "testemunhas de Jeová", seria interessante declarar que estes dias me comuniquei com o diretor do CACP [certo ministério "anti-seitas"] e mandei-lhes uma tremenda documentação sobre a questão de Miguel e Cristo, pedindo que se fossem realmente HONESTOS, corrigissem a falsa informação de que pelo fato de atribuirmos o título de Miguel a Cristo, estamos nos igualando a esses religiosos.

            Ocorre que os adventistas não negam com isso a verdade da Divindade de Cristo, como os "testemunhas de Jeová". Mas o pessoal do CACP omite esse fato e fazem questão de apresentar até uma "tabelinha" de comparação entre adventistas e "testemunhas de Jeová", como sendo praticamente iguais.

            Eu lhes provei que não só cremos na divindade de Cristo, como o título de Miguel foi aplicado a Cristo por grandes autoridades cristãs, como os comentaristas bíblicos John Gill, Matthew Henry, Adam Clarke e JOÃO CALVINO! Parece que eles nunca ouviram falar disso. Mas deviam saber, pois se gostam de se apresentar como tão grande especialistas em "Religiões Comparadas"!

            Assim, este é o quarto ou quinto fórum onde estou apresentando essa cobrança ao CACP. Vou colocar em outros fóruns mais e daí vamos cobrar deles uma definição. É o que eu chamo de TESTE DA HONESTIDADE. Se forem realmente HONESTOS vão ter que corrigir a falsa informação que querem transmitir ao "respeitável público".

            Então, vamos ver se teremos a CORREÇÃO da FALSA INFORMAÇÃO sobre a questão de Miguel e Cristo. Depois, apresentaremos outras FALSAS INFORMAÇÕES para vermos se vão mesmo corrigir as distorções do que apresentam sobre o adventismo.

            E, por fim, para verem a unilateralidade dessas análises, os "testemunhas de Jeová" têm muitas identidades com a "teologia" do pessoal desse tal CACP--pregam COMO ELES a "abolição da lei" e assemelhados; não aceitam as regras dietéticas bíblicas, seguem a linha do mesmo autor que pregou que em 1988 se daria o "arrebatamento da Igreja" (o livro do dispensacionalista roxo Hal Lindsay, A Agonia do Grande Planeta Terra), portanto assemelhando-se às "testemunhas" com suas constantes marcações de datas. Agora, eles vivem apontando o dedo em riste quanto a Guilherme Miller e sua "marcação de data" na história do adventismo. Só que o livro do Lindsay vendeu aos milhões por todo o mundo, tendo impacto muito maior do que a pregação de Miller. Será que o "respeitável público" evangélico sabe dessas coisas?
            Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:36:59.

            Comentario


            • #7
              Olá, amigos e irmãos

              Eis a resposta que obtivemos com data de ontem do diretor do CACP após insistirmos que eles corrigissem a falsa informação que transmitem sobre os ensinos da IASD a respeito de Miguel/Cristo, como explicado no quadro acima. Daí, tirem suas concusões:

              Sr. Azenilto:
              Estou achando que o senhor deve beber, e muito!!! Eu não quero receber seus email, ok? Também não tenho nenhum interesse em bater em ferro frio ou dar minhas pérolas aos porcos...
              Muito obrigado... Passar Bem...
              Prof. João Flávio
              Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:37:29.

              Comentario


              • #8
                Muito bem querido!

                Eu gostei de seu estudo de "testemunhas de Jeová"

                A Deus seja a Glória!!


                Baruj Atá Adonai, Elohenu Mélej haolam, asher kideshanu bemitzvotav vetzivanu lehadlik ner shel shabat.

                Comentario


                • #9
                  Olá meu irmão. Estes estudos fazem parte do meu livro O Desafio da Torre de Vigia que foi publicado uns anos atrás pela Casa Publicadora Brasileira, mas já está esgotado.

                  Contudo, tenho uma segunda edição, ampliada e melhorada, em formato eletrônico, que ofereço a qualquer interessado.

                  Para saber como adquiri-lo basta comunicar-se comigo por MP ou pelo e-mail [email protected]
                  Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:38:20.

                  Comentario


                  • #10
                    Sobre “testemunhas de Jeová” e adventistas

                    O autor referido no tópico "Imortalidade da Alma--Grandes Teólogos Evangélicos a Negam", Anthony Hoekema, dá a entender que tanto a visão de “testemunhas de Jeová” quanto a dos adventistas sobre o estado dos mortos deveriam ser rejeitadas. Mas é importante observar uma grande diferença entre as concepções de uns e outros.

                    As TJ's têm uma estranha concepção de que, embora condenando a tese de imortalidade da alma, os que são do grupo especial dos 144.000, que têm o direito de ir habitar o céu, ao morrerem passam por uma “ressurreição especial” e vão com corpos glorificados direto para a glória. Mas o pior é que dão a entender, comparando-se diferentes de suas literaturas, mais recentes e mais antigas, que esses lá do céu conseguem comunicar-se com a liderança de sua organização aqui na Terra. Isso é ensinado ao arrepio da clara instrução bíblica de proibição total de qualquer comunicação entre vivos e mortos (Deu. 18:9-12; Isa. 8:19, 20).

                    Isso apresentamos numa discussão em outro fórum com uma TJ a quem indagamos a respeito. A sua reação foi preferir, depois de tentar fugir desse tema, abandonar totalmente os debates ali, e deixou a estranha teoria irresolvida. Vou reproduzir aqui como abordamos a questão do referido local:

                    É interessante acentuar que há algumas coisas um tanto misteriosas em certas publicações jeovaístas, exatamente sobre a questão de consulta aos mortos. No livro de exposição das profecias do Apocalipse intitulado Revelação, Seu Grandioso Clímax Está Próximo, pág. 125, há esta declaração:

                    Desde o tempo do apóstolo João, e até o dia do Senhor, cristãos ungidos ficaram curiosos quanto à identidade da grande multidão. Portanto, é apropriado que um dos 24 anciãos, representando os ungidos já no céu, estimule o raciocínio de João por fazer uma pergunta pertinente: “E, em resposta, um dos anciãos me disse: 'Quem são estes que trajam compridas vestes brancas e donde vieram?' Eu lhe disse assim imediatamente: 'Meu Senhor, és tu quem sabes'" (Revelação 7:13, 14a) Sim, este ancião podia achar a resposta e dá-la a João. Isto sugere que os ressuscitados do grupo dos 24 anciãos talvez estejam envolvidos em transmitir verdades divinas hoje em dia.

                    Logo, a Torre de Vigia está alegando que as "testemunhas de Jeová" ungidas que morreram e agora estão ressuscitadas como espíritos, habitando no Céu, podem estar "envolvidas em transmitir verdades divinas hoje em dia"!

                    Mas tal conceito não é tão moderno. O livro O Mistério Consumado, publicado pela Torre de Vigia em 1917, pág. 144, já sugeria que Russell, falecido em 1916, controlava a obra das TTJ mesmo a partir do Céu, para onde teria partido ao ser ressuscitado espiritualmente. Ao comentar Apoc. 8:3, consta do livro (não mais disponível) esta estranha declaração, certamente desconhecida da grande massa de "testemunhas" atuais:

                    Este verso mostra que, conquanto o Pr. Russell tenha passado para além do véu [N.A.: o além-túmulo], ele ainda está dirigindo cada aspecto da obra da Ceifa.

                    É difícil imaginar como Russell estaria dirigindo a obra das "testemunhas de Jeová" a partir do Céu, enquanto o seu sucessor, Joseph F. Rutherford, alterava sobre a Terra muitos dos ensinos que o primeiro estabelecera, como a teoria da pirâmide de Gizé como base de entendimento profético, as mudanças de datas, como a da ressurreição dos ungidos, de 1878 para 1918, a do início da parusia, de 1874 para 1914, a do início do milênio, de 1915 para 1925, além de várias outras práticas e ensinos do tempo daquele.

                    Confirmando a noção de controle da Obra por Russell após sua morte (que se deu em 1916), é dito na revista Watchtower [A Sentinela] de 1º/11/1917:

                    Portanto, nosso querido Pr. Russell, sem dúvida, está manifestando um profundo interesse na obra da ceifa, e tem permissão do Senhor para exercer uma forte influência sobre ela.

                    Rutherford parece ter temido que tal idéia sugerisse uma prática espírita, e décadas depois declara preventivamente no livro Luz, vol. 1, pág. 64:

                    O Senhor empregou a Torre de Vigia para anunciar essas verdades. Sem dúvida ele empregou seus representantes invisíveis para realizar muito disso. De modo algum isso se trataria do que alguns poderiam considerar espiritismo.

                    Cria-se então que a ressurreição invisível dos salvos começara em 1878, mas "em 1927 concluiu-se que somente tivera lugar desde 1918" [Cf. as obras da Torre de Vigia Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, pág. 192 e Los Testigos de Jehová en el Propósito Divino, págs. 63 e 64]. Assim, no ano de 1917, Russell NEM MESMO HAVIA CHEGADO NO CÉU! Como poderia estar se comunicando com seus irmãos que deixara sobre a Terra para conduzir a "obra da Ceifa"? Não deixa de ser este um curioso mistério, jamais consumado . . .
                    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 02:38:54.

                    Comentario


                    • #11
                      DEBATENDO COM ‘TESTEMUNHAS DE JEOVÁ SOBRE O TEMA DA LEI DE DEUS E DO SÁBADOARBITRARIEDADE, ARGUMENTAÇÃO FALACIOSA E PILHÉRIAS SEM NEXO
                      .
                      .

                      - Diante de vários comentários de “testemunhas de Jeová” sobre certo debate que houve no passado num blog de um irmão deles, alegando que eu me vi em apuros e “tomei uma surra”, e que o debate teve que ser cancelado por eu ter desrespeitado regras (uma tremenda mentira, pois isso não se deu em absoluto), farei aqui uma análise desse debate e também de outro, ocorrido num grupo do WhatsApp. Vejam as ponderações seguintes:
                      .
                      Houve minha participação em dois debates pela Internet sobre o tema da validade do preceito do sábado para os cristãos com “testemunhas de Jeová”, tanto num blog de um tal Queruvim, que eu soube ser o maior apologista das “testemunhas de Jeová” no Brasil (grande defensor da “superioridade” da Tradução do Novo Mundo, a versão bíblica particular das TJ’s), e posteriormente num grupo de debates do WhatsApp com um apologista chamado P. H. Schaedler, segundo intermediado por um participante que se assina como Dumon.
                      .
                      No primeiro dos debates me propus a apresentar as razões por que cremos que o sábado é ainda preceito válido e vigente para a Igreja. Apresentei minha mensagem inicial, depois a 1a. razão (com a resposta de um apologista TJ convidado, que chamarei aqui de ATJ—apologista testemunha de Jeová), a seguir apresentei a 2a. razão (o mesmo apologista dando a sua resposta), mas daí em diante algumas coisas estranhas vieram a ocorrer, como exporei a seguir. No outro debate do WhatsApp, P. H. Schaedler fazia apologia das teses das TJ’s pretendendo refutar cinco parágrafos de nosso texto “Em Quatro Palavras Cristo Detona o Antissabatismo” sobre Marcos 2:27, em que Cristo diz que “o sábado foi feito por causa do homem”.
                      .
                      Pois bem, falando ainda do primeiro desses referidos debates, eis o que se deu, como expresso na minha mensagem de protesto aos próprios organizadores do debate:
                      .
                      • MEDIDA ARBITRÁRIA DE DEBATEDORES TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
                      .
                      - Mensagem que fizemos questão de enviar a pessoas ligadas à liderança do blog em que se promovia um debate entre um apologista das TJ’s e eu, como representante dos cristãos observadores do sábado:
                      .
                      “Amigos, eu não sei que ligação vocês têm com os debates promovidos pelo irmão de vocês que se assina Queruvim, e do qual fui convidado a participar. Ocorre que, de repente, vejo comentários de que O DEBATE SE ENCERROU, sem que nenhuma informação disso me tenha sido passada, muito menos de RAZÕES por tal fato.

                      “Deixei em registro o meu texto para a CONTINUIDADE da participação mas nem sei se vão considerá-lo. E também escrevi o seguinte comentário dirigido a um dos comentaristas à parte:

                      “‘Ei, que história é essa que TERMINOU?! Quem terminou e POR QUÊ? Quando mal cheguei à 3a. das razões por que o sábado é válido aos cristãos. . . Isso está me parecendo MUITO SUSPEITO. . . Será mesmo que foi resolvido dar fim a um debate sem nem sequer eu ter sido notificado da mínima intenção disso?

                      “‘Como disse, nem comecei a apresentar a 3a. RAZÃO e já terminam assim, abruptamente, sem permissão de irmos até o fim nas nossas argumentações? Isso é justo? É essa a metodologia dos debates aqui?

                      “‘Será que perceberam que as razões seguintes vão só desmontando a prosopopeia dispensacionalista, à moda russelita, que defendem?

                      “‘Espero que NÃO TERMINE, e se o Apologista TJ que discutia comigo não puder mais participar, que outro assuma o seu lugar. Será que não têm gente gabaritada para isso?

                      “‘Mas se não tiver mesmo jeito, se estão ENCERRANDO os debates, lembrem-se que ficaram pendentes vários pontos. Por exemplo, O QUE SIGNIFICA A PALAVRA “SANTIFICAR”? Nunca o ATJ quis responder-nos isso.

                      “‘Por que não analisam Jesus dizendo em Mar. 2:27—“o sábado foi feito por causa do homem JUDEU, e não o homem JUDEU {foi criado} por causa do sábado”. . . Que tal analisarem essa absurda possibilidade das palavras de Cristo que corresponderia a como preferem entender a questão?

                      “‘E o fato de que a LEI DE DEUS e a LEI DE CRISTO são uma só e a mesma? Citar Gál. 6:2 para provar algo diferente foi um “tiro” que saiu pela culatra.

                      “‘E a citação de Efé. 6:1-3 que arbitrariamente o ATJ disse que não tem nada a ver com o Decálogo, quando TEM TUDO A VER? Basta ver como Paulo o identifica aos efésios como sendo “o primeiro mandamento com promessa”. Eles certamente o conheciam, pois era da LEI DE DEUS/LEI DE CRISTO, a qual acatavam, a mesma Lei Universal que sempre teve como fundamento o AMOR.

                      “‘Vamos lá, gente, não desistam não. Ainda há o restante a debater da 3a. razão, além da 4a., 5a., 6a. quiçá até a 7a., 8a. . .

                      “‘Pois é, espero que voltem atrás de qualquer decisão de encerrar os debates quando ele mal se iniciou’”.
                      .


                      O fato é que, não obstante todos os meus apelos, não me permitiram continuar com as 3a., 4a., 5a., 6a., e possivelmente até uma 7a. razão, e ainda saíram-se com a proclamação de “vitória” no debate da parte do apologista das TJ’s, alegando de modo chocantemente falso para quem se diz cristão, que eu somente apresentei dados de obras humanas, e nada da Bíblia nas minhas argumentações.
                      .
                      Seja como for, eu apenas comentaria aos amigos TJ’s, cujo apologista no referido debate alegou que a tradução mais precisa de Gên. 2:2, 3 seria a de que “Deus passou a descansar no sétimo dia” (e tal tradução seria, como não se poderia deixar de esperar, a da sua organização, a famigerada Tradução do Novo Mundo, que difere nesse ponto de todas as demais traduções internacionais, unanimemente registrando “descansou”). Mas A PRÓPRIA TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO nos resolve o problema.
                      .
                      Vejam o que essa mesma tradução nos apresenta em Êxo. 31:17:
                      .
                      “. . . porque em seis dias Jeová fez os céus e a terra, e no sétimo dia REPOUSOU e passou a tomar fôlego”..


                      E o que diz em Heb. 4:4:
                      .
                      “Porque num lugar ele disse do sétimo dia o seguinte: ‘E Deus DESCANSOU no sétimo dia DE TODAS AS SUAS OBRAS’”.
                      .
                      .

                      Logo, a própria TNM nos mostra o ERRO de como traduziram Gên. 2:2, 3. Não tem respaldo de nenhum outro tradutor gabaritado de outras versões internacionais, e é contraditado PELA PRÓPRIA TNM ao traduzir Êxo. 31:17 e Heb. 4:4, em que o PRETÉRITO SIMPLES é naturalmente empregado.
                      .
                      Contudo, para complicar mais ainda a situação dessa tradução de Gên. 2:2, 3, evidenciando-se sua evidente inadequação encontramos as palavras de Jesus Cristo, rebatendo os que O criticavam por realizar obras de cura no sábado: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando” (TNM).
                      .
                      Ora, como é que Deus “passou a descansar”, quando Jesus diz que Ele TEM ESTADO TRABALHANDO? A contradição é inescapável.
                      .
                      Esclareço que em momento algum disseram nada de eu ter desrespeitado regras, motivo pelo qual o debate foi tão abruptamente encerrado. Houve uma “violação” inicial quando eu mencionei que o fundador da organização da TJ’s ensinara que haveria ainda profecias relativas à nação de Israel no futuro, fato que as TJ’s em geral desconhecem. Isso foi considerado MUDANÇA DE ASSUNTO e uma “penalidade” me foi atribuída por isso, mas de modo algum representou o fim dos debates, que, de fato, prosseguiram normalmente após essa “reprimenda”.
                      .
                      • RUSSELL E A INFLUÊNCIA DISPENSACIONALISTA
                      .
                      Na sua bibliografia, Charles T. Russell, fundador da organização das TJ’s comenta como é devedor a diferentes religiosos por ter acatado várias de suas posições ideológicas—batistas, presbiterianos, unitarianos, etc. O fato é que, nos inícios de seu ministério, ele claramente foi influenciado pela escola interpretativa dispensacionalista, que a partir de uma visão de 1830 de certa profetisa chamada Margaret MacDonald, passou a influenciar grandemente a cristandade protestante. Embora seja a “escola interpretativa” dominante no evangelicalismo moderno, grandes autoridades nesse meio, como o renomado teólogo batista Dr. Russell Shedd e o bispo metodista Ildo de Melo, comentam negativamente essas origens nada inspiradoras de tal metodologia de interpretação bíblica.
                      .
                      Segundo dados que apresentam em vídeos postados na Internet, essa profetisa teria tido uma visão de que Cristo não voltaria visivelmente, e sim de modo espiritual, mais ou menos como as TJ’s entendem. Certos líderes cristãos se empolgaram com essas teses e acataram com adaptações tais ideias, como Nelson Darby, Edward Irving, e o conhecido teórico do dispensacionalismo chamado Cyrus I. Scofield.
                      .
                      O pastor e autor batista Ed René Kivitz, até acentua no seu artigo “Guerra Santa-nás” que Scofield foi nomeado pastor de uma igreja sem nem ter obtido um diploma de Teologia, após meros três anos de converso à fé evangélica (ver: http://www.guiame.com.br/v4/116565-1727-Guerra-Santa-n-s.html). No entanto é tido como um grande teólogo, autor da conhecida “Bíblia Anotada” em que expõe as teses todas do dispensacionalismo, uma metodologia interpretativa que tem dois vieses mais destacados—o escatológico (com noções do futuro do mundo vinculado a profecias sobre Israel, reconstrução do Templo de Jerusalém, arrebatamento secreto, etc.), e o da sequência de dispensações, destacando-se a da graça, atual, que teria suplantado a da lei.
                      .
                      Prova de que tais conceitos influenciaram C. T. Russell é que ele ligava porções proféticas da Bíblia a acontecimentos futuros ligados à nação de Israel, como é ainda ensino típico do dispensacionalismo. Nesse ponto, tal escola interpretativa revela falta de entendimento do caráter condicional das profecias para Israel, como se constata por Deuteronômio 28 (monte das bênçãos/monte das maldições), Jer. 18:7-11; todo o livro de Jonas, Mat. 21:43; Rom. 11:23, etc.
                      .
                      O sucessor de Russell à frente da organização das “testemunhas”, J. F. Rutherford, descartou tais interpretações russelitas em 1932, como explica o livro Proclamadores do Reino, pág. 141:
                      .
                      “Até 1932, entendiam [as TJ’s] que . . . Deus mostraria de novo favor a Israel, trazendo gradualmente os judeus de volta à Palestina, abrindo-lhes os olhos para a verdade com respeito a Jesus. . . Com tal entendimento, o irmão Russell falou a grandes audiências de judeus em Nova Iorque e na Europa sobre o assunto 'Sionismo na Profecia', e o irmão Rutherford escreveu, em 1925, o livro Comfort for the Jews (Conforto Para os Judeus).
                      .
                      “Mas aos poucos tornou-se evidente que o que estava acontecendo na Palestina com respeito aos judeus não era o cumprimento das grandiosas profecias de Jeová sobre a restauração. . . .”

                      .
                      Mas o dispensacionalismo tem dois vieses, não se limitando aos aspectos de caráter escatológico—também ensinando a divisão da história sagrada em “dispensações” praticamente estanques, destacando-se nesses conceitos a “dispensação da lei” (que iria da saída de Israel do Egito até a morte de Cristo), e a “dispensação da graça” (desde a morte de Cristo até os nossos dias). Para maiores esclarecimentos sobre isso, ver este estudo abrangente que postamos no “Fórum Evangelho” (interconfessional):
                      http://forumevangelho.com.br/t3981-as-raizes-catolicas-da-escola-interpretativa-dispensacionalista
                      .

                      [Prossegue no próximo quadro]
                      Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 14:41:45.

                      Comentario


                      • #12

                        • VIÉS DISPENSACIONALISTA MANTIDO – O DO CONFLITO ENTRE ‘LEI’ e ‘GRAÇA’
                        .
                        Mas o fato é que embora descartado o viés escatológico do dispensacionalismo na teologia das TJ’s, foi mantido o outro viés dispensacionalista—a da lei versus graça, pela qual se entende a “abolição da lei” com o estabelecimento do Novo Concerto, com o que não haveria mais uma regra de dedicar-se semanalmente um dia ao Senhor (o que eu chamo de dianenhumismo). Esse ensino das TJ’s não é diferente do da maioria dos cristãos protestantes/evangélicos, que acatam tais noções sem nem saberem de suas origens tão sombrias: uma falsa profecia de certa profetisa em 1830.
                        .
                        Assim, no debate do WhatsApp com participação do apologista TJ P. H. Schaedler, ele alega, tratando das ideias de Russell, posteriormente abandonadas:
                        .
                        “As TJ’s entendem plenamente que Russell cometeu erros de interpretação e por isso não ficaram presas aos seus conceitos, mas avançaram largamente no estudo da Bíblia, por isso não precisamos ficar reimprimindo o que ele escreveu, pois ele escreveu aquilo que foi capaz de compreender e pesquisar, mas continuamos avançando em busca da verdade, até hoje, diga-se de passagem”.
                        .
                        Pois bem, esse avanço realmente se deu quando expressam o que consta do livro “Criação”, pág. 341, admitindo que os 10 Mandamentos são o fundamento do concerto divino com Israel.

                        Reproduzindo o que alegou o apologista das TJ’s em 5/18/2018 no debate do WhatsApp:
                        .
                        “1- “O que as publicações das TJs ensinam sobre a Aliança’:

                        “R: Não houve nenhuma mudança, ele apenas está inferindo que eu restringi o termo ‘Aliança’ aos 10 mandamentos, mas não foi essa a argumentação, eu mostrei com Deuteronômio 4:13 que a Aliança INCLUIA sim os 10 mandamentos. . .” ..

                        Bem, é verdade que o livro trata dessa base da aliança COM ISRAEL. E o mesmo apologista também alega noutro ponto dos debates, quando acentuamos que o termo anth'ropos se refere a todos os homens, não só aos judeus:
                        .
                        “Não há discordância quanto a isso. Todos sabemos que anth'ropos é uma referência ao homem universal, a humanidade como um todo”.

                        Só que logo em seguida ele reduz isso aos homens todos, desde que quisessem se tornar prosélitos do judaísmo:
                        .
                        “Obviamente que, mesmo não-judeus que quisessem servir a Jeová junto com o povo de Deus (os prosélitos) precisariam seguir os preceitos da Lei (Êxodo 12:49; Levítico 24:22; Números 15:16) o que também incluía guardar o Sábado semanalmente.—Isaías 56:1-7. Então como a guarda sabática envolvia também não-judeus a linguagem utilizada foi apropriada, assim como também foi feita em Isaías 56:2 para referir-se tanto a judeus quanto a estrangeiros.— Isaías 56:4, 6.

                        “Assim sendo, realmente, qualquer pessoa (anth'ropos) estava sujeita ao sábado se desejasse servir à Deus junto à nação de Israel”.
                        .
                        O problema é que não havia limites para esses “prosélitos”, algo como somente 144.000 indivíduos. Explicamos isso num texto que temos divulgado muitas vezes em diferentes locais internéticos:
                        .
                        “Deus não tinha Seu ‘povo escolhido’ só para conceder-lhe privilégios, mas uma MISSÃO. Nesse ponto muitos cristãos se confundem. Não entendem que Israel devia atuar como “testemunhas de IHWH” e luz das nações até os confins da Terra (Isa. 43:10, 11; 49:6; Atos 13:47). Por isso Israel situava-se em região ainda hoje tremendamente estratégica--a encruzilhada de três continentes--Europa, Ásia e África. [Ver também 1 Crô. 16:23-31].

                        “O papel de Israel era transmitir aos moradores da Terra o conhecimento do verdadeiro Deus, Sua lei e Seu plano de salvação. O Salmo 67 antecipa como o mundo inteiro conheceria e louvaria ao verdadeiro Deus, caso Israel não tivesse falhado em cumprir sua missão.

                        “O apelo para os estrangeiros unirem-se ao concerto com Israel em Isa. 56:2-7 (por sinal, a partir da observância do sábado) se dá no contexto do ideal divino expresso no vs. 7, ‘a Minha casa será chamada casa de oração para TODOS os povos’”.

                        .
                        O mesmo P. H. Schaedler admite ainda, ao citar minhas palavras e dar sua resposta em tentativa de refutação:
                        .
                        “AZENILTO: ‘E se foi estabelecido para o homem, seria para o bem, ou para o mal do homem? Mesmo o antissabatista mais arraigado concordará que é para o bem do homem um regime tal como estatuído pelo sábado—seis dias de atividades físicas e mentais seguido por um dia de descanso, o que tem até confirmação científica’”.

                        “RESPOSTA

                        “Bem, nesse caso, a ciência não fala nada sobre o dia do sábado, mas de descansar após um período de trabalho, então se alguém guardar Domingo, Sexta, Segunda, etc, desde que tenha uma escala de 6x1 estaria tudo certo também e ninguém poderia ser condenado ou julgado por isso”.
                        .
                        Com isso ele admite a UNIVERSALIDADE DO PRINCÍPIO, segundo a ciência confirma e temos artigo com dados científicos a respeito de como o relógio biológico humano indica o que se chama “ritmo do sétimo dia”, ou “circaseptano”— o regime ideal de seis dias de trabalho e um de descanso.

                        O pastor e médico evangélico, Michael Cesar, conta que Hitler, querendo levar vantagem em tudo, determinou que os operários das fábricas de armas e munições na preparação para a 2a. Guerra Mundial deviam trabalhar os 7 dias semanais direto, só parando à noite para descansar. Não funcionou. As pessoas ficavam esgotadas, nervosas, a produção caiu. Daí o Führer teve que retornar ao regime natural de 6 dias de trabalho e 1 de descanso.

                        Por isso batistas e presbiterianos também acentuam em seus respectivos documentos confessionais ser da LEI NATURAL que haja esse regime de seis dias de trabalho, e um de descanso.

                        .
                        • LEI E CONCERTO – QUAL A DIFERENÇA?
                        .
                        O livro Criação, como citamos acima, publicado em 1927 pela editora das TJ’s, nos oferece uma excelente exposição da diferença entre os conceitos de Lei e Concerto, ou Pacto nas páginas 340 e 341. Faria bem às TJ’s modernas, e mesmos aos evangélicos dispensacionalistas, observarem bem o exposto (fizemos umas poucas correções de erros de linguagem no texto abaixo):

                        .
                        “Jeová declarou que o método que ele empregará para regenerar o povo é por aquele do Novo Pacto. Isto ele prefigurou pelo pacto feito por intermédio de Moisés em benefício da nação de Israel. O primeiro pacto é conhecido pelo Pacto da Lei ou de Sinai. Um dos propósitos daquele pacto foi ensinar o povo acerca da vinda de Cristo, o Messias, e para prefigurar o Novo Pacto, que Deus estabelece com Cristo em benefício do povo. . . .

                        “Um pacto é um solene acordo entre duas ou mais pessoas, pelo qual se comprometem fazer ou deixar de fazer o que for estipulado no contrato. Quando por qualquer motivo um dos partidos não é competente para tomar parte direta no pacto, pode então ser representado por outro que é competente e serve como o seu mediador. . . .

                        “Lei quer dizer regra de proceder, mandando fazer o que for justo e proibindo o que for incorreto. Quando escrita, é a declaração das regras fundamentais às quais todas as outras regras de governo devem conformar.

                        “‘Estatutos’ significam as leis legislativas, juízos ou decretos promulgados em perfeita harmonia com a lei fundamental. Estatutos são leis ou regulamentos firmados em conformidade com a autoridade constitucional. A Constituição dos Estados Unidos é a lei fundamental do país. . . .

                        “A lei fundamental em que se baseia o Pacto do Sinai são os dez mandamentos (Êxodo 20:1-17). Os juízos ou decretos que Jeová ditou para o governo do seu povo, constituíam os estatutos de Deus. A vontade de Deus é a sua lei, a qual se encontra nos dez mandamentos. Os estatutos são os mandamentos, juízos e decretos que Jeová anunciou para o governo e em benefício do povo. . . .

                        “Em resumo, o pacto era o contrato; a lei eram os dez mandamentos ou regras fundamentais; e os estatutos, as regras ditadas por Deus para a orientação do povo. O Pacto do Sinai prefigurava um Novo Pacto da Lei, que será baseado na lei fundamental de Deus, e revelará o que será exigido do povo a fim de obter as bênçãos prometidas”.
                        .
                        Já o livro Inimigos, da mesma entidade, publicado em 1937, esclarecia:
                        .
                        “Amor, que é a expressão perfeita de altruísmo, está em completo cumprimento da lei, por isso torna desnecessário o enforçamento da lei (Romanos 13:10). A própria essência da lei está escrita no coração de toda criatura que está em plena harmonia com Deus e que se deleita em fazer a vontade dele. . . .

                        “Deus deu sua lei por meio de Moisés, a qual se aplica a todos os que desejam fazer o bem; e o primeiro de seus mandamentos ou lei fundamental, tanto em ordem como em importância, é este:

                        “Então falou Deus todas estas palavras dizendo, Eu sou Jeová teu Deus que te tirei da terra do Egito. . . Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura. . .” (seguindo até o vs. 6, de Êxodo 20, como citado).

                        .
                        Portanto, a literatura mais antiga das TJ’s esclarece muito bem a diferença entre a lei fundamental, que são os 10 Mandamentos (proferidos audivelmente por Deus aos ouvidos do povo, e por Ele escrito nas tábuas de pedra—ver Deuteronômio 5), e as demais leis cerimoniais, civis (“estatutos”) dadas por intermédio de Moisés, para registrá-las em livros, e ligadas à vida da nação israelita.

                        Mas se a antiga aliança tinha por base os 10 Mandamentos, a NOVA ALIANÇA tem que base, então? A resposta das TJ’s e outros religiosos cristãos é que seria a Lei de Cristo, com o que tentam passar a impressão de que seria uma lei DIVERSA da Lei de Deus, que, por coincidência, traz todos os princípios dos dez mandamentos, MENOS o preceito do sábado. Por que será que não seria mais necessário tal preceito, sendo que o próprio apologista P. H. Schaedler admite a importância de haver um dia de descanso após seis de trabalho? Por que Deus, como Criador, foi tão discriminador oferecendo esse claro benefício só aos judeus, sendo que todos os homens precisam desse regime?

                        Ele noutro ponto tenta explicar a questão da “divisão das leis”, assim classificando o Decálogo:
                        .
                        “O Decálogo possui Leis de caráter Moral (5º ao 10º), Leis de caráter espiritual (1º ao 3º) e Cerimonial (4º), pois o Decálogo era uma espécie de 'resumo de toda a Lei', contendo os diferentes aspectos dela”.
                        .
                        Por que o sábado não seria uma lei de “caráter espiritual”, quando a ênfase está em adoração a Deus? E o “cerimonial” nas leis divinas apontam sempre ao futuro, pois são antecipações do Messias e Sua obra. A linguagem do mandamento do sábado claramente aponta ao PASSADO, sendo o “memorial da criação”. O salmista Davi diz que as obras de Deus são memoráveis (Sal. 111:2-4), e o sábado tem exatamente a função de destacar a memória de um Deus que tudo criou em seis dias, mas no sétimo descansou (ou fez uma pausa, proposital), com razões bem claras dadas por que tal dia deve ser o sétimo, não outro qualquer em Êxo. 20:11. Aliás, a TNM até torna bem claro isso ao assim traduzir o Sal. 111:4: “Ele {Jeová} fez uma recordação para as suas obras maravilhosas”. Pois essa “recordação” é o sábado.

                        [Conclui no próximo quadro]
                        Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 04:30:42.

                        Comentario


                        • #13

                          • QUANDO, ONDE, POR QUE O EMBASAMENTO DE AMOR DEIXOU DE RESPALDAR O PRECEITO DO SÁBADO?
                          .
                          A promessa do Novo Pacto é de que Deus mesmo Se propõe a escrever o que é tratado como “Minhas leis” nos corações e mentes dos Seus filhos—os que acatam os termos desse Novo Pacto—ou Novo Testamento (ver Heb. 8:6-10).

                          Diante de tão clara exposição da literatura das próprias TJ’s, perguntamos—onde nesta passagem, que é a mais importante da Bíblia a tratar da mudança do velho para o novo pacto (ou concerto), é dito que no processo de escrever as “Minhas leis” (de Deus), nos corações e mentes dos seus filhos, o Senhor:
                          .
                          a) deixa de fora o preceito do sábado;

                          b) mantém esse preceito, mas transferindo a santidade do 7o. para o 1o. dia da semana;

                          c) deixa esse suposto novo dia de observância à base de um “domingão do crentão”, nele se podendo comprar, vender, ver o esporte no estádio ou na TV;

                          OU

                          d) deixa a questão do dia de observância como uma prática vaga, voluntária e variável, que se ajusta aos interesses ou conveniências do crente (ou do seu empregador)?
                          .
                          Quando Jesus disse que “destes dois mandamentos [amor a Deus/amor ao próximo] dependem TODA A LEI e os profetas” (Mat. 22:40)—ou seja, dos mandamentos básicos de amar a Deus e amar o próximo, o sábado está inescapavelmente incluído nessa “TODA A LEI”. Não há nada que indique que, sabe-se lá por que, só o 4º. Mandamento do Decálogo na dispensação cristã tenha perdido o seu embasamento em amor, todos os demais continuando com tal base. Ou seja, não sabem explicar por que Deus iria “puxar o tapete” do amor só e unicamente desse preceito, que, na verdade, como analisaremos a seguir, é o que tem mais expressões de amor dentre todos os do Decálogo.
                          .
                          Eis parte de nossa argumentação apresentada (aqui de forma mais completa) no referido debate com o ATJ, via blog de Queruvim, mostrando como o preceito do sábado tem o maior número de demonstrações amor dentre todos os preceitos do Decálogo:
                          .
                          a)
                          AMOR DE DEUS PELOS HOMENS: O Criador concede ao homem um dia semanal necessário de repouso físico e mental (como tem sido comprovado cientificamente), com sua perspectiva espiritual que só lhe traz benefícios em todas as áreas da vida—eclesiástica, familiar, social, profissional. Daí Jesus ter dito também que “o sábado foi feito por causa do homem-anthropós”, o que se refere ao homem universal, não ao mero homem judaico, pois Deus não seria discriminatório na concessão de tal benefício só aos da etnia judaica. Por que o faria já que Ele “não faz acepção de pessoas”?

                          b) AMOR DE DEUS PELOS ANIMAIS DE CARGA: O preceito estabelece que “nem o teu boi, nem o teu jumento” deviam ser postos a trabalhar no sábado, algo que fica ambíguo com o dianenhumismo prevalecente na cristandade contemporânea. Pode-se colocar animais de carga a trabalhar direto, os 7 dias da semana, contrariando o que a NATUREZA estabelece e a lei divina confirma? Seria estranho Deus deixar de ser misericordioso com essas criaturas, também necessitadas de tal descanso físico a cada sétimo dia, a partir da morte de Cristo na cruz e suposta abolição do preceito do sábado.

                          c) AMOR DO HOMEM PARA COM DEUS: Isso se expressa na dedicação de todo sétimo dia de respeito e homenagem ao Criador, pois o sábado é o memorial da criação, como claramente é indicado em Êxo. 20:8-11; 31:16, 17 e Sal. 111:2-4, que já vimos como a Tradução do Novo Mundo até nos ajuda melhor a perceber isso nas palavras do salmista.

                          d) AMOR DO HOMEM PARA COM OS SEUS SEMELHANTES: No sábado o servo, a serva, os filhos são dispensados de trabalhos para todos juntos terem uma comunhão mais direta e completa com Deus, e uma sociabilização no contexto dessa comunhão com o Criador, seja em termos de família doméstica ou família eclesiástica.
                          .
                          Portanto, o mandamento do sábado é um princípio de AMOR, e em 4 dimensões claras, como exposto acima. Infelizmente não só as TJ’s, mas muitos outros crentes evangélicos, por influência do dispensacionalismo dianenhumista, ignoram que faz parte da mais legítima tradição cristã que os primeiros quatro mandamentos do Decálogo tratam de nossos deveres para com Deus, e os seis últimos, idem para com o próximo. É como consta das confissões de fé oficiais de luteranos, presbiterianos, batistas e anglicanos há séculos. Antes da Reforma Protestante isso já era assim ensinado basicamente por católicos e ortodoxos.
                          .
                          E vejam este segmento de nossa argumentação:
                          .
                          “Outra forma em que se detona com a falsa teologia neoantinomista antissabática, sobretudo do dispensacionalismo, é mostrar o absurdo de fazer Jesus pensar só no homem judeu, reinterpretando o texto exatamente como os antissabatistas gostariam que Ele tivesse dito:

                          “O sábado foi estabelecido por causa do homem JUDAICO, e não o homem JUDAICO {foi criado} por causa do sábado”.

                          “Não dá certo! Deus não criou o “homem judaico”. Ele criou somente O HOMEM-anth'ropos. O fato de depois ter-se tornado judeu, egípcio, francês, brasileiro já são OUTROS FATORES.
                          .
                          Neste ponto, P. H. Schaedler, do debate do WhatsApp, tenta mostrar esperteza, mas se complica todo ao tentar refutar nossas declaração básica acima. Alega ele:
                          .
                          “Como saber o que Jesus tinha em mente? Não é supondo a impossibilidade, mas sim adicionando fatos contextuais para a compreensão do relato.

                          “O contexto de Marcos 2:27 mostra que o JUDEU Jesus (João 4:22) falava com os fariseus JUDEUS (v. 24), citou exemplos de JUDEUS do passado (v. 25, 26), em defesa do que seus discípulos JUDEUS fizeram (v. 23) ao violar uma lei JUDAICA. - Êxodo 31:13, 16, 17.

                          “Além disso, Jesus veio para os ‘seus’ (João 1:10, 11), ‘enviado para buscar as ovelhas perdidas da casa de Israel’ (Mateus 15:24), era ‘ministro dos circuncisos’ (Romanos 15:8), de fato o foco da pregação de Jesus era à judeus. - Mateus 10:6; Atos 3:26; 13:46.
                          “Dessa forma não há nenhum tipo de utopia ao alegar que a referência de Jesus era contextual.

                          “Azenilto também esquece de algo de suma importância ao fazer sua argumentação com base na ‘substituição’.

                          “Com o fim de ‘ridicularizar’ o argumento ele substitui anth'ropos por ‘homem JUDAICO’ (sic), mas esquece de fazer o mesmo com o Sábado, pois isso é o que tem em mente aquele que possui o argumento antagônico ao dele, por exemplo:

                          “‘O Sábado JUDAICO foi estabelecido por causa do homem JUDEU’

                          “Ai sim resolveríamos os dilemas”.
                          .
                          Só que não houve nenhuma resolução de dilemas de sua parte. Notem que ele tenta forçar a barra de que Jesus Se referia somente ao homem judeu, mas o contexto não indica isso, pois Cristo falava com os que conheciam o relato da criação e clarissimamente Ele se refere à criação do homem, e do sábado feito “por causa do homem-anth'ropos”. Ora, o mesmo Schaedler admite que anth'ropos refere-se a todos os homens, tanto que admite a necessidade do descanso semanal, que beneficia por todo o planeta homens crentes ou descrentes, de governos cristãos, muçulmanos ou materialistas. E quantos judeus existiam quando da criação do homem original? Ademais, onde a Bíblia apresenta a frase “sábado judaico” ou “sábado mosaico”? JAMAIS!

                          Toda a argumentação dele de que Jesus só veio para pregar aos judeus passa por alto o fato de que o mesmo Jesus pregou aos judeus os princípios básicos da lei—amor a Deus, amor ao próximo. E Ele o fez a uma audiência totalmente judaica, em que não consta haver um só gentio presente, e CITANDO o que MOISÉS havia definido como essa base da legislação divina (ver Mar. 12:28-34). Então, isso significa que amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a nós mesmos é só para os filhos literais de Israel?!

                          O livro Inimigos, publicado em 1937 pela organização das TJ’s, esclarecia, como já vimos, que “Deus deu sua lei por meio de Moisés, a qual se aplica a todos os que desejam fazer o bem”.

                          Então, claramente temos aí a admissão do princípio UNIVERSAL do amor para TODOS OS HOMENS. Ou será que se entende que isso é particularizado aos judeus?

                          Finalmente, é interessante considerar uma tremenda sofistaria criada em torno de um breve trecho que eu postei sobre como até os jumentos nos demonstram a universalidade e necessidade do sábado. Eis o texto:

                          • ATÉ OS JUMENTOS NOS COMPROVAM AS ORIGENS EDÊNICAS E UNIVERSALIDADE DO SÁBADO

                          “Entre as provisões divinas em favor de Suas criaturas, no sábado os animais de carga deviam também ser poupados de trabalhos. “Nem o teu boi, nem o teu jumento”, determina o preceito do descanso sabático.

                          “Entra o cristianismo e—PIMBA, acaba-se o benefício para essas pobres criaturas. O que houve? Deus mudou de ideia? Deixou de ser misericordioso com os pobres animais de carga com o advento do cristianismo?!

                          “Pois se não há mais lei do sábado, e o domingo é algo vago, voluntário, variável, qualquer cristão pode usar seu animal de carga todos os dias da semana, ou cedê-lo a alguém mais que queira usá-lo no fim de semana.

                          “Sem falar que isso se aplicaria aos tempos ANTERIORES ao Sinai. Abraão, Isaque, Jacó eram possuidores de muito gado, e certamente tinham seus animais para transporte, tração de solo, etc. A misericórdia divina para com os animais não se aplicaria ao tempo deles também?

                          “Só isso já mostra a falácia dessa teologia novidadeira do neoantinomismo dispensacionalista com o seu conceito mais user friendly, porém antibíblico, de dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo”.

                          Pois bem, o que tivemos no debate do WhatsApp foi um áudio de pura zombaria ao nosso texto, mas NENHUMA SOLUÇÃO DA QUESTÃO ENFOCADA. Ou seja, tentaram ridicularizar o meu uso de “jumentos” (também bois entra no texto como podem perceber) mas NÃO DERAM SOLUÇÃO ALGUMA ao ponto básico—Deus como Criador misericordioso cria esta lei para beneficiar TODOS os animais de carga, seja de propriedade de judeus ou gentios. Isso obviamente se aplica a todos os povos em todas as épocas, não se limitando ao segmento de tempo desde a saída do Egito até a morte de Cristo.

                          Cadê solução para esse dilema? Não houve nem tentativa disso, só uma série de tolices gravadas em áudio e escritas, inclusive ficando até a impressão de que entendiam que a lei era para os próprios jumentos e burros entenderem que não deviam trabalhar aos sábados, o que, logicamente, seria o cúmulo da “burrice”. Mas negam que esse tivesse sido o seu entendimento. Seja como for, o fato é que esse argumento é tão forte quanto um boi, e simplesmente não souberam o que dizer. Tanto o apologista P. H. Schaedler quanto Dumon, como se apresenta o seu interlocutor do WhatsApp, só apresentaram pilhérias infantis, o que não parece nem um pouco convincente nem demonstração de maturidade cristã dos referidos debatedores.

                          Comentario


                          • #14

                            * Mencionamos acima parte de um texto com argumentação a respeito das palavras de Jesus em Mar. 2:27, de que o sábado foi feito por causa do homem-anth'ropos, que se refere ao homem universal, não ao mero homem judeu. Eis o texto completo dessa argumentação:

                            COM 4 PALAVRAS CRISTO DETONA O ANTISSABATISMO

                            São QUATRO palavras e CINCO parágrafos iluminadores. Até hoje NENHUM antissabatista, mas N-E-N-H-U-M mesmo (sem exagero, nem falso triunfalismo) me foi capaz de refutar cada um (ponto por ponto) e TODOS estes cinco parágrafos:

                            1) Em apenas quatro palavras Jesus Cristo detona o antissabatismo: “O sábado foi estabelecido POR CAUSA DO HOMEM”.

                            Ele não Se refere ao “homem judeu”, pois consta o termo grego
                            anth'ropos, o homem universal, o mesmo que deixa pai e mãe e une-se a sua mulher (Mat. 19:5, 6). E casamento (instituído ao tempo da Criação, como o sábado) é coisa só para judeus?

                            E se foi estabelecido para o homem, seria para o bem, ou para o mal do homem? Mesmo o antissabatista mais arraigado concordará que é para o bem do homem um regime tal como estatuído pelo sábado—seis dias de atividades físicas e mentais seguido por um dia de descanso, o que tem até confirmação científica. Batistas e presbiterianos até trazem em seus documentos confessionais oficiais a declaração de ser “da lei natural” tal regime das Escrituras. E sendo que Deus “não faz acepção de pessoas” (Deu. 10:17; Atos 10:34), por que iria criar um regime tão favorável a Suas criaturas humanas (extensivo aos animais de carga) e limitar tal benefício aos filhos de Israel?


                            2) Outra forma em que se detona com a falsa teologia neoantinomista antissabática é mostrar o absurdo de fazer Jesus pensar só no homem judeu, reinterpretando o texto exatamente como os antissabatistas gostariam que Ele tivesse dito:
                            .
                            “O sábado foi estabelecido por causa do homem JUDAICO, e não o homem JUDAICO {foi criado} por causa do sábado”.
                            .
                            Não dá certo! Deus não criou o “homem judaico”. Ele criou somente O HOMEM-
                            anth'ropos. O fato de depois ter-se tornado judeu, egípcio, francês, brasileiro já são OUTROS FATORES.

                            Ademais, recordemos que Jesus era tanto homem—pois até Se identificava frequentemente como “Filho do homem”—como judeu, o que destrói as alegações insistentes de alguns de que Ele violava o sábado, baseando-se, por incrível que pareça, em declarações dos Seus acusadores! Logo, Cristo mesmo reconhece que o sábado foi feito por causa DELE também, como “Filho do homem”.


                            3) Por outro lado, a detonação do antissabatismo continua, porque Jesus nunca falaria o “absurdo teológico” de que o sábado era cerimonial, portanto feito para o homem, uma vez que as cerimônias não eram feitas por causa do homem-
                            anth'ropos. As leis cerimoniais foram introduzidas por causa do pecado como meio para vencê-lo, apontando para Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O sábado antecede o pecado (Gên. 2:2, 3).

                            4) E no vs. 28 Ele liquida o assunto de uma vez, declarando-Se “Senhor do sábado”, não dizendo que podia fazer o que quisesse com o sábado, até mesmo violá-lo, como exegetas incompetentes ensinam, e sim que tinha AUTORIDADE de corrigir a maneira como o consideravam. Afinal, Ele era o Senhor de toda a lei, e nem por isso podia matar, roubar, mentir, cometer adultério. . . Além disso, o que fazer com suas palavras em Mat. 5:19? Se Ele violasse o mínimo dentre os mandamentos, o próprio Cristo teria que ser considerado “o mínimo no reino dos céus”, por Suas próprias palavras. E o sábado era um dos mandamentos “máximos” na lei.

                            Quando Ele expulsou os cambistas do templo, eles perguntaram: “Com que autoridade fazes isso?” Ele não disse que era “maior que o templo” para diminuir sua importância ou degradá-lo como algo que se tornou inútil. Até o chamou de “casa de Deus”. O que Ele queria era demonstrar Sua autoridade sobre o templo e, como fez em relação ao sábado—para corrigir as distorções que foram praticadas com ambos. Eles também distorciam o 5ª. Mandamento quando lhes convinha (ver Mateus 15: 3-7).


                            5) O sábado é de antes da entrada do pecado (como reconhecem, para desconsolo dos antissabatistas, os documentos confessionais clássicos, históricos e ainda oficiais das igrejas-mãe da cristandade protestante, como as Igrejas Presbiteriana, Batista e os comentários de vários autores dessas Igrejas, além da Metodista, Congregacional, Luterana, Anglicana, Assembleia de Deus, etc.).


                            Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 10:00:33.

                            Comentario

                            Trabajando...
                            X