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Debate sobre o tema--o sábado tem caráter moral e universal?

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  • Debate sobre o tema--o sábado tem caráter moral e universal?


    Nossa RÉPLICA aos comentários de JSB Ferreira a um estudo em que apresentamos 10 evidências de que o preceito do sábado tem caráter MORAL e UNIVERSAL, como é o ensino clássico, histórico e OFICIAL de Igrejas ligadas à Reforma Protestante.

    Os textos em azul escuro referem-se a nossos comentários, com os somente em negrito sendo os tópicos sob discussão. A parte de textos sem alteração de destaque (tipo normal) são as palavras de JSB Ferreira, antecedidas em cada início de discussão com o sinal >>:

    >> Introdução:

    Segue a ordem original do texto do Prof. Azenilto G. Brito, com minhas respectivas observações sobre os mesmos.

    Respostas sintetizadas com bases pesquisas de vários autores dentro e fora do adventismo, bem como em meus próprios estudos individuais da Bíblia sobre este tão belo assunto! Espero que as respostas sejam analisadas à luz das evidências internas do Espírito Santo sobre a Escritura!

    Cordialmente JSBFerreira.

    * 1) Por que Deus mesmo apresenta um contraste entre os sábados cerimoniais e o sábado especial, da lei moral, não só por proferir solenemente aos ouvidos do povo cada um e todos os 10 Mandamentos, escrevendo-os depois com o Seu próprio dedo nas tábuas de pedra, mas por contrastar os sábados semanais dos demais, cerimoniais, como se reflete em Lev. 23:37, 38 que fala das várias festas especiais (sábados cerimoniais) “além dos sábados do Senhor”. John Wesley confirma isso no seu comentário sobre a passagem: “. . . embora outros dias festivais são às vezes chamados sábados, contudo estes são aqui chamados os sábados do Senhor, numa forma de contraste, para mostrar que eram de maior destaque do que quaisquer dos outros dias de festa”.*

    >> Vamos começar pela afirmação do suposto contraste que Deus faz entre lei moral e lei cerimonial, isto não existe, o que existe é a lei de Deus UNA e nesta lei não existe isto de lei de Deus (moral) e lei de Moisés (cerimonial).

    Salmos 78:5 Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos,

    Agora vamos para a argumentação sobre o dedo de Deus como prova da moralidade do quarto mandamento da lei de Deus.

    Luc_24:44: “A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, Pentateuco ou Torá) nos Profetas e nos Salmos”.

    Agora vamos para a suposta moralidade do sábado, pelo “fato de ter sido” escrito em tábuas de pedras pelo próprio dedo de Deus!

    Êxo_8:19: “Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. (poder, atuação ou Espírito de Deus) Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito”.

    Êxo_31:18: “E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus. (poder, atuação ou Espírito de Deus)”.

    Luc_11:20: “Se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, (poder, atuação ou Espírito de Deus) certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós”.

    Mat_12:28: “Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, (dedo de Deus) é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus”.

    Após a exposição dos textos acima é inevitável que cheguemos a cheguemos à seguinte conclusão:

    1. Dedo Deus é um termo antropomórfico (aplicabilidade de formas humanas ao divino),

    2. Pela expressão dedo de Deus, entendemos que Deus tem participação ativa em determinados eventos!

    Agora vamos para a afirmação de que o sábado não seja um principio cerimonial ou festividade exclusiva da lei judaica e que Deus tenha traçado uma diferença tênue entre os sábados cerimoniais e os sábados do Senhor!

    E, antes que surja um engraçadinho argumentando que este sábado não seja o quarto mandamento da Lei de Deus, mas sim um dos sábados cerimônias é bom enfatizar que o contexto imediato deixa bem claro sobre com qual sábado iniciam-se as festividades do Senhor.

    Lev 23:1: “Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo:”

    Lev 23:2: “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: AS SOLENIDADES DO SENHOR, que convocareis, serão santas convocações; ESTAS SÃO AS MINHAS SOLENIDADES”.

    Lev 23:3: “Seis dias obra se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhuma obra fareis; sábado do SENHOR é em todas as vossas habitações”.

    Conclusão 01: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!
    • RÉPLICA:
    As teses do Sr. JSB Ferreira claramente não são só antiadventistas, mas ANTIPROTESTANTES, ANTI_REFORMADAS, pois a Igreja Protestante—constituída por aquelas igrejas que se identificam como “reformadas”, ou seja, derivadas do grande movimento de Reforma Protestante a partir do séc. XVI, determinou HÁ SÉCULOS em diferentes de seus documentos confessionais que os 10 Mandamentos são a Lei Moral de Deus, que compreende tudo quanto tem que ver com os tratos do homem para com Deus e com o seu próximo.

    O relacionamento Criador<-->criatura se apresenta como PRIORITÁRIO sobre o de criatura<-->criatura, à luz de Mat. 10:37 e 1 João 5:2. Quem ama mais o próximo do que a Cristo, Dele não é digno, e para se amar o próximo legitimamente, tem-se que amar a Deus primeiro.

    Isso tem o respaldo posterior de grandes eruditos protestantes/evangélicos, como o presbiteriano Albert Barnes, o metodista Adam Clarke, os batistas Jamieson, Fausset e Brown, John Gill, Matthew Henry, Billy Graham, e muitos outros.

    Aliás, o Sr. JSB Ferreira, pelo que me consta, pertence à denominação Assembleia de Deus, mas está contrariando o que essa Igreja definiu também a respeito, como lemos na Bíblia de Estudo/ Aplicação Pessoal:

    “Será que as leis de Deus observadas pelos israelitas servem para os cristãos? As leis foram designadas para guiar todas as pessoas a um estilo de vida saudável, justo e voltado para Deus. Seu propósito é apontar o pecado e mostrar a maneira correta de lidar com ele. OS DEZ MANDAMENTOS SE APLICAM HOJE ASSIM COMO SE APLICAVAM HÁ TRÊS MIL ANOS, POIS PROCLAMAM UM ESTILO DE VIDA ESTABELECIDO POR DEUS. SÃO A PERFEITA EXPRESSÃO DA PESSOA DE DEUS E COMO ELE DESEJA COMO O POVO VIVA. – Op. Cit., (CPAD—Casa Publicadora das Assembleias de Deus), pág. 237 (destaque meu).

    Mas como ele próprio já apresentou uma pouco justificável objeção a citações de tal obra por se tratar de Bíblia de estudo, o que não teria muito peso (sabe-se lá por quê), vamos reproduzir pensamentos de outras autoridades da mesma Igreja FORA de tal categoria de literatura:

    * (1) O Que é a Lei de Deus? O Que São os Dez Mandamentos?

    O pastor assembleiano, Carlo Johansson, responde da seguinte maneira:

    “A lei é a vontade de Deus, no Decálogo”. – Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 48.

    Por sua vez, o Pr. Myer Pearlman professor de muitos pastores, inclusive do Pr. N. Lawrence Olson, por muitos anos o orador do Programa de Rádio ‘A Voz das Assembleias de Deus’, assim se expressou:

    “Os mandamentos representam e expressão décupla da vontade de Jeová e a norma pela qual governa os Seus súditos”. – Através da Bíblia, pág. 25, 26.

    - Obs.: Notem que ele utiliza o verbo no tempo presente (“representam”, e não representavam, e “governa”, e não governava).

    Por seu turno, Emílio Conde, conhecido como Apóstolo da imprensa evangélica pentecostal no Brasil

    “A Bíblia nos mostra a sagrada Lei de Deus: ‘faça isto’, ‘não farás!’. Êxo. cap. 20. E essa Lei deveria ser observada, cumprida rigorosamente—e até aos nossos filhos a deveríamos fazer conhecer. Deu. 6: 1–13. A Palavra de Deus é, sob certos aspectos, autoritária! Ela nos fala de modo imperativo.” — Em Lições Bíblicas, 07/12/1966, p. 12.

    * (2) Para que Serve a Lei, os Dez Mandamentos?

    Tendo consciência da necessidade do homem com relação ao cuidado e proteção de Deus, o Pr. Myer Pearlman, atrás referido, escreveu:

    “Os mandamentos de Deus são cercas, por assim dizer, que impedem ao homem entrar em território perigoso e dessa maneira sofrer prejuízo para sua alma”. – Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág. 91.

    Concordando de que a lei de Deus é para o benefício do homem, o Pr. Carlo Johansson, líder assembleiano, declarou o seguinte:

    “O decálogo—o fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade”. – Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 116.

    * (3) Desde Quando Existem os Dez Mandamentos, a Lei de Deus?

    Concordando de que a lei de Deus é para o benefício do homem, o Pr. Carlo Johansson declarou o seguinte:

    “O decálogo—o fundamento do pacto e o mais essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade”. – Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 116.

    Também da Assembleia de Deus, o Pr. Orlando Spencer Boyer, comentarista, escritor, pastor, professor e autor de muitos livros, registrou estas palavras sobre o Decálogo:

    “Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos antes de Moisés. Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o princípio”. – Pequena Enciclopédia Bíblica, pág. 198.

    “Não há pecado que não é condenado por um dos Dez Mandamentos”. – Ibid.

    * (4) Existe a Lei Moral e a Lei Cerimonial?

    Mais uma vez o Pr. Boyer nos apresenta aquilo que tem aprendido de Deus, em anos de estudo da Palavra:

    “Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’ são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos e o incenso. ... As leis ‘cerimoniais’ podem ser abrogadas na mudança de dispensação, mas não as leis ‘morais’. É certo que existe tal distinção”. – Marcos: O Evangelho do Senhor, págs. 38 e 39.

    E o Pr. Antonio Gilberto, também da Assembleia de Deus, confirma:

    “A parte moral da lei é eterna e universal”. – Manual da Escola Dominical, pág. 86.

    E eis obra mais recente, que serviu de base para estudos de lições da Escola Dominical de todo um trimestre, o 1º. de 2015:

    “A estrutura dos Dez Mandamentos se resume no amor a Deus e ao próximo, diz respeito a Deus e à sociedade, que envolve pensamento, palavras e obras. . . A ordem natural dos Dez Mandamentos é a seguinte: Deus, família e sociedade. . . A função da lei não é salvar, mas mostrar o pecado humano, restringir o perverso e nos conduzir a Cristo, lembrando que o Decálogo é parte da lei. Esta é santa porque é de origem divina, mas a sua função deve ser compreendida por todos os cristãos”. (SOARES, Esequias. Os Dez Mandamentos—Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp. 9,11).

    CONCLUSÃO: A origem do sábado, ao contrário do que ensinam alguns cristãos desinformados, não é a doação da Lei dos Dez Mandamentos, no Monte Sinai. Conforme os estudiosos da Bíblia, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, foi na SEMANA DA CRIAÇÃO. Seis dias de trabalho, e o sétimo para o descanso e culto.

    O sábado não é “moral” por ter sido escrito pelo “dedo de Deus”, ou nas tábuas de pedra. Por sinal, esta antropoformização do “dedo de Deus” é muito significativa, pois o autor bíblico preferiu valer-se de tal metáfora para acentuar a IMPORTÂNCIA dessa lei, já que foi proferida por Deus audivelmente aos ouvidos do povo, a primeira e única vez na história que todo povo teve tal oportunidade. E o que Moisés registra é que após a proclamação solene de tal lei, Ele “nada acrescentou” (Deu. 5:22). Os que se põem a acrescentar outras leis ou regras e princípios como sendo do mesmo pacote legal, tudo depois abolido na cruz, estão claramente indo “além do que está escrito” (1 Cor. 4:6), algo que não tem aprovação divina.

    Quanto à salada mista que JSB Ferreira faz do sábado especial do 7º. dia com outros dias de festas solenes é resolvido por Lev. 23:37, 38. Ali é dito que estas são as festas designadas dos seus dias devidos, “ALÉM DOS SÁBADOS DO SENHOR”. Por que é dado este destaque, se seria tudo uma coisa só?

    Aliás, que há essa diferenciação é tonado claro por grandes eruditos protestantes, a começar de João Wesley:
    • João Wesley Sobre Lev. 23:37, 38:
    “Além dos sábados – As ofertas dos sábados semanais. . . . Deve-se notar aqui que, embora outros dias festivais sejam chamados de sábados, estes são aqui chamados os sábados do Senhor em forma de contraste, para mostrar que este era um dia mais eminentemente assim do que outras festas”. – (ver antologia de comentaristas bíblicos clássicos do site www.e-sword.net).
    • John Gill (batista):
    “‘Além dos sábados do Senhor’, . . . . Os sábados do sétimo dia, que eram de sua determinação, e sagrados para o seu serviço e culto; em que, quando qualquer uma das festas caía, não prejudicava a sua observância, ou a oferta dos vários sacrifícios sobre eles; nem deviam as do sábado ser omitidas por conta delas”.

    “Estas são as festas do Senhor, . . . . além do sábado, como Gersom observa; inclusive a páscoa, os sete dias dos pães ázimos, o dia de Pentecostes, o dia de soar as trombetas, o dia da expiação, e os sete dias da festa dos tabernáculos”.
    • Keil & Delitzsch (reputadíssimos hebraistas luteranos):

      “‘Além dos sábados’: isto é, dos sacrifícios de sábado (ver Num_28: 9-10), e as dádivas e ofertas, que faziam parte integrante da manutenção de festas e sábados, mas podiam ser oferecidas nesses dias”.
    • “Pulpit Commentary” (interconfessional): -- Lev_23:37, Lev_23:38: “Estes versos formam a conclusão do objeto imediato. As festas em que santas convocações devem ser realizadas e sacrifícios públicos oferecidos foram enumeradas; esses sacrifícios, é explicado, não incluem os do sábado ou de ofertantes individuais”.
    • Jamieson, Fausset e Brown (eruditos batistas). -- Levítico 23: 34-44: -- “A festa dos tabernáculos, durante sete dias ao Senhor— esse festival, que foi instituído em comemoração à gratidão dos israelitas por terem habitado com segurança em cabanas ou tendas no deserto, era o terceiro dos três grandes festivais anuais, e, como os outros dois, durava uma semana. Começava no décimo quinto dia do mês, correspondente ao fim de nosso setembro e início de outubro, o que era observado como um sábado”. . .
    • Albert Barnes (erudito presbiteriano): -- “O significado [de Lev. 23:37, 38] parece ser; “Estes são os tempos anualmente designados em que haveis de realizar santas convocações e oferecer sacrifícios a Yahweh, além da oferta de sábado (Num_28: 9-10) e todas as vossas ofertas voluntárias”. Comparar com Num_29: 39”.
    • Matthew Henry (batista): -- “Deus designou essas festas (Lev_23: 37, Lev_23: 38), além dos sábados e as vossas ofertas voluntárias. Isso nos ensina: (1) que chamadas para serviços extraordinários não nos desculparão de nossos constantes desempenhos declarados. Dentro dos dias da festa dos tabernáculos deve cair pelo menos um sábado, que deve ser estritamente observado como qualquer outro. (2) Que as instituições de Deus deixam espaço para ofertas voluntárias. Não que possamos inventar o que ele nunca instituiu, mas podemos repetir o que ele instituiu, ordinariamente, quanto mais vezes, melhor. Deus se agrada com pessoas bem dispostas”.
    Note-se que todos eles ressaltam a DIFERENÇA EVIDENTE entre o sábado semanal, do Decálogo, e os demais dias festivos, também chamados de ‘sábados’.

    * 2) O sábado antedata o pecado e fora dado antes da Queda, portanto antes que o homem necessitasse de Redenção (Gên. 2:2, 3). Por conseguinte, nada tem de típico e não aponta para a expiação. Se não tivesse havido a tragédia da Queda, o que aconteceria com o sábado? Continuaria a ser observado pelo homem no Éden, para o qual foi estabelecido, como Jesus declarou (Mar. 2:27) com o privilégio da companhia de Deus. Mas não há dúvida que continuaria a ser observado. Tanto isto é verdade que, na Restauração de todas as coisas quando enfim a maldição for removida desta Terra e tudo voltar à prístina pureza edênica e o homem à glória original, o sábado continuará a ser observado e para sempre, segundo lemos em Isa. 66:22. 23. Portanto, o sábado é a única instituição que associa os três fundamentos basilares da fé cristã: Criação, Queda e Redenção.

    >> 1. Todos os dias antedatam a Queda, mas ainda assim, nada na Bíblia com relativo à obrigação de se observar qualquer um destes (inclusive o sábado).

    2. A certeza que temos, caso não houvesse ocorrido a tragédia da Queda, é que não há um único texto afirmando que o sábado já era observado pelo homem no Éden, ir além [inferir] do que está escrito é terreno muito perigoso.

    3. O que aconteceria com sábado? O mesmo que aconteceria com os demais dias, pois todos eram muito bom, conforme o próprio Deus afirmou! Gn 1.31. Ou seja, não havia nenhuma superioridade do sábado em relação aos demais dias.

    4. A afirmação de Jesus em Marcos 2:27 deve ser entendida dentro da problemática do contexto imediato e não remoto, sendo assim, o que motivou Jesus afirmar que sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado? A frieza legalista dos fariseus em torno da observância do sábado, a ponto deles o considerarem superior ao ser que era a imagem e semelhança de Deus. Com isto, Jesus mostra que o mais importante neste evento é o homem e não o sábado!

    5. Igualmente, ratifico que a expressão a expressão “o sábado foi feito por causa do homem” [pois não foi feito para primatas] em nada o torna universal como dia de guarda, mas que como os demais dias da semana servem para beneficio deste!

    6. Interessante que ao fazer uso de Isaias 66 para uma suposta não citastes o verso não ter citado o verso 24, porque será? Não seria pelo fato deste verso esclarecer que os eventos citados 22 e 23 não se referirem ao para sempre ou eternidade, mas sim ao período de glória terrena em pleno andamento do milênio terreno? Outra coisa, o objetivo deste texto não é comprovar a observação do sábado, mas sim estabelecer referencia de initerruptibilidade de tempo, isto é claramente entendido por qualquer contemporâneo da afirmação.

    7. A proposta de Isaias 66.22 e 23 não é ensinar os eventos anteriormente citados estarão nos novos céus e nova terra, mas deve ser entendido à luz do contexto imediato, neste caso o verso 21, e perceba que o verso faz promete a continuidade sacerdócio Levítico e enfatiza isto nos versos 22 e 23: Porque, como os céus novos e a terra nova que hei de fazer estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, desde uma Festa da Lua Nova até à outra e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. Ou seja, a proposta do texto é enfatizar que continuamente haverá sacerdotes e levitas no desenvolvimento do seu plano, esta é a promessa que vai se consumar assim como os novos céus e a nova terra. Exegese sem contexto muito me preocupa!

    8. Percebo que as coisas estão começando a se complicar para você, pois no inicio deste tópico que: “Por conseguinte, nada tem de típico e não aponta para a expiação”. E agora no fim do mesmo tópico defendes que: “Portanto, o sábado é a única instituição que associa os três fundamentos basilares da fé cristã: Criação, Queda e Redenção”. Minha mente está dando parafuso, afinal mestre Azenilto, qual das duas afirmações devo considerar como verdadeiras? Pois se uma é verdadeira a outra é falsa! E, se a última proposta não for a verdadeira como fica a sua citação de Isaias?

    9. Que o dia de sábado antedata ao pecado é verdade! Agora por isso ser verdade, querer torná-lo observável pela humanidade desde lá, é no mínimo esperteza cognitiva! Digo isto, pois o testemunho CLARO e sem inferências da Escritura é que este mesmo sábado que antedata ao pecado NUNCA FOI CONHECIDO COMO DIA DE GUARDA pelos ascendentes dos judeus nem da humanidade.

    Prova bíblica:

    Deu 5:1: “E chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis e guardá-los-eis, para os cumprir”. (FALOU QUANDO?)

    Deu 5:2: “O SENHOR, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe”. (EM HOREBE OU NO ÉDEN?).

    Deu 5:3: “Não foi com nossos pais que fez o SENHOR este concerto, senão conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos”. (COM ADÃO OU COM O POVO DE ISRAEL?).

    Conclusão 02: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!
    • RÉPLICA:
    Novamente, temos o Sr. JBS Ferreira reforçando o que disse ao início—sua teologia não é só antiadventista, mas ANTIPROTESTANTE e ANTI-REFORMADA. E ele comete o erro de confundir LEI com CONCERTO. Não são a mesma coisa. A Igreja Protestante ensina, sim Senhor, que o conhecimento da lei divina, depois refletida nos 10 Mandamentos, foi transmitido no próprio início de todas as coisas. Vejamos como isso é tornado claro no que presbiterianos (em 1647) e batistas (em 1689) definiram em seus respectivos documentos confessionais, Confissão de Fé de Westminster, e Confissão Batista:

    *“LEI DE DEUS -- CAPÍTULO 19 -- [da Confissão de Fé de Westminster, de 1647 e Confissão Batista de 1689]*

    “1. Deus outorgou a Adão uma lei de obediência, que lhe inscreveu no coração; e também um preceito particular, o de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Dessa maneira, Adão e toda sua posteridade ficaram compelidos a uma obediência pessoal, total, exata e perpétua, à lei. Deus prometeu vida como recompensa do cumprimento, e morte como castigo da quebra da lei, tendo dado ao homem o poder e a habilidade para guardá-la.

    “2. A MESMA LEI que uma vez foi inscrita no coração humano continuou a ser uma regra perfeita de justiça APÓS A QUEDA. E ESSA LEI foi dada por Deus sobre o monte Sinai e inscrita em duas tábuas de pedra, NA FORMA DE DEZ MANDAMENTOS. Os quatro primeiros mandamentos contêm nossos deveres para com Deus, e, os outros seis mandamentos, nossos deveres para com os homens.

    “3. Além desta lei, comumente chamada de LEI MORAL, Deus houve por bem dar LEIS CERIMONIAIS ao povo de Israel, contendo diversas ordenanças simbólicas: em parte, de adoração, prefigurando Cristo, as suas graças, suas ações, seus sofrimentos, e os benefícios que .conferiu; e, em parte, estabelecendo várias instruções de deveres morais.

    “As leis cerimoniais foram instituídas com vigência temporária, pois mais tarde seriam ab-rogadas por Jesus, o Messias e único Legislador, que, vindo no poder do Pai, cumpriu e revogou essas leis”.

    [Destaques em maiúsculo meus. Referências bíblicas não adicionadas para poupar espaço]

    De “carona” vemos acima o artigo 3 com a “divisão” das leis oficialmente aceita por presbiterianos e batistas HÁ SÉCULOS. . .

    Tratamos de presbiterianos e batistas, mas que tal adicionarmos o pensamento do Pai do Metodismo, João Wesley?

    “‘Deus falou estas palavras’—a lei dos dez mandamentos é uma lei de divina composição; uma lei de Seu próprio proferimento. Deus tem muitas maneiras de falar aos filhos dos homens, através do seu espírito, consciência, providências; Sua voz em tudo quanto devemos cuidadosamente atentar: mas Ele nunca falou em qualquer ocasião da forma como o fez ao pronunciar os dez mandamentos, aos quais, portanto, devemos dedicar a mais zelosa atenção. Essa lei Deus tinha dado ao homem antes, estava escrita em seu coração pela natureza; mas o pecado tinha de tal modo descaracterizado essa escrita, que foi necessário reativar o seu conhecimento”. – Comentário sobre Êxodo 20, cf. site de antologia de comentaristas bíblicos clássicos,
    www.e-sword.net

    Mas como JSB Ferreira é assembleiano, nada como vermos o pensamento de um veterano líder de tal Igreja em obra que NÃO É Bíblia de estudo?

    “Os Dez Mandamentos foram pronunciados por Deus e escritos por Ele em duas tábuas de pedra, Êx 31.18. Foram escritos de ambas as bandas, Êx 32.15. Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos, antes de Moisés. Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o princípio. Não há pecado que não é condenado por um dos Dez Mandamentos. A súmula do Decálogo é o dever para com Deus e o dever para com o próximo; melhor, é o amor para com Deus e o amor para com o próximo”. – BOYER, O. S., “Pequena Enciclopédia Bíblica”, 1.ª ed., editora CPAD, verbete: “Dez Mandamentos”.

    Sobre as palavras de Jesus de que “o sábado foi feito por causa do homem” (Mar. 2:27), acerta o nosso opositor ao lembrar o contexto dos fariseus que distorciam o mandamento do sábado. Cristo está tratando DO DIA ESPECÍFICO DO SÁBADO, daí que não faz sentido acrescentar comentários desnecessários sobre todos os dias serem para o homem, e criados “bons”. Não é disso que o Mestre está tratando, se o Sr. JSB Ferreira não reparou. Ele está tratando do dia de descanso, não dos dias de trabalhos regulares. Todos, obviamente, feitos para o homem e, como parte da criação divina, criados como “bons”, como tudo quanto Deus executou na criação perfeita. Mas esse tipo de comentário desnecessário parece mais uma tentativa de aplicar o bem conhecido recurso de sofistas—a tática de mudança de enfoque. . .

    E se Cristo estivesse falando a egípcios ou gregos, possivelmente eles não entenderiam a linguagem de “feito por causa do homem, e não o homem [criado] por causa do sábado”. Como os fariseus sabiam muito bem do assunto da criação, Cristo lhes está lembrando que o sábado da criação foi estabelecido para o homem e desde o princípio, e não esse homem-‘anthropós’, universal, foi criado por causa do sábado. Isso liquida a questão de Jesus estar Se referindo ao dia específico de sábado e de TODOS OS HOMENS, e não limitando a criação do sábado ao homem judeu.

    Aliás, uma nota de rodapé da “Bíblia de Estudo Pentecostal” nos ajuda a perceber bem essa questão:

    “4) Jesus nunca ab-rogou o principio de um dia de descanso para o homem. O que Ele reprovou foi o abuso dos líderes judaicos quanto à guarda do sábado (vv1-8; Lc 13.10-17; 14.1-6).

    “5) Jesus indica que o dia de descanso semanal foi dado por Deus para o bem-estar espiritual e físico do homem (Mc 2.27). – Op. Cit., comentário de Mat. 12:1 (rodapé)—págs. 1409, 1410.

    Oh, não posso me esquecer que o Sr. JBS Ferreira tem especiais “reservas” contra Bíblias de estudo. Então, vejamos outra obra da Igreja Assembleia de Deus que NÃO É BÍBLIA DE ESTUDO:

    *(5) E o Sábado do Quarto Mandamento, Qual a Sua Origem?*

    Num livro preparado pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), para tirar algumas dúvidas sobre certos assuntos lemos esta declaração:

    “O observador mais acurado vai perceber que o sábado não é um mandamento originado na lei mosaica (Gên. 2:3), ainda que mais tarde a ela incorporado”. – “A Bíblia Responde”, pág. 123

    E o líder assembleiano, Pr. Carlo Johansson, escreveu:

    “O sábado tem a sua origem na criação, Gên. 2:1-3”. – “Síntese Bíblica do Velho Testamento”, pág. 42.

    Outro líder assembleiano do maior respeito, Pr. Myer Pearlman, completa o que foi dito acima, da seguinte maneira:

    “No sétimo dia Ele descansou, dando ao homem um exemplo, trabalhando seis dias e descansando no sétimo”, pensamento que ele reforça acrescentando: “O Grande Arquiteto do Universo completou em seis dias Sua obra da criação, e descansou no sétimo dia”. – “Através da Bíblia”, pág. 14.

    Ao alegar que não há nenhuma prova de “superioridade” do sábado sobre os demais dias, parece que o Sr. JSB Ferreira não anda lendo o primeiro capítulo da Bíblia já faz um bom tempo. O único dia sobre o qual é dito 3 coisas especiais—que Deus nele DESCANSOU, o ABENÇOOU, SANTIFICOU (que significa “separou” para uso dedicado à Divindade) é o sétimo. E a palavra para referir-se ao fato de Deus ter descansado no sétimo dia é ‘shabbôt’, que tem tudo a ver com ‘shabbat’, será que não dá para perceber?!

    Então, pode-se tranquilamente falar que Deus “sabadizou” no sétimo dia (Gên. 2:2, 3), sem falar que esse pessoal que nega as origens edênicas do sábado não sabe definir devidamente a origem da própria semana. Alô, alô, Sr. JSB Ferreira, pode nos dizer como se originou a semana? Se precisar, temos o principal teólogo atual da Igreja Assembleia de Deus que tem estudo excelente a respeito, além de outros ilustres membros da comunidade protestante/evangélica. . .

    Há menção de que o sábado não é observado desde o início do mundo? De fato, não há, como também de que NÃO FOI. Ou seja, temos novamente os famigerados ‘argumentos do silêncio’ que de nunca servirão de prova ou contraprova de coisa alguma. Já cansei de pedir aos que se valem desse artifício para me provarem biblicamente que, já que o sábado não se aplicava ao primeiro homem, onde é dito que ele trabalhava direto, os sete dias da semana, só parando à noite para descansar, ao atuar no jardim (Gên. 2:15)? Ainda não apareceu um só com tal prova. . .

    Novamente, recordemos o que faz parte da mais legítima tradição protestante/evangélica, que claramente não constitui o entendimento das Escrituras do Sr. JSB Ferreira. Presbiterianos e batistas HÁ SÉCULOS definiram essas origens edênicas do sábado, como também preceito de caráter MORAL e UNIVERSAL:

    “7. Por instituição divina, é uma lei universal da natureza que uma proporção de tempo seja separada para a adoração a Deus. Por isso, em sua Palavra – através de UM MANDAMENTO EXPLÍCITO, PERPÉTUO E MORAL, VÁLIDO PARA TODOS OS HOMENS, EM TODAS AS ERAS – Deus determinou que um dia em cada sete lhe seja santificado, como dia de descanso. DESDE O COMEÇO DO MUNDO, até a ressurreição de Cristo, esse dia era o último da semana; e, desde a ressurreição de Cristo, foi mudado para o primeiro dia da semana, que é chamado ‘Dia do Senhor’. A guarda desse dia como sábado cristão deve continuar até o fim do mundo, pois foi abolida a observância do último dia da semana”. (Capítulo 22, Adoração religiosa e o dia do Senhor – Confissão de fé Batista de 1689)

    Isso tudo inclui o homem desde o princípio, lembrando Mar. 2:27, perguntaria—Adão era homem ou era bicho?!


    [Continua no próximo quadro]
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 15/08/19, 16:05:00.

  • #2

    Sobre Isaías 66:22, 23, o problema está na diferença em visões escatológicas. O Sr. JSB Ferreira apresenta um entendimento dos acontecimentos finais que talvez pense ser o que é universalmente aceito pelos cristãos ao longo dos séculos—a visão escatológica israelocêntrica do dispensacionalismo. Se ele assim imagina, está muito enganado.

    As explicações dele sobre o que o que se daria em conexão com o Milênio são altamente discutíveis, pois há outras visões sobre o tema nos meios protestantes/evangélicos. Para o adventista, há duas escatologias—

    a) o que se daria caso Israel se mantivesse fiel a Deus e aceitasse o Messias, no que muitas das profecias da restauração se enquadram, pois o caráter das profecias é claramente de CONDICIONALIDADE, como se reflete de modo bem evidente em Jer. 18:7-11, Deuteronômio 28 (o monte das bênçãos, o monte das maldições), Rom. 11:23, todo o livro de Jonas;

    b) os acontecimentos finais sobre as novas circunstâncias da falha de Israel em aceitar os termos do Novo Concerto que lhe foi oferecido anteriormente (Jer. 31:31-33), agora aplicando-se ao povo de Deus como Israel expandido—abrangendo todos os que são israelitas pela fé (Rom. 2:29; Gál. 3:7, 29; Efé. 2:11-14).

    Para um estudo muito bom sobre esse aspecto de condicionalidade profética, e de como há tantos mitos criados em torno dessa ilusória visão escatológica israelocêntrica do dispensacionalismo, eis o endereço certo:

    * Israel nas profecias dos tempos finais:


    http://forumevangelho.com.br/t5212-desfazendo-mitos-sobre-israel-nas-profecias-dos-tempos-finais

    Eu não omiti o vs. 24, pois faz parte de todo o quadro do capítulo 66, que mostra abrangentemente tudo o que se refere ao fim de todas as coisas para Israel (ou o povo de Deus) e para o mundo. O referido verso, lembrado desafiadoramente, fala do fim dos inimigos de Deus e do Seu povo, o que completa o quadro do que antes se restaura nos “novos céus” e “nova terra”. Simples assim.

    Inclusive nos vs. 16-18 do mesmo capítulo, temos algo bem embaraçoso para JSB Ferreira e seus amigos e irmãos das teses de “lei abolida”, inclusive dos princípios das leis alimentares: É dito que Deus considerará como dignos de castigo de destruição os que praticam a idolatria, comem carne de porco, comparada pelo próprio Deus com a de RATO!

    E a expressão “de um sábado a outro” é traduzido por muitas versões, inclusive em português a “Bíblia Pastoral”, católica, e a Bíblia na Linguagem de Hoje, da SBB, (como também na francesa de Louis Segond) como “cada sábado”. Seja como for, haverá um dia chamado de “sábado” nas condições da nova Terra, e isso já é suficiente para indicar a continuidade do princípio sabático. O “memorial da criação” não tem por que findar (ver Sal. 111:2-4), já que a criação divina não desapareceu, antes, passou por uma boa reforma. . .

    Destaquemos algo do que alega o Sr. JSB Ferreira na sua argumentação:


    8. Percebo que as coisas estão começando a se complicar para você, pois no inicio deste tópico que: “Por conseguinte, nada tem de típico e não aponta para a expiação”. E agora no fim do mesmo tópico defendes que: “Portanto, o sábado é a única instituição que associa os três fundamentos basilares da fé cristã: Criação, Queda e Redenção”. Minha mente está dando parafuso, afinal mestre Azenilto, qual das duas afirmações devo considerar como verdadeiras? Pois se uma é verdadeira a outra é falsa! E, se a última proposta não for a verdadeira como fica a sua citação de Isaias?

    Quanto à cabeça de JSB Ferreira estar “dando parafusos”, pois não é que parece ser verdade mesmo? Pois ele revela desconhecimento do sentido dos verbos “prefigurar” e “associar”. O que eu disse é que o sábado ASSOCIA, ou seja, abrange, “criação, queda, redenção”. Ora, os dois primeiros termos indicam algo DO PASSADO, enquanto o que prefigura alguma coisa é o que antecipa algo futuro. Daí o prefixo “pre”, o que vem ANTES.

    Mas autoridades do maior gabarito dizem que o sábado em certo sentido prefigura o sábado eterno, da Nova Terra. Eis como os batistas Jamieson, Fausset e Brown o indicam, bem como o metodista Adam Clarke:

    [Heb. 4:9] “Este verso indiretamente estabelece a obrigação do descanso do sábado; pois o tipo prossegue até que o antitipo o supere: assim, os sacrifícios legais prosseguiriam até que o grande Sacrifício antitípico os superasse. Igualmente o sábado de descanso antitípico do céu não se dará até que Cristo, nosso Evangelho . . . venha para nos introduzir nele, o sábado terreno típico deve prosseguir até então. Os judeus chamam o futuro descanso de ‘o tempo que é todo sábado’”. – Ver o comentário de Jamieson, Fausset e Brown (comentaristas batistas) em
    www.e-sword.net

    Adicionalmente, o metodista Adam Clarke diz até que tem gente aqui agindo “presunçosamente”. Vejam por quê:

    “A palavra שבת-shabbath significa descanso ou cessação de trabalho; e a santificação do sétimo dia é ordenada, como tendo algo de simbólico em si, pois tipifica o descanso que permanece para o povo de Deus, e sob esta luz evidentemente parece ter sido assim entendido pelo apóstolo, Hebreus 4. Pelo fato de que este mandamento não é particularmente mencionado no Novo Testamento como um preceito moral obrigatório a todos, alguns concluíram presunçosamente que não há mais sábado sob a dispensação cristã. A verdade é que o sábado é considerado como um tipo: todos os tipos estão em pleno vigor até que a coisa significada por eles tenha lugar; mas a coisa significada pelo sábado é aquele descanso em glória que resta ao povo de Deus; portanto, a obrigação moral do sábado deve prosseguir até que o tempo seja absorvido na eternidade”. – Comentário de Clarke de Êxo. 20:8, que pode ser encontrado na coletânea de comentários bíblicos do site www.e-sword.net


    * 3) O sábado–como todos os preceitos morais–aplica-se igualmente a todas as nações, terras e tempos, pois todas as leis morais são de aplicação universal, não se restringem a um povo e não sofrem mudança por nenhumas circunstâncias. Por isso, é moral.

    - Obs.: Em Isa. 56:2-7 vemos como Deus convida os ESTRANGEIROS a se unirem ao concerto divino com Israel, demonstrando isso a partir da GUARDA DO SÁBADO, o que é dito no contexto da expressão do divino ideal de que “a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. Salomão, na dedicação do Templo, confirma que qualquer indivíduo de qualquer nação poderia apresentar suas orações ao verdadeiro Deus naquele santo lugar (ver 1ª Reis 8:41-43).

    >> Aqui reside mais um sofisma! Ou seja, o fato do nobre Azenilto está repetindo uma cartilha por ele não elaborada.

    Vamos aos sofismas!

    “O sábado–como todos os preceitos morais–aplica-se igualmente a todas as nações, terras e tempos” e para este fim usam Isaias 56:2-7, mas será que Isaias tinha isto em mente (universalidade da observância do sábado) como ensina a IASD? Claro que não! Senão, deixemos o texto falar por si mesmo com algumas observações sinceras:

    Parece uma pergunta ingênua, mas de crucial importância: QUEM SÃO OS ESTRANGEIROS citados em Isaias 56? A IASD dirá que são os moradores de todo o globo terra, mas conforme a Bíblia são todos os estrangeiros que HABITAVAM e ABRAÇAVAM entre os hebreus a Aliança mosaica!

    Provas:

    Êxo 20:10: “mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas”.

    Deu_14:21: “Não comereis nenhum animal morto; ao estrangeiro, que está dentro das tuas portas, o darás a comer ou o venderás ao estranho, porquanto és povo santo ao SENHOR, teu Deus. Não cozerás o cabrito com o leite da sua mãe”.

    Deu 31:12: “Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao SENHOR, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei”;

    Slm 147:19: “Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos, a Israel”.

    Slm 147:20: “Não fez assim a nenhuma outra nação; e, quanto aos seus juízos, nenhuma os conhece. Louvai ao SENHOR!”

    Conclusão 03: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!
    • RÉPLICA:
    O nosso amigo se “esqueceu” da parte do texto citado em que o próprio Deus convida esses estrangeiros a se unirem ao Seu povo na Sua adoração—não importa se a partir dos que residiam na Terra de Israel—com a promessa: “a Minha casa será chamada Casa de Oração PARA TODOS OS POVOS”. E não reparou também na citação feita da oração de consagração do Templo por Salomão, onde é ressaltado alguém que vem de longuínqua terra para adorar ao Senhor, e cuja oração mereceria ser atendida (1ª. Reis 8:41-43).

    O que vemos aí é a visão “micro” das ações divinas, em vez de “macro”, como discutimos no seguinte estudo:

    VISÃO MACRO X MICRO DOS ATOS DE DEUS PELO HOMEM, ISRAEL E A IGREJA

    É muito importante ter uma visão MACRO e não MICRO dos atos de Deus, o que, infelizmente, é o grande problema de muitos estudantes da Bíblia, que por manterem uma visão MICRO não entendem a Bíblia devidamente.

    Muitos não entendem que Deus amou o mundo ‘de tal maneira’ DESDE O PRINCÍPIO, não só desde a cruz. Eze. 18:23 diz que Ele não tem prazer na morte do ímpio. Isaías 55 traz o apelo divino para os ímpios deixarem os seus descaminhos voltando para Ele para obter salvação “sem dinheiro e sem preço”. Ele enviou Jonas como missionário aos ninivitas, porque amava aquele povo (gentio) que Dele se desviara.

    Deus demonstra esse amor ‘de tal maneira’ já no evento do ingresso do pecado no mundo. Ele poderia, por justiça, eliminar o casal original pecador, pois “o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). Mas Ele não é só JUSTIÇA, como AMOR, e ofereceu o caminho de saída. Gên. 3:15 é chamado de “protoevangelho”—a primeira pregação do evangelho com a promessa do Messias, que viria ferir a cabeça da serpente até que chegue o tempo de ser esmagada (Rom. 16:20).

    Ora, não foi essa uma evidente demonstração de GRAÇA da parte de Deus? Como ainda há tantos que ensinam, ou deixam implícito, que ‘graça’ é algo que só se manifesta aos homens a partir de Cristo? Qual nada, a GRAÇA vem desde que o homem pecou originalmente, como a promessa do Libertador feita aos primeiros pais demonstra claramente.

    Depois temos nova demonstração desse amor divino no evento do Dilúvio. Embora a Bíblia diga que Deus até “Se arrependeu” de ter criado o homem, termina criando outro meio de escape, através da pregação de Noé e sua arca.

    Finalmente, Ele estabelece a nação eleita de Israel, e aí é que muitos não entendem a Bíblia por causa da visão MICRO que têm dos atos de Deus para o mundo, Israel e a Igreja, em vez de uma visão MACRO.

    Deus não tinha Seu “povo escolhido” só para conceder-lhe privilégios, mas uma MISSÃO. Muitos não entendem que Israel devia atuar como “testemunhas de IHWH” e “luz dos gentios . . . até os confins da Terra” (Isa. 43:10, 11; 49:6; Atos 13:46-48). Por isso Israel situava-se em região ainda hoje tremendamente estratégica—a encruzilhada de três continentes: Europa, Ásia e África.

    O papel de Israel era transmitir aos moradores da Terra o conhecimento do verdadeiro Deus, Sua lei e Seu plano de salvação. O Salmo 67 antecipa como o mundo inteiro conheceria e louvaria ao verdadeiro Deus caso Israel não tivesse falhado em cumprir sua missão:

    “Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Selá.) Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá.) Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. Então a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará. Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão”.

    O apelo divino para os estrangeiros unirem-se ao concerto com Israel em Isa. 56:2-7 (por sinal, a partir da observância do sábado) se dá no contexto do ideal divino expresso no vs. 7, “a Minha casa será chamada casa de oração para TODOS os povos”.

    Notem que isso envolve também a prática dos holocaustos. Pois esses estrangeiros estariam praticando tais ritos como uma prova de fé, junto com Israel, na vinda do prometido “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

    E vale reiterar como Deus se preocupou com os ímpios moradores GENTIOS de Nínive, mandando-lhes o profeta Jonas para atraí-los para Ele e para a virtude, mais uma evidência favorável a essa visão MACRO sobre Deus, em lugar da visão MICRO, que tantos conservam.

    No Seu “Sermão do Monte” Jesus confirma esse papel especial para a nação judaica ao chamar os Seus ouvintes (todos israelitas) de “sal da Terra”, “luz do mundo” e lhes ensinar a oração do Pai Nosso que traz o pedido—“Venha o Teu reino”. Que reino é esse sobre o qual deviam orar? A resposta está em Daniel 2:44—o REINO MESSIÂNICO.

    Com a falha de Israel em cumprir os termos do concerto divino, as promessas para Israel nacional transferem-se para o Israel expandido que agora abrange todos os descendentes de Abraão pela fé—Rom. 2:29; Gál. 3:7, 29; Efé. 2:11-14.

    O Reino Messiânico será o Reino de Glória do Messias já vindo, tendo realizado Sua obra redentora e intercessora (no céu), retornando para recolher todos os Seus verdadeiros e fieis discípulos, como na promessa do Novo Concerto [Novo Testamento], também dirigida à “casa de Israel” e à “casa de Judá” segundo o Espírito (Heb. 8:6-11).

    Outro problema de muitos para entenderem a mensagem bíblica é não conseguirem captar o teor dos debates de Paulo sobre a lei.

    A chave para entender isso é Rom. 9:30-32:

    “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço”.

    Paulo diz que a fé NÃO ANULA a lei, e sim a CONFIRMA (Rom. 3:31), e que com a sua mente serve à lei de Deus (Rom. 7:25), a que traz o preceito “não cobiçarás”, sendo santa, justa, boa, espiritual (vs. 7, 8, 12, 14, 22), dela recomendando naturalmente aos GENTIOS de Éfeso e Roma os seus 5o., 6o., 7o., 8o., 9o. e 10o. preceitos (Efé. 6:1-3; 4:24-31; Rom. 13:8-10).

    Paulo não condenava a lei, e sim o seu “uso ilegítimo” (1 Tim. 1:8)--tê-la como fonte de justiça, o que nunca representou o seu real papel. Esse uso errado da lei causou o tropeço da nação. ROMANOS FOI ESCRITO DEPOIS DE GÁLATAS.

    Finalmente, pensemos um pouco. Será que Isa. 56:6, 7 se refere somente aos estrangeiros ligados diretamente a Israel, como moradores de seu território? É óbvio que não—o “todos os povos” representaria a totalidade de pessoas do mundo, não só dos estrangeiros em Israel, a menos que nos provem que no território de Israel havia, mesmo, representantes de todos os povos da Terra.

    A linguagem é claramente escatológica, tratando do plano MACRO de Deus, o que mentes sujeitas a uma visão MICRO, dada a falsas teologias deformadas e alheias à mensagem bíblica global, não conseguem captar.

    *PERGUNTAS PARA REFLEXÃO SOBRE O TEMA ACIMA:*

    - Desde quando Deus amou o mundo de tal maneira, só desde Cristo ter dito isso em João 3:16? E antes disso, Ele não amava o mundo de tal maneira, só revelava um amor mezzo a mezzo?

    - Quando Deus prometeu o libertador que esmagaria a cabeça da serpente (Gên 3:15), isso Ele fez por obrigação, temor ou amor ao homem pecador?

    - Se GRAÇA é conceito só do Novo Testamento em diante, como se salvavam os pecadores ao tempo ANTERIOR à suposta “dispensação da graça”? Seria pelo fiel cumprimento da lei?

    - Por que Deus escolheu, primeiro Abraão, depois Israel como seus eleitos? Só porque Ele quis assim e ponto final, não se discute, ou havia um propósito claro em tais escolhas?

    - O que entende por “vós sois minhas testemunhas” de Isa. 43:10? Seria uma profecia do grupo de “testemunhas de Jeová” moderno ou tem uma aplicação contextualizada para Israel?

    - Qual é a missão de uma “testemunha”?

    - Haveria uma mera coincidência de Deus enviar Israel para habitar numa região que era a encruzilhada de três continentes (Europa, Ásia e África) ou haveria um propósito nisso?

    - Quando Deus expressa o Seu desejo de que TODOS OS POVOS acatem o concerto que estabeleceu com Israel, isso Ele fez por mudar de opinião quanto ao que havia determinado primeiro, ou porque isso está em harmonia com o Seu caráter de amor e misericórdia para com todos?

    - E por que Deus mandou Jonas pregar para os ninivitas? Porque eles eram gente legal, que merecia ouvir um bom pregador ou o motivo seria outro?

    - Quando no Sermão do Monte Cristo dirigiu-Se à multidão como sendo eles “sal da Terra”, “luz do mundo”, e ensinou-lhe a orar o Pai Nosso, a quantos gentios estava Se dirigindo na ocasião?

    - Por que os ESTRANGEIROS que se unissem ao concerto divino com Israel (Isa. 56:7) iriam também praticar holocaustos? Para promoverem churrascadas e comilança entre eles, ou haveria um propósito mais elevado?


    * 4) Os deveres morais são os que emanam dos atributos de Deus. O poder criador é um atributo divino, um atributo distinto e exclusivo do Deus vivo, e o sábado emana diretamente deste atributo na Criação do mundo. É, pois, um preceito nitidamente moral. Pode-se acrescentar que o dever de o homem amar e obedecer a Deus repousa principalmente no fato de que o Senhor criou todas as coisas, e o sábado é um memorial deste fato, trazendo sempre a consciência disso.*

    - *Obs.: O salmista Davi lembra que Deus fez as Suas obras “memoráveis” (Sal. 111:4). Outro dia não poderia fazê-lo, pois não teria este característico, este sentido e esta finalidade, assim como o 8 de outubro, o 9 de novembro ou o 10 de dezembro não serviriam para o propósito de celebrar a Independência do Brasil. O sábado é totalmente e inequivocamente moral.


    >> Mesmo que o sábado emane secundariamente o atributo criador de Deus, mesmo assim, não o torna um mandamento moral, isto é dissonância cognitiva de primeira grandeza se levar em consideração as minhas respostas no ponto *3 (anterior).

    Há um sofisma quase imperceptível na citação do Sal. 111:4: O salmista Davi lembra que Deus fez as Suas obras “memoráveis” e não a observância do sábado. Os ato criativos de Deus são memoráveis em todos os outros dias e não só no sábado como reza a cartilha da IASD. Simples assim, as obras de Deus confirmam a moralidade do sábado!

    Conclusão 04: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!
    • RÉPLICA:
    Os mandamentos tidos por “morais”, que abrangem o sábado segundo demonstramos acima com a concordância de tal classificação por documentos protestantes/evangélicos clássicos, e pelo que ensina literatura da própria Igreja Assembleia de Deus (com a qual se identifica nosso oponente), tem característica de expressar SANTIDADE. Tudo quanto se liga à santidade divina, a autoridade indiscutível do Deus único e Criador, merece respeito pleno da parte das criaturas humanas. Isso tudo se acha nos primeiros 4 mandamentos. Por Deus ser absolutamente santo e exclusivo, não se terão deuses estranhos, não se criarão imagens de divindades, não se pronunciará o nome de Deus em vão, e se dedicará ao Senhor o sábado como “memorial da criação”. O salmista Davi em Sal. 111:2-4 fala que as obras do Senhor são dignas de memória e como o sábado particularmente trata disso, faz todo o sentido lembrar o sábado como cumprindo tal propósito, pois é o que lemos nas Escrituras no próprio texto do mandamento (Êxo. 20:8-11) além de Êxo. 31:16, 17.

    Então, há esse algo especial quanto a “memória” do que foi criado por Deus, goste disso ou não nosso amigo. O salmista não fala de ‘sábado’, mas fala de OBRAS DE DEUS/LEMBRANÇA DAS MESMAS pelos Seus adoradores. Davi está tratando das obras em si, não do sábado que só secundariamente se referiria ao tema que está abordando. Ademais, ele se dirige primariamente a israelitas que já sabiam que o memorial da criação é o sábado, então ele não precisava acentuar isso. Por que não se encaixaria perfeitamente bem o sábado em Sal. 111:2-4? Só por preconceito contra tal “inconveniente” mandamento?

    Portanto, querer negar a “moralidade” do sábado implica em também “liberar” os demais 4 preceitos que também se interpretam como expressando “amor a Deus de todo o coração”, logo sendo todos de idêntica natureza—com o propósito desse respeito muito especial a Deus como soberano e criador.


    * 5) A natureza do homem—física e mental—requer precisamente tal dia de repouso como o preceito do sábado exige, em consonância com o bem-estar moral e espiritual da criatura. Esta necessidade humana foi prevista e provida pelo próprio Deus, sendo associada ao culto, à reverência e à adoração. Por isso, o sábado é UM DEVER DO HOMEM PARA COM DEUS, como os demais preceitos que constam da primeira tábua do decálogo. A moralidade do sábado, porém, reside precipuamente na relação do mandamento com o ato criativo de Deus e isto não pode ser preenchido por qualquer outro dia. A bênção colocada no dia do sábado jamais foi dele removida. É um mandamento moral.

    >> Concordo com sua afirmação, de que a natureza do homem física e mental requeiram repouso, no entanto discordo que isto só ocorra em plenitude no sábado, descanso físico pode se obter em qualquer dia da semana, basta estar cansado, bem-estar moral e espiritual só em Jesus e não existem concorrentes ou mediadores. O que dizer dos cultos realizados em dias diferentes do sábado, estão estes desprovidos de reverência e adoração, se estas características estão presentes em outros dias, então o principio do descanso e do culto podem ser desenvolvidos em qualquer um outro dia e sendo assim nada há de que feche o culto e a santificação apenas neste dia. Benção sobre o sábado? E o que dizer dos outros dias são maldiçoados? Não se trata de não querer guardar o sábado, mas se trata de sermos justos sobre as exigências legais do mesmo!

    - Obs.: Luteranos, presbiterianos e batistas dizem nos seus documentos confessionais que os primeiros 4 mandamentos tratam de nossa relação para com Deus, e os 6 últimos, idem para com o próximo. Antes deles já católicos e ortodoxos diziam a mesma coisa. A base de tal raciocínio são as palavras de Cristo de que “destes dois mandamentos {de amor a Deus e ao próximo} dependem TODA A LEI e os profetas”. Se o amor é um princípio moral e universal, então cada um e todos os preceitos dessa lei divina têm tais características, pois sua base é um princípio moral universal—AMOR.

    Interessante, solicitei texto bíblico e o nobre amigo me cita documentos confessionais de uma ala cristã por vós considerada babilônia (confusão) Agora o que eles escrevem tem peso e servem de juízo de valor? Caso a resposta seja sim, pode ser que estejam certos sobre outros pontos abominados pela IASD, como a comprovação da prática do culto no primeiro dia da semana pela igreja primitiva. E tem mais, pode ser que as afirmações da igreja Católica também estejam todas corretas, não apele para o dizem as igrejas, use bíblia!

    Conclusão 05: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!
    • RÉPLICA:
    Nessa argumentação vemos como transparece o EGOÍSMO HUMANO, pois o preceito, como estabelecido por Deus, não se limita ao conveniente descanso sabático, cientificamente comprovado como necessário e benéfico ao homem, segundo o seu biorritmo natural, a cada sétimo dia. É fato que a ciência não define QUAL seria tal dia, pois não entra no campo religioso, filosófico. O cristão, porém, tem as Escrituras como sua norma de vida, daí saberá que Deus mesmo deu as razões porque tem que ser o sétimo dia, a SANTIFICAR-LHE, não outro qualquer.

    Notem que o preceito começa falando em SANTIFICAÇÃO (Êxo. 20:8), mas a ênfase que tantas vezes vezes se percebe no trato do assunto é o DESCANSO para o homem. Temos que nos lembrar que os interesses de Deus devem vir em primeiro lugar em nossa vida, e não os nossos. “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça. . .” lembra Jesus.

    Pois bem, vejamos como a própria Bíblia nos indica as RAZÕES dadas POR DEUS para se ter este descanso no 7º. Dia: “PORQUE em seis dias criou Deus os céus, a terra, o mar e tudo quanto nele há, e descansou no sétimo dia. PORTANTO (ou POR ISSO) abençoou Deus o dia do sábado e o santificou”. Êxo. 20:11.

    Temos nesta passagem o PORQUE e o PORTANTO ou POR ISSO dever ser o 7º. dia o que se santificará (separará) a Deus. Assim como não faz sentido nem seria legal celebrar a Independência do Brasil em 8 de outubro, 9 de novembro ou 10 de dezembro, não corresponde à instrução divina, segundo razões claramente dadas por Deus, ser-Lhe dedicado outro dia.

    Por que no exemplo dado só serve o 7 de setembro? Obviamente porque é o único que tem a necessária correspondência histórica quanto ao exato dia em que foi proclamada a Independência brasileira. O mesmo se aplica a cada 7º. dia semanal, no “memorial da criação”, pois nesse 7º. dia primordial é que Deus descansou, daí o abençoou e SANTIFICOU. Ora, Deus já é absolutamente bendito e santo, então se fez isso quanto ao sábado, não foi para Si próprio, e sim “por causa do homem”, como Jesus esclarece ao a líderes judaicos, ao lhes falar sobre a criação do homem, e do sábado por causa desse homem criado (Mar. 2:27).


    * 6) O casamento é uma instituição moral, defendida pelo sétimo mandamento. A instituição do sábado, tendo sido feita ao mesmo tempo, pela mesma Autoridade, para as mesmas pessoas e da mesma maneira, é logicamente moral, pelas mesmas razões.

    >> Gostei de ter citado o argumento do casamento em apoio à moralidade do sábado (obrigatoriedade universal) pelo fato do mesmo ilustrar o outro lado da moeda. Pois bem vamos lá: O casamento é uma instituição moral em que aspecto? Pelo fato de estar disponibilizado e autorizado ou pelo fato de exigir que todos os homens se casem? Deus exige em todas as épocas, que TODOS os homens se casem, com a mesma intensidade que exige um não matarás? Se a resposta for não, tem algo errado com esta moralidade do casamento em gênero, número e grau. Não, não exige, casamento tem a benção de Deus como todos os dias antes e depois do pecado, mas é algo de foro intimo! Gên 2:24: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. HOJE REGRA OU CONSELHO UNIVERSAL?

    A instituição da família, tendo sido feita ao mesmo tempo, pela mesma Autoridade, para as mesmas pessoas e da mesma maneira, é logicamente de foro intimo, pelas mesmas razões. Outra coisa, se o casamento é uma instituição moral (e sem a prática de mandamentos morais não há salvação) o que dizer dos solteiros por opção em nossas igrejas e dos que se faziam eunucos por amor a Cristo? Percebes a complicação de tais afirmações? Casar ou deixar de casar não implica na salvação de ninguém, mas a não observância do sábado (mandamento moral pra IASD) implica sim em perda de salvação ou comprovação de que não se é salvo!

    - *Obs.: Uma pergunta para reflexão: Por que santificar um dia para o Senhor não constituiria um preceito de caráter MORAL e UNIVERSAL, mas santificar o Seu nome o seria? Se um espaço de tempo em si não tem nada de santo, em que isso difere de uma palavra em si, utilizada para definir a Deus? Claramente o que importa no primeiro caso não seria uma suposta santidade das letras que compõem o nome divino, e sim o sentido envolvido em tal nome—o Deus absolutamente santo. O mesmo se dá com o TEMPO do sétimo dia, dedicado ao Senhor.

    Meu nobre santificar o nome de Deus (seu caráter e atributos) é algo totalmente superior, pois estamos falando não da pronuncia exata do nome ou de suas obras, mas estamos falando do seu SER Criador e não da criatura. Estou boquiaberto com sua infeliz comparação do nome, versos o tempo para endossar a moralidade do sábado. Correção da infeliz citação:

    O mesmo NÃO se dá com o TEMPO do sétimo dia, dedicado ao Senhor.

    Conclusão 06: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!

    [Continua no próximo quadro]

    Comentario


    • #3
      • RÉPLICA:
      Não estou dizendo que o casamento seja obrigatório, mas aos que adotam tal regime, seguindo o plano divino, torna-se algo de caráter moral, e é universal em sua aplicação. O sábado é mandamento moral também para os que o adotam. Para as demais pessoas, é apenas um dia como outro qualquer. O significado especial está para quem tem essa visão especial. Assim também, aos que se unem fisicamente sem levar em conta considerações de regras bíblicas sobre tais uniões, pouco se lhes dá haver ou não tais regras. Eles formam regras próprias quanto ao seu relacionamento “matrimonial”, havendo até os que adotam casamentos “abertos” ou “múltiplos”, sem falar nos homossexuais, aprovados por certas denominações cristãs, como os presbiterianos nos EUA.

      Portanto, a ilustração do casamento para explicar o caráter especial do sábado justifica-se plenamente quando se leva em conta essa diferença entre considerá-los válidos segundo normas bíblicas ou não. Bem como as letras do nome d-e-u-s, que em si nada têm de especial, mas na devida ordem REPRESENTAM esse Ser que merece nosso especial respeito e adoração. Isso, logicamente, também para os que levam a sério o que Deus estipula em Sua palavra. E o mandamento não é “moral pra IASD” como para batistas e presbiterianos e outros cristãos, segundo atestam seus documentos confessionais de séculos e exposições de grandes eruditos dos meios protestantes/evangélicos.


      * 7) O próprio fato de Deus ter posto o mandamento do sábado no coração do Decálogo–sumário de toda a lei moral–mostra inquestionavelmente o caráter moral do preceito. Se fosse cerimonial, no todo ou em parte, não seria esculpido nas tábuas de pedra pelo próprio Deus, mas apenas deixado para Moisés incluí-lo nos rolos que redigiu, trazendo todo o preceituário cerimonial judaico.

      - Obs.: Arranjem-se os pretextos que quiserem, o fato é Deus mesmo indica uma DIFERENÇA DE TRATAMENTO entre as leis.

      >>Argumento muito simplista o de Deus ter colocado o sábado no coração do decálogo e ter sido em tábuas de pedras, mas ainda assim vem carregado do aprendizado que ele estava entre os dez por fazer parte de um SUMÁRIO e não por ter em si moralidade universal. Concordamos que o decálogo era um SUMARIO, mas sumario do quê? Conforme Tradição judaica: A Torá dividida em 613 mandamentos. (365 negativos e 248 positivos). Conforme Jesus: A Torá. Mat_5:17 Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Luc_24:44 E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos. Conforme Apóstolos: A Torá.

      Ats_24:14: “Mas confesso-te que, conforme aquele Caminho, a que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas”.

      Qual dos mandamentos judaicos faz parte o sábado (por ser o mais celebrado durante o ano), quem representa ele entre os dez?

      Os festivos ou cerimoniais. Lv 23.1-3. Vejamos agora o argumento da moralidade pela inscrição em tábuas de pedras!!! É isso mesmo???

      Tal argumentação me leva à seguinte conclusão: só é moral o que foi escrito em tabuas e tudo que Moisés escreveu foi de caráter cerimonial e passageiro. Reveja seus conceitos, nobre Azenilto:

      Êxo_24:4: “E Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel”; Convém lembrar que antes de escrever o decálogo, Moises escreve primeiramente todas as palavras do SENHOR em UM LIVRO:

      Êxo 24:7: “E tomou o livro do concerto e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: Tudo o que o SENHOR tem falado faremos e obedeceremos”.

      Deu_10:4: “Então, escreveu o SENHOR nas tábuas, conforme a primeira escritura, os dez mandamentos, que o SENHOR vos falara no dia da congregação, no monte, do meio do fogo; e o SENHOR mas deu a mim”.

      Êxo_34:28: “E esteve Moisés ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do concerto, os dez mandamentos”.

      Conforme os textos acima, Deus escreveu o decálogo por meio de Moisés. Sendo assim o argumento de autoridade sobre a escrita no decálogo, pesa na mesma intensidade sobre o Livro da Lei, Pois, foi tudo escrito por Moises!!! Cheque mate!!
      • RÉPLICA:
      Interessante que o nosso amigo JSB Ferreira volta com a mesma teimosia irracional de outros tempos, querendo nos provar que foi Moisés quem escreveu o texto dos 10 Mandamentos nas segundas tábuas, com base neste texto mal compreendido: “E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos”. – Êxo. 34:28.

      Mas dá para entender por que insiste nisso—é para “igualar” a escrita nas tábuas de pedra da lei por Moisés, em vez de ser por Deus. Só que ele terá que admitir que AS PRIMEIRAS TÁBUAS foram escritas por Deus mesmo, sem qualquer sombra de dúvida, será que não? “Então disse o Senhor a Moisés: Sobe a mim ao monte, e fica lá; e dar-te-ei as tábuas de pedra e a lei, e os mandamentos que tenho escrito, para os ensinar”. – Êxo. 24:12 (ver também Êxo. 32:16).

      Se Deus foi quem escreveu essa lei das tábuas de pedra originais, então ELE ESCREVEU A LEI nela contida, e o detalhe das segundas tábuas terem sido escritas por quem quer que seja torna-se secundário, pois o original já havia sido escrito (e proclamado audivelmente) de forma ESPECIAL por Deus (ver Deu. 5:22). Então, prevalece a piadinha clássica: “Há uma diferença; e que diferença. . .”

      Mas parece contraditório o que o texto de Êxo. 34:28 diz, em cotejo com tantos outros que informam que Deus foi quem escreveu a Sua lei nas tábuas de pedra, ficando a impressão que foi Moisés quem a redigiu nas segundas. Vejamos outras passagens que tratam do caso:

      “Então disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e EU ESCREVEREI nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste”. – Êxo. 34:1.

      “Naquele mesmo tempo me disse o Senhor: Alisa duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a mim ao monte, e faze-te uma arca de madeira; e naquelas tábuas ESCREVEREI AS PALAVRAS QUE ESTAVAM NAS PRIMEIRAS TÁBUAS, QUE QUEBRASTE, e as porás na arca. Assim, fiz uma arca de madeira de acácia, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão. Então ESCREVEU NAS TÁBUAS, CONFORME À PRIMEIRA ESCRITURA, OS DEZ MANDAMENTOS, que o Senhor vos falara no dia da assembléia, no monte, do meio do fogo; e o Senhor mas deu a mim”. – Deu. 10:1-4.

      Seria interessante ver aqui como versão da Jewish Publication Society of America (Sociedade Judaica de Publicações da América) para o inglês traduz o último verso: “AND HE WROTE ON THE TABLES ACCORDING TO THE FIRST WRITING, THE TEN WORDS, which the Lord spoke unto you in the mount out of the midst of the fire in the day of the assembly; and the Lord gave them unto me. Fica muito claro que Ele, ou seja, o Senhor, escreveu. . . Observem bem claramente o “HE WROTE” (Ele escreveu), como também consta da Versão King James.

      Então, até por uma questão de “placar”, temos 3 a 1 na “competição” dos textos bíblicos, pois em Êxo. 24:1, Deu. 10:2 e Deu. 10:4 fica claríssimo que o mesmo Deus que redigiu a lei nas primeiras tábuas o fez novamente nas segundas, sendo que Deuteronômio apresenta Moisés dando testemunho de sua experiência pessoal, o que até concede maior peso a essa posição!

      Aqui pediria licença para uma pequena digressão: Há os que insistem que no original hebraico de Deu. 4:13, não seriam “dez mandamentos”, e sim “dez palavras”, alguns até imaginando que tais 10 palavras seriam um tipo de “código”. Será que Moisés utilizou os óculos Urim/Tumim de Joseph Smith para depois detalhar esses 10 Mandamentos em Êxodo 20 e Deuteronômio 5? Se assim for, essa “codificação” de todos os 10 Mandamentos em meras 10 palavras seria o caso do primeiro arquivo zipado da história! Incrível, hein?!

      O fato é que dâbarim’(palavras) em Deut. 4:13, também repetido em outros textos, indica ENUNCIADOS, PROCLAMAÇÕES, ORDENS, como explicam dicionaristas da língua hebraica, como o reputadíssimo Strong. Em Dan. 9:25 a ‘ordem’ para restaurar Jerusalém traz no hebraico ‘dâbâr’, o mesmo termo encontrado em Deu. 4:13, só que no singular.

      O fato de Moisés escolher tal linguagem para falar desses 10 Mandamentos reflete claramente uma intenção de mostrar QUÃO ESPECIAL tal código era—não meras regras, mas enunciados, uma solene proclamação divina a todo o povo. Ademais, os que criticam tal tradução como errada deviam tentar um emprego junto a sociedades bíblicas mundiais, pois em tradução após tradução de diferentes idiomas, o ‘dabarim’ é traduzido como “mandamentos”. Seriam todos esses tradutores (e editores) tão incompetentes assim?!

      Voltando à questão sobre a dúvida quanto a quem escreveu nas tábuas de pedra (as 2as.), vejamos o que eruditos clássicos dizem:
      • Albert Barnes: “Ele escreveu, isto é, Yahweh escreveu. (ver Êxo. 34:1)”.
      • John Gill: “. . . não Moisés, pois aquelas eram tábuas de pedra, sobre que ele não poderia escrever ou gravar sem instrumentos apropriados . . . foi Deus quem as escreveu, como em Êxo. 34:1 diz que ele as escreveria, e em Deu. 10:2, temos a garantia de que Ele o fez”.
      • Treasures of Scriptural Knowledge: “‘Ele escreveu:’ Êxo_34:1, Êxo _31:18, Êxo _32:16; Deu_4:13, Deu_10:2-4; 2Co_3:7” [conferir textos. . .]
      • John Wesley: “Êxo 34:28 – “Ele escreveu—Deus”.
      - Fonte: Seção de comentaristas bíblicos do site www.e-sword.net

      Aliás, vejamos comentários do texto adicional de Êxo. 34:1:

      “Então disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e EU ESCREVEREI NELAS AS PALAVRAS QUE ESTAVAM NAS PRIMEIRAS TÁBUAS, que tu quebraste”.
      • John Gill: Deu. 10: 2: “Embora tenham sido lavradas por Moisés, a escrita nelas foi do Senhor; e as mesmas leis, nas mesmas palavras, sem qualquer alteração ou variação, foram escritas por Ele sobre estas como as primeiras; em parte para mostrar a autenticidade delas, que eram de Deus e não de Moisés, de um original divino e não humano; e em parte para mostrar a invariabilidade delas, que nenhuma mudança havia sido feita nelas, apesar de terem sido quebradas pelo povo; do qual a quebra das tábuas por Moisés foi uma representação”.
      • Sobre Deu. 10: 4: “E ele escreveu nas tábuas segundo a primeira escrita, .... As mesmas leis, com as mesmas letras”.
      • Matthew Henry: Deu. 10: 4: “. . . Deus escreveu nas duas tábuas, os dez mandamentos (Deu. 10: 4), ou dez palavras, implicando quão pequeno espaço estavam contidas: não eram dez volumes, mas dez palavras: o mesmo da primeira escrita, e ambos o mesmo do que Ele falou no monte. A segunda edição não precisava de correção nem de emenda, nem o que ele escreveu diferia do que falou. A palavra escrita é tão verdadeiramente a palavra de Deus como aquela que ele falou aos seus servos, os profetas”.
      Sobre Êxo. 34:1: “Antes, o próprio Deus forneceu as tábuas e escreveu sobre elas; agora, Moisés teve que lavrar as tábuas, e Deus só escreveria sobre elas. Assim, na primeira escrita da lei sobre o coração do homem na inocência, tanto as tábuas como a escrita foram obra de Deus; mas quando foram quebradas e desfiguradas pelo pecado, e a lei divina deveria ser preservada nas Escrituras, Deus com isso utilizou o ministério do homem, e Moisés primeiro. Mas os profetas e apóstolos só lavraram as tábuas, por assim dizer; a escrita ainda era de Deus, pois toda a Escritura é dada por inspiração de Deus.”
      • Adam Clarke: “Êxo. 34:1: “E escreveu nas tábuas as palavras do pacto; mas o pronome Ele se refere ao Senhor, e não a Moisés, é suficientemente provado pelo texto paralelo de Deu. 10:1-4: ‘Naquele tempo o Senhor disse-me: Faze-me duas tábuas de pedra como as primeiras, e Eu escreverei nas mesmas as palavras que estavam nas primeiras tábuas. E eu cortei duas tábuas de pedra como na primeira e Ele escreveu nas tábuas de acordo com a primeira escrita’. Isso determina o assunto e prova que Deus escreveu a segunda e as primeiras tábuas, e que o pronome em Êxo. 34: 28 se refere ao Senhor e não a Moisés. Por este modo de interpretação toda a contradição é removida. Houbigant imagina que a dificuldade pode ser removida supondo que Deus escreveu os dez mandamentos, e que Moisés escreveu as outras partes do pacto de Êxo. 34:11 até 34: 26, e assim pode-se dizer que tanto Deus quanto Moisés escreveram no livro. Este não é um caso improvável e é deixado à consideração do leitor”.
      • Hebraístas Keil & Delitzsch: Êxo. 34:1-8: “Quando Moisés restaurou o vínculo do pacto por sua intercessão (Êxo. 33, 14), ele foi instruído por Jeová a lavrar duas pedras, como as que ele quebrara, e ir com elas na manhã seguinte, subindo a montanha, e Jeová escreveria sobre elas as mesmas palavras que as da primeira, e assim restauraria o registro da aliança.
      • Jamieson, Fausset e Brown (eruditos batistas): Êxo. 34:1-8: “Moisés deveria preparar as tábuas de pedra, e Deus só deveria refazer os caracteres originalmente inscritos para o uso e orientação do povo”.
      Então, se formos transformar cada opinião de um erudito em um ponto para o placar referido, a goleada é massacrante, 12 a 1, em favor de Deus ter escrito TAMBÉM o texto das segundas tábuas!

      Agora, seria esta Lei Moral (como conhecida por cristãos ao longo dos séculos) o único código que tenha tal qualidade superior—MORAL? Os presbiterianos, batistas e assembleianos nos ajudam a entender isso ao discutirem a disputada questão da “divisão das leis”. Vejamos estes interessante dados que nos oferecem:

      “3. Além desta lei, comumente chamada de lei moral, Deus houve por bem dar leis cerimoniais ao povo de Israel, contendo diversas ordenanças simbólicas: em parte, de adoração, prefigurando Cristo, as suas graças, suas ações, seus sofrimentos, e os benefícios que conferiu; e, em parte, estabelecendo várias instruções de DEVERES MORAIS”. – Capítulo 19 da Confissão de Fé de Westminster e Batista de 1689.

      “LEI CERIMONIAL: Esse tipo de lei está especificamente relacionado à adoração de Israel (Ver, por exemplo, Lv 1.1-13). Seu objetivo principal era apontar para Jesus Cristo. Portanto, ela não era mais necessária após sua morte e ressurreição. Embora não estejamos mais vinculados à lei cerimonial, OS PRINCÍPIOS NELA CONTIDOS—adorar e amar ao santo Deus—AINDA SE APLICAM ATUALMENTE. Os judeus cristãos muitas vezes acusavam os gentios cristãos de violarem a lei cerimonial.

      “LEI CIVIL: Esse tipo de lei regulava a vida cotidiana de Israel (Ver Dt 24. 10, 11, por exemplo). Como a cultura e a sociedade naquela época eram radicalmente diferentes do mundo moderno, algumas de suas diretrizes não podem ser especificamente obedecidas. OS PRINCÍPIOS, PORÉM, A ELAS SUBJACENTES DEVEM GUIAR NOSSA CONDUTA. . . .

      Os destaques em maiúsculo indicam como mesmo nas leis cerimoniais e civis há PRINCÍPIOS referentes a adoração e, sem dúvida, de caráter moral inseridos em tais leis. Um exemplo interessante disso temos em Deu. 22:8: “Quando edificares uma casa nova, farás um parapeito, no eirado, para que não ponhas culpa de sangue na tua casa, se alguém de algum modo cair dela”.

      Pois aí está. Até numa regra do ‘código de construção civil’ de Israel um aspecto moral se acentua. A construção do parapeito evitaria um acidente fatal que macularia moralmente a construção. Portanto, não existe essa limitação que insinua JSB Ferreira ao nosso entendimento do que seja “moral” na lei, o que não se restringe aos 10 Mandamentos.

      Aliás, sobre isso temos o Pr. Arnaldo B. Christianini que, refutando outro oponente que também distorce nosso entendimento da questão, assim se expressa na 1a. edição de seu livro Subtilezas do Erro:
      .
      “Esta é a falsa premissa na qual se embasa toda a ‘argumentação’ do nosso acusador [ele se refere ao batista Ricardo Pitrowski, cujo livro O Sabatismo à Luz da Palavra de Deus refuta inteiramente]. Ensinamos que a lei moral se esparrama por toda a Bíblia, mas Deus houve por bem resumi-la, compendiá-la, consubstanciá-la nas ‘dez palavras’ de Êxo. 20. Em outra parte da Bíblia, estes mandamentos se acham também resumidas em dois: ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo a teu coração. . .’ e ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. S. Mat. 22:37-40. As Escrituras continuam dependendo dos mandamentos. E há ainda a maior síntese da lei, numa só palavra ‘amor’. Rom. 13:10. Mas os resumos não anulam a extensão, antes a estabelecem”.— Op. Cit., pág. 76.

      Noutra parte do livro ele expõe em maiores detalhes a questão:

      “. . . em outras partes da Bíblia se encontram preceitos morais. Mas, devidamente analisadas, não são novos preceitos nem suplementação ou complementação do padrão máximo. São meras derivações do decálogo—repetição de enunciados nele contidos implícita ou explicitamente. É a lei que se esparrama em quase todos os livros das Escrituras, que poreja aqui e ali, ora na advertência inflamada de um profeta, ora no suspiro sentimental do salmista, ora para profligar atos ímpios de um rei, ora para contrastar a impiedade de Jerusalém, ora na admoestação apostólica a irmãos carnais. São citações oportunas. É a aplicação do padrão divino. Mas em tudo isso o decálogo está imanente, é o núcleo em torno do qual gravitam estas enunciações. O sermão da montanha é uma lente sobre o decálogo. Pelo menos três dos seus preceitos são nele comentados por Jesus, com amplitude de sentido: o ‘não matarás’, o ‘não adulterarás’ e o ‘não perjurarás’. Se devessem ser abolidos na cruz, não teriam sido base para um tema do Mestre dos mestres ainda no início de Seu ministério.

      “O decálogo é a ‘matriz’ da lei moral preceituada. ‘Matriz’ fabricada pelo próprio Deus. Não o foi por Moisés. E é pena que os que nos combatem prefiram inutilizar a ‘matriz’ e ficar com citações esparsas da lei moral, aqui e ali. É uma incongruência dizerem que a ‘matriz’ é imperfeita, falha, superada etc. É incrível!

      “Há ainda outra ideia cavilosa a respeito da lei. É a dos que querem que Deus formule um mandamento específico para cada tipo de pecado e que havendo pecados que não estão nominalmente citados no decálogo, isto indica que o mesmo é falho. Os que assim pensam querem perverter a revelação divina.

      “O preceito é o resumo de toda uma classe de pecados. E estes—segundo o critério divino—se classificam em dez grupos: quatro classes enunciadas para com Deus e seis de natureza ética para com os homens. Só muita obtusidade poderia exigir preceitos diretivos, individualizados, feitos sob medida, como—à guisa de exemplo—‘não fumarás’, ‘não te suicidarás’, ‘não sejas ingrato, avarento, orgulhoso, invejoso, irado etc.’

      “No entanto, com um pouco de percepção que o Espírito nos dá, ver-se-á que tudo isso se enquadra em preceitos do decálogo. João declarou que quem aborrece a seu irmão, é transgressor do sexto mandamento, (I S. João 3:15). Jesus enquadrou no sétimo mandamento a impureza de pensamento em relação a mulher. (S. Mat. 5:28.) Por isso Paulo averbou a lei divina de ‘espiritual’ (Rom. 7:14), porque penetra nos meandros mais íntimos da personalidade”. — Op. Cit., págs. 76 e 77.
      .
      * Ao proferir os 10 Mandamentos audivelmente aos ouvidos do povo (o que incluiu o preceito do sábado) é dito que Deus “nada acrescentou” (Deu. 5:22). Quem quiser acrescentar ao Decálogo outras leis de diferentes características e objetivos para formar um só “pacote legislativo” de igual peso e valor está indo “além do que está escrito” (1 Cor. 4:6). Todas as demais leis foram dadas NOUTRA OCASIÃO para Moisés escrever em rolos, deixados ao lado da arca, enquanto o Decálogo era guardado dentro da arca (Deu. 10:5). Então, como diz aquela piadinha clássica, “Há uma diferença; e que diferença!. . .”

      >> Mais uma vez esclareço que não se trata de pretextos, mas, coerência nas evidências (coisa que muitos descartam), até o presente momento, não pude perceber o suposto “fato é que Deus mesmo indica uma DIFERENÇA DE TRATAMENTO entre “as leis””. Onde estão na Bíblia?

      1. Pretendes defender que apenas o decálogo seja suficiente como norma de moralidade mundial, mas sabes que assim não o é; digo isto, pois todas as instituições religiosas, pois, indiretamente ACRESCENTA normas ao “pacote legislativo” inclusive a IASD, (espírito de profecia, juízo pré-advento com purificação do santuário celestial, lava pés, ceia, natureza pecadora de Jesus, O Jesus Miguel, o sono da alma, extinção dos ímpios e etc..), Então não me venha com a superfula argumentação que apenas o decálogo seja suficiente pelo fato de haver o testemunho de Moises “nada acrescentou” em relação ao mesmo, até por que caro Azenilto, o contexto desta afirmação é relação às primeiras tábuas que foram quebradas e não em relação ao fato do mesmo ser completo em si, pois você mesmo anteriormente afirmou SER APENAS UM SÚMÁRIO!!! Cheque Mate!!!

      2. Muito me chamou a atenção a sua afirmação de que: “Todas as demais leis foram dadas NOUTRA OCASIÃO para Moisés escrever em rolos, deixados ao lado da arca, enquanto o Decálogo era guardado dentro da arca (Deu. 10:5)” Mas não esclarece quando, se antes ou depois, mas, joga para versículos posteriores (em Deuteronômio e não em Êxodo) Tentando inferiorizar o que Moises tenha escrito em relação ao decálogo, só que meu nobre como anteriormente apresentei (ponto *7) isto em nada desfaz a veracidade da argumentação. O fato é que não consigo ver nenhuma superioridade do decálogo em relação à Lei do Livro (Escrita por Moises, pois TUDO QUE HAVIA NO DECALOGO, TAMBEM HAVIA NO LIVRO, MAS NEM TUDO QUE HAVIA NO LIVRO HAVIA NO DECALOGO E TUDO NO FIM (Como provado anteriormente) FOI ESCRITO POR MOISES, onde está então a superioridade do conteúdo moral do decálogo em ralação aos do livro?? EM NENHUMA PARTE DA BIBLIA! Uma mentira repetida várias vezes é capaz de obliterar verdades basilares da Escritura! E ninguém está isento disso!

      3. Outra coisa: Por favor! Solicito-lhe que não mais ensine que o decálogo seja superior às demais leis do código judaico, pelo fato deste ser guardado dentro da arca e ao lado do Livro da Lei, pois isto não é a verdade bíblica, eles estavam dentro da arca pois eram um testemunho visível (E SUMÁRIO) do pacto que com eles havia feito no dia em que os tirou do Egito. Se, discordas de minha conclusão, apresente-me textos objetivos sobre e mudarei minha cosmovisão! MAS ENQUANTO ISTO FICO COM AS SANTAS LETRAS! Mas fica o desafio sadio: Mostre-me textos afirmado que estou errado em minhas conclusões!

      Êxo_25:22: “E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel”.

      Êxo_26:33: “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo”.

      Êxo_26:34: “E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar santíssimo”.

      Êxo_30:6: “E o porás diante do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo”.

      Êxo_30:26: “E com ele ungirás a tenda da congregação, e a arca do Testemunho”.

      Êxo_31:7: “a saber, a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório que estará sobre ela, e todos os móveis da tenda”.

      Êxo_39:35: “a arca do Testemunho, e os seus varais, e o propiciatório”.

      Êxo_40:3: “e porás nele a arca do Testemunho, e cobrirás a arca com o véu”.

      Êxo_40:5: “E porás o altar de ouro para o incenso diante da arca do Testemunho; então, pendurarás a coberta da porta do tabernáculo”.

      Êxo_40:21: “E levou a arca ao tabernáculo, e pendurou o véu da cobertura, e cobriu a arca do Testemunho, como o SENHOR ordenara a Moisés”.

      Núm_4:5: “Quando partir o arraial, Arão e seus filhos virão, e tirarão o véu da coberta, e com ele cobrirão a arca do Testemunho”.

      Núm_7:8,9: “E, quando Moisés entrava na tenda da congregação para falar com o SENHOR, então, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim com ele falava”.

      Jos_4:16: “Dá ordem aos sacerdotes que levam a arca do Testemunho que subam do Jordão”.

      4. Então, como diz aquela piadinha clássica, “NÃO Há uma diferença; e que diferença!. . .” Quanta diferença!!!!


      Conclusão 07: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!
      • RÉPLICA:
      O que expusemos acima dá conta de refutar toda essa argumentção posterior, tal como JSB Ferreira também destaca questões que já teria abordado. Vimos o malentendido sobre só os 10 Mandamentos conterem princípios morais, e a DIFERENÇA EVIDENTE dos 10 enunciados divinos sobre os quais “nada acrescentou” (Deu. 5:22) e as demais regras que podem até conter elementos de moralidade, mas não são da “lei moral”, segundo estipularam e sempre entenderem os que se identificam com a Teologia Reformada. Agora, os da Teologia DEFORMADA percebem a questão toda deformadamente, como demonstramos.

      Repetindo um segmento de nossa exposição acima: Se Deus foi quem escreveu essa lei das tábuas de pedra originais, então ELE ESCREVEU A LEI nela contida, e o detalhe das segundas tábuas terem sido escritas por quem quer que seja torna-se secundário, pois o original já havia sido escrito (e proclamado audivelmente) de forma ESPECIAL por Deus (ver Deu. 5:22). Então, prevalece a piadinha clássica: “Há uma diferença; e que diferença. . .”


      * 8) Cristo mesmo diferenciou o sábado, de qualquer preceito cerimonial, quando declarou: “Se o homem recebe a circuncisão [rito cerimonial] no sábado [mandamento moral] para que a lei de Moisés [cerimonial] não seja quebrantada, indignais-vos contra Mim porque no sábado [mandamento moral] curei de todo um homem?” João 7:23. Não tivesse o sábado o seu caráter exclusivamente moral, inconfundível, Cristo não teria o cuidado de dissociá-lo de práticas cerimoniais como a circuncisão, no caso em foco.

      >> Não acredito que estou lendo isto de um professor de Bíblia!

      Não meu nobre, Cristo não mostrou diferenciação do sábado em relação a qualquer preceito cerimonial de sua época, muito pelo contrario, Ele o colocou DENTRO DO MESMO PACOTE LEGISLATIVO que você e a IASD tanto abominam!

      Tentas sair pela tangente, mas o fato é que sua argumentação pesa contra você pelas seguintes razões:

      1. Um mandamento que antecede a instituição do sábado (cerimonial) tem muito mais prioridade entre os judeus que a própria observância do sábado (Das promessas e cobranças feitas a Abraão Gn. 12). Qual lei tem maior importância ou prioridade? LEI MORAL OU CERIMONIAL?

      2. Se fosse verdade que o sábado fosse moral, em hipótese alguma ele cessaria suas exigências pelas circunstâncias, pois como sabemos esta é uma das características dos mandamentos morais (são universais e irrevogáveis).

      Se fosse verdade que sábado fosse moral, os sacerdotes no templo seriam os primeiros a quebrarem semanalmente a aliança da lei, pois, foi Jesus quem ensinou que ELES O QUEBRAVAM MAS FICAVAM SEM CULPA!

      Mat 12:5: “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa?”

      PODEM MANDAMENTOS MORAIS SEREM QUEBRADOS E FICARMOS SEM CULPAS??? Ou Jesus não conhecia o conceito de mandamento morais, ou os conhecia muito bem, por isso, isto para ele não gerou conflito como gera hoje para muitos!!

      Amados que acompanham este texto deixo-vos aqui meu conselho no Senhor, não fiquem aterrorizados quando alguns fariseus hodiernos vos acusarem de não serem autênticos sacerdotes pelo fato de de não observarem o sábado, pois o autênticos sacerdotes em todas as épocas assim o fizeram e ainda assim eram de Deus, sendo assim, a observância estrita do sábado não tem implicações positivas ou negativas para o autentico seguidor de Jesus. 1Pe_2:9: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

      - Obs.: Paulo também distingue preceito cerimonial, da lei moral quando diz: “A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de Deus.” 1 Cor. 7:19. Embora aludindo aos judeus e não judeus, ou aos que queriam impor o rito aos neoconversos na Igreja nascente, Paulo distingue entre os mandamentos de Deus e uma prática judaica, não mais aplicável.

      1. Ora, se a circuncisão é um dos primeiros passos rumo à observância ao decálogo, mas ainda assim Paulo diz: “A circuncisão é nada”, então Paulo deve ter algo diferente e mais amplo que o decálogo em mente, senão vejamos! Do contrário o argumento é se autodestrói.

      2. Mas um exemplo de sofisma! Pois como o versículo é exposto parece ensinar que o importante seja a observância do decálogo; No entanto esta não é a proposta de Paulo neste contexto, perceba que Paulo anteriormente discorre sobre a SITUAÇÃO DO CHAMADO (palavra chave do texto é CHAMADO) de vários irmãos na Igreja em Corinto, com isto ele diz em 1Co_14:37 “Se alguém cuida ser profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”. E agora?? Paulo ao escrever aos Coríntios,estava entregando mandamentos do Senhor e não entregando ou confirmando o decálogo ou mais propriamente a observância do sábado entre gentios!

      3. O nobre Azenilto parece amenizar o foco da mensagem dos judeus entre os gentios pelo termo “rito”, porém este “rito” que os judeus conversos almejavam impor entre os gentios não todas as práticas da lei judaicas. Fato é que isto foi fortemente coibido por Paulo no exercício do seu ministério!

      Conclusão 08: Texto bíblico (sem inferências) em apoio à observância do sábado ainda pendente!

      [Conclui no próximo quadro]

      Comentario


      • #4
        • RÉPLICA:
        O problema de JSB Ferreira e sua Teologia DEFORMADA, em muito desviada da Teologia Reformada, é negar as origens edênicas do sábado. Para ele o sábado não tem essa origem na Criação do mundo, no que contraria não só o que estipulam documentos cristãos clássicos, como a Confissão de Fé de Westminster, Cap. 21, art. 7, como a Confissão de Fé Batista, de 1689, Cap. 22, art. 7. Tais documentos não só identificam as origens do sábado na Criação, como acentuam o seu caráter MORAL e UNIVERSAL.

        E de sua própria denominação Assembleia de Deus já vimos nas discussões do item 2) como não só a Bíblia de Estudo Pentecostal, como outras obras da mesma editora e denominação confirmam—o sábado tem origem na criação do mundo e tem caráter universal, estabelecido não só para os judeu, como para toda a humanidade. Destacado teólogo assembleiano atual deixa isso bem claro e estabelecido:

        “O quarto mandamento [do sábado] é de caráter social e espiritual: abrange a necessidade de descanso do trabalho para o ser humano, já que o descanso do sono noturno não é suficiente” (SOARES, Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 10).

        “O sábado e a semana tiveram a sua origem em Deus. A divisão hebdomadária do tempo aparece desde os dias pré-diluvianos e no período patriarcal (Gn 7.4, 10; 8.10, 12; 29.27, 28)” (Idem, p. 63).

        “O sétimo dia da criação não era mandamento, mas revela a necessidade natural do descanso de toda natureza, homem, animal, máquina, agricultura. O repouso noturno de cada dia não é suficiente para isso. Deus abençoou e santificou esse dia não somente para comemorar a obra da criação, mas para que nesse dia todos cessem o trabalho tendo em vista o descanso físico e mental e também o culto de adoração a Deus. É importante que todos os seres humanos possam refletir que o universo foi criado por um Deus pessoal, Todo-poderoso, sábio e transcendente, que planejou todas as coisas que foram criadas. Parece que esse dia foi logo esquecido pelo gênero humano, mas há resquício dele em muitos povos da antiguidade” (Idem, p. 65).

        “A linguagem do quarto mandamento ‘Lembra-te do dia de sábado’ (Êx 20.8) reforça a ideia de que não se trata de uma instituição nova, mas existente desde a criação” (Idem, p. 68).

        “. . . o que Jesus disse [em Marcos 2:27] significa que os seres humanos não foram criados para observar o sábado, mas que o sábado foi criado para o benefício humano. Ele não disse que o sábado foi feito por causa dos judeus ou de Israel, mas por causa de todos os seres humanos” (Idem, p. 71).

        Portanto, o erro de JSB Ferreira começa por ignorar esse ensino clássico e histórico dos cristãos protestantes conservadores, inclusive de sua própria denominação, com o que parece se apresentar como sabendo mais e melhor do que todos esses mestres e documentos cristãos, supostamente por seguir só a Bíblia. Com isso chega a ofender toda essa nuvem de testemunhas que ensinam as origens edênicas do sábado, como temos exposto aqui, passando a imagem de que, embora sejam eles reconhecidos como grandes eruditos bíblicos, e os documentos confessionais sejam tidos por marcos do ensino das Escrituras para acatamento de grandes denominações cristãs, as suas interpretações e conclusões é que devem ser a PALAVRA FINAL para o correto entendimento da Palavra de Deus. Muita pretensão, ¿verdad?

        Mas, acima de opiniões de homens, temos a Jesus Cristo que declarou que “o sábado foi feito por causa do homem”, dirigindo-se a líderes judaicos que bem conheciam o relato da Criação; Caso Ele estivesse Se dirigindo a egípcios ou gregos, eles não entenderiam o que estava querendo dizer. E acentua na segunda parte de Sua fala que “não o homem [foi criado] por causa do sábado”, é por demais evidente que Ele Se refere à criação do homem, e do sábado para benefício desse homem criado.

        Agora, querer alegar que as palavras de Jesus em Mat. 12:5 definem que os sacerdotes não tinham que respeitar plenamente o sábado, daí justificando-se transgressões a esse preceito, é o cúmulo da falta de entendimento dos fatos. Vejamos como isso é exposto num estudo que preparamos a respeito, dando ênfase a este distorcido entendimento de Mat. 12:5:

        * JESUS E O SÁBADO – PARA ENTENDER MATEUS 12:5 E OUTROS TEXTOS DOS DEBATES DE CRISTO QUANTO AO SÁBADO *

        Antes de qualquer debate a respeito da questão de Jesus e o sábado, uma pergunta devia ser respondida:

        * Qual era o TEOR dos debates de Cristo com a liderarança judaica sobre o sábado—SE devia ser observado ou não, QUANDO ser observado, ou COMO observar o dia no seu devido espírito?

        Em Mat. 12:5 Jesus falava RETORICAMENTE, e até de modo irônico, que no sábado os sacerdotes violavam o preceito e ficavam sem culpa para refutar a falsa acusação assacada contra os Seus discípulos.

        Cristo às vezes usava de ironias. Quando Ele disse que “o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mar. 2:27) estava sendo irônico, até mesmo zombando dos fariseus, como também de quando os comparou a “sepulcros caiados”—por fora com ótima aparência, por dentro, só podridão. Ironia é um recurso retórico e literário.

        Cristo repetidamente acentua que eles confundiam a regra do sábado como algo implacável, que não permitia curar ou mesmo colher espigas para comer nesse dia (o que era perfeitamente legítimo e legal à luz de Deu. 23:24, 25). É sabido que os líderes judaicos haviam desenvolvido regras absurdas quanto ao 4º. Mandamento da lei divina. Mas tratando especificamente da questão do sábado e ações permissíveis nesse dia, Cristo declarou que “é lícito fazer o bem no sábado” (Mat. 12:12). Lembrando que os discípulos eram, em certo sentido, sacerdotes no ministério de Cristo, já que todos somos “sacerdotes” já aqui neste mundo (2 Ped. 2:9), como os remidos são tidos como “reis e sacerdotes” por toda a eternidade (Apo. 1:6).

        A menção aos sacerdotes que “violavam” o sábado, ficando sem culpa, não serve de prova de que Cristo liberou a desobediência ao sábado porque:

        *a) Não há a mínima evidência de que no sábado os sacerdotes realizavam atividades seculares, daí deixando um “exemplo” de desrespeito ao mandamento, como fica implícito pela argumentação de alguns antissabatistas. As atividades deles no sábado eram estritamente de caráter religioso.

        *b) Os sacerdotes JÁ ‘VIOLAVAM’ o sábado por séculos, antes dessas palavras de Cristo. Então, por que ANTES de Ele fazer tal declaração já não se podia desrespeitar o sábado sob o pretexto de tal violação pelos sacerdotes? Tanto que os filhos de Israel foram levados ao cativeiro devido à violação do sábado (entre outras transgressões): Jer. 17:21, 22, 27.

        *c) Se Jesus desqualificasse O MÍNIMO dentre os mandamentos da lei, teria que ser considerado, Ele próprio, “o mínimo no reino dos céus”, à luz de Suas palavras em Mat. 5:19. Isso não seria coisa para o Salvador do mundo, e sim para algum falso cristo que, como foi profetizado, surgiriam e seriam promovidos no tempo do fim (Mat. 24:24).

        *d) Em Mat. 23:1-3 Cristo confirma o que dissera no INÍCIO do Seu ministério (Mat. 5:17-19), RECOMENDANDO a Seus discípulos (continuadores de Sua obra) e “às multidões” a fiel obediência a TUDO o que os seus chefes religiosos ensinassem dentro da lei, só não sendo hipócritas como eles, ao dizerem mas não seguirem o dito. Nesse TUDO da lei a respeitarem estava inevitavelmente A FIEL GUARDA DO SÁBADO. Em Luc. 13:14 o líder judaico estava CERTO em lembrar ao povo o fiel respeito ao preceito, mas ERRADO em proibir que se buscasse cura nesse dia, já que Cristo declarara ser lícito fazer o bem no sábado.

        Em João 7:22 Cristo fala da circuncisão que era praticada no sábado. Há quem queira com isso até hierarquizar a importância da circuncisão acima do sábado, o que é um absurdo. Só esses poucos dados mostram essa “tolice teológica”—a circuncisão era só para indivíduos do sexo masculino; o sábado era para pessoas de todos os sexos; Deus escolheu o sábado como sinal especial entre Ele e o Seu povo (Êxo. 31:16, 17; Eze. 20:12, 20), não a circuncisão.

        Quando Jesus comenta que se caísse um boi ou jumento no sábado, iriam correr para livrá-lo (Luc. 14:1-6) Ele acentua a hipocrisia deles no contexto de uma cura de certo homem hidrópico. Notem que Cristo mesmo provoca a pergunta sobre a licitude de curar no sábado. A perda de um boi ou jumento representava grande prejuízo financeiro para um judeu, mas eles mostravam a sua insensibilidade quanto a curar alguém doente no sábado, em contraste com o seu interesse num mero animal.

        Eis mais algumas reflexões sobre o tema:
        • Na cura do paralítico num sábado, em que Cristo ordena que tomasse o seu leito e fosse andando para casa, não se tratava de uma cama de armação, pesada, como se conhece. O original grego, ‘krabbatos’, mostra ser uma ESTEIRA, termo que contrasta com ‘koité’ de Luc. 11:7—a cama mais estruturada. Cristo revela MISERICÓRDIA, pois se o homem deixasse ali a esteira (valiosa para ele), outro a apanharia para si tornando o pobre homem ainda mais pobre. . .
        • Sobre João 5:18, Cristo “violava” o sábado SEGUNDO A CONCEPÇÃO ERRADA QUE OS CHEFES JUDAICOS MANTINHAM. Tanto que o contexto da passagem explica que “os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. Esta última declaração mostra que o evangelista está transmitindo o que se passava na mente dos líderes judaicos. Tanto que considerar-Se igual a Deus mais adiante quase causa Sua morte.
        • Pelos textos de João 8:58 e 59 e 10:30-33 pode-se perceber que “fazer-se igual a Deus” era considerado blasfêmia. Portanto, é óbvio que Ele nada fazia de errado em considerar-Se igual a Deus, nem em curar no sábado.
        O problema não estava com a atitude de Cristo quanto ao sábado, e sim com o falso entendimento preconceituoso dos fariseus e saduceus daquele tempo. Aliás, é dito que os judeus nem se entendiam quanto a Jesus praticar algo errado e contra a lei ou não (João 7:12).

        No contexto dos debates por Suas palavras e atos relativos ao sábado Ele os repreendeu dizendo: “Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo” (João 7:24). Do contrário temos um Jesus violador da lei divina que NÃO HAVIA SIDO ABOLIDA. . . Mesmo para os neoantinomistas que pregam a esdrúxula tese de abolição da lei, não há como justificar um Cristo pecador! Basta ter um pouquinho de entendimento, e não apegar-se a textos isolados segundo pressupostos convenientes (de quem quer arranjar pretextos para escapulir de um claro mandamento bíblico) que tudo se fará claro.

        No contexto imediato do que disse em Mar. 2:27—o sábado feito por causa do homem, não o homem por causa do sábado—Cristo declara-Se no vs. 28 o “Senhor do sábado”. Isso não foi para dizer que Ele podia, então, fazer o que quisesse com o sábado, até mesmo violá-lo, como exegetas incompetentes ensinam, e sim que tinha AUTORIDADE de corrigir a maneira como o consideravam. Afinal, Ele era o Senhor de toda a lei, e nem por isso podia matar, roubar, mentir, cometer adultério. . .

        Quando Ele expulsou os cambistas do Templo, perguntaram-Lhe: “Com que autoridade fazes isso?” Ele não disse que era “maior que o Templo” para diminuir sua importância ou degradá-lo como algo que se tornou inútil. Até o chamou de “casa de Deus”. O que Ele queria era demonstrar Sua autoridade sobre o Templo, como fez em relação ao sábado—para corrigir as DISTORÇÕES que eram praticadas com ambos. Eles também distorciam o 5o. mandamento quando lhes convinha (ver Mat. 15:3-7).

        Examinemos algumas literaturas de evangélicos em suas análises sobre a questão em debate entre Cristo e a liderança judaica. Ele violava o sábado dos fariseus, que haviam deturpado o caráter do mandamento, não o que Deus estipulara. Alguns exemplos disso:

        “Contra os acréscimos Jesus Se levantou e os combateu, ressuscitando do ‘sábado’ o mais importante, o mais sagrado, que era o amor que se devia a Deus e ao próximo”.— Jesus e os Dez Mandamentos, Pr. Enéas Tognini (batista), pág. 39.

        Também de O Novo Dicionário da Bíblia, pág. 1422, lemos:

        “Durante o período entre os dois Testamentos, entretanto, foi surgindo gradualmente uma alteração no que diz respeito à compreensão acerca do propósito do sábado. . . . Paulatinamente a tradição oral foi se desenvolvendo entre os judeus, e a atenção passou a focalizar-se na observância de minúcias. . . . Foi contra essa sobrecarga aos mandamentos de Deus, pelas tradições humanas, que nosso Senhor se insurgiu. Suas observações não eram dirigidas contra a instituição do sábado como tal, nem contra o ensinamento do Antigo Testamento. Mas Ele Se opunha aos fariseus, que deixavam a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas pesadíssimas tradições orais”.

        Já vimos acima no tópico 2) como autoridades da Igreja Assembleia de Deus negam que Jesus violava o sábado, e sim que condenava os excessos dos fariseus a respeito da guarda de tal preceito. Eis mais autoridades da Igreja Assembleia de Deus esclarecendo a questão, especificamente tratando de Mat. 12:5:

        “Jesus usou o exemplo de Davi (I Samuel 21:1-6) para mostrar como eram ridículas as acusações dos fariseus. Deus não instituiu o sábado em Seu próprio benefício, mas em prol do homem. (...) Tanto Davi como Jesus entenderam que a finalidade da lei de Deus era incentivar o amor por Ele e pelos semelhantes. Ao aplicarmos as leis, devemos ter a certeza de entender sua finalidade e sentido, a fim de não chegarmos a conclusões perniciosas e impróprias”. (A Biblia Responde [CPAD], pág. 1283).

        “Infringindo a lei? Nem Jesus nem os discípulos quebraram o princípio do sábado. O que violaram foram as interpretações rabínicas do mandamento do Antigo Testamento, de que ‘trabalho’ algum deveria ser realizado aos sábados. Para os rabinos, era a colheita, uma das 39 espécies de trabalho no sábado. A insinuação de Jesus é de que a interpretação rígida não está em consonância com a Escritura. Em seguida, acrescenta que os fariseus se esqueceram de um princípio interpretativo chave: a declaração clara de que Deus deseja misericórdia. A insistência no fato de que Jesus cura no sábado estabelece o princípio básico de que não há qualquer conflito entre a lei e o fazer o bem.” - Richards, L. O. (2006). Guia do Leitor da Bíblia, 5.ª ed., Rio de Janeiro: CPAD, p. 614; (comentários sobre Mateus 12:2-9).

        “Jesus não demonstrou qualquer conivência com a desobediência aos mandamentos de Deus; apenas enfatizou o discernimento e a compaixão na aplicação das leis. Os Dez Mandamentos exigiam que o sábado fosse um dia santificado ao Senhor (Êx. 20.8-11). Mas os fariseus, de acordo com sua interpretação da lei, criaram uma longa lista de atividades que não poderiam ser praticadas nesse dia, e as pessoas foram forçadas a ‘descansar’. Eles se prenderam à letra da lei.

        “Jesus sempre enfatizou o significado e a finalidade dos mandamentos. Mas os fariseus haviam perdido o verdadeiro sentido da lei de Deus e estavam, com todo o rigor, exigindo que ela fosse cumprida de acordo com a interpretação que eles julgavam ser correta. A verdadeira finalidade do sábado era proporcionar às pessoas tempo para descansar e adorar a Deus, por isso os sacerdotes tinham permissão de oferecer sacrifícios e conduzir os cultos de adoração, porque seu trabalho no sábado tinha a finalidade de servir e adorar a Deus”. – Bíblia de Estudo/Aplicação Pessoal, (2004). Rio de Janeiro: CPAD, Ibid., p. 1242; (comentários sobre Mateus 12:4-5).

        “Pela tradição legalista judaica, havia 39 categorias de atividades proibidas no sábado; a colheita era uma delas. Os doutores da lei foram mais longe, descreveram os diferentes métodos de colher. Um consistia em esfregar os grãos entre as mãos, como os discípulos fizeram neste episódio. A lei dizia que os lavradores não deveriam recolher os frutos nos cantos de seu campo, para que os viajantes e os pobres pudessem se beneficiar desta generosidade (Dt. 23.25). Assim, os discípulos não poderiam ser acusados de roubar as espigas. Também não infringiram o sábado, porque não trabalharam neste dia. Embora pudessem ter violado as regras dos fariseus, não infringiram a lei de Deus. Os fariseus pensavam que seu sistema religioso possuía todas as respostas. Não podiam aceitar Jesus, porque Ele não se ajustava àquela tradição religiosa.” – Idem, p. 1357; (comentários sobre Lucas 6:1-2).

        E alguns comentaristas clássicos internacionais:
        • John Gill: “O argumento de Cristo é que se o templo e os seus serviços excusavam os sacerdotes de culpa, ao realizarem coisas no dia do sábado, que doutro modo não poderiam ser cumpridos; então muito mais poderia a presença de Quem era maior do que o templo excusaria os Seus discípulos de culpa nesta ação de esfregar e comer as espigas de grão; o que era feito para satisfazer a fome, e para torná-los mais capazes de realizar a função ministerial deles; e o que era de mais importância do que o serviço dos sacerdotes”.
        • Bíblia de Genebra: “Quando os sacerdotes realizam o serviço de Deus no dia do sábado, eles não violam a lei: muito menos o Senhor do sábado viola o sábado”.
        • Albert Barnes sobre João 5:18: “. . . Eles supunham que Ele o houvesse quebrado”.
        • John Gill: “. . . como eles imaginavam; pois Ele não o havia realmente quebrantado” (os últimos citados, do site de comentaristas bíblicos clássicos www.e-sword.net)
        E João Calvino (noutro comentário à parte): “Quando o evangelista diz que os judeus eram hostis a Cristo, porque tinha quebrado o sábado, Ele fala segundo a opinião que eles haviam formado; pois já mostrei que a condição do caso era bem o contrário disso”.

        - Fonte:
        www.ccel.org/ccel/calvin/calcom34.xi.iii.html

        Cristo também condenou esses mesmos líderes pela forma como distorciam outros mandamentos. Além da mencionada distorção com o 5º preceito (ver Marcos 7:9ss), distorciam o princípio do dizimar (Mat. 23:23).

        Ele lhes disse, condenando a atitude deles em torcer as ordenanças divinas: “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição” – Mar. 7:6-9.

        O que muitas vezes percebemos é a intenção de alguns em querer transferir para o próprio Cristo os preconceitos antissabáticos que abrigam e fazer do Salvador—que Se declarou “Senhor do sábado”—um Ser incoerente que como Criador [Heb. 1:2] estipulou tal princípio, dizendo que “o sábado foi feito por causa do homem” [para o seu benefício físico, mental e espiritual], para daí, inexplicavelmente, passar a dirigir uma campanha para desqualificar tal princípio!

        Seria o caso de se perguntar: por que Jesus de repente achou uma má ideia o princípio de um dia de repouso para o homem? Por que passou a descumprir (ou autorizar o seu descumprimento, ainda que no futuro) um mandamento que Ele próprio, como Criador, havia instituído para benefício do homem? E por que, se era um violador literal do sábado, disse, “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e permaneço no Seu amor” (João 15:10)? Afinal, quando os evangelistas dizem a verdade? Quando declaram que Cristo violava literalmente o sábado, ou quando disseram que Cristo cumpria os mandamentos do Seu Pai, ou até recomendava fiel obediência ao “mínimo” dentre os mandamentos (Mat. 5:19)?

        Agora, me parece estranho nessa disputa toda sobre a questão de Cristo e o sábado, haver cristãos tomando o partido dos acusadores de Cristo! Sinceramente, eu prefiro ficar do lado do Senhor.


        * 9) O sábado não pertence ao sistema expiatório, portanto não é cerimonial. É uma temeridade afirmar que o sábado tenha uma parte cerimonial e que esta era o “sétimo dia”, pois, ao contrário, essa questão numérica indica o passado, aponta à Criação, o que não tem nada de cerimonial. Tudo quanto é cerimonial aponta ao FUTURO--à expiação em Cristo, e “sétimo dia” nada tem a ver com isso, nada simboliza em termos da Sua morte na cruz.

        Isto já foi respondido no ponto Sete (*7)
        • RÉPLICA:
        Tudo que supostamente foi respondido temos refutado, em nome de Jesus, nas nossas várias réplicas, inclusive desse ponto sete (*7). Basta conferir tudo quanto expusemos lá.

        * 10) Tanto os documentos confessionais do maior peso da cristandade protestante, nenhum deles descartado, desqualificado, desautorizado, reconhecem HÁ SÉCULOS que o sábado é mandamento MORAL e UNIVERSAL (como as Confissões de Fé de batistas, presbiterianos e outros cristãos), como comentaristas bíblicos da maior autoridade e prestígio, do passado e do presente, confirmam isso. Eis como o metodista Adam Clarke comenta o fato: “É digno de nota que nenhum destes mandamentos, OU PARTE DELES, pode . . . ser considerado cerimonial. Todos são morais e, conseqüentemente, de eterna obrigação” (comentário de Clarke sobre Êxodo 20).

        Várias outras autoridades em Teologia, tanto antigas quanto mais modernas, poderiam ser citadas nesse sentido. Vejamos só mais um exemplo, o International Standard Bible Encyclopedia (verb. “Ethics” [Ética]):*

        “O Decálogo

        “Primeiro entre os vários estágios da ética do Velho Testamento deve ser mencionada a legislação mosaica, centralizada no Decálogo (Ex 20; Dt 5). Sejam os Dez Mandamentos provenientes do tempo de Moisés, ou um sumário posterior de dever, eles ocupam um lugar supremo e formativo no ensino moral do Velho Testamento.

        “Todos, inclusive o 4o. [mandamento] são puramente imposições morais. . . . Embora essas leis possam ser apresentadas como tendo suas raízes e sanções na consciência moral da humanidade e como tais aplicáveis a todos os tempos e todos os homens, é evidente que foram primeiro concebidas pelos israelitas como restritos em seu escopo e prática a suas próprias tribos”. – Compilado do programa www.e-sword.net.


        - Obs.: Boa parte deste estudo baseia-se em trechos do livro Subtilezas do Erro, do Pr. Arnaldo B. Christianini.

        Não vou me deter nos documentos históricos, pois minha pergunta tem outro foco como resposta! E creio que anteriormente já expus meu pensamento sobre os mesmos!
        • RÉPLICA:
        Sim, é o pensamento dos que adotaram uma visão dispensacionalista, que nesse viés sobre lei e sábado, contraria o pensamento clássico, histórico e OFICIAL dos cristãos protestantes, como batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas, mais recentemente confirmado por obras de autoridades da Igreja do próprio Sr. JSB Ferreira, a Igreja Assembleia de Deus. Embora às vezes se contradigam, citamos acima muitas dessas declarações de assembleianos que simplesmente não batem com as ideias de JSB Ferreira.

        Para verem como analisamos as confusas e contraditórias exposições de uma recente “Declaração de Fé” dos assembleianos, recomendamos o exame do que expomos no seguinte tópico:

        * ERROS E ACERTOS—ANALISANDO A DECLARAÇÃO DE FÉ DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS QUANTO AOS TEMAS DA LEI E DO PRINCÍPIO DO SÁBADO:


        https://www.facebook.com/azenilto.br...55442487569824
        Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 15/08/19, 16:13:51.

        Comentario


        • #5

          . RÉPLICA:

          O problema de JSB Ferreira e sua Teologia DEFORMADA, em muito desviada da Teologia Reformada, é negar as origens edênicas do sábado. Para ele o sábado não tem essa origem na Criação do mundo, no que contraria não só o que estipulam documentos cristãos clássicos, como a Confissão de Fé de Westminster, Cap. 21, art. 7, como a Confissão de Fé Batista, de 1689, Cap. 22, art. 7. Tais documentos não só identificam as origens do sábado na Criação, como acentuam o seu caráter MORAL e UNIVERSAL.

          E de sua própria denominação Assembleia de Deus já vimos nas discussões do item 2) como não só a Bíblia de Estudo Pentecostal, como outras obras da mesma editora e denominação confirmam—o sábado tem origem na criação do mundo e tem caráter universal, estabelecido não só para os judeu, como para toda a humanidade. Destacado teólogo assembleiano atual deixa isso bem claro e estabelecido:

          “O quarto mandamento [do sábado] é de caráter social e espiritual: abrange a necessidade de descanso do trabalho para o ser humano, já que o descanso do sono noturno não é suficiente” (SOARES, Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 10).

          “O sábado e a semana tiveram a sua origem em Deus. A divisão hebdomadária do tempo aparece desde os dias pré-diluvianos e no período patriarcal (Gn 7.4, 10; 8.10, 12; 29.27, 28)” (Idem, p. 63).

          “O sétimo dia da criação não era mandamento, mas revela a necessidade natural do descanso de toda natureza, homem, animal, máquina, agricultura. O repouso noturno de cada dia não é suficiente para isso. Deus abençoou e santificou esse dia não somente para comemorar a obra da criação, mas para que nesse dia todos cessem o trabalho tendo em vista o descanso físico e mental e também o culto de adoração a Deus. É importante que todos os seres humanos possam refletir que o universo foi criado por um Deus pessoal, Todo-poderoso, sábio e transcendente, que planejou todas as coisas que foram criadas. Parece que esse dia foi logo esquecido pelo gênero humano, mas há resquício dele em muitos povos da antiguidade” (Idem, p. 65).

          “A linguagem do quarto mandamento ‘Lembra-te do dia de sábado’ (Êx 20.8) reforça a ideia de que não se trata de uma instituição nova, mas existente desde a criação” (Idem, p. 68).

          “. . . o que Jesus disse [em Marcos 2:27] significa que os seres humanos não foram criados para observar o sábado, mas que o sábado foi criado para o benefício humano. Ele não disse que o sábado foi feito por causa dos judeus ou de Israel, mas por causa de todos os seres humanos” (Idem, p. 71).

          Portanto, o erro de JSB Ferreira começa por ignorar esse ensino clássico e histórico dos cristãos protestantes conservadores, inclusive de sua própria denominação, com o que parece se apresentar como sabendo mais e melhor do que todos esses mestres e documentos cristãos, supostamente por seguir só a Bíblia. Com isso chega a ofender toda essa nuvem de testemunhas que ensinam as origens edênicas do sábado, como temos exposto aqui, passando a imagem de que, embora sejam eles reconhecidos como grandes eruditos bíblicos, e os documentos confessionais sejam tidos por marcos do ensino das Escrituras para acatamento de grandes denominações cristãs, as suas interpretações e conclusões é que devem ser a PALAVRA FINAL para o correto entendimento da Palavra de Deus. Muita pretensão, ¿verdad?

          Mas, acima de opiniões de homens, temos a Jesus Cristo que declarou que “o sábado foi feito por causa do homem”, dirigindo-se a líderes judaicos que bem conheciam o relato da Criação; Caso Ele estivesse Se dirigindo a egípcios ou gregos, eles não entenderiam o que estava querendo dizer. E acentua na segunda parte de Sua fala que “não o homem [foi criado] por causa do sábado”, é por demais evidente que Ele Se refere à criação do homem, e do sábado para benefício desse homem criado.

          Agora, querer alegar que as palavras de Jesus em Mat. 12:5 definem que os sacerdotes não tinham que respeitar plenamente o sábado, daí justificando-se transgressões a esse preceito, é o cúmulo da falta de entendimento dos fatos. Vejamos como isso é exposto num estudo que preparamos a respeito, dando ênfase a este distorcido entendimento de Mat. 12:5:

          * JESUS E O SÁBADO – PARA ENTENDER MATEUS 12:5 E OUTROS TEXTOS DOS DEBATES DE CRISTO QUANTO AO SÁBADO

          Antes de qualquer debate a respeito da questão de Jesus e o sábado, uma pergunta devia ser respondida:

          * Qual era o TEOR dos debates de Cristo com a liderarança judaica sobre o sábado—SE devia ser observado ou não, QUANDO ser observado, ou COMO observar o dia no seu devido espírito?

          Em Mat. 12:5 Jesus falava RETORICAMENTE, e até de modo irônico, que no sábado os sacerdotes violavam o preceito e ficavam sem culpa para refutar a falsa acusação assacada contra os Seus discípulos.

          Cristo às vezes usava de ironias. Quando Ele disse que “o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mar. 2:27) estava sendo irônico, até mesmo zombando dos fariseus, como também de quando os comparou a “sepulcros caiados”—por fora com ótima aparência, por dentro, só podridão. Ironia é um recurso retórico e literário.

          Cristo repetidamente acentua que eles confundiam a regra do sábado como algo implacável, que não permitia curar ou mesmo colher espigas para comer nesse dia (o que era perfeitamente legítimo e legal à luz de Deu. 23:24, 25). É sabido que os líderes judaicos haviam desenvolvido regras absurdas quanto ao 4º. Mandamento da lei divina. Mas tratando especificamente da questão do sábado e ações permissíveis nesse dia, Cristo declarou que “é lícito fazer o bem no sábado” (Mat. 12:12). Lembrando que os discípulos eram, em certo sentido, sacerdotes no ministério de Cristo, já que todos somos “sacerdotes” já aqui neste mundo (2 Ped. 2:9), como os remidos são tidos como “reis e sacerdotes” por toda a eternidade (Apo. 1:6).

          A menção aos sacerdotes que “violavam” o sábado, ficando sem culpa, não serve de prova de que Cristo liberou a desobediência ao sábado porque:

          *a) Não há a mínima evidência de que no sábado os sacerdotes realizavam atividades seculares, daí deixando um “exemplo” de desrespeito ao mandamento, como fica implícito pela argumentação de alguns antissabatistas. As atividades deles no sábado eram estritamente de caráter religioso.

          *b) Os sacerdotes JÁ ‘VIOLAVAM’ o sábado por séculos, antes dessas palavras de Cristo. Então, por que ANTES de Ele fazer tal declaração já não se podia desrespeitar o sábado sob o pretexto de tal violação pelos sacerdotes? Tanto que os filhos de Israel foram levados ao cativeiro devido à violação do sábado (entre outras transgressões): Jer. 17:21, 22, 27.

          *c) Se Jesus desqualificasse O MÍNIMO dentre os mandamentos da lei, teria que ser considerado, Ele próprio, “o mínimo no reino dos céus”, à luz de Suas palavras em Mat. 5:19. Isso não seria coisa para o Salvador do mundo, e sim para algum falso cristo que, como foi profetizado, surgiriam e seriam promovidos no tempo do fim (Mat. 24:24).

          *d) Em Mat. 23:1-3 Cristo confirma o que dissera no INÍCIO do Seu ministério (Mat. 5:17-19), RECOMENDANDO a Seus discípulos (continuadores de Sua obra) e “às multidões” a fiel obediência a TUDO o que os seus chefes religiosos ensinassem dentro da lei, só não sendo hipócritas como eles, ao dizerem mas não seguirem o dito. Nesse TUDO da lei a respeitarem estava inevitavelmente A FIEL GUARDA DO SÁBADO. Em Luc. 13:14 o líder judaico estava CERTO em lembrar ao povo o fiel respeito ao preceito, mas ERRADO em proibir que se buscasse cura nesse dia, já que Cristo declarara ser lícito fazer o bem no sábado.

          Em João 7:22 Cristo fala da circuncisão que era praticada no sábado. Há quem queira com isso até hierarquizar a importância da circuncisão acima do sábado, o que é um absurdo. Só esses poucos dados mostram essa “tolice teológica”—a circuncisão era só para indivíduos do sexo masculino; o sábado era para pessoas de todos os sexos; Deus escolheu o sábado como sinal especial entre Ele e o Seu povo (Êxo. 31:16, 17; Eze. 20:12, 20), não a circuncisão.

          Quando Jesus comenta que se caísse um boi ou jumento no sábado, iriam correr para livrá-lo (Luc. 14:1-6) Ele acentua a hipocrisia deles no contexto de uma cura de certo homem hidrópico. Notem que Cristo mesmo provoca a pergunta sobre a licitude de curar no sábado. A perda de um boi ou jumento representava grande prejuízo financeiro para um judeu, mas eles mostravam a sua insensibilidade quanto a curar alguém doente no sábado, em contraste com o seu interesse num mero animal.

          Eis mais algumas reflexões sobre o tema:
          • Na cura do paralítico num sábado, em que Cristo ordena que tomasse o seu leito e fosse andando para casa, não se tratava de uma cama de armação, pesada, como se conhece. O original grego, ‘krabbatos’, mostra ser uma ESTEIRA, termo que contrasta com ‘koité’ de Luc. 11:7—a cama mais estruturada. Cristo revela MISERICÓRDIA, pois se o homem deixasse ali a esteira (valiosa para ele), outro a apanharia para si tornando o pobre homem ainda mais pobre. . .
          • Sobre João 5:18, Cristo “violava” o sábado SEGUNDO A CONCEPÇÃO ERRADA QUE OS CHEFES JUDAICOS MANTINHAM. Tanto que o contexto da passagem explica que “os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. Esta última declaração mostra que o evangelista está transmitindo o que se passava na mente dos líderes judaicos. Tanto que considerar-Se igual a Deus mais adiante quase causa Sua morte.
          • Pelos textos de João 8:58 e 59 e 10:30-33 pode-se perceber que “fazer-se igual a Deus” era considerado blasfêmia. Portanto, é óbvio que Ele nada fazia de errado em considerar-Se igual a Deus, nem em curar no sábado.
          O problema não estava com a atitude de Cristo quanto ao sábado, e sim com o falso entendimento preconceituoso dos fariseus e saduceus daquele tempo. Aliás, é dito que os judeus nem se entendiam quanto a Jesus praticar algo errado e contra a lei ou não (João 7:12).

          No contexto dos debates por Suas palavras e atos relativos ao sábado Ele os repreendeu dizendo: “Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo” (João 7:24). Do contrário temos um Jesus violador da lei divina que NÃO HAVIA SIDO ABOLIDA. . . Mesmo para os neoantinomistas que pregam a esdrúxula tese de abolição da lei, não há como justificar um Cristo pecador! Basta ter um pouquinho de entendimento, e não apegar-se a textos isolados segundo pressupostos convenientes (de quem quer arranjar pretextos para escapulir de um claro mandamento bíblico) que tudo se fará claro.

          No contexto imediato do que disse em Mar. 2:27—o sábado feito por causa do homem, não o homem por causa do sábado—Cristo declara-Se no vs. 28 o “Senhor do sábado”. Isso não foi para dizer que Ele podia, então, fazer o que quisesse com o sábado, até mesmo violá-lo, como exegetas incompetentes ensinam, e sim que tinha AUTORIDADE de corrigir a maneira como o consideravam. Afinal, Ele era o Senhor de toda a lei, e nem por isso podia matar, roubar, mentir, cometer adultério. . .

          Quando Ele expulsou os cambistas do Templo, perguntaram-Lhe: “Com que autoridade fazes isso?” Ele não disse que era “maior que o Templo” para diminuir sua importância ou degradá-lo como algo que se tornou inútil. Até o chamou de “casa de Deus”. O que Ele queria era demonstrar Sua autoridade sobre o Templo, como fez em relação ao sábado—para corrigir as DISTORÇÕES que eram praticadas com ambos. Eles também distorciam o 5o. mandamento quando lhes convinha (ver Mat. 15:3-7).

          Examinemos algumas literaturas de evangélicos em suas análises sobre a questão em debate entre Cristo e a liderança judaica. Ele violava o sábado dos fariseus, que haviam deturpado o caráter do mandamento, não o que Deus estipulara. Alguns exemplos disso:

          “Contra os acréscimos Jesus Se levantou e os combateu, ressuscitando do ‘sábado’ o mais importante, o mais sagrado, que era o amor que se devia a Deus e ao próximo”.— Jesus e os Dez Mandamentos, Pr. Enéas Tognini (batista), pág. 39.

          Também de O Novo Dicionário da Bíblia, pág. 1422, lemos:

          “Durante o período entre os dois Testamentos, entretanto, foi surgindo gradualmente uma alteração no que diz respeito à compreensão acerca do propósito do sábado. . . . Paulatinamente a tradição oral foi se desenvolvendo entre os judeus, e a atenção passou a focalizar-se na observância de minúcias. . . . Foi contra essa sobrecarga aos mandamentos de Deus, pelas tradições humanas, que nosso Senhor se insurgiu. Suas observações não eram dirigidas contra a instituição do sábado como tal, nem contra o ensinamento do Antigo Testamento. Mas Ele Se opunha aos fariseus, que deixavam a Palavra de Deus sem efeito por causa de suas pesadíssimas tradições orais”.

          Já vimos acima no tópico 2) como autoridades da Igreja Assembleia de Deus negam que Jesus violava o sábado, e sim que condenava os excessos dos fariseus a respeito da guarda de tal preceito. Eis mais autoridades da Igreja Assembleia de Deus esclarecendo a questão, especificamente tratando de Mat. 12:5:

          “Jesus usou o exemplo de Davi (I Samuel 21:1-6) para mostrar como eram ridículas as acusações dos fariseus. Deus não instituiu o sábado em Seu próprio benefício, mas em prol do homem. (...) Tanto Davi como Jesus entenderam que a finalidade da lei de Deus era incentivar o amor por Ele e pelos semelhantes. Ao aplicarmos as leis, devemos ter a certeza de entender sua finalidade e sentido, a fim de não chegarmos a conclusões perniciosas e impróprias”. (A Biblia Responde [CPAD], pág. 1283).

          “Infringindo a lei? Nem Jesus nem os discípulos quebraram o princípio do sábado. O que violaram foram as interpretações rabínicas do mandamento do Antigo Testamento, de que ‘trabalho’ algum deveria ser realizado aos sábados. Para os rabinos, era a colheita, uma das 39 espécies de trabalho no sábado. A insinuação de Jesus é de que a interpretação rígida não está em consonância com a Escritura. Em seguida, acrescenta que os fariseus se esqueceram de um princípio interpretativo chave: a declaração clara de que Deus deseja misericórdia. A insistência no fato de que Jesus cura no sábado estabelece o princípio básico de que não há qualquer conflito entre a lei e o fazer o bem.” - Richards, L. O. (2006). Guia do Leitor da Bíblia, 5.ª ed., Rio de Janeiro: CPAD, p. 614; (comentários sobre Mateus 12:2-9).

          “Jesus não demonstrou qualquer conivência com a desobediência aos mandamentos de Deus; apenas enfatizou o discernimento e a compaixão na aplicação das leis. Os Dez Mandamentos exigiam que o sábado fosse um dia santificado ao Senhor (Êx. 20.8-11). Mas os fariseus, de acordo com sua interpretação da lei, criaram uma longa lista de atividades que não poderiam ser praticadas nesse dia, e as pessoas foram forçadas a ‘descansar’. Eles se prenderam à letra da lei.

          “Jesus sempre enfatizou o significado e a finalidade dos mandamentos. Mas os fariseus haviam perdido o verdadeiro sentido da lei de Deus e estavam, com todo o rigor, exigindo que ela fosse cumprida de acordo com a interpretação que eles julgavam ser correta. A verdadeira finalidade do sábado era proporcionar às pessoas tempo para descansar e adorar a Deus, por isso os sacerdotes tinham permissão de oferecer sacrifícios e conduzir os cultos de adoração, porque seu trabalho no sábado tinha a finalidade de servir e adorar a Deus”. – Bíblia de Estudo/Aplicação Pessoal, (2004). Rio de Janeiro: CPAD, Ibid., p. 1242; (comentários sobre Mateus 12:4-5).

          “Pela tradição legalista judaica, havia 39 categorias de atividades proibidas no sábado; a colheita era uma delas. Os doutores da lei foram mais longe, descreveram os diferentes métodos de colher. Um consistia em esfregar os grãos entre as mãos, como os discípulos fizeram neste episódio. A lei dizia que os lavradores não deveriam recolher os frutos nos cantos de seu campo, para que os viajantes e os pobres pudessem se beneficiar desta generosidade (Dt. 23.25). Assim, os discípulos não poderiam ser acusados de roubar as espigas. Também não infringiram o sábado, porque não trabalharam neste dia. Embora pudessem ter violado as regras dos fariseus, não infringiram a lei de Deus. Os fariseus pensavam que seu sistema religioso possuía todas as respostas. Não podiam aceitar Jesus, porque Ele não se ajustava àquela tradição religiosa.” – Idem, p. 1357; (comentários sobre Lucas 6:1-2).

          E alguns comentaristas clássicos internacionais:
          • John Gill: “O argumento de Cristo é que se o templo e os seus serviços excusavam os sacerdotes de culpa, ao realizarem coisas no dia do sábado, que doutro modo não poderiam ser cumpridos; então muito mais poderia a presença de Quem era maior do que o templo excusaria os Seus discípulos de culpa nesta ação de esfregar e comer as espigas de grão; o que era feito para satisfazer a fome, e para torná-los mais capazes de realizar a função ministerial deles; e o que era de mais importância do que o serviço dos sacerdotes”.
          • Bíblia de Genebra: “Quando os sacerdotes realizam o serviço de Deus no dia do sábado, eles não violam a lei: muito menos o Senhor do sábado viola o sábado”.
          • Albert Barnes sobre João 5:18: “. . . Eles supunham que Ele o houvesse quebrado”.
          • John Gill: “. . . como eles imaginavam; pois Ele não o havia realmente quebrantado” (os últimos citados, do site de comentaristas bíblicos clássicos www.e-sword.net)
          E João Calvino (noutro comentário à parte): “Quando o evangelista diz que os judeus eram hostis a Cristo, porque tinha quebrado o sábado, Ele fala segundo a opinião que eles haviam formado; pois já mostrei que a condição do caso era bem o contrário disso”.

          - Fonte:
          www.ccel.org/ccel/calvin/calcom34.xi.iii.html


          Cristo também condenou esses mesmos líderes pela forma como distorciam outros mandamentos. Além da mencionada distorção com o 5º preceito (ver Marcos 7:9ss), distorciam o princípio do dizimar (Mat. 23:23).

          Ele lhes disse, condenando a atitude deles em torcer as ordenanças divinas: “Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens. Disse-lhes ainda: Bem sabeis rejeitar o mandamento de Deus, para guardardes a vossa tradição” – Mar. 7:6-9.

          O que muitas vezes percebemos é a intenção de alguns em querer transferir para o próprio Cristo os preconceitos antissabáticos que abrigam e fazer do Salvador—que Se declarou “Senhor do sábado”—um Ser incoerente que como Criador [Heb. 1:2] estipulou tal princípio, dizendo que “o sábado foi feito por causa do homem” [para o seu benefício físico, mental e espiritual], para daí, inexplicavelmente, passar a dirigir uma campanha para desqualificar tal princípio!

          Seria o caso de se perguntar: por que Jesus de repente achou uma má ideia o princípio de um dia de repouso para o homem? Por que passou a descumprir (ou autorizar o seu descumprimento, ainda que no futuro) um mandamento que Ele próprio, como Criador, havia instituído para benefício do homem? E por que, se era um violador literal do sábado, disse, “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai, e permaneço no Seu amor” (João 15:10)? Afinal, quando os evangelistas dizem a verdade? Quando declaram que Cristo violava literalmente o sábado, ou quando disseram que Cristo cumpria os mandamentos do Seu Pai, ou até recomendava fiel obediência ao “mínimo” dentre os mandamentos (Mat. 5:19)?

          Agora, me parece estranho nessa disputa toda sobre a questão de Cristo e o sábado, haver cristãos tomando o partido dos acusadores de Cristo! Sinceramente, eu prefiro ficar do lado do Senhor.


          * 9) O sábado não pertence ao sistema expiatório, portanto não é cerimonial. É uma temeridade afirmar que o sábado tenha uma parte cerimonial e que esta era o “sétimo dia”, pois, ao contrário, essa questão numérica indica o passado, aponta à Criação, o que não tem nada de cerimonial. Tudo quanto é cerimonial aponta ao FUTURO--à expiação em Cristo, e “sétimo dia” nada tem a ver com isso, nada simboliza em termos da Sua morte na cruz.

          Isto já foi respondido no ponto Sete (*7)
          • RÉPLICA:
          Tudo que supostamente foi respondido temos refutado, em nome de Jesus, nas nossas várias réplicas, inclusive desse ponto sete (*7). Basta conferir tudo quanto expusemos lá.

          * 10) Tanto os documentos confessionais do maior peso da cristandade protestante, nenhum deles descartado, desqualificado, desautorizado, reconhecem HÁ SÉCULOS que o sábado é mandamento MORAL e UNIVERSAL (como as Confissões de Fé de batistas, presbiterianos e outros cristãos), como comentaristas bíblicos da maior autoridade e prestígio, do passado e do presente, confirmam isso. Eis como o metodista Adam Clarke comenta o fato: “É digno de nota que nenhum destes mandamentos, OU PARTE DELES, pode . . . ser considerado cerimonial. Todos são morais e, consequentemente, de eterna obrigação” (comentário de Clarke sobre Êxodo 20).

          Várias outras autoridades em Teologia, tanto antigas quanto mais modernas, poderiam ser citadas nesse sentido. Vejamos só mais um exemplo, o International Standard Bible Encyclopedia (verb. “Ethics” [Ética]):*

          O Decálogo

          “Primeiro entre os vários estágios da ética do Velho Testamento deve ser mencionada a legislação mosaica, centralizada no Decálogo (Ex 20; Dt 5). Sejam os Dez Mandamentos provenientes do tempo de Moisés, ou um sumário posterior de dever, eles ocupam um lugar supremo e formativo no ensino moral do Velho Testamento.

          “Todos, inclusive o 4o. [mandamento] são puramente imposições morais. . . . Embora essas leis possam ser apresentadas como tendo suas raízes e sanções na consciência moral da humanidade e como tais aplicáveis a todos os tempos e todos os homens, é evidente que foram primeiro concebidas pelos israelitas como restritos em seu escopo e prática a suas próprias tribos”. – Compilado do programa www.e-sword.net.


          - Obs.: Boa parte deste estudo baseia-se em trechos do livro Subtilezas do Erro, do Pr. Arnaldo B. Christianini.

          Não vou me deter nos documentos históricos, pois minha pergunta tem outro foco como resposta! E creio que anteriormente já expus meu pensamento sobre os mesmos!
          • RÉPLICA:
          Sim, é o pensamento dos que adotaram uma visão dispensacionalista, que nesse viés sobre lei e sábado, contraria o pensamento clássico, histórico e OFICIAL dos cristãos protestantes, como batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas, mais recentemente confirmado por obras de autoridades da Igreja do próprio Sr. JSB Ferreira, a Igreja Assembleia de Deus. Embora às vezes se contradigam, citamos acima muitas dessas declarações de assembleianos que simplesmente não batem com as ideias de JSB Ferreira.

          Para verem como analisamos as confusas e contraditórias exposições de uma recente “Declaração de Fé” dos assembleianos, recomendamos o exame do que expomos no seguinte tópico:

          * ERROS E ACERTOS—ANALISANDO A DECLARAÇÃO DE FÉ DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS QUANTO AOS TEMAS DA LEI E DO PRINCÍPIO DO SÁBADO:


          https://www.facebook.com/azenilto.br...55442487569824

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