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30 perguntas aos que creem na imortalidade da alma

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  • 30 perguntas aos que creem na imortalidade da alma

    30 PERGUNTAS AOS QUE CREEM NA IMORTALIDADE DA ALMA
    .

    * Este questionário é antecedido por uma iluminadora concatenação de textos que vão aos ALICERCES do ensino bíblico da criação do homem original, modelo de todos os outros homens [e mulheres] criados desde então. Aliás, até reproduzimos aqui a concatenação de textos antes da reprodução do questionário:

    a) Gên. 2:7 apresenta a ‘montagem’ ou criação do homem, SÓ de dois elementos—“pó da terra” + “fôlego de vida”. Assim, o homem se faz “alma vivente”. Não é dito que o homem TEM alma (imortal) e sim que É alma (vivente). Na formação do homem não ENTRA nenhuma “alma imortal”.

    b) Na ‘desmontagem’ do homem (morte), como tratado por Salomão em Ecl. 12:7, o pó volta à terra, como era, e o espírito-ruach (fôlego vital) volta para Deus que o deu. O texto fala tanto do pó quanto do espírito-‘ruach’ de TODOS os homens (não só dos salvos). Na morte do homem não consta que SAI qualquer “alma imortal”.

    c) Davi usa linguagem semelhante à de Salomão em Ecl. 12:7 no Sal. 104:25-29 falando da morte DOS ANIMAIS: Deus remove a respiração-ruach, e esses ANIMAIS voltam ao pó.

    d) Temos então Salomão no Ecl. 3:19-21 falando didaticamente sobre como a sorte de homens e animais é idêntica na morte. “Assim como morre um, morre o outro” porque tanto homens como animais “têm o mesmo fôlego de vida-ruach”.

    e) Davi prossegue dizendo que na morte não há a mínima consciência—Sal. 146:3, 4; pois os mortos “não louvam ao Senhor” nem os que “descem ao silêncio” (um paralelo muito instrutivo—Sal. 6:5, 115:17), sendo que a sua própria morte representaria para ele a não-existência (Sal. 39:13).

    f) E no antiquíssimo livro de Jó, aquele Patriarca confirma como a morte é a inexistência em termos bem claros: Jó 7:21, 14:7-14. E ele ainda fala de quando se encontraria com o seu Redentor—não quando morresse e fosse de imediato para o céu com sua alma, mas sim quando Ele Se levantasse sobre a Terra, e O veria com o seu próprio corpo renovado: Jó 19:25-27.

    As 30 perguntas:


    1ª. – Se Deus colocou no ser humano uma alma imortal, então por que razão existiria a “árvore da vida” no Jardim do Éden?

    - Obs.: Se o homem comesse da árvore da vida, se tornaria imortal (cf. Gên. 3:22). Contudo, foram expulsos do Jardim do Éden, sem terem comido da árvore da vida, e dois querubins ficaram na guarda do Jardim para que não comessem dessa árvore e vivessem eternamente (cf. Gên. 3:24). Tudo isso seria totalmente desnecessário se já possuíssem uma alma imortal.

    2ª. – Por que em Gên. 2:17 lemos claramente sobre o homem experimentando a morte de forma definitiva (até à ressurreição), sem qualquer pista de uma morte só de parte do seu ser (do corpo)?


    - Obs.: No original hebraico lemos moth tâmuth—traduzido literalmente por “morrendo morrereis”. A morte seria o fim total de qualquer existência humana, corpo e alma, pois, como consequência do pecado, o processo de morte teria início a partir do primeiro falecimento. A verdade incontestável é que não existiria nenhum estado de vida entre a morte e a ressurreição, como Davi também refere ao falar da própria morte como uma condição de não-existência (Sal. 39:13).

    3ª. – Por que Moisés, no seu detalhado relato da criação do homem, não deixa a mínima pista de uma “alma imortal” como componente essencial da vida humana, exclusivo de sua existência, na criação?


    - Obs.: Seria esse o momento certo de tratar do assunto, sendo que Moisés oferece tantos detalhes dos atos divinos na obra da Criação em geral, e do homem, em particular.

    4ª. – Por que Moisés emprega a mesma linguagem (palavras exatas) para “alma vivente” tanto em relação ao homem quanto aos animais (comparar Gên. 2:7 com 1:20 e Lev. 11:46)?


    - Obs.: Tradutores de algumas versões da Bíblia traduziram as palavras hebraicas nephesh hayyah como “criatura vivente” quando referindo-se aos animais, contudo, não há a mínima variante. É exatamente a linguagem de que Moisés se vale para tratar de “alma vivente” referindo-se ao homem.

    5ª. – Por que Moisés trata na mesma base o fôlego de vida do homem e dos animais, com linguagem tão semelhante (Gên. 2:7; 6:17)?


    - Obs.: O fôlego de vida não pode ser algo imaterial, imortal, que sobrevive à matéria, pois não há tal definição bíblica para “alma”, e nunca tal palavra é modificada pelos adjetivos “imortal” ou “eterno” na Bíblia toda. A expressão “fôlego de vida (neshamah)” em Gên. 2:7 apenas indica que Deus soprou nas narinas de Adão, não uma alma imortal, mas a respiração, pois é claro o paralelo entre tal termo, e ruach, como em Jó 33:4. Esse paralelismo entre o “espírito de Deus” e “o sopro do Todo-poderoso”, se acha com frequência na Bíblia, como em Isa. 42:5; Jó 27:3; 34:14-15. Isso sugere que os dois termos são usados intercambiavelmente, ambos fazendo referência ao dom da vida concedido por Deus a Suas criaturas mediante esse fôlego vital.

    6ª. – Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no homem faz com que tal fôlego seja uma “alma imortal”, quando não há a mínima informação sobre isso transmitida pelo autor, o que seria algo de muitíssima importância para definir a natureza humana?

    7ª. – Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no homem faz com que tal fôlego seja um “espírito imortal”, quando há clara informação de que “o mesmo fôlego de vida” do homem é atribuído aos animais, tanto no relato da criação, quanto milênios depois, nas palavras do sábio Salomão (ver Ecl. 3:19-21)?


    - Obs.: Salomão dedica-se a uma profunda reflexão da vida humana e mostra que “tudo é vaidade”, já que nem mesmo na morte o homem leva vantagem sobre os animais. Se ele cresse na imortalidade da alma, não empregaria tal linguagem para evitar ambigüidade ou para não transmitir noções materialistas. Mas até a descrição dele da morte do homem, com a retirada do fôlego de vida, se assemelha à forma como o salmista se refere à morte dos animais (comparar Ecl. 12:7 com Sal. 104:25-29).

    8ª. – Por que o salmista Davi confirma não só que animais e homens têm o mesmo fôlego de vida (comparar Ecl. 12:7 e 3:19-21 com Sal. 104:25-29), como também que na morte prevalece a inconsciência (Sal. 6:5, 13:3; 146:3-4) e a total inexistência (Sal. 39:13)?


    - Obs.: Davi reflete ainda profundos pensamentos sobre a condição de não-existência dos que morrem no Sal. 88:3-6, e indica que os que morrem não louvam ao Senhor, utilizando o significativo paralelo sinônimo de “mortos” e “descem ao silêncio” (Sal. 115:17).

    9ª. – Por que o homem precisaria de uma alma imortal, já que não iria morrer, segundo o projeto original da criação divina, e sim viver eternamente como um ser físico, num paraíso físico (aliás, como também se daria com os animais. . .)?


    - Obs.: O pecado é um intruso neste planeta que trouxe morte física e espiritual ao homem. Mas o “plano de contingência” divino é a ressurreição final, uma providência tomada APÓS o pecado, como parte de Seu plano restaurador. A ressurreição integra o “esmagar a cabeça” da serpente no conflito entre o bem e o mal (Gên. 3:15), já que a vitória sobre a morte ocorre em função da ressurreição dos mortos, não de o indivíduo superá-la por contar com algum elemento espiritual que prevalece sobre a morte (ver 1 Cor. 15:52-55).

    10ª. – Quando exatamente a “alma imortal” é introduzida no ser vivo? Ao ser o óvulo fecundado? Ao sair o bebê do ventre materno e respirar por primeira vez, já que se cria o paralelo fôlego—de vida/alma imortal?


    - Obs.: A dificuldade de estabelecer o início da posse dessa “alma imortal” é imensa, sobretudo quando os dualistas fazem a ligação ‘fôlego de vida/alma imortal’. Pois o feto NÃO RESPIRA na bolsa maternal, estando envolvido por fluídos até ser dado à luz.

    11ª. – Sendo que consta ser Moisés o autor do antiquíssimo livro de Jó, não parece estranho que em tal livro ele não deixe a mínima pista de uma noção dualista, pois retrata o patriarca expressando uma visão holista, não dualista (ver observação a seguir)?


    - Obs.: O livro de Jó é um golpe de morte sobre a noção dualista. O patriarca compara a morte a um rio que se seca e a um lago cujas águas são drenadas, e quando se refere diretamente ao estar com Deus, fala do tempo quando o Redentor “Se levantará sobre a Terra”, sem deixar a mínima pista de uma alma indo ao Seu encontro (ver 14:7-14 e 19:25-27).

    12ª. – Onde exatamente se situa a “alma imortal”? Já que se estabelece o paralelo ‘fôlego de vida/alma imortal’, e Jó declara a certa altura, “enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz” (Jó 27:3), é aí que se situa essa “alma imortal”, no nariz de cada um?


    - Obs.: Se o paralelo ‘fôlego de vida/alma imortal’ for válido, realmente essa alma entra e sai no organismo, pelo menos em boa quantidade, o tempo todo, saindo contaminado (gás carbônico) e entrando novo fôlego de outra substância (oxigênio) para purificar o sangue. Coisa bem estranha para parecer algo fluídico que tem consciência e para sempre permanece após a morte.

    13ª. – Por que Jesus diz a Seus seguidores que iria subir para lhes “preparar lugar”, mas a ênfase está no momento do reencontro com eles quando retornasse para os receber, e não quando morressem e suas almas fossem para o céu para as irem ocupando (João 14:1-3)?


    - Obs.: A opinião popular é de que na morte a alma dos falecidos salvos vai para o céu, quando encontram a Cristo e todos os demais que para lá foram antes. Contudo, é estranho que Jesus não diga nada sobre essas moradas estarem disponíveis antes do tempo de Seu retorno, deixando implícito que só então levará os Seus consigo para ocuparem ditas moradas.

    14ª. – As palavras de Jesus em João 5:28 e 29, sobre a ressurreição final de salvos e perdidos, são antecedidas pela Sua declaração: “. . . vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão” (vs. 25). Por que VIVERÃO só a partir de então, quando deviam estar vivos num estado intermediário, como “almas imortais”?


    - Obs.: A linguagem de Cristo pelo contexto torna claro que os que VIVERÃO são os que estiverem nas sepulturas, não em alguma parte do universo—céu, inferno, purgatório, hades. . .

    15ª. – Por que Jesus, quando confortava as irmãs do falecido Lázaro, além de ter empregado antes a metáfora do sono—“Nosso amigo Lázaro está dormindo. . .”—não lhes indicou que o falecido estava na glória celestial, mas referiu-lhes a esperança da ressurreição (João 11:17-27)?


    - Obs.: É comum consolarem-se os enlutados falando de como seus falecidos estão felizes por terem trocado este mundo de sofrimento e dor pela habitação nos “páramos da glória. . .”. Contudo, não é este o quadro do diálogo de Cristo com as irmãs de Lázaro. O tema da conversação deles não é o suposto destino celestial do fiel seguidor de Cristo, mas a FUTURA ressurreição dos mortos.

    16ª. – Quando Cristo ressuscitou Lázaro, já morto por quatro dias, tirou-o do céu, do inferno ou do purgatório? Se foi do céu fez-lhe uma maldade trazendo-o de volta para sofrer na Terra. Se do inferno (pouco provável, pois era um seguidor do Mestre), concedeu-lhe uma segunda oportunidade de salvação, o que é antibíblico.


    - Obs.: Lázaro ressuscitou e não trouxe nenhuma informação do mundo do além. Se tivesse algo a contar, sem dúvida João teria o maior interesse em reproduzir o seu testemunho no seu evangelho.

    17ª. – Quando Jesus diz que o Seu Pai “não é Deus de mortos, e, sim, de vivos” (Mat. 22:32), estava querendo demonstrar a imortalidade da alma ou tais palavras refutam exatamente tal ideia?


    - Obs.: A resposta está no relato paralelo de Luc. 20:37-40, especialmente no segmento, “E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem”. Os saduceus não perguntaram, no contexto: “E quando esses sete irmãos forem morrendo e suas almas forem chegando no céu. . .” Percebe-se que o enfoque jaz totalmente sobre a ressurreição dos mortos. E também digno de nota é o detalhe de que Cristo fala dos que hão de ser dignos de “alcançar a era vindoura [a consumação dos séculos] E A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS”.

    18ª. – Por que Cristo e Paulo acentuam que os mortos ressuscitarão ante a voz do arcanjo e a trombeta divina, despertando do sono da morte (Mat. 24:30, 31; 1 Tes. 4:16), quando supostamente suas almas vêm do céu, inferno, purgatório para reincorporarem, estando já bem despertas?


    - Obs.: A metáfora do sono é constante, tanto no VT quanto no NT, representando a morte. Diante de claras passagens que tratam da inconsciência dos mortos percebe-se por que se dá o uso de tal metáfora, como no Sal. 13:3--“o sono da morte”; em Dan. 12:2--“dormem no pó da terra”; João 11:11--“Lázaro adormeceu”; 1 Tes. 4:13—“os que dormem”; 1 Cor. 15:18—“os que dormiram em Cristo”. . .: é que na morte prevalece uma condição de INCONSCIÊNCIA para os que morreram. Outros textos que falam da morte como um sono: Sal. 146:1-4; Ecl. 9:5,10; Isa. 38:18,19; 1 Re. 2:10; 1 Re. 11:43; Jó 14:10-12; Jer. 51:39.

    19ª. – Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Tes. 4:13-18 e, especialmente, em 1 Coríntios 15, como será o reencontro final de todos os salvos com o Salvador em parte alguma fala de almas vindas, seja de onde for, para reincorporarem?


    - Obs.: Como no início da história do homem não consta qualquer “alma imortal” sendo introduzida no ser original, nada consta sobre almas vindas do céu, inferno ou purgatório para reincorporarem quando do surgimento dos que se foram, na ressurreição.

    20ª. – Paulo diz aos tessalonicenses que não deviam lamentar pelos amados que “dormiam”, recomendando: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (vs. 18). Por que nunca diz que já desfrutavam as bênçãos celestiais, e sim que estavam “dormindo” e seriam despertados?


    - Obs.: A consolação derivaria da esperança da ressurreição, não do fato de que os que “dormiam” estivessem no desfrute das glórias celestiais.

    21ª. – Por que, ao enviar consolações à família de Onesíforo (já morto), Paulo nada fala também de que ele já estivesse desfrutando das bênçãos paradisíacas; pelo contrário, de novo foca-se inteiramente na esperança de alcançar a misericórdia de Deus “naquele dia” (cf. 2 Tim.1:17)?


    - Obs.: Se Onesíforo tivesse morrido e ido para o céu, a misericórdia divina já lhe teria sido propícia, mas Paulo obviamente não fala daquele dia no sentido de ser o de sua morte.

    22ª. – Paulo diz claramente que sem a ressurreição dos mortos—confirmada e garantida pela do próprio Cristo—“os que dormiram em Cristo pereceram” (1 Cor. 15:16 a 18). Por que pereceram, já que deviam estar garantidos no céu?


    - Obs.: O tema dominante do capítulo é a ressurreição dos mortos, assim a lógica da pergunta é inescapável. 1 Tes. 4:14 diz que Cristo “trará juntamente em Sua companhia os que dormem”, mas todo o teor da passagem e do ensino bíblico é de que Ele os trará, não do céu, mas das sepulturas (ver João 5:28, 29; Dan. 12:2).

    23ª. – Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o dito nos vs. 16 a 18, acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se morresse estaria também perdido (vs. 32). Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã morreremos”, não indica claramente que sem a realidade da ressurreição, não há esperança alguma de vida eterna?


    - Obs.: À luz da pergunta anterior, esta se revela prova irrefutável de que Paulo não pensava em termos de uma “alma imortal” indo para o céu quando da morte, pois não tinha ele próprio tal esperança. Sua expectativa é expressa em 2 Tim. 4:6-8 onde fala que “naquele dia” esperava receber o seu galardão eterno. Para ele, não fosse pela ressurreição, nem valia a pena viver pois a morte seria o fim de tudo.

    24ª. – Quando realmente, segundo Paulo em 1 Cor. 15:53, 54, ocorre a vitória sobre a morte—quando da ressurreição dos mortos ou quando a “alma” é liberada da “prisão corporal”?


    - Obs.: Pela interpretação popular do “morrer e ir pro céu”, a morte é contraditoriamente derrotada PELA PRÓPRIA MORTE, pois com a liberação da “alma imortal” quando da morte do corpo, não ocorre realmente morte, mas preservação da vida e consciência de quem dá o último suspiro, noutra dimensão.

    25ª. – À luz de 2a. Cor. 5:8 e contexto imediato, se o termo “despido” se refere a uma condição incorpórea onde Paulo JÁ ESTARIA com Cristo, então por que razão ele diz tão claramente que NÃO QUERIA ESTAR DESPIDO?


    - Obs.: Se Paulo queria estar com Cristo, mas não despido, é porque não estaria com Cristo sem um corpo, mas REVESTIDO com o corpo glorioso da ressurreição. Por isso fica ÓBVIO que ele cria que só estaremos com Cristo com corpos ressurretos, não em forma de espírito incorpóreo (despido) num estado intermediário.

    26ª. – Por que em 2ª. Cor. 4:14, exatamente no capítulo anterior ao de 2ª. Cor. 5:1-8, Paulo fala de reencontrar os crentes que conhecia (muitos dos quais ganhou para a fé cristã), mas a ênfase dada é “nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco”?


    - Obs.: Pelo raciocínio dualista, ele os reveria quando morresse e fosse imediatamente para o céu, sem essa longa espera até a ressurreição do dia final.

    27ª. – Por que Pedro fala do regozijo e exultação dos crentes, ligando isso à “revelação da Sua glória [de Cristo]”, e acentua que “quando se manifestar o Sumo Pastor” é que a “imarcescível coroa de glória” seria atribuída aos crentes (ver 1 Ped. 1:3-7, 13; 4:12, 13 e 5:4)?


    - Obs.: A revelação da glória de Cristo se dará quando de Seu advento. Ora, se Pedro cresse na imortalidade da alma não teria por que falar em regozijo e exultação dos crentes ligando isso diretamente àquela ocasião. Se fossem com suas almas para o céu, seguindo-se à morte, não iriam ali exultar e alegrar-se? Na perspectiva do Apóstolo, porém, só quando da “revelação da Sua glória” é que tal sentimento de felicidade se confirmaria, “quando se manifestar o sumo Pastor”.

    28ª. – Por que o apóstolo João acentua a confiança para os crentes “no dia do juízo” e não no dia da morte, quando a “alma imortal” supostamente iria entrar no céu, além de utilizar as sentenças “quando Ele Se manifestar” e “na Sua vinda” como referencial da eterna redenção (ver 1 João 2:28; 3:2, 3; 4:17)?


    - Obs.: Isto mostra que, assim como Paulo e Pedro, João não cria nem ensinava a doutrina de origem pagã da imortalidade da alma.

    29ª. – Por que as palavras “alma” e “espírito” aparecem tantas vezes na Bíblia, em diferentes sentidos e contextos, mas nunca acompanhadas dos adjetivos “imortal”, “eterno”, “perpétuo”, além de que, em vez de declarar que alma não morre jamais, lemos é sobre morte da alma, tanto no VT quanto no NT (Eze. 18:4 e Tia. 5:20)?


    - Obs.: A crença na ressurreição final de todos os mortos é característica do cristianismo genuíno que não devia acolher noções claramente do paganismo. Tais noções derivam da primeira mentira proferida pelo diabo sobre este planeta, “É certo que não morrereis” (Gên. 3:4).

    30ª. – Não é muita coincidência que todos os povos pagãos sempre se caracterizaram em sua crença na imortalidade da alma, até atribuindo almas e espíritos a animais ou coisas inanimadas, como florestas, rios, lagos, vulcões?


    - Obs.: Não se sabe de nenhum povo pagão, do presente ou do passado, que tenha deixado de crer em “almas” e “espíritos”, para crer que “vem a hora . . . em que os que estão nas sepulturas ressuscitarão; os que fizeram o bem, na ressurreição da vida; os que fizeram o mal, na ressurreição da condenação” (João 5:28, 29).

    NOTA: As perguntas 1ª., 2ª., 21ª e 25ª. e suas observações baseiam-se em discussões sobre o tema do livro de Lucas Banzoli, A Lenda da Imortalidade da Alma.
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 06/01/18, 12:39:04.

  • #2
    RÉPLICA ÀS RESPOSTAS DE JAILSON SERAFIM A NOSSO QUESTIONÁRIO DE 30 PERGUNTAS AOS CRENTES NA IMORTALIDADE DA ALMA



    A – RÉPLICA RELATIVA À CONCATENAÇÃO DE TEXTOS INICIAL

    [Os comentáros de Jailson Serafim serão antecedidos pelo símbolo >>> e estarão em itálico e negrito]:

    >>> (a)A palavra “alma”, aparece na Bíblia com mais de um significado:

    a. Alma como estômago(Dt 12:20).
    b. Alma como a própria pessoa humana(o corpo)(Ez 18:4; Ex 1:5;At 3:23).
    c. Alma como animais(Gn 2:19).
    d. Alma como sangue(Lv 17:14; Is 53:12).
    e. Alma como “alma”, a parta imortal que habita dentro do homem(Mt 10:28), e abandona o corpo, após a morte, conservando a consciência!(Ap 6:9-11).

    Portanto, em Gn 2:7 temos apenas um dos significados de "alma", se referendo a própria pessoa humana. Mas, como já dissemos acima, 'alma' tem vários significados. Todavia, Wilhelm Gesenius, em seu "A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament"(1844), afirma que a palavra hebraica "nephesh"(alma), significa "A ALMA RACIONAL, MENTE, SEDE DOS SENTIMENTOS, AFETOS, EMOÇÕES DE VÁRIOS TIPOS"(p.692). Na mesma página, Gesenius, citando Jó 14:22, afirma que neste texto, a palavra hebraica “nephesh” “É ATRIBUÍDA A ALMA COMO DISTINTA DO CORPO”. Nesse caso, a alma jamais pode ser a própria pessoa física, corporal, e de fato não o é. Pois se o fosse, os animais também poderia ter sentimentos, visto que também tem corpos físico.


    * RÉPLICA: Primeiro, JAMAIS neguei o caráter polissêmico dos termos “alma” e “espírito”. Assim, não preciso dessa “aula” sobre haver diferentes sentidos para tais termos. Contudo, embora “alma” e “espírito” surjam tantas vezes na Bíblia, JAMAIS vêm modificados pelos adjetivos “imortal”, “perpétuo”, “eterno”. A frase “alma imortal” JAMAIS aparece nas páginas bíblicas.

    Isto foi muito bem exposto no artigo em que analisamos o emprego de “alma” e “espírito” no NT, mas que se aplica perfeitamente a idêntico uso no VT:
    .
    “ALMA” E “ESPÍRITO” EM TEXTOS NEOTESTAMENTÁRIOS
    .
    A forma como encontramos o uso de “alma” e “espírito” no Novo Testamento ajuda a ver a multiplicidade de sentidos de tais termos por toda a Bíblia.

    No “Cântico de Maria” (Luc. 1:43ss), por exemplo, os termos “alma” e “espírito” são empregados intercambiavelmente, em paralelismo sinônimo, significando a mesma coisa—percepção mental. O texto fala que sua alma/espírito louvam e se alegram no Senhor e, a seguir, ela dá as razões disso: recapitula os atos divinos para consigo e a sua nação—uma atividade da mente. Isso, evidentemente, tem que ver com ENTENDIMENTO.

    Em 1 Cor. 2:10-16 a situação é idêntica. Os comentários de Paulo ali se igualam à linguagem de Maria. As palavras “espírito” e “mente” são usadas intercambiavelmente, pois o “espírito do homem” “sabe as coisas do homem”, e “temos a mente em Cristo”, tal como o Espírito de Deus sabe as coisas de Deus. Tais palavras de modo algum servem para provar a posse de algo imaterial, imortal, que sobrevive viva e consciente à morte —a “alma imortal”.

    Em 1 Cor. 14:14 e 15 Paulo não está tampouco falando de qualquer alma imortal que ora independentemente do entendimento—função mental cerebral. A palavra “espírito” neste caso tem o mesmo sentido do que se acha em João 4:23, 24: “. . . a hora vem . . . em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. . . . Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade”.

    Também recordemos as palavras do Mestre ao transmitir a “regra áurea” (repetindo o que Moisés havia dito em Lev. 19:18 e Deu. 6:5): “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua ALMA, e de todo o teu ESPÍRITO” (Mat. 22:37). A versão em espanhol Reina Valera assim verte a passagem: “Amarás al Señor tu Dios con todo tu corazón, y con toda tu alma, y con toda tu mente”. Algumas versões em português trazem, “e de todo o teu entendimento”. Assim, confirma-se a noção de que o “espírito” do homem refere-se em muitos casos ao seu entendimento, como já vimos em 1 Cor. 2:10-16.

    Mas em 1 Cor. 14:14 e 15 fica a impressão de que Paulo fala em termos exatamente opostos—que espírito e entendimento são coisas à parte. Contudo, recordando as palavras de Cristo, “alma” e “espírito” acaso amam e adoram a Deus de modo independente entre si e o resto do indivíduo? E o “de todo o teu coração”, o que vem a ser?

    Paulo fala de orar no espírito no sentido de orar sob o domínio da emoção, suplantando a razão (“de todo o coração”?). Paulo, porém, está REPREENDENDO os coríntios pelo seu mau emprego do dom de línguas, e não recomendando o seu uso nos moldes em que vinham praticando até ali. Ele está apresentando uma situação NÃO IDEAL, e não traçando um perfil de como deveria ser a prática adequada deles.

    Mesmo levando-se em conta o devido dom, como algo sobrenatural, temos a visão em que Paulo experimentou tal arrebatamento de sentidos que NÃO SABIA se estava no corpo, ou fora do corpo (2 Cor. 12:2, 3). Foi algo acima da razão e entendimento pelo que o seu “espírito” (não uma alma imortal que experimenta algo independente da mente), ou seja—os aspectos emocionais, inspiracionais, verdadeiramente íntimos do seu ser, prevaleceram temporariamente sobre as funções mentais ordinárias, racionais, mentais.

    É interessante que há quem alegue que a “alma” ou “espírito” de Paulo deixou o corpo nesse caso. Mas quem pensa assim terá que explicar o que entrementes se deu com o corpo do Apóstolo, pois sendo que “o corpo sem o espírito [fôlego de vida] está morto” (Tia. 2:24), Paulo teria morrido em tal circunstância! Ou será que o apóstolo morria toda vez que tinha uma visão, daí ressuscitava para escrever suas epístolas, depois morria de novo, ao ter nova visão, e ressuscitava, e morria de novo, e ressuscitava. . .?!

    Em Atos 7:59 e 60 lemos como Estêvão clama ao Senhor para receber o seu “espírito”, logo antes de morrer, e daí é dito que havendo ainda “em alta voz” rogado que perdoasse os seus algozes, “adormeceu”. É notável a sequência clara do “entregar o espírito” e “adormecer”, nada de “morrer e ir pro céu”. . . O “espírito” aí claramente se refere ao fôlego de vida que ele devolvia ao Senhor para que lhe fosse confiado novamente quando da ressurreição. Atos 20:10 narra o caso de Eutico que despencou do 3º. andar e apresentava-se morto, mas Paulo o abraçou e o ressuscitou. Diferentes versões trazem as expressões “a sua alma está nele” ou simplesmente, “está vivo”. Nesse caso o termo “alma” (‘psiquê’) tem o mero sentido de “vida”. É também o caso de 1ª. Ped. 3:20 ao ele falar de como “oito almas” foram salvas do dilúvio. Comparando-se diferentes traduções se percebe as variantes de “oito vidas” ou “oito pessoas”.

    Essas expressões de modo algum servem de prova da teoria da imortalidade da alma. Querer “provar” tal tese pelo mero uso das palavras “alma” e “espírito” é uma tremenda ‘petitio principii’ (petição de princípio), nada mais, forçando um sentido artificial de palavras e frases para confirmação de uma doutrina que não passa da primeira mentira proferida sobre o planeta: “Certamente não morrerás” (Gên. 3:4).


    >>> (b)Com relação a Ec 12:7, o "espírito" não é o folego do homem. O “espírito”(que é outro nome da alma) é descrito como distinto do fôlego(Is 42:5; Jó 34:14) e do corpo(Tg 2:26). Este mesmo “espírito” é descrito como tendo sentimentos(Lc 1:47; At 17:16) e intelecto(Sl 77:6; 1 Co 2:11). Ele adora a Deus(Nm 27:16).

    * RÉPLICA: Claro que espírito pode ser apresentado como distinto de fôlego, mas onde aparece no sentido de ser uma entidade consciente do homem que prevalece após a morte? Onde em Gênesis 2:7 é dito que o “espírito” soprado por Deus seria essa “alma imortal”? Esse é o ponto crucial da questão e NÃO FOI ABORDADO. Só temos o repeteco da informação DESNECESSÁRIA do caráter polissêmico dos termos “alma” e “espírito” que não prova coisa alguma quanto a Deus ter criado o homem dualisticamente—com um corpo material e uma alma imortal. Essa é a PROVA BÍBLICA que estou esperando, inclusive com uma concatenação de textos em contraponto à nossa, provando tal tese.

    Aliás, ainda há o fato que o opositor não resolveu—Salomão trata do pó de TODOS os homens, que volta para o pó, e do espírito de TODOS os homens, que volta para Deus, não só dos salvos. Isso é muito relevante e importante de se considerar na passagem, mas ele nada disse a respeito.

    >>> (c)Com relação ao Sl 104:25-29, a palavra hebraica ר֭וּחָם(rūḥām), significa realmente 'folego', como também em Ec 3:19-21. Mas não é esse o único sentido de "ruach", haja visto quer segundo o "Léxico Hebraico Inglês do Velho Testamento"(1906) de Francis Brown, Samuel Rolles Driver, Charles A. Briggs, significa também "UM SER DESENCARNADO, SEDE DE EMOÇÕES, QUE SE AFASTA COM A MORTE(Jó 4:15; Sl 78:39; Is 26:9)"

    * RÉPLICA: O que Charles A. Briggs & Cia. dizem apenas reflete ideias de quem crê na imortalidade da alma. Diga a eles para PROVAREM que no relato da criação, Deus realmente formou o homem dualisticamente—com um corpo material e uma alma imortal. O que temos, além dessa opinião de teólogos crentes na imortalidade da alma (que precisam aprender muito sobre o sentido das Escrituras) é o mero repeteco da lição que dispensamos—do caráter polissêmico dos termos “alma” e “espírito”, o que já estamos cansados de saber.

    E no Salmo 104:25-29 é muito significativa a linguagem do salmista, lembrando que Deus remove o fôlego dos animais e estes voltam ao seu pó. A igualdade de linguagem com Ecl. 12:7 é inegável, onde o autor bíblico fala do espírito de todos os homens, que volta para Deus (como o dos animais), não o espírito dos salvos.

    >>> (d) Com relação ao Sl 146:4, quando ele diz "naquele mesmo dia, perecem os seus pensamentos", se refere ao cérebro, um membro do corpo humano, visto que, depois da morte, as almas dos homens permanecem em estado de consciência, possuindo até memoria(Lc 16:22-26). - Em Mt 17:3; Mc 9:4; Lc 9:30-31, a Bíblia diz que Jesus estava conversando com o falecido profeta Moisés, por ocasião da transfiguração. Moisés estava morto(Dt 34:5-7), mas no entanto, aparece conversando com Jesus. Ora, ora... se ele estava inconsciente, como então apareceu ali? Com certeza, ele não estava ali ressuscitado, pois do contrário Jesus não seria o primogênito entre os mortos(At 26:23; 1 Co 15:20; Cl 1:18; Ap 1:5). Aliás, se ele estivesse ressurreto, Satanás e Miguel não estariam disputando sobre um corpo ausente na sepultura, estaria?(Jd 9).

    * RÉPLICA: Aí o que temos é o PRESSUPOSTO NÃO DEMONSTRADO à base de um tiroteio de textos mal interpretados, que não partem dos ALICERCES do ensino bíblico de como Deus criou o homem. Se Moisés apareceu em forma de “alma” conversando com Jesus, isso coloca o Salvador em situação muito dificil—estaria violando a lei divina que proíbe a comunicação entre vivos e mortos (Deu. 18:9-12; Isa. 8:19, 20).

    Interessante como o teólogo batista Russell Shedd mesmo ADMITE QUE MOISÉS RESSUSCITOU numa palestra para futuros pastores e obreiros, como se pode ver por este vídeo, tempo a partir de 12’: https://www.youtube.com/watch?v=XWEpgXA3Lcw

    >>> (e)Com relação a Jó 7:20-21; 14:7-14, a referência ali é apenas ao corpo humano. Agora, em Jó 10:11, lemos: "De pele e carne me vestiste, e de ossos e nervos me teceste". Que parte de Jó foi vestida de pele e carne? rsrsrs... Pele e carne são vestidos de que parte de Jó, mesmo?

    * RÉPLICA: Novamente o raciocínio à base de um PRESSUPOSTO NÃO DEMONSTRADO. O que Jó está falando é da SUA PRÓPRIA CRIAÇÃO, quando Deus o revestiu de pele e osso, não de uma suposta “alma” que após a morte é assim revestida. Basta ler os versos anteriores que diz que “do barro me formaste”. Vejam a passagem à luz do seu devido CONTEXTO:

    "Foram as tuas mãos que me formaram e me fizeram. Irás agora voltar-te e destruir-me? Lembra-te de que me moldaste como o barro; e agora me farás voltar ao pó? Acaso não me despejaste como leite e não me coalhaste como queijo? Não me vestiste de pele e carne e não me juntaste com ossos e tendões?”

    Portanto, nosso amigo está simplesmente praticando a velha e triste arte de ignorar o contexto para defender seus conceitos preferidos, à base de um PRESSUPOSTO NÃO DEMONSTRADO. Ele que se recorde do que sempre se diz, que “um texto fora de contexto é pretexto para heresia”.

    [Pensamento adicional: o relato bíblico NÃO É de que Deus criou primeiro a “alma imortal”, depois a revestiu de carne e osso, como fica implícito nessa objeção. PRIMEIRO foi constituído o boneco de barro (o corpo), a seguir foi-lhe soprado o “fôlego de vida”. Cadê a introdução de uma “alma imortal” nesse boneco original?]

    >>> (f)Jó 19:25-27 não nega a imortalidade da alma, mas fala apenas na ressurreição dos mortos.

    * RÉPLICA: Pois é, ele fala APENAS da ressurreição dos mortos por que não há qualquer reflexo do “morrer e ir pro céu” em qualquer passagem das Escrituras, a não ser torcendo-se o sentido de textos segundo o PRESSUPOSTO NÃO DEMONSTRADO de o homem ter sido criado dualisticamente por Deus, o que não foi provado até aqui.
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 20/02/17, 10:28:28.

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    • #3
      [Se desejar saltar direto para o questionário com perguntas/respostas/réplicas, vá para o quadro no. 9. Mas vale a pena considerar a série de breves artigos que antecedem o debate em si]
      .
      UMA CLARA DESVANTAGEM DO “MORRER E IR PRO CÉU”

      Imaginemos um dedicado pai de família que se empenha em manter os filhos nos caminhos do Senhor, deixando um exemplo de fidelidade aos princípios bíblicos e assiduidade em assistir aos cultos. Mas, morre relativamente jovem, e vai para o céu com sua “alma imortal”. Daí, fica esperando que filhos e esposa ali apareçam décadas depois.

      Contudo, passa o tempo, e. . . nada. Digamos que a esposa, agora viúva, casa-se com outro homem, mas este é um crente frouxo e finda se desviando da fé e a levando junto, bem como deixando uma má influência sobre os jovens filhos. Estes logo saem da Igreja, envolvendo-se com drogas e crimes (o que não é tão raro), enfim, perdendo-se nos caminhos da tentação.

      Daí, o pobre homem, nos páramos da glória, chega à triste conclusão de que após passar um tempo em que naturalmente deveriam todos ter falecido e a ele se unido ali, mas isso não ocorrendo é porque não se salvaram, e estão, ao contrário, torrando no inferno de fogo eterno, em torturas colossais, assim condenados por toda a eternidade. Como pode ter paz e alegria celestiais um homem sob tais condições?!

      Também a ideia de que “não há lembrança” das coisas passadas é problemática. Imaginem uma situação diferente, em que essa referida viúva se salvasse, morresse e fosse para o céu. Chegando lá, nem se lembraria de quem realmente foi, com quem conviveu, se teve filhos ou marido. Este cruza caminhos com ela, mas ninguém sabe quem é quem. . . Ignoram totalmente sua mútua história.

      Gente, isso não faz qualquer sentido, seria um céu tremendamente deficiente de emoções tão relevantes para a vida de um ser humano. Mais lógico é entender que TODOS juntos herdarão o Reino “naquele dia”, como diz Paulo ao expressar sua esperança de receber no porvir a coroa da glória eterna:

      “. . . já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará NAQUELE DIA; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a SUA VINDA. -- 2 Tim. 4:6-8.

      Isso se harmoniza com o que Cristo disse--sobre estar PARA SEMPRE com os Seus, não quando morressem e fossem para o céu, e sim quando Ele retornasse para levá-los para os “lugares” que lhes foi preparar junto às moradas do Pai (João 14:1-3).

      Assim, a ênfase bíblica não é a IDA de pessoas para o céu, e sim a VINDA de Cristo para buscar os Seus, ressuscitando-os primeiro dentre os mortos.

      Também é bom recordar que a Bíblia fala que “as obras acompanham” os que morrem (ver Apo. 14:13). Claro, há a influência para o bem ou para o mal sobre vidas individuais ou sobre toda a sociedade de uma pessoa enquanto viva, e ao morrer, suas “obras” acompanharão a trajetória dessas outras vidas por tempo indeterminado. Hitler, por exemplo, deixou admiradores e “discípulos” até os dias de hoje, então o potencial de maldade que a sua existência representou não se esgotou com a sua morte. Por isso o juízo final só fará sentido quando toda a história da humanidade chegar a seu fim, e as causas e consequências da vida de cada uma e todas as criaturas humanas forem devidamente pesadas na balança do Eterno.
      Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 29/04/19, 16:23:36.

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      • #4

        A METÁFORA DO SONO PARA A MORTE NAS ESCRITURAS


        Inúmeros textos bíblicos declaram que, quando a pessoa morre, ela passa a dormir, e a idéia de total inconsciência com isso relacionada também é clara. Isto se dá porque a pessoa quando dorme se encontra deitada e em paz. Paralelamente, o corpo físico quando morto aparenta repousar no mesmo estado. Vejamos vários de tais textos, tanto do Velho quanto do Novo Testamento:

        * VELHO TESTAMENTO:


        Gênesis 47:30: “. . .mas quando eu dormir com os meus pais, levar-me-ás do Egito e enterrar-me-ás junto à sepultura deles. Respondeu José: Farei conforme a tua palavra”.

        Deuteronômio 31:16: “E disse o Senhor a Moisés: Eis que dormirás com teus pais; e este povo se levantará, e se prostituirá indo após os deuses estranhos da terra na qual está entrando, e me deixará, e quebrará o meu pacto, que fiz com ele”.

        Salmo 13:3: “Considera e responde-me, ó Senhor, Deus meu; alumia os meus olhos para que eu não durma o sono da morte; …”

        Salmo 146:4: “Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.”

        Eclesiastes 9:5, 10: “ Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.

        Isaías 38:18, 19: “Pois não pode louvar-te o Seol, nem a morte cantar-te os louvores; os que descem para a cova não podem esperar na tua verdade. O vivente, o vivente é que te louva, como eu hoje faço; o pai aos filhos faz notória a tua verdade”.

        1 Reis 1: 21: “Doutro modo sucederá que, quando o rei meu senhor dormir com seus pais, eu e Salomão meu filho seremos tidos por ofensores”.

        1 Reis 2:10: “Depois Davi dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi.”

        - Obs.: Numa sequência de relatos das mortes dos reis de Israel e Judá, tanto nos dois livros de Reis quanto nos de Crônicas, o fato sempre vem expresso como tendo o citado rei “morrido com os seus pais”. Assim lemos sobre Abias, Acabe, Roboão, Jeroboão, Asa, Josafá, Jotão, Acaz, Ezequias, etc.

        Jó 3: 11-13: “Por que não morri ao nascer? por que não expirei ao vir à luz? Por que me receberam os joelhos? e por que os seios, para que eu mamasse? Pois agora eu estaria deitado e quieto; teria dormido e estaria em repouso”.

        Jó 14:10-12: “O homem, porém, morre e se desfaz; sim, rende o homem o espírito, e então onde está? Como as águas se retiram de um lago, e um rio se esgota e seca, assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem será despertado de seu sono.

        Salmo 76: 5-12: “Os ousados de coração foram despojados; dormiram o seu último sono. . . À Tua repreensão, ó Deus de Jacó, cavaleiros e cavalos ficaram estirados sem sentidos. Tu, sim, Tu és tremendo; e quem subsistirá à tua vista, quando te irares? . . . Ele ceifará o espírito dos príncipes; é tremendo para com os reis da terra”.

        - Obs.: A linguagem do “dormir” para a morte não se aplica só aos salvos, como também aos que são castigados por Deus.

        Jeremias 51:39: “Estando eles excitados, preparar-lhes-ei um banquete, e os embriagarei, para que se regozijem, e durmam um perpétuo sono, e não despertem, diz o Senhor.”

        Daniel 12:2: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.


        * NOVO TESTAMENTO:

        Mateus 27:52: “Os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados”.

        Marcos 5:39: “E, entrando, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? a menina não morreu, mas dorme”.

        João 11:11: “E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.”

        Atos 7:60: “E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte”.

        Atos 13: 36: Porque Davi, na verdade, havendo servido a sua própria geração pela vontade de Deus, dormiu e foi depositado junto a seus pais e experimentou corrupção”.

        1 Tessalonicenses 4:13-17: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

        1 Coríntios 15:6, 17, 18, 20 e 51: “Porque Davi, na verdade, havendo servido a sua própria geração pela vontade de Deus, dormiu e foi depositado junto a seus pais e experimentou corrupção. . . Se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados. Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. . . . Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. . . . Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados”.

        2a. Pedro 3:4: “Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.


        Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 20/02/17, 10:35:01.

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        • #5
          JESUS NÃO ENSINAVA A IMORTALIDADE DA ALMA


          Os que defendem a doutrina de imortalidade da alma agarram-se a um tiroteio de textos avulsos, mas DESPREZAM textos claramente DIDÁTICOS, ou seja, aqueles que não são meras declarações espontâneas, independentes de um contexto de ensino, como “hoje estarás comigo no Paraíso” (Luc. 23:43). Daí, cometem o ERRO METODOLÓGICO de tomar tais declarações avulsas e transformá-las em “fortalezas inexpugnáveis” de suas teses, pela teima intensa quanto a isso querem nos convencer de terem razão.

          Só que basta tomar outro texto avulso, como João 20:17—“Não Me detenhas, que eu ainda não subi para o Meu Pai”, que se NEUTRALIZA a outra declaração avulsa. Fica, então 0 a 0 no placar.

          Outro texto usado na mesma base é Mat. 10:28, mas com A PRIMEIRA PARTE transformada nessa “fortaleza inexpugnável” enquanto se ignora a 2ª. parte, que não favorece a noção imaginada para a 1a.

          Mas vejamos uma declaração DIDÁTICA, que envolve clara INTENÇÃO DE ENSINO, INSTRUÇÃO, ORIENTAÇÃO da parte do Mestre dos mestres:

          “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. João 14:1-3.

          “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. João 5:28, 29.

          Cristo fala sobre “preparar lugar” para os Seus, seguindo-se a promessa de retorno: “virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também”. Cristo NÃO DISSE que os lugares estariam disponíveis aos salvos conforme fossem morrendo e suas almas chegassem no céu para assumi-los. Ele relaciona o Seu retorno ao encontro com os remidos para, então, ocuparem tais moradas. Simplesmente não há espaço para a noção de almas ou espíritos indo para o céu nessa Sua fala.

          Ademais, Ele diz que estaria “para sempre” com os seus a partir de VIR para buscá-los. Ora, os crentes na imortalidade da alma costumam dizer de seus mortos que ESTÃO NA COMPANHIA DE JESUS, ao morrerem. Cristo simplesmente não confirma esses seus sentimentos. Ele estaria “para sempre” com os Seus filhos a partir de Sua vinda e de levá-los Consigo para os lugares que foi preparar.

          Por outro lado, o texto de João 5:28 e 29 é antecedido por alguns comentários muito significativos de Cristo: “Em verdade, em verdade, vos digo que vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, VIVERÃO” (vs. 25).

          Observem que Ele fala que “os mortos” ouvirão a voz do Filho de Deus e VIVERÃO. Ele certamente se refere aos salvos, pois fala: “os que a ouvirem, viverão”. Isso não faria sentido para quem creia na imortalidade da alma--os que ouvirem a voz ESTARIAM VIVOS, como uma “alma imortal”. Os que VIVERÃO são os que estiverem nas sepulturas, não em alguma parte do universo.

          As palavras e atos de Cristo são coerentes com o que havia dito em João 6:39: “E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum Eu perca de todos os que Me deu; pelo contrário, Eu o ressuscitarei no último dia”.

          Tais palavras são repetidas nos vs. 40, 44 e 54. O último verso é muito significativo: “Quem comer a Minha carne e beber o Meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. E no vs. 58 Ele novamente acentua: “Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram, e contudo morreram: quem comer este pão viverá eternamente”. Ele relaciona mui claramente a posse da vida eterna com a ressurreição no último dia! Aliás, vejam que no quadro anterior acentuamos a “metáfora do sono”, refere aos que morreram, mas o que dizer também da “metáfora do DESPERTAR DO SONO”? É como autores bíblicos e Jesus Cristo se referem à ressurreição final. Mas se as almas dos que morreram estão despertas e ativas na pós-vida, como irão despertar?!

          Se Cristo ensinasse a imortalidade da alma sem dúvida Suas palavras refletiriam tal noção nestas declarações. Seria incrível que deixasse de referir um fato tão relevante sobre o destino dos salvos, o tema que está expondo nessas passagens.

          Comentario


          • #6

            10 TÓPICOS QUE DEMONSTRAM A SUPERIORIDADE DA VISÃO HOLÍSTICA DA NATUREZA E DESTINO HUMANOS SOBRE A VISÃO DUALÍSTICA


            -A visão dualística da natureza e destino humanos (crença na imortalidade da alma) não pode ser considerada em nada superior ao entendimento holístico desses dois temas. Desafiaríamos os advogados dessa posição a enumerar que aspectos superiores encontrariam no seu entendimento da questão em cotejo com a enumeração que abaixo apresentamos de itens em que se percebe a indiscutível superioridade da visão holística sobre o entendimento de imortalidade da alma:

            1) MUITO MAIS CRISTOCÊNTRICO. O entendimento holístico ressalta que somente em Cristo temos esperança de obter a imortalidade, quando da ressurreição dos justos, não sendo algo que já possuímos inerentemente na forma de uma alma imortal. “Quem tem o Filho, tem a vida” (cf. João 5:28, 29; 1 João 5:12; 1 Coríntios 15:51-54).

            2) MAIOR EMBASAMENTO COM A DOUTRINA BÁSICA DE JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ. Há um só que é bom, disse Jesus: Deus (ver Mateus 19:17). Num sentido absoluto, só Deus é justo e estamos infinitamente aquém de ser detentores de qualquer justiça própria. A visão holística destaca que assim como não possuímos justiça em nós pela qual comparecer perante o Supremo Juiz para obter aprovação (ver Isaías 64:6), também não temos inerentemente o dom da imortalidade, que só a Deus pertence (1 Timóteo 1:17; 6:16), que nos é concedido mediante a provisão do evangelho de Jesus Cristo (2 Timóteo 1:10).

            3) MAIOR ÊNFASE E VALORIZAÇÃO DO TEMA DO ADVENTO DE CRISTO. Para os que creem na imortalidade da alma o tema da 2a. vinda de Cristo não merece a mesma importância, pois, na prática, tal evento se torna dispensável, já que a herança eterna se dá com a morte. Daí a ênfase no segundo advento e na “terminação da obra de evangelização” entre os adventistas por todos os meios possíveis (rádio, TV, literatura, testemunho pessoal, conferências públicas, atendimento assistencial e à saúde) em cumprimento de Mateus 24:14, a grande preocupação e motivação da IASD que é a que tem o maior número de terras penetradas e proporcionalmente o maior número de missionários dentre todos os que se empenham na tarefa de evangelização mundial.

            4) MAIOR COERÊNCIA COM A TEMA DO JUIZO DE CADA UM. Os que creem na imortalidade da alma tornam o tema do juízo final ambíguo e sem nexo. Para que haverá tal juízo, se as pessoas na morte já seguem para o seu destino—salvos para “a glória”, perdidos para um local de tormento ou, pelo menos, para um sítio nada agradável onde aguardarão o castigo já definido?

            5) NENHUMA IDENTIFICAÇÃO COM CRENÇAS PAGÃS. A identificação de todos os povos pagãos com conceitos dualistas demonstra outra superioridade da visão holística. Ninguém é capaz de indicar um só povo pagão que deixe de crer em almas e espíritos de pessoas (ou até animais e coisas inanimadas) para crer na ressurreição final como único meio de retorno à existência após a morte, fato ressaltado na própria parábola do rico e Lázaro, um dos fundamentos da visão dualista (cf. Lucas 16:31).

            6) MELHOR DEFESA CONTRA DOUTRINAS PERIGOSAS. A visão holística é a melhor proteção e antídoto contra erros sutis que existem ou têm vindo à existência nestes últimos tempos, como o espiritismo, doutrinas católicas do purgatório e intercessão dos santos, mormonismo, Nova Era, religiões orientais, etc., sobretudo ante as advertências de Cristo e de Paulo quanto aos enganos crescentes nos tempos finais (Mateus 24:24; 2 Timóteo 3:1-5).

            7) VISÃO MAIS ELEVADA DA JUSTIÇA E AMOR DIVINOS. A visão da justiça e amor divinos é prejudicada com a crença de um inferno eternamente a arder, com penas inteiramente desproporcionais à culpa dos impenitentes. Na visão holística a paga será proporcional à culpa e o pagamento será liquidado, não eternizado (Mateus 5:26 e 18:30).

            8) COERÊNCIA COM O SENTIDO BÍBLICO DE TERMOS BÁSICOS. Conquanto na linguagem bíblica haja muitas menções a “alma” e “espírito”, as Escrituras não autorizam qualquer conceito de “alma” ou “espírito” imortal. Além de nos informar que só Deus é possuidor de imortalidade, a Bíblia afirma que a alma pode morrer (Ezequiel 18:4; Tiago 5:20) em vez do contrário disso.

            9) MAIOR VALORIZAÇÃO À SAÚDE CORPORAL. É sabido que os cristãos que mantêm o entendimento dualístico da natureza humana conceitualizam a vida presente dualisticamente. Tendem a encarar o cultivo da alma como mais importante do que o cuidado do corpo. O bem-estar físico do corpo muitas vezes tem sido intencionalmente ignorado ou até suprimido. Daí a conhecida preocupação holística dos adventistas do sétimo dia com a saúde e a ênfase no cuidado do corpo como “templo do Espírito Santo” que deve ser consagrado inteiramente ao Senhor (cf. 1 Coríntios 3: 16, 17).

            10) VISÃO MAIS MADURA E REAL DO MUNDO POR VIR. A noção popular de um paraíso etéreo onde almas glorificadas passarão a eternidade trajando vestes brancas, cantando, tocando harpas, orando, navegando sobre nuvens e bebendo o néctar dos deuses é alheia às Escrituras. Antes, a Bíblia fala dos santos ressurretos habitando este planeta purificado, transformado e tornado perfeito por ocasião da vinda do Senhor e mediante tal evento (2 Pedro 3:11-13; Romanos 8:19-25; Apocalipse 21:1). Os “novos céus e uma nova terra” (Isaías 65:17) não são um retiro espiritual remoto e inconsequente em algum recanto do espaço; antes, são o céu e a Terra presentes renovados à sua perfeição original.
            Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 06/01/18, 12:30:03.

            Comentario


            • #7
              .
              10 RAZÕES POR QUE MATEUS 10:28 NÃO SERVE DE PROVA DA TEORIA DA IMORTALIDADE DA ALMA

              Diz o texto: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”.

              1a. – Porque a noção de que este texto trate da alma imortal possuída pelo homem é um pressuposto não demonstrado—de que Deus criou o homem dualisticamente--com corpo material + alma imortal, uma informação que não se acha nas Escrituras (ver Gên. 2:7).

              2a. – Porque a Bíblia diz que só Deus possui a imortalidade (1 Tim. 1:17; 6:16), e embora as palavras “alma” e “espírito” apareçam em muitas ocasiões na Bíblia, jamais vêm associadas com o adjetivo “eterno” ou “imortal”.

              - Obs.: A Bíblia ensina que a imortalidade é um dom concedido por Deus mediante Cristo, que veio derrotar a morte e propiciar esse dom ao homem pelo evangelho (2a. Tim. 1:10). Paulo acentua que o cristão deve empenhar-se por alcançar imortalidade (Rom. 2:7, segundo texto original grego, na Versão Almeida só dizendo “incorrupção”). Não se busca obter aquilo que já seria de posse do homem.

              3a. – Porque o tema tratado no contexto em nada indica que Cristo esteja discutindo detalhes sobre uma suposta natureza dualística do homem. Antes, Ele fala nesse texto de relacionamento com Deus, confiança em Sua direção, convicção e fé.

              4a. – Porque o próprio texto fala de “matar a alma”, que no grego traz o verbo apollumi (destruir), em várias ocasiões significando o fim completo, como em 2 Ped. 3:7—“destruição dos homens ímpios”.

              5a. – Não poder matar a alma significa que ninguém pode eliminar a vida de alguém em seu potencial eterno. A Bíblia diz que “aquele que tem o Filho, tem a vida” (1 João 5:12), e o próprio Cristo deixou claro que veio trazer “vida” abundante a Seus seguidores.

              A vida abundante é garantia de vida eterna, que o cristão já tem como possessão antecipada, segundo a promessa do evangelho. Já “passou da morte para a vida” (João 5:24).

              - Obs.: Em Lucas 12:4, 5, de linguagem paralela, significativamente não consta a expressão “matar a alma”, apenas é dito: “Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. . . . Temei aquele que depois de matar, tem poder para lançar no inferno”. Isso mostra que Lucas não quis elaborar sobre o sentido de “alma” dentro da visão dualista porque não era como como interpretou as palavras de Cristo.

              6a. – Porque muitas vezes Cristo ensinou a destruição total dos pecadores, comparando coisas tais como as ervas que são reunidas em molhos para QUEIMAR (Mat. 13:30, 40), os maus peixes que são LANÇADOS FORA (Mat. 13:48), as plantas prejudiciais que são ARRANCADOS (Mat. 15:13), a árvore infrutífera que é CORTADA (Luc. 13:7), os galhos secos que são QUEIMADOS (João 15:6).

              Ele comparou os perdidos a servos infiéis que são destruídos (Luc. 20:16), o mau servo que será DESPEDAÇADOS (Mat. 24:51), os galileus que PERECERAM (Luc. 13:2, 3), as dezoito pessoas que foram ESMAGADAS pela torre de Siloé (Luc. 13:4, 5), os antediluvianos que foram DESTRUÍDOS pelo dilúvio (Luc. 17:27), as pessoas de Sodoma e Gomorra que foram DESTRUÍDAS PELO FOGO (Luc. 17:29) e os servos rebeldes que foram MORTOS quando do retorno do seu mestre (Luc. 19:14, 27).

              - Obs.: As ilustrações usadas por Cristo descrevem vividamente a DESTRUIÇÃO final ou DISSOLUÇÃO dos ímpios. Jesus perguntou: “Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?” (Mat. 21:40). E as pessoas responderam: “Fará PERECER (apollumi) horrivelmente a estes malvados” (Mat. 21:41).

              7a. – Porque o apóstolo Paulo também usou linguagem de destruição. Falando dos “inimigos da cruz”, diz que “o destino deles é a perdição (apoleia)” (Fil. 3:19). Ao fim da epístola aos gálatas ele adverte que “o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá CORRUPÇÃO (phthora); mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” (Gál. 6:8). O Dia do Senhor virá inesperadamente, “como um ladrão de noite, . . . eis que lhes sobrevirá repentina DESTRUIÇÃO (olethron) (2 Tes. 1:9). Um processo de destruição não pode durar eternamente.

              - Obs.: O Apóstolo acentua ainda que “todos os que pecaram sem lei, também sem lei perecerão (apolountai)” (Rom. 2:12). Dado o destino final que aguarda crentes e descrentes, Paulo muitas vezes fala dos primeiros como os “que estão sendo salvos—(hoi sozomenoi)” e destes últimos como os “que estão perecendo—(hoi apollumenoi)” (1 Cor. 1:18; 2 Cor. 2:15; 4:3; 2 Tes. 2:10). Esta caracterização comum indica o entendimento de Paulo sobre o destino dos descrentes como destruição derradeira, não tormento eterno.

              8a. – Porque, tal como Paulo, Pedro usa clara linguagem de destruição. Ele fala de falsos mestres que ocultamente trazem heresias, acarretando sobre si “repentina destruição” (2 Ped. 2:1), compara sua destruição à do mundo antigo no dilúvio e de Sodoma e Gomorra, queimadas e transformadas em cinzas como “exemplo” dos que perecerão (2 Ped. 2:5, 6).

              - Obs.: Pedro fala do fogo que derrete os elementos e cumpre a destruição dos descrentes. Isso nos lembra o joio da parábola de Cristo que será queimado no campo. Pedro alude outra vez à sorte dos perdidos ao dizer que Deus é “longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Ped. 3:9).

              As alternativas de Pedro entre ‘ARREPENDER-SE’ e ‘PERECER’ faz-nos lembrar a advertência de Cristo: “se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente PERECEREIS” (Luc. 13:3). Este último evento será na vinda do Senhor, quando “os elementos SE DESFARAO ABRASADOS; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas” (2 Ped. 3:10). Tal descrição vívida da destruição da Terra e dos malfeitores por fogo não deixa espaço para a ideia de tormento infindável no inferno.

              9a. – Porque também Tiago adverte os crentes a não deixarem que desejos pecaminosos se firmem em seus corações porque “o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tia. 1:15). Tal como Paulo, Tiago explica que o salário final do pecado é a morte, o cessar da vida, e não o tormento eterno. Fala também de Deus “que pode salvar e fazer PERECER” [“destruir”, VKJ] (Tia. 4:12). O contraste é entre salvação e destruição.

              - Obs.: Tiago finda sua epístola animando os crentes a vigiarem pelo bem-estar uns dos outros pois quem “converte o pecador do seu caminho errado, salvará da morte a alma dele, e cobrirá uma multidão de pecados” (Tia. 5:20). De novo, a salvação é da morte ou “destruição”. Aliás, Tiago fala de “salvar a alma da morte”; logo, a alma, parte da pessoa integral, pode morrer.

              10a. – Porque, além das claras passagens apocalípticas que falam da segunda morte—o “lago de fogo”—João descreve em Apo. 11:18 como ao som da 7a. trombeta ele ouve os 24 anciãos dizendo: “chegou . . . o tempo . . . para DESTRUÍRES os que destroem a terra”. Logo, o resultado do juízo final não é condenação ao tormento eterno, mas destruição e aniquilamento.

              Comentario


              • #8

                10 TÓPICOS QUE DEMONSTRAM A SUPERIORIDADE DA VISÃO HOLÍSTICA DA NATUREZA E DESTINO HUMANOS SOBRE A VISÃO DUALÍSTICA

                -
                A visão dualística da natureza e destino humanos (crença na imortalidade da alma) não pode ser considerada em nada superior ao entendimento holístico desses dois temas. Desafiaríamos os advogados dessa posição a enumerar que aspectos superiores encontrariam no seu entendimento da questão em cotejo com a enumeração que abaixo apresentamos de itens em que se percebe a indiscutível superioridade da visão holística sobre o entendimento de imortalidade da alma:

                1) MUITO MAIS CRISTOCÊNTRICO. O entendimento holístico ressalta que somente em Cristo temos esperança de obter a imortalidade, quando da ressurreição dos justos, não sendo algo que já possuímos inerentemente na forma de uma alma imortal. “Quem tem o Filho, tem a vida” (cf. João 5:28, 29; 1 João 5:12; 1 Coríntios 15:51-54).

                2) MAIOR EMBASAMENTO COM A DOUTRINA BÁSICA DE JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ. Há um só que é bom, disse Jesus: Deus (ver Mateus 19:17). Num sentido absoluto, só Deus é justo e estamos infinitamente aquém de ser detentores de qualquer justiça própria. A visão holística destaca que assim como não possuímos justiça em nós pela qual comparecer perante o Supremo Juiz para obter aprovação (ver Isaías 64:6), também não temos inerentemente o dom da imortalidade, que só a Deus pertence (1 Timóteo 1:17; 6:16), que nos é concedido mediante a provisão do evangelho de Jesus Cristo (2 Timóteo 1:10).

                3) MAIOR ÊNFASE E VALORIZAÇÃO DO TEMA DO ADVENTO DE CRISTO. Para os que creem na imortalidade da alma o tema da 2a. vinda de Cristo não merece a mesma importância, pois, na prática, tal evento se torna dispensável, já que a herança eterna se dá com a morte. Daí a ênfase no segundo advento e na “terminação da obra de evangelização” entre os adventistas por todos os meios possíveis (rádio, TV, literatura, testemunho pessoal, conferências públicas, atendimento assistencial e à saúde) em cumprimento de Mateus 24:14, a grande preocupação e motivação da IASD que é a que tem o maior número de terras penetradas e proporcionalmente o maior número de missionários dentre todos os que se empenham na tarefa de evangelização mundial.

                4) MAIOR COERÊNCIA COM A TEMA DO JUIZO DE CADA UM. Os que creem na imortalidade da alma tornam o tema do juízo final ambíguo e sem nexo. Para que haverá tal juízo, se as pessoas na morte já seguem para o seu destino—salvos para “a glória”, perdidos para um local de tormento ou, pelo menos, para um sítio nada agradável onde aguardarão o castigo já definido?

                5) NENHUMA IDENTIFICAÇÃO COM CRENÇAS PAGÃS. A identificação de todos os povos pagãos com conceitos dualistas demonstra outra superioridade da visão holística. Ninguém é capaz de indicar um só povo pagão que deixe de crer em almas e espíritos de pessoas (ou até animais e coisas inanimadas) para crer na ressurreição final como único meio de retorno à existência após a morte, fato ressaltado na própria parábola do rico e Lázaro, um dos fundamentos da visão dualista (cf. Lucas 16:31).

                6) MELHOR DEFESA CONTRA DOUTRINAS PERIGOSAS. A visão holística é a melhor proteção e antídoto contra erros sutis que existem ou têm vindo à existência nestes últimos tempos, como o espiritismo, doutrinas católicas do purgatório e intercessão dos santos, mormonismo, Nova Era, religiões orientais, etc., sobretudo ante as advertências de Cristo e de Paulo quanto aos enganos crescentes nos tempos finais (Mateus 24:24; 2 Timóteo 3:1-5).

                7) VISÃO MAIS ELEVADA DA JUSTIÇA E AMOR DIVINOS. A visão da justiça e amor divinos é prejudicada com a crença de um inferno eternamente a arder, com penas inteiramente desproporcionais à culpa dos impenitentes. Na visão holística a paga será proporcional à culpa e o pagamento será liquidado, não eternizado (Mateus 5:26 e 18:30).

                8) COERÊNCIA COM O SENTIDO BÍBLICO DE TERMOS BÁSICOS. Conquanto na linguagem bíblica haja muitas menções a “alma” e “espírito”, as Escrituras não autorizam qualquer conceito de “alma” ou “espírito” imortal. Além de nos informar que só Deus é possuidor de imortalidade, a Bíblia afirma que a alma pode morrer (Ezequiel 18:4; Tiago 5:20) em vez do contrário disso.

                9) MAIOR VALORIZAÇÃO À SAÚDE CORPORAL. É sabido que os cristãos que mantêm o entendimento dualístico da natureza humana conceitualizam a vida presente dualisticamente. Tendem a encarar o cultivo da alma como mais importante do que o cuidado do corpo. O bem-estar físico do corpo muitas vezes tem sido intencionalmente ignorado ou até suprimido. Daí a conhecida preocupação holística dos adventistas do sétimo dia com a saúde e a ênfase no cuidado do corpo como “templo do Espírito Santo” que deve ser consagrado inteiramente ao Senhor (cf. 1 Coríntios 3: 16, 17).

                10) VISÃO MAIS MADURA E REAL DO MUNDO POR VIR. A noção popular de um paraíso etéreo onde almas glorificadas passarão a eternidade trajando vestes brancas, cantando, tocando harpas, orando, navegando sobre nuvens e bebendo o néctar dos deuses é alheia às Escrituras. Antes, a Bíblia fala dos santos ressurretos habitando este planeta purificado, transformado e tornado perfeito por ocasião da vinda do Senhor e mediante tal evento (2 Pedro 3:11-13; Romanos 8:19-25; Apocalipse 21:1). Os “novos céus e uma nova terra” (Isaías 65:17) não são um retiro espiritual remoto e inconsequente em algum recanto do espaço; antes, são o céu e a Terra presentes renovados à sua perfeição original.

                Comentario


                • #9

                  Aloha, irmãos e amigos, desde a ilha de Molokai, Havaí (EUA):

                  Na nossa réplica às 30 Perguntas com Jaílson Serafim, pretendemos trocar o texto da 2a. pergunta para constar o seguinte, em lugar do que está postado. É que não conseguimos substituir, por razões técnicas, o texto que lá consta. Vejam o que deveria constar (embora o que esteja lá também seja excelente material, mas não pudemos identificar a origem, daí não podendo dar crédito devido):

                  Mas como esse parece ser o principal (e único) argumento de J. S. para “provar” sua tese de imortalidade da alma, convém um aprofundamento desta questão, como faremos a seguir. Citemos uma observação de certo site de estudos bíblicos, que neste caso se torna insuspeito porque se trata de um ministério apologético de gente que nem “morre de amores” pelo adventismo, sendo até crentes na imortalidade da alma:
                  .
                  “Segundo a Bíblia, somente o ser humano, por meio da espiritualidade, tem comunhão com Deus, prerrogativa que os animais não possuem, pois não foram criados com esta ‘imagem’ e ‘semelhança’ de Deus. Este aspecto, da imagem divina, também está plasmado na natureza moral e intelectual do ser humano (Rm 2.14,15). O apóstolo Paulo enfatiza a necessidade de nos transformarmos na imagem de Deus: ‘E vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade’ (Ef 4.23,24). Sendo assim, a imagem de Deus está relacionada ao homem no sentido moral, espiritual e intelectual”.

                  “Quanto à queda, por mais que ela tenha afetado o ser humano, no entanto, não afetou nele a imago Dei (‘imagem de Deus’). Para restaurar a ‘imagem perdida’ de Deus, o ser humano deve aceitar a Cristo como seu único e suficiente Salvador: ‘Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é’ (2Co 5.17).”

                  - Fonte: Seção ICP Responde da Revista Defesa da Fé - junho/2004.

                  Comentario


                  • #10

                    ODE AO REI DE BABILÔNIA EXPLICA PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO
                    E MUITO MAIS. . .

                    .
                    Para entender devidamente a “parábola do rico e Lázaro” vejamos uma situação bem semelhante ao relato fictício no Velho Testamento, o que é conhecido como a “Ode ao rei de Babilônia”. Nela, Isaías fala da derrocada do império do famoso rei e o seu triste fim. Notem o tipo de linguagem que ele utiliza:
                    .
                    “O inferno-{sheol} desde o profundo se turbou por ti, para te sair ao encontro na tua vinda; DESPERTOU POR TI OS MORTOS, e todos os chefes da terra, e fez levantar dos seus tronos a todos os reis das nações. Estes todos responderão, e te dirão: Tu também adoeceste como nós, e foste semelhante a nós. Já foi derrubada na SEPULTURA-{sheol} a tua soberba com o som das tuas violas; OS VERMES DEBAIXO DE TI SE ESTENDERÃO, E OS BICHOS TE COBRIRÃO”. -- Isa. 14:9-11.
                    .
                    Eis algo interessante: O cenário descrito NÃO É DE ALMAS NO SEOL, e sim de cadáveres nas sepulturas. O “inferno” é no original sheol, que alguns interpretam como uma espécie de depósito de almas, tendo um lado bom (“o seio de Abraão”) e uma “banda podre”—o local dos ímpios, separado do espaço dos salvos por um abismo intransponível, tudo isso sendo deduções com base numa PARÁBOLA! Só que—como regra de boa Teologia—não se firmam doutrinas sobre parábolas, textos simbólicos e pouco claros.
                    .
                    E também interessante é o fato de que os reis estavam sentados nos seus tronos! Puxa, parece que se confirma aquele dito popular de que “quem já foi rei, sempre será majestade”. Até no além, no mundo dos mortos?! . . .
                    .
                    Seja como for, por que o profeta não ilustra a chegada do ímpio rei ao SEOL, com almas dos antigos reis, já mortos, e todas as demais “almas” o recepcionando? Qual nada, o cenário todo é de MORTOS, SEPULTURA, BICHINHOS POR BAIXO E POR CIMA. . .
                    .
                    É exatamente porque o ensino bíblico não é de “almas” habitando lugar nenhum. Notem como os mortos “despertam” para interagirem, na sequência do relato fictício. Pois aí está mais uma comprovação de como os que estão nas sepulturas entraram no “sono da morte” (Sal. 13:3).
                    .
                    Em Isaías ainda lemos sobre essa esperança judaica-cristã na RESSURREIÇÃO:
                    .
                    “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos”. Isa. 26:19.
                    .
                    Como também lemos do profeta Daniel, falando do que se esperaria no final:
                    .
                    “E naquele tempo se levantará Miguel, . . . E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. (Dan. 12:1-3).
                    .
                    Ah sim, e para os que insistem em que o “seio de Abraão” seria equivalente ao _sheol_, que tal vermos o uso que Salomão faz ao termo _sheol_ em Ecl. 9:10?
                    .
                    “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura-{_sheol_}, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”.
                    .
                    E eis agora, referindo-se ao rei do Egito, mais personificação de quem partiu deste mundo e se acha no mundo dos mortos:
                    .
                    “Segundo Eze. 32:21, os ímpios já no Sheol estão falando de sua destruição. יְדַבְּרוּ לֹו operada por muitos, ‘ali falam com ela {a terra do Egito e suas multidões (vs. 18)}, dirigem-se a ela, saúdam-na’, numa alusão a Isa. 14:9, onde o rei de Babel, quando descendo ao Sheol, é saudado com malicioso prazer pelos reis já ali”. -- Keil & Delitzsch (site de antologias de comentaristas bíblicos e-sword.net).
                    .
                    - Obs.: O verso 8, justamente anterior ao texto que comentamos, fala de árvores (ciprestes e cedros) que CONVERSAM! Interessante também esse dado. . .


                    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 14/04/19, 15:35:52.

                    Comentario


                    • #11

                      Aloha, irmãos e amigos, desde a ilha de Molokai, Havaí (EUA):
                      .
                      Na nossa réplica às 30 Perguntas com Jaílson Serafim, trocamos o texto da 2a. pergunta, mas julgamos que seria de proveito reproduzir aqui o texto original, que retiramos por parecer-nos citação de alguma obra, de cuja autoria não temos informação:

                      Pode-se traçar um paralelo entre o fato de que Deus é Quem comanda o universo, tendo atribuído ao homem o comando deste planeta. Assim Deus ordenou aos primeiros pais, "Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra". Gên. 1:28.
                      A imortalidade nunca é mencionada na Bíblia em conexão com a imagem de Deus nos seres humanos. A árvore da vida representava imortalidade em comunhão com o Criador, mas em resultado do pecado, Adão e Eva tiveram barrado o acesso à fonte de vida contínua. . . .
                      Para impedir à humanidade pecadora a possibilidade de viver para sempre (Gên. 3:22), após a Queda Deus barrou o acesso à árvore da vida (Gên. 3:22, 23). Esse ato divino por si só revela que por ocasião da Criação não era a imortalidade uma dotação que residia na alma, mas uma possibilidade condicional à obediência humana. Os que querem crer na imortalidade na alma, leem na criação humana ideias do dualismo grego estranhas à Bíblia.
                      Após a Queda, Adão e Eva não mais tiveram acesso à árvore da vida (Gên. 3:22-23) e, consequentemente, começaram a experimentar a realidade do processo da morte. O fato de que Adão e Eva não morreram no dia de sua transgressão como Deus lhes havia advertido (Gên. 2:17), tem levado alguns a concluir que não morreram porque eram dotados de uma alma imortal. Essa interpretação imaginativa dificilmente pode ser sustentada pelo texto, que, literalmente traduzido reza: "morrendo morrereis". O que Deus quis simplesmente dizer é que no dia em que eles desobedecessem, o processo da morte teria início.

                      Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 29/04/19, 00:25:57.

                      Comentario


                      • #12

                        [Nota: Esta página deveria ser a de no. 3, mas por razões técnicas, ainda que fora de lugar, traz as primeiras 17 perguntas/respostas/réplicas neste debate]

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                        B) RÉPLICA ÀS RESPOSTAS ÀS 30 PERGUNTAS:
                        .
                        - (O que corresponde a seu texto vem assinalado com um símbolo de >>> inicial, vindo em itálico e negrito).
                        ..
                        1ª. --
                        Se Deus colocou no ser humano uma alma imortal, então por que razão existiria a árvore da vida no Jardim do Éden?
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                        2ª. – Por que em Gên. 2:17 lemos claramente sobre o homem experimentando a morte de forma definitiva (até à ressurreição), sem qualquer pista de uma morte só de parte do seu ser (do corpo)?
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                        >>> (a)Aprenda, Azenilto G. Brito, quando se fala que o homem viveria eternamente, comesse da árvore da vida(Gn 3:22), se refere a ele como mera criatura física, indicando que ele jamais provaria da morte física. A Concordância Exaustiva de Strong, mostra que a palavra hebraica que aparece aí* como “morrer” é o verbo hebraico tamuth, que significa literalmente “PRESERVAR A VIDA”, se referindo meramente a vida física.


                        * RÉPLICA: Não há nada a aprender nesses comentários. Não vi nenhuma prova de que o homem teria uma “alma imortal” em toda essa inútil exposição. Claro que a morte é física, mas em que foi demonstrado que tal morte física é desfeita de imediato pela “alma imortal”, que negaria o próprio episódio da morte? Vejam a contradição inescapável dos dualistas: Paulo diz claramente que a morte só será vencida PELA RESSURREIÇÃO FINAL (1 Cor. 15:54). Se na morte, esta é superada pela continuidade da vida extracorporeamente, já que há uma “alma imortal” que salta lépida e consciente do corpo, pronto. . . a morte é derrotada e VITÓRIA sobre a morte conseguida pela preservação da vida e consciência na forma dessa “alma imortal”.

                        Ademais, percebo aqui o mesmo problema que vimos nas respostas do Júlio Celestino, no Fórum Evangelho, ao nosso questionário de 40 perguntas tira-teima sobre o tema da lei divina e do sábado--IGNORAR AS “OBSERVAÇÕES” que também constam do questionário, onde já resolvemos muitas das objeções levantadas.

                        Vejam a “observação” que J. S. PULOU, nada comentou a respeito:

                        - Obs.: No original hebraico lemos moth tâmuth traduzido literalmente por “morrendo morrereis”. A morte seria o fim total de qualquer existência humana, corpo e alma, pois, como consequência do pecado, o processo de morte teria início a partir do primeiro falecimento. A verdade incontestável é que não existiria nenhum estado de vida entre a morte e a ressurreição, como Davi também refere ao falar da própria morte como uma condição de não-existência (Sal. 39:13).

                        >>> “E aconteceu que, SAINDO-LHE A ALMA (porque morreu)..."(Gn 35:18)

                        Que parte de Raquel saiu dela quando ela morreu? Rsrsrs... Dá pra responder? Rsrsrs

                        * RÉPLICA: As risadinhas tolas podem ser dispensadas, pois apenas refletem bravatas inúteis, já que seus argumentos serão refutados totalmente.
                        Mas sobre Gên. 35:18, é muito simples: Procurando preservar o sentido original do texto bíblico, algumas traduções da Bíblia têm vertido o termo nêphesh, em Gênesis 35:18, por exemplo, como “suspiro” (Bíblia na Linguagem de Hoje, Tradução Ecumênica, New English Bible, Living Bible, New International Version) e “vida” (Moffatt, Lutero [revisada de 1984]). A Tradução Ecumênica (Loyola) verte a parte inicial de Gênesis 35:18 como: “no seu último suspiro, no momento de morrer, ela...”. E a Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Porém, ela estava morrendo. E, antes de dar o último suspiro...”. Desta forma, o texto pode ser perfeitamente harmonizado com outras passagens bíblicas que falam que os mortos permanecem em estado de completa inconsciência (ver Sal. 115:17; 146:4; Ecle. 3:9, 20; 9:5, 6 e 10; etc.). Então, o que temos é apenas o repeteco do PRESSUPOSTO NÃO DEMONSTRADO de que haveria uma “alma imortal”em Raquel, o que não é ensino bíblico relativo à constituição do homem (ou da mulher), tal como criados no princípio.

                        >>> (d) Evidentemente, temos em Gn 1:26 uma descrição do homem como possuindo uma alma imortal. Quando Deus diz: “Façamos o homem segundo a nossa... semelhança', indica que assim como Ele é um espírito imortal, o homem também possui espírito imortal(Jó 31:8,9). Ter um espírito pessoal e imortal, o distingue das criaturas irracionais (1 Co 2:11 comp. com Jó 39:17; Sl 32:9; 49:20).

                        * RÉPLICA: O raciocínio do J. S. é que sendo Deus imortal, isso se reflete na suposta “alma imortal” humana. Contudo, a imortalidade é só UM dos atributos divinos. E o apóstolo Paulo até acentua quão especialmente isso se dá com relação à Divindade, ao dizer que Deus é o “ÚNICO que tem a imortalidade” de forma inerente (1 Tim. 6:16). Por que selecionar SÓ ESSE atributo, quando Deus é também onisciente, onipresente, onipotente, e esses atributos não entram na composição do ser humano?

                        Portanto, não é certo fixar-se só numa desses seus atributos para daí concluir pela ideia de haver uma alma imortal embutida no interior do homem. A imortalidade divina jamais poderia comparar-se a uma suposta imortalidade da alma humana, pois Deus é absolutamente eterno, nunca tendo tido um começo, e nunca tendo um fim, além, claro, de reiterarmos que o homem nada tem de onipotente, onipresente, onisciente. . .

                        Mas como esse parece ser o principal (e único) argumento de J. S. para “provar” sua tese de imortalidade da alma, convém um aprofundamento desta questão, como faremos a seguir. Citaremos um comentário de certo site de gente que nem “morre de amores” pelo adventismo, e que são pessoas que até creem na imortalidade da alma:

                        “Segundo a Bíblia, somente o ser humano, por meio da espiritualidade, tem comunhão com Deus, prerrogativa que os animais não possuem, pois não foram criados com esta “imagem” e “semelhança” de Deus. Este aspecto da imagem divina, também está plasmado na natureza moral e intelectual do ser humano (Rm. 2.14, 15). O apóstolo Paulo enfatiza a necessidade de nos transformarmos na imagem de Deus: “E vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.23,24). Sendo assim, a imagem de Deus está relacionada ao homem no sentido moral, espiritual e intelectual”.

                        “Quanto à queda, por mais que ela tenha afetado o ser humano, no entanto, não afetou nele a imago Dei (“imagem de Deus”). Para restaurar a “imagem perdida” de Deus, o ser humano deve aceitar a Cristo como seu único e suficiente Salvador: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2Co 5.17).”

                        - Fonte: Seção "ICP Responde" da Revista Defesa da Fé - junho/2004.

                        3ª. – Por que Moisés, no seu detalhado relato da criação do homem, não deixa a mínima pista de uma “alma imortal” como componente essencial da vida humana, exclusivo de sua existência, na criação?

                        - Obs.: Seria esse o momento certo de tratar do assunto, sendo que Moisés oferece tantos detalhes dos atos divinos na obra da Criação em geral, e do homem, em particular.

                        4ª. –Por que Moisés emprega a mesma linguagem (palavras exatas) para “alma vivente” tanto em relação ao homem quanto aos animais (comparar Gên. 2:7 com 1:20 e Lev. 11:46)?

                        - Obs.: Tradutores de algumas versões da Bíblia traduziram as palavras hebraicas nephesh hayyah como “criatura vivente” quando referindo-se aos animais, contudo, não há a mínima variante. É exatamente a linguagem de que Moisés se vale para tratar de “alma vivente”, referindo-se ao homem.

                        5ª. – Por que Moisés trata na mesma base o fôlego de vida do homem e dos animais, com linguagem tão semelhante (Gên. 2:7; 6:17)?

                        - Obs.: O fôlego de vida não pode ser algo imaterial, imortal, que sobrevive à matéria, pois não há tal definição bíblica para “alma”, e nunca tal palavra é modificada pelos adjetivos “imortal” ou “eterno” na Bíblia toda. A expressão “fôlego de vida (neshamah)” em Gên. 2:7 apenas indica que Deus soprou nas narinas de Adão, não uma alma imortal, mas a respiração, pois é claro o paralelo entre tal termo, e ruach, como em Jó 33:4. Esse paralelismo entre o “espírito de Deus” e “o sopro do Todo-poderoso”, se acha com frequência na Bíblia, como em Isa. 42:5; Jó 27:3; 34:14-15. Isso sugere que os dois termos são usados intercambiavelmente, ambos fazendo referência ao dom da vida concedido por Deus a Suas criaturas mediante esse fôlego vital."

                        >>> (a) Como já disse anteriormente, ao declarar que o homem é semelhante a Ele (Gn 1:26), Deus mostra ter o homem um espírito ou alma imortal. (b)O próprio Moisés mostra que o homem é possuidor de uma imortal, e que esta sai dele, quando seu corpo more (Gn 35:18). (c)Gn 2:7; 1:20; Lv 11:46 apenas mostram 'alma' como a própria pessoa, mostrando apenas um dos significados da palavra 'alma'. (d)O 'folego da vida' é apenas a respiração do ser vivo, mas não é o espírito imortal, dado por Deus à s suas criaturas racionais, mas é descrito tanto no AT como no NT como distinto deste fôlego(Is 42:5; Jó 34:14). O espírito do homem é descrito como portador de personalidade, já que é dito como possuidor de intelecto(1 Co 2:11). O 'fôlego da vida' tem intelecto? rsrsrs. (e)Quanto a "Espírito de Deus' e 'sopro do Todo Poderoso', a referência ali é ao Espírito Santo(Jó 33:4), não ao espírito do homem. O Espírito de Deus não tem personalidade, Azenilto? Você tem muito que aprender, Azenilto G. Brito! Rsrsrs... É de dar dó!!!

                        * RÉPLICA: Vemos como ele investe pesadamente numa falsa prova de imortalidade da alma--Gên. 1:26. Já foi demonstrado que a expressão “imagem e semelhança de Deus” nem de longe prova a criação dualística do homem por Deus. É só ver o que expusemos na nossa resposta anterior. Quanto a Gên. 35:18, também mostramos como é uma falsa prova da imortalidade da alma, pois tradutores bíblicos bem conhecedores do sentido da língua original não transmitiram tal noção em suas variadas traduções, em diferentes idiomas.

                        Quanto ao que eu disse sobre Jó 33:4, onde eu estou negando que se refere ao Espírito de Deus? Onde?! Onde? !Onde?! Para verem o que é corromper o sentido de palavras alheias. . .

                        Estou apenas mostrando que mesmo quando se trata do Espírito de Deus temos o PARALELO SINÔNIMO de espírito/sopro. Repetindo o que REALMENTE foi dito: Esse paralelismo entre o “espírito de Deus” e “o sopro do Todo-poderoso” se acha com frequência na Bíblia, como em Isa. 42:5; Jó 27:3; 34:14-15. Isso sugere que os dois termos são usados intercambiavelmente, ambos fazendo referência ao dom da vida concedido por Deus a Suas criaturas mediante esse fôlego vital”.

                        6ª. – Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no homem faz com que tal fôlego seja uma “alma imortal”, quando não há a mínima informação sobre isso transmitida pelo autor, o que seria algo de muitíssima importância para definir a natureza humana?

                        7ª. – Como prova que o fato de Deus ter soprado particularmente o fôlego de vida no homem faz com que tal fôlego seja um “espírito imortal”, quando há clara informação de que “o mesmo fôlego de vida” do homem é atribuí*do aos animais, tanto no relato da criação, quanto milênios depois, nas palavras do sábio Salomão (ver Ecl. 3:19-21)?

                        - Obs.: Salomão dedica-se a uma profunda reflexão da vida humana e mostra que “tudo é vaidade”, já que nem mesmo na morte o homem leva vantagem sobre os animais. Se ele cresse na imortalidade da alma, não empregaria tal linguagem para evitar ambiguidade ou para não transmitir noções materialistas. Mas até a descrição dele da morte do homem, com a retirada do fôlego de vida, se assemelha à forma como o salmista se refere à morte dos animais (comparar Ecl. 12:7 com Sal. 104:25-29).

                        8ª. – Por que o salmista Davi confirma não só que animais e homens têm o mesmo fôlego de vida (comparar Ecl. 12:7 e 3:19-21 com Sal. 104:25-29), como também que na morte prevalece a inconsciência (Sal. 6:5, 13:3; 146:3-4) e a total inexistência (Sal. 39:13)?

                        - Obs.: Davi reflete ainda profundos pensamentos sobre a condição de não-existência dos que morrem no Sal. 88:3-6, e indica que os que morrem não louvam ao Senhor, utilizando o significativo paralelo sinônimo de “mortos” e “descem ao silêncio” (Sal. 115:17).

                        9ª. – Por que o homem precisaria de uma alma imortal, já que não iria morrer, segundo o projeto original da criação divina, e sim viver eternamente como um ser físico, num paraíso físico (aliás, como também se daria com os animais. . .)?

                        - Obs.: O pecado é um intruso neste planeta que trouxe morte física e espiritual ao homem. Mas o “plano de contingência”divino é a ressurreição final, uma providência tomada APÓS o pecado, como parte de Seu plano restaurador. A ressurreição integra o “esmagar a cabeça” da serpente no conflito entre o bem e o mal (Gên. 3:15; Rom. 16:20), já que a vitória sobre a morte ocorre em função da ressurreição dos mortos, não de o indivíduo superá-la por contar com algum elemento espiritual que prevalece sobre a morte (ver 1 Cor. 15:52-55)."

                        >>> (a)Quando Deus retira o espírito do homem, automaticamente retira dele o folego de vida(Jó 34:14,15). Note a distinção que Ele faz: "Se ele pusesse o seu coração contra o homem, e recolhesse para si o seu espírito E O seu fôlego. Toda a carne juntamente expiraria, e o homem voltaria para o pó"(Jó 34:14-15). O espírito do homem e o seu fôlego são coisas distintas. (b)Salomão afirma que o espírito do homem fica abatido(Pv 17:22; 18:14). Será que o 'fôlego de vida' fica abatido? Ele também diz que o espírito do homem também é impaciente(Pv 14:19). O 'fôlego de vida' é impaciente? Não ter paciência é atributo de uma energia impessoal abstrata ou de um ser pessoal e racional? rsrsrs. Em Lc 1:45-46, lemos:

                        "Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador". Substitua 'alma' aqui por corpo, e 'espírito' por 'respiração', 'folego de vida'. Rsrsrs... Fôlego de vida é portador de sentimentos('alegria')? rsrsrs

                        E no Sl 90:10, lemos:

                        "Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta E VAMOS VOANDO". Que parte de nós 'vai voando' depois que a vida cedo se corta? rsrsrs. E essa parte vai voando de onde e para onde? rsrsrs

                        (b)Quanto a Ec 3:19-21 com Sl 104:25-29 a referência ali é meramente ao folego de vida, a respiração - o que não ocorre em Ec 12:7 ou no Sl 31:5, que foi citado até por nosso Senhor, ao se referir a sua morte(Lc 23:46).

                        (c)O homem precisa de e possui uma alma (ou espírito) imortal, por possuir a semelhança com Deus, que possui um espírito imortal!

                        (d)Você citou 1 Co 15:52-55? Rsrsrsrs. - Em 2 Co 5:8, Paulo diz que deseja deixar o corpo para habitar com o Senhor. Ora, se alma é a própria pessoa, que parte de Paulo desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor? Podes me responder só essa? rsrsrs... Você precisa aprender muito, Azenilto G. Brito! rsrsrs

                        * RÉPLICA: Notem que ele SALTOU outra “observação” na 6ª. pergunta:

                        “- Obs.: O detalhe da criação separada, tanto do homem quanto dos animais, é prova fragilíssima para a visão dualista. É detalhada a criação dos seres principais da criação--homem e mulher. Os animais são meros coadjuvantes no cenário, que retrata a preocupação divina com o ser criado à Sua imagem e semelhança, o que não caracteriza os animais”.

                        E ele não provou absolutamente NADA em defesa da tese dualista em toda essa sua “resposta”, pois apenas repete o que estamos cansados de saber--que o fôlego de vida é usado paralelamente com “espírito” muitas vezes, mas a palavra “espírito” tem diferentes sentidos, como a matéria que postei sobre o uso de “alma” e “espírito” no NT, inclusive analisando em profundidade o “cântico de Maria”, que reflete tal uso por toda a Bíblia. O aspecto polissêmico dos termos foi discutido, mas o J. S. tenta passar a falsa imagem que nada sei sobre isso. . . Só vir com risadinhas tolas não ajuda em nada a confirmar essas suas distorções do que expus, e do que comento nas “observações”, que não devem ser negligenciadas. Sem falar na tremenda tolice do sair a alma “voando”, como interpreta no Salmo 90. Onde a Bíblia apresenta voo de almas?! O sentido claro é o da mera brevidade da vida, como acentuado também em Jó 20:8 e contexto.

                        10ª. – Quando exatamente a “alma imortal” é introduzida no ser vivo? Ao ser o óvulo fecundado? Ao sair o bebê do ventre materno e respirar por primeira vez, já que se cria o paralelo fôlego de vida/alma imortal?

                        - Obs.: A dificuldade de estabelecer o início da posse dessa “alma imortal” é imensa, sobretudo quando os dualistas fazem a ligação “fôlego de vida/alma imortal”. Pois o feto NÃO RESPIRA na bolsa maternal, estando envolvido por fluídos até ser dado à luz.

                        11ª. – Sendo que consta ser Moisés o autor do antiquíssimo livro de Jó, não parece estranho que em tal livro ele não deixe a mínima pista de uma noção dualista, pois retrata o patriarca expressando uma visão holista, não dualista (ver observação a seguir)?

                        - Obs.: O livro de Jó é um golpe de morte sobre a noção dualista. O patriarca compara a morte a um rio que se seca e a um lago cujas águas são drenadas, e quando se refere diretamente ao estar com Deus, fala do tempo quando o Redentor “Se levantará sobre a Terra”, sem deixar a mínima pista de uma alma indo ao Seu encontro (ver 14:7-14 e 19:25-27).

                        12ª. – Onde exatamente se situa a “alma imortal”? Já que se estabelece o paralelo “fôlego de vida/alma imortal”, e Jó declara a certa altura, “enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz”(Jó 27:3), é aí que se situa essa “alma imortal”, no nariz de cada um?

                        - Obs.: Se o paralelo “fôlego de vida/alma imortal” for válido, realmente essa alma entra e sai no organismo, pelo menos em boa quantidade, o tempo todo, saindo contaminado (gás carbônico) e entrando novo fôlego de outra substância (oxigênio) para purificar o sangue. Coisa bem estranha para parecer algo fluídico que tem consciência e para sempre permanece após a morte.

                        13ª. – Por que Jesus diz a Seus seguidores que iria subir para lhes “preparar lugar”, mas a ênfase está no momento do reencontro com eles quando retornasse para os receber, e não quando morressem e suas almas fossem para o céu para as irem ocupando (João 14:1-3)?

                        - Obs.: A opinião popular é de que na morte a alma dos falecidos salvos vai para o céu, quando encontram a Cristo e todos os demais que para lá foram antes. Contudo, é estranho que Jesus não diga nada sobre essas moradas estarem disponíveis antes do tempo de Seu retorno, deixando implícito que só então levará os Seus consigo para ocuparem ditas moradas".

                        >>> (a)Leia Jó 10:11; Zc 12:1, e você entenderá quando Deus coloca um espírito imortal dentro do homem. Podes explicar estes textos para nós? rsrsr (b)Jó fala muitas vezes na existência de uma alma imortal distinta do corpo e portadora de personalidade:

                        "A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma"(Jó 10:1)

                        "Na verdade, HÁ UM ESPÍRITO NO HOMEM, e a inspiração do Todo Poderoso o faz entendido" (Jó 32:8).

                        "Porque estou cheio de palavras; O MEU ESPÍRITO ME COSTRANGE" (Jó 32:18).

                        "Para desviar a sua alma da perdição, e o iluminar com a luz dos viventes"(Jó 33:30)(Desviar 'o seu corpo' da perdição? rsrsrs)

                        "Até quando AFLIGIREIS A MINHA ALMA, e me quebrantareis com palavras?" (Jó 9:12).

                        "Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma"(Jó 27:2)(PS: Afligireis o meu 'corpo'? Amargurou o meu 'corpo'? Corpo tem sentimentos? rsrsrs)

                        "Por isso não reprimirei a minha boca; falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-ei na amargura da minha alma"(Jó 7:11). (Angústia de meu 'fôlego'? Fôlego tem sentimentos? rsrsr. Amargura do 'corpo'? Corpo tem sentimentos? rsrsrs)

                        "Porventura eu me queixo de algum homem? Porém, ainda que assim fosse, por que não se angustiaria o meu espírito?(Jó 21:4)(PS: 'angustiarias' o meu 'fôlego'? rsrsrs... Fôlego tem setimentos? rsrsrs)

                        (b)O que Jesus disse em Jo 14:1-3 é a mesma coisa que Paulo disse:

                        "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu... Mas temos confiança e DESEJAMOS ANTES DEIXAR ESTE CORPO, PARA HABITAR COM O SENHOR. Pois que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes"(2 Co 5:1-2,8,9).

                        Ora, se alma é a própria pessoa, que parte de Paulo desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor? Responda, Azenilto G. Brito. Você tem muito que aprender, colega!!! Rsrsrs

                        * RÉPLICA: Jó 10:11 não diz absolutamente NADA de “alma imortal”, muito menos Zac. 12:1. Querer apresentar “provas” à base de meras “deduções lógicas” não parece nada convincente. Novamente, é o recurso a PRESSUPOSTOS NÃO DEMONSTRADOS. Claro que Deus formou o “espírito” do homem, mas se a palavra tem tantos sentidos variados (sentimentos, coração, disposição), onde está realmente provado que Deus criou o homem dualisticamente--com um corpo material e uma alma imortal? Deus forma o espírito do homem, como também RENOVA esse espírito, como diz o salmista Davi--Sal. 51:10, onde “espírito” e “coração” são usados em paralelismo sinônimo.

                        O que temos da parte do J. S. é um mero tiroteio de passagens onde aparecem os termos “alma” e “espírito” em sentidos tais que nada provam em favor da tese de imortalidade da alma. Por exemplo, “espírito abatido” por acaso significa que a “alma imortal” sofreu algum dano?! Ou o sentido não seria que os sentimentos, disposição mental, raciocínio é que sofreriam angústia devido a circunstâncias que despertem PENSAMENTOS NEGATIVOS? Claro, na nossa discussão sobre o uso de “alma”e “espírito” no Novo Testamento isso tudo é claramente demonstrado.

                        Falhou outra vez nosso amigo em provar a criação dualística do homem por Deus.

                        14ª. – As palavras de Jesus em João 5:28 e 29, sobre a ressurreição final de salvos e perdidos, são antecedidas pela Sua declaração: “. . . vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem, viverão” (vs. 25). Por que VIVERÃO só a partir de então, quando deviam estar vivos num estado intermediário, como “almas imortais”?

                        - Obs.: A linguagem de Cristo pelo contexto torna claro que os que VIVERÃO são os que estiverem nas sepulturas, não em alguma parte do universe--céu, inferno, purgatório, hades.

                        15ª. – Por que Jesus, quando confortava as irmãs do falecido Lázaro, além de ter empregado antes a metáfora do sono--Nosso amigo Lázaro está dormindo. . .”--não lhes indicou que o falecido estava na glória celestial, mas referiu-lhes a esperança da ressurreição (João 11:17-27)?

                        - Obs.: É comum consolarem-se os enlutados falando de como seus falecidos estão felizes por terem trocado este mundo de sofrimento e dor pela habitação nos “páramos da glória. . .”. Contudo, não é este o quadro do diálogo de Cristo com as irmãs de Lázaro. O tema da conversação deles não é o suposto destino celestial do fiel seguidor de Cristo, mas a FUTURA ressurreição dos mortos.

                        16ª. – Quando Cristo ressuscitou Lázaro, já morto por quatro dias, tirou-o do céu, do inferno ou do purgatório? Se foi do céu fez-lhe uma maldade trazendo-o de volta para sofrer na Terra. Se do inferno (pouco provável, pois era um seguidor do Mestre), concedeu-lhe uma segunda oportunidade de salvação, o que é antibíblico.

                        - Obs.: Lázaro ressuscitou e não trouxe nenhuma informação do mundo do além. Se tivesse algo a contar, sem dúvida João teria o maior interesse em reproduzir o seu testemunho no seu evangelho.

                        17ª. – Quando Jesus diz que o Seu Pai “não é Deus de mortos, e, sim, de vivos” (Mat. 22:32), estava querendo demonstrar a imortalidade da alma ou tais palavras refutam exatamente tal ideia?

                        - Obs.: A resposta está no relato paralelo de Luc. 20:37-40, especialmente no segmento, “E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem”. Os saduceus não perguntaram, no contexto: “E quando esses sete irmãos forem morrendo e suas almas forem chegando no céu. . .”Percebe-se que o enfoque jaz totalmente sobre a ressurreição dos mortos. E também digno de nota é o detalhe de que Cristo fala dos que hão de ser dignos de “alcançar a era vindoura [a consumação dos séculos] E A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS”.


                        >>> (a)Jo 5:28-29 se refere meramente aos corpos falecidos dos homens. (b)A imortalidade da alma está também provada no Evangelho de João:
                        "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, PARA QUE ONDE EU ESTIVER ESTEJAIS VÓS TAMBÉM"(João 14:2-3).

                        "Pai, aqueles que me deste quero que, ONDE EU ESTIVER, TAMBÉM ESTEJAM COMIGO, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo"(Jo 17:24).

                        "Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: PARA ONDE EU VOU NÃO PODES AGORA SEGUIR-ME, MAS DEPOIS ME SEGUIRÁS "(Jo 13:36).

                        "E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, ENTREGOU O ESPÍRITO"(Jo 19:30).

                        Ademais, o dogma do aniquilação das almas ou sono eterno, é refutado por nosso Senhor no mesmo Evangelho, quando diz:

                        "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho NÃO VERÁ A VIDA, MAS A IRA DE DEUS SOBRE ELE PERMANECE"(Jo 3:36).


                        Uma pessoa inconsciente, extinta e aniquilada pode sentir a ira de alguém? rsrsrs
                        Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en 29/04/19, 00:13:47.

                        Comentario


                        • #13

                          >>> (b)Onde a Bíblia diz que Lázaro não trouxe nenhuma informação do mundo do além? em lugar nenhum... rsrsrs. Antes, pelo contrário,, a Bíblia diz que pelo seu testemunho, muitos creram em Jesus(Jo 12:9-11)

                          (c)Quanto a expressarão 'Lázaro está dormindo', a referência é a corpo físico, pois as almas dos falecidos não estão e não estavam dormindo, mas conscientes no céu(Ap 6:9-11).

                          (c)Quanto ao texto de Mt 22, nosso Senhor não falou como adventista, dizendo: "Eu era o Deus de Abraão, de Isaque e Jacó", mas 'EU SOU O DEUS DE ABRAÃO, DE ISAQUE E DE JACÓ". Deus não pode ser adorado por quem está inconsciente, dormindo, extinto ou morto:

                          "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? ORA, DEUS NÃO É DEUS DOS MORTOS, MAS DOS VIVOS"(Mateus 22:32).

                          De acordo com este texto acima, os patriarcas estão mortos ou vivos?

                          "Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; PORQUE PARA ELE VIVEM TODOS"(Lc 20:38)

                          Você tem muito que aprender, Azenilto G. Brito!


                          * RÉPLICA: Mais uma vez, ele não provou absolutamente NADA em favor da tese da criação do homem em forma dualística—com um corpo material e uma alma imortal. As declarações de Cristo são mais do que claras de que Ele vem DESPERTAR os mortos. Ora, como se desperta quem já estaria desperto, vivo, na forma de uma alma imortal consciente? A questão do “dormir em Cristo” é acompanhada do DESPERTAR DOS MORTOS. Mesmo no Velho Testamento temos esse conceito: “Os teus mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas, e a terra lançará de si os mortos”. (Isa. 26:19). Também em Daniel 12:2 se encontra o mesmo conceito de DESPERTAR OS QUE DORMEM (estão mortos).

                          Quanto a João 14:1-3, nosso amigo nem imagina como cita uma passagem que é verdadeiro “tiro” que lhe sai pela culatra. Pois Jesus em Sua linguagem de instrução aos discípulos de como se darão os acontecimentos finais fala de SUA VINDA, que é quando reunirá os Seus para estar PARA SEMPRE em Sua companhia. Se o J.S. tivesse razão em seus conceitos, a linguagem de Cristo teria que ser bem diferente—“Se eu for e vos preparar lugar, FICAREI NO AGUARDO DE QUE VÃO MORRENDO, E APAREÇAM POR LÁ COMO ALMAS IMORTAIS PARA OCUPAREM SEUS LUGARES. . .” Mas não foi isso que o Mestre declarou, e sim O CONTRÁRIO—que SÓ a partir de Seu retorno glorioso é que estaria para SEMPRE com eles.

                          E basta reler nossa pergunta 17 e a “observação” clara ali dada que se percebe como J. S. nada tem a dizer que seja minimamente convincente no que diz respeito ao sentido real das palavras de Cristo. Em vez de Mat. 22:32 servir de prova de imortalidade da alma, Lucas 20:37-40 derruba totalmente qualquer ideia a esse respeito acentuando que PELA RESSURREIÇÃO (não pela posse de uma alma imortal) é que Deus é Deus de vivos, não de mortos.]

                          Quanto a citar Apo. 6:9-11 como “prova” de imortalidade da alma, aí temos o velho problema de citar textos simbólicos, parabólicos, avulsos e pouco claros como defesa de certas doutrinas. O J. S. Devia informar-se melhor dos fatos e saber que em boa teologia tais tipos de passagem não servem como prova válido para defesa de doutrinas.

                          18ª. – Por que Cristo e Paulo acentuam que os mortos ressuscitarão ante a voz do arcanjo e a trombeta divina, despertando do sono da morte (Mat. 24:30, 31; 1 Tes. 4:16), quando supostamente suas almas vêm do céu, inferno, purgatório para reincorporarem, estando já bem despertas?

                          - Obs.: A metáfora do sono é constante, tanto no VT quanto no NT, representando a morte. Diante de claras passagens que tratam da inconsciência dos mortos percebe-se por que se dá o uso de tal metáfora, como no Sal. 13:3--“o sono da morte”; em Dan. 12:2--“dormem no pó da terra”; João 11:11--“Lázaro adormeceu”; 1 Tes. 4:13—“os que dormem”; 1 Cor. 15:18—“os que dormiram em Cristo”. . .: é que na morte prevalece uma condição de INCONSCIÊNCIA para os que morreram. Outros textos que falam da morte como um sono: Sal. 146:1-4; Ecl. 9:5,10; Isa. 38:18,19; 1 Re. 2:10; 1 Re. 11:43; Jó 14:10-12; Jer. 51:39.

                          19ª. – Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Tes. 4:13-18 e, especialmente, em 1 Coríntios 15, como será o reencontro final de todos os salvos com o Salvador em parte alguma fala de almas vindas, seja de onde for, para reincorporarem?


                          >>> (a)Com relação a Mt 24:30 & 1 Ts 4:16, nosso Senhor e Paulo apenas confirmam que o arcanjo será o arauto da vinda de Cristo, anunciando a sua volta verbalmente e com a trombeta de Deus. Que as almas dos justos falecidos estarão no céu, em estado de consciência, que o diga nosso Senhor:

                          “Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, E ASSENTAR-SE-ÃO À MESA COM ABRAÃO, E ISAQUE, E JACÓ, NO REINO DOS CÉUS”(Mt 8:11)

                          “E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, QUANDO ENTRARES NO TEU REINO. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO”(Lc 23:42-43)

                          (b)Todos os demais textos (Sl 13:3; Dn 12:2; Jo 11:11; 1 Ts 4:13; 1 Co 15:18; Sl 146:1-4; Ec 9:5,10; Is 38:18,19; 1 Re 2:10; 1 Re 11:43; Jó 14:10-12; Jr 51:39) apenas se referem a seres humanos possuidores de uma morte física definitiva (se referindo a cadáveres), embora não perpétua, visto que todos eles ressuscitarão. Da mesma forma em todos estes livros citados, temos a menção da alma ou espírito como imortais ou distintos do corpo:

                          “Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, Senhor Deus da verdade”(Sl 31:5)

                          “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta E VAMOS VOANDO”(Sl 90:10)

                          “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, E OUTROS PARA VERGONHA E DESPREZO ETERNO”(Dn 12:2). Que vergonha e desprezo pode sentir uma pessoa inconsciente, extinta e aniquilada? Evidentemente, o texto alude à segunda morte, onde os ímpios serão para sempre banidos da glória de Deus. Aqui temos um esmagamento do dogma da aniquilação dos ímpios.

                          “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, E VOS LEVAREI PARA MIM MESMO, PARA QUE ONDE EU ESTIVER, ESTEJAIS VÓS TAMBÉM ”(Jo 14:2-3)

                          “Jesus lhe respondeu: PARA ONDE EU VOU NÃO PODES AGORA SEGUIR-ME, MAS DEPOIS ME SEGUIRÁS”(Jo 13:36)

                          “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho NÃO VERÁ A VIDA, MAS A IRA DE DEUS SOBRE ELE PERMANECE”(Jo 3:36)

                          “Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, PARA QUE O ESPÍRITO SEJA SALVO NO DIA DO SENHOR JESUS”(1 Co 5:5)

                          “E o pó volte à terra, como o era, E O ESPÍRITO VOLTE A DEUS, QUE O DEU”(Ec 12:7).

                          “Que direi? Como me prometeu, assim o fez; assim passarei mansamente por todos os meus anos, por causa da AMARGURA DA MINHA ALMA”(Is 38:15)

                          “Regozijar-me-ei muito no Senhor, A MINHA ALMA SE ALEGRARÁ no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias”(Is 61:10)

                          “Seria este o jejum que eu escolheria, que o homem um dia AFLIJA A SUA ALMA, que incline a sua cabeça como o junco, e estenda debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aprazível ao Senhor?”(Is 58:5)

                          “Dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que AFLIGIRMOS AS NOSSAS ALMAS, e tu não o sabes? Eis que no dia em que jejuais achais o vosso próprio contentamento, e requereis todo o vosso trabalho”(Is 58:3)

                          “Então ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade, e matares a meu filho? E ele disse: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama. E clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, também até a esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho? Então se estendeu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor meu Deus, rogo-te que A ALMA DESTE MENINO TORNE A ENTRAR. E o Senhor ouviu a voz de Elias; E A ALMA DO MENINO TORNOU A ENTRAR NELE e reviveu”(1 Re 17:18-22). (PS:Que parte do menino saiu do menino e voltou para dentro do menino?)

                          “Mas a sua carne nele tem dores, E A SUA ALMA NELE LAMENTA”(Jó 14:22)

                          “Na sua mão está a alma de tudo quanto vive, E O ESPÍRITO DE TODA A CARNE HUMANA”(Jó 12:10)

                          “Na verdade, HÁ UM ESPÍRITO NO HOMEM, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido”(Jó 32:8)

                          “Assim diz o Senhor: NÃO ENGANEI AS VOSSAS ALMAS, dizendo: Sem dúvida se retirarão os caldeus de nós, pois não se retirarão”(Jr 37:9)(PS: ‘Não enganeis vossos ‘corpos’? – rsrsrs)

                          Você tem muito que aprender, Azenilto G. Brito! Rsrsrs


                          * RÉPLICA: Vemos aí só um tiroteio de textos avulsos (muitos já discutidos por mim demonstrando não provarem nada em favor das teses dualísticas), segundo o PRESSUPOSTO NÃO DEMONSTRADO de que Deus criou o homem dualisticamente—com um corpo material e uma alma imortal. Por exemplo, “afligir vossas almas” teria que ver com causar algo de caráter físico ou mental a uma “alma imortal”?! Como funciona isso?!

                          Vejamos, por exemplo, 1 Reis 17:18-22, onde lemos, não sobre alma de algum morto indo para o céu, inferno ou purgatório, mas sobre a RESSURREIÇÃO de um menino que morreu:

                          O vs. 17 claramente indica que a morte do menino é descrita como a cessação da respiração: “Não restou qualquer fôlego nele” [VKJ]. Logo se vê que o cessar de respirar é que causou a partida da alma-nephesh, de modo que a recuperação da respiração provocou o retorno da alma. Como o pesquisador Edmund Jacob ressaltou: “Em 1 Reis 17:17 a falta de neshamah [respiração] provoca a partida da nephesh, que retorna quando o profeta concede a respiração ao menino novamente, pois a nephesh somente é o que faz uma criatura vivente tornar-se um organismo vivo”.

                          Um dos primeiros significados da palavra nephesh, alma, é vida, como ocorre em Gên. 9:4, Jó 2:4, 6, etc., ou fôlego, como em Jó 41:21. Gên. 9:5 fala de “sangue das vossas vidas”, sendo a palavra “vida” a mesma nephesh. Assim, nephesh tem sangue, pois o sangue é essencial à vida. Um pouco mais adiante, em 1 Reis 19:4, quando Elias exclama, “ó Senhor; toma agora a minha vida”, no original a palavra para vida é também nephesh.

                          Nephesh não poderia ser algo imaterial. Em Gên. 1: 20, 30 é dito que os animais que têm nephesh têm “vida”. A posse de nephesh, pois, não dá ao homem nada que seja distinto de outras formas de vida animal. E como em Ecl. 3: 19 é especificamente declarado que tanto o homem quanto os animais têm a mesma respiração, e que assim como morre um, morre o outro, o texto não serve de prova alguma de que uma “alma imortal” foi que saiu no menino {para ir aonde?!} e depois retornou.

                          Ademais, no hebraico, o vs. 21 literalmente assim reza: “Que a alma da criança adentre novamente suas partes interiores”. Esta leitura, que se acha à margem da versão AV, apresenta uma construção linguística diferente. O que retorna às partes interiores é a respiração. A alma como tal nunca se liga a algum órgão “interior” do corpo. O retorno da respiração às partes interiores resulta no reavivamento do corpo, ou, poderíamos dizer, faz com que se torne uma vez mais uma alma vivente.

                          Concluímos, pois, que a declaração “a alma do menino tornou a entrar nele” simplesmente significa que a criança recuperou a vida, ou começou a respirar novamente. É desta forma que os tradutores da New International Version entenderam a cláusula ao traduzirem, “a vida do menino retornou-lhe”. Esta é uma maneira perfeitamente inteligível de entender o texto e está em sintonia com o resto do ensino veterotestamentário.

                          19ª. – Por que Paulo, ao discutir específica e detalhadamente em 1 Tes. 4:13-18 e, especialmente, em 1 Coríntios 15, como será o reencontro final de todos os salvos com o Salvador em parte alguma fala de almas vindas, seja de onde for, para reincorporarem?

                          - Obs.: Como no início da história do homem não consta qualquer “alma imortal” sendo introduzida no ser original, nada consta sobre almas vindas do céu, inferno ou purgatório para reincorporarem quando do surgimento dos que se foram, na ressurreição.

                          20ª. – Paulo diz aos tessalonicenses que não deviam lamentar pelos amados que “dormiam”, recomendando: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (vs. 18). Por que nunca diz que já desfrutavam as bênçãos celestiais, e sim que estavam “dormindo” e seriam despertados?

                          - Obs.: A consolação derivaria da esperança da ressurreição, não do fato de que os que “dormiam” estivessem no desfrute das glórias celestiais.

                          21ª. – Por que, ao enviar consolações à família de Onesíforo (já morto), Paulo nada fala também de que ele já estivesse desfrutando das bênçãos paradisíacas; pelo contrário, de novo foca-se inteiramente na esperança de alcançar a misericórdia de Deus “naquele dia” (cf. 2 Tim.1:17)?

                          Obs.: Se Onesíforo tivesse morrido e ido para o céu, a misericórdia divina já lhe teria sido propícia, mas Paulo obviamente não fala daquele dia no sentido de ser o de sua morte."


                          >>> Paulo e Pedro especificam claramente em vários lugares a imortalidade da alma do cristão:

                          Em 2 Co 5:8, Paulo diz que deseja deixar o corpo para habitar com o Senhor. Ora, se alma é a própria pessoa, que parte de Paulo desejava deixar o corpo para habitar com o Senhor?

                          - Em Fl 1:23-24, Paulo diz que desejava partir para estar com Cristo. Ora, ora... que parte de Paulo desejava partir para estar com Cristo? E essa parte de Paulo iria partir de onde e para onde?

                          - Em 2 Pd 1:13-14, Pedro diz que estava temporariamente no tabernáculo(‘corpo’) e depois o abandonaria. Ora, que parte de Pedro estava temporariamente no tabernáculo(‘corpo’) e depois o abandonaria?

                          Será que isto não basta, Azenilto G. Brito? Rsrsrs


                          * RÉPLICA: A questão da visão de Paulo em 1 Coríntios 12 já foi tratada quando discutimos os vários sentidos de “alma” e “espírito” no Novo Testamento, bem no início destas discussões. E os textos de de 2ª. Cor. 5:8 e Fil. 1:23, 24 serão abrangidos no próprio questionário, mais adiante. Aguardemos para ver o que terá ele a dizer a respeito, ao abordarmos tais textos. Quanto às declarações de Pedro, eis nossos comentários que resolvem plenamente a questão:

                          Os textos citados do primeiro capítulo de 1 Pedro, não provam absolutamente a noção do “morrer e ir pro céu”. Vejamos atentamente o que diz o contexto:

                          “. . . para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo”. 1 Pedl 1:4-7.

                          Notem a ênfase da exortação do apóstolo quanto à salvação e a vida eterna guardadas no céu para serem reveladas, não quando da morte daqueles crentes, mas “no último tempo . . . na revelação de Jesus Cristo”. Ele simplesmente não está transmitindo aos seus leitores a ideia de receberem tal herança quando morressem, e sim—na sequência das várias exortações que faz a seus leitores— “quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (cap. 5, vs. 4).

                          Na sua segunda epístola ele fala também no primeiro capítulo da sua morte que se aproxima, e emprega linguagem semelhante à de Paulo em 2ª. Cor. 5:1-8—deixar o tabernáculo terreno. Contudo, notem que ele não diz JAMAIS sobre ir para o céu de imediato, e sim de ABANDONAR O CORPO, com algumas traduções usando a expressão “tabernáculo”, o que apenas indica, deixar este corpo em antecipação ao novo corpo que todos receberão quando da ressurreição dos mortos.

                          Mas sobre o que Paulo diz, é interessante ver como ele se demora em falar deste corpo corruptível a ser substituído pelo “corpo celestial” (incorruptível) em 1 Cor. 15:35-55. Contudo, a conclusão final dessa exposição NÃO É de uma alma que permanece existindo em algum lugar do universo entre a perda deste corpo e obtenção do novo (na ressurreição). Isso é abordado em nosso questionário de modo bem claro: À luz de 2a. Cor. 5:8 e contexto imediato, se o termo “despido” se refere a uma condição incorpórea onde Paulo JÁ ESTARIA com Cristo, por que razão ele diz tão claramente que NÃO QUERIA ESTAR DESPIDO?

                          - Obs.: Se Paulo queria estar com Cristo, mas não despido, é porque não estaria com Cristo sem um corpo, mas REVESTIDO com o corpo glorioso da ressurreição. Por isso fica ÓBVIO que ele cria que só estaremos com Cristo com corpos ressurretos, não em forma de espírito incorpóreo (despido) num estado intermediário.

                          22ª. – Paulo diz claramente que sem a ressurreição dos mortos—confirmada e garantida pela do próprio Cristo—“os que dormiram em Cristo pereceram” (1 Cor. 15:16 a 18). Por que pereceram, já que deviam estar garantidos no céu?

                          - Obs.: O tema dominante do capítulo é a ressurreição dos mortos, assim a lógica da pergunta é inescapável. 1 Tes. 4:14 diz que Cristo “trará juntamente em Sua companhia os que dormem”, mas todo o teor da passagem e do ensino bíblico é de que Ele os trará, não do céu, mas das sepulturas (ver João 5:28, 29; Dan. 12:2).

                          23ª. – Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o dito nos vs. 16 a 18, acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se morresse estaria também perdido (vs. 32). Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã morreremos”, não indica claramente que sem a realidade da ressurreição, não há esperança alguma de vida eterna?

                          - Obs.: À luz da pergunta anterior, esta se revela prova irrefutável de que Paulo não pensava em termos de uma “alma imortal” indo para o céu quando da morte, pois não tinha ele próprio tal esperança. Sua expectativa é expressa em 2 Tim. 4:6-8 onde fala que “naquele dia” esperava receber o seu galardão eterno. Para ele, não fosse pela ressurreição, nem valia a pena viver pois a morte seria o fim de tudo.

                          24ª. – Quando realmente, segundo Paulo em 1 Cor. 15:53, 54, ocorre a vitória sobre a morte—quando da ressurreição dos mortos ou quando a “alma” é liberada da “prisão corporal”?

                          - Obs.: Pela interpretação popular do “morrer e ir pro céu”, a morte é contraditoriamente derrotada PELA PRÓPRIA MORTE, pois com a liberação da “alma imortal” quando da morte do corpo, não ocorre realmente morte, mas preservação da vida e consciência de quem dá o último suspiro, noutra dimensão.

                          25ª. – À luz de 2a. Cor. 5:8 e contexto imediato, se o termo “despido” se refere a uma condição incorpórea onde Paulo JÁ ESTARIA com Cristo, então por que razão ele diz tão claramente que NÃO QUERIA ESTAR DESPIDO?

                          - Obs.: Se Paulo queria estar com Cristo, mas não despido, é porque não estaria com Cristo sem um corpo, mas REVESTIDO com o corpo glorioso da ressurreição. Por isso fica ÓBVIO que ele cria que só estaremos com Cristo com corpos ressurretos, não em forma de espírito incorpóreo (despido) num estado intermediário. "


                          >>> (a)Azenilto, você deveria pelo menos saber ler o texto de 1 Co 15:16-18 com o contexto. Paulo está falando de um grupo de crentes nominais, que não acreditavam na ressurreição dos mortos:

                          "Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, COMO DIZEM ALGUNS DENTRE VÓS QUE NÃO HÁ RESSURREIÇÃO DE MORTOS? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam"(1 Co 15:12-15).

                          (b)Ademais, o próprio Paulo deixa claro o ensino da imortalidade da alma, afirmando:

                          "Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, SE FORA DO CORPO, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, SE FORA DO CORPO, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar"(2 Co 12:1-4).

                          "Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, PARA QUE O ESPÍRITO SEJA SALVO NO DIA DO SENHOR JESUS"(1 Co 5:5)

                          (c)Posteriormente Paulo diz que os cristãos desejam deixar o corpo para habitar com o Senhor:

                          "Porque sabemos que, se a NOSSA CASA TERRESTRE DESTE TABERNÁCULO se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, DESEJANDO SER REVESTIDOS DA NOSSA HABITAÇÃO, QUE É DO CÉU; Se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, OS QUE ESTIVERMOS NESTE TABERNÁCULO, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, ENQUANTO ESTAMOS NO CORPO, VIVEMOS AUSENTES DO SENHOR... Mas temos confiança e desejamos antes DEIXAR ESTE CORPO, PARA HABITAR COM O SENHOR.
                          Pois que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, QUER AUSENTES quer ausentes"(2 Co 5:1-4,6,8-9)

                          Quem mora nessa 'nossa casa terrestre deste tabernáculo'? Que parte dos cristãos deseja deixar este corpo para habitar com o Senhor? E essa parte dos cristãos vai partir de onde e para onde? Você precisa aprender muito, Azenilto G. Brito! Rsrsrs


                          * RÉPLICA: Pois acabamos de explicar exatamente 2ª. Cor. 5:8 e contexto e indicamos como no início das discussões já está bem explicada a questão das visões paulinas em 1 Cor. 12. Então, é só reler o que lá foi exposto para se ter a réplica devida a essas objeções.

                          E ele não resolveu nem de longe a lógica inescapavel de 1 Cor. 15:16-18. Pulou fora de qualquer tentativa de explicar o que colocamos em desafio aos crentes no “morrer e ir pro céu” levantando argumentos que temos refutado antes e continua sendo refutado no questionário até o seu final. Então, por que “estariam perdidos” os que “dormiram em Cristo”, caso não fosse verdadeira a doutrina da ressurreição—que é confirmada e garantida pela ressurreição do próprio Cristo? Apenas alegar que Paulo explicava o tema da ressurreição para quem nisso não cria não supere a referida dificuldade.

                          E o texto de 2ª. Cor. 5:8 foi plenamente explicado na discussão dos textos anteriores.

                          Agora, ele PULOU ESPERTAMENTE o que discutimos na pergunta 23, então vamos repeti-la aqui para ver se ele resolve nos dar explicação devida ao que não foi explicado:

                          Comentario


                          • #14

                            23ª. – Mais adiante no mesmo capítulo Paulo confirma o dito nos vs. 16 a 18, acentuando que arriscou morrer lutando com feras, dando a entender que se morresse estaria também perdido (vs. 32). Ao comentar, “comamos, bebamos que amanhã morreremos”, não indica claramente que sem a realidade da ressurreição, não há esperança alguma de vida eterna?

                            - Obs.: À luz da pergunta anterior, esta se revela prova irrefutável de que Paulo não pensava em termos de uma “alma imortal” indo para o céu quando da morte, pois não tinha ele próprio tal esperança. Sua expectativa é expressa em 2 Tim. 4:6-8 onde fala que “naquele dia” esperava receber o seu galardão eterno. Para ele, não fosse pela ressurreição, nem valia a pena viver pois a morte seria o fim de tudo.


                            Ora, ampliemos o raciocínio envolvido nesta pergunta—se as “feras” estraçalhassem o corpo de Paulo, o seu corpo somente seria afetado, consumido, mas A ALMA NÃO! Então, que lógica haveria em Paulo dizer—“comamos e bebamos que amanhã morrermos”? Não faria diferença, a alma não seria afetada pelo suposto ataque das feras. . . Então essas palavras paulinas NÃO FARIAM SENTIDO, a não ser para quem crê que SÓ mediante a ressurreição dos mortos é que a morte será superada, a vida reativada, com o despertar do sono da morte.

                            Aliás, é interessante ressaltar que não só temos a figura do “sono” relativa à morte, mas a do “despertar” relativa à ressurreição. Esse é outro ponto que os dualistas têm dificuldade em resolver—como é isso de despertar quem já está desperto? Pois se as almas deixam os corpos e nada há de real quanto a um “sono” inconsciente, então estariam bem DESPERTAS, com o quê a figura do despertar do sono torna-se sem sentido algum, no que se refere ao uso bíblico da metáfora do despertar ligada à ressurreição dos mortos.

                            26ª. – Por que em 2ª. Cor. 4:14, exatamente no capítulo anterior ao de 2ª. Cor. 5:1-8, Paulo fala de reencontrar os crentes que conhecia (muitos dos quais ganhou para a fé cristã), mas a ênfase dada é “nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco”?

                            - Obs.: Pelo raciocínio dualista, ele os reveria quando morresse e fosse imediatamente para o céu, sem essa longa espera até a ressurreição do dia final.

                            27ª. – Por que Pedro fala do regozijo e exultação dos crentes, ligando isso à “revelação da Sua glória [de Cristo]”, e acentua que “quando se manifestar o Sumo Pastor” é que a “imarcescível coroa de glória” seria atribuída aos crentes (ver 1 Ped. 1:3-7, 13; 4:12, 13 e 5:4)?

                            - Obs.: A revelação da glória de Cristo se dará quando de Seu advento. Ora, se Pedro cresse na imortalidade da alma não teria por que falar em regozijo e exultação dos crentes ligando isso diretamente àquela ocasião. Se fossem com suas almas para o céu, seguindo-se à morte, não iriam ali exultar e alegrar-se? Na perspectiva do Apóstolo, porém, só quando da “revelação da Sua glória” é que tal sentimento de felicidade se confirmaria, “quando se manifestar o sumo Pastor”.

                            28ª. – Por que o apóstolo João acentua a confiança para os crentes “no dia do juízo” e não no dia da morte, quando a “alma imortal” supostamente iria entrar no céu, além de utilizar as sentenças “quando Ele Se manifestar” e “na Sua vinda” como referencial da eterna redenção (ver 1 João 2:28; 3:2, 3; 4:17)?

                            - Obs.: Isto mostra que, assim como Paulo e Pedro, João não cria nem ensinava a doutrina de origem pagã da imortalidade da alma."


                            >>> (a)Ora, ora... a ressurreição é uma promessa do Senhor Jesus, quando as almas, a rigor do que Jó disse, em suas carnes ressurretas, veriam o Senhor(Jó 19:25-27). Simples, não? rsrsr. (b)Você cita 1 Pd 1:3-7,13. Já viu o que diz o verso 13 com o contexto? Ei-lo:

                            "E tenho por justo, ENQUANTO ESTIVER NESTE TABERNÁCULO, despertar-vos com admoestações. Sabendo que BREVEMENTE HEI DE DEIXAR ESTE MEU TABERNÁCULO, como também nosso Senhor Jesus Cristo já mo tem revelado. Mas também eu procurarei em toda a ocasião que DEPOIS DA MINHA MORTE tenhais lembrança destas coisas"(2 Pd 1:13-15).

                            Azenilto, que parte de Pedro estava temporariamente neste tabernáculo('corpo')? E esta parte de Pedro iria partir deste tabernáculo('corpo') para onde?

                            (b)A 'coroa' da glória, creio, deve se referir a glorificação dos cristãos, que ocorrerá quando forem revestidos de imortalidade física, tendo ambos os grupos(vivos e mortos, ganhado um corpo glorioso e incorruptível(Fl 3:20,21; 1 Co 15:50-54).

                            (c)Pagã, não, pois Inácio(30-107), bispo da Igreja de Antioquia a ensinou:

                            "Vós sois o caminho para aqueles que, PELA MORTE, SÃO ELEVADOS ATÉ DEUS”(Epístola aos Efésios, 12:2).

                            O historiador cristão Eusébio(263-340), falando de Inácio, diz:

                            “Inácio, o homem mais célebre para muitos ainda hoje, segundo a obter a sucessão de Pedro no episcopado de Antioquia. Uma tradição refere que este foi trasladado da Síria à cidade de Roma para ser alimento das feras, em testemunho de Cristo. Ao ser conduzido através da Ásia, sob a vigilância cuidadosa dos guardiães, dava ânimo com suas falas e exortações às igrejas de cada cidade onde faziam parada. Primeiramente exortava-os a que sobretudo se guardassem das heresias, que precisamente então começavam a pulular, E ESTIMULAVA-OS A APEGAR-SE SOLIDAMENTE À TRADIÇÃO DOS APÓSTOLOS , que, por estar ele já a ponto de sofrer o martírio, achava necessário pôr por escrito para fins de segurança. E foi assim que, achando-se em Esmirna, onde estava Policarpo, escreveu uma carta à igreja de Éfeso, mencionando Onésimo, seu pastor; outra à de Magnesia, a que está sobre Meandro, mencionando igualmente o bispo Damas, e outra à de Trales, cujo bispo era então Políbio, segundo diz”(História Eclesiástica, V:36).

                            Inácio, era pagão? rsrsrs

                            Policarpo(70-155), bispo de Esmirna, em sua “Epístola aos Filipenses”(140 d.C), menciona os cristãos falecidos, nos seguintes dizeres:

                            “Portanto, eu vos exorto a todos, para que obedeçais à palavra da justiça e sejais constantes em toda a perseverança, que vistes com os próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Zózimo, mas ainda em outros que são do vosso meio, no próprio Paulo e nos demais apóstolos. Estejam persuadidos de que nenhum desses correu em vão, mas na fé e na justiça, e que ELES ESTÃO NO LUGAR QUE LHES É DEVIDO, JUNTO AO SENHOR, COM O QUAL SOFRERAM”(9:1).

                            Sobre Policarpo, o historiador Eusébio diz:

                            “Brilhava por este tempo na Ásia POLICARPO, DISCÍPULO DOS APÓSTOLOS, a quem as testemunhas oculares e os ministros do Senhor tinham confiado o episcopado da igreja de Esmirna”(História Eclesiástica, V:36).

                            Policarpo era pagão? rsrsrs... Você precisa aprender muito, Azenilto G. Brito, tanto de Bíblia quanto de história da Igreja Cristã. Abandone o erro do adventismo!


                            28ª. – Por que o apóstolo João acentua a confiança para os crentes “no dia do juízo” e não no dia da morte, quando a “alma imortal” supostamente iria entrar no céu, além de utilizar as sentenças “quando Ele Se manifestar” e “na Sua vinda” como referencial da eterna redenção (ver 1 João 2:28; 3:2, 3; 4:17)?

                            - Obs.: Isto mostra que, assim como Paulo e Pedro, João não cria nem ensinava a doutrina de origem pagã da imortalidade da alma.

                            29ª. – Por que as palavras “alma” e “espírito” aparecem tantas vezes na Bíblia, em diferentes sentidos e contextos, mas nunca acompanhadas dos adjetivos “imortal”, “eterno”, “perpétuo”, além de que, em vez de declarar que alma não morre jamais, lemos é sobre morte da alma, tanto no VT quanto no NT (Eze. 18:4 e Tia. 5:20)?

                            - Obs.: A crença na ressurreição final de todos os mortos é característica do cristianismo genuíno que não devia acolher noções claramente do paganismo. Tais noções derivam da primeira mentira proferida pelo diabo sobre este planeta, “É certo que não morrereis” (Gên. 3:4).

                            30ª. – Não é muita coincidência que todos os povos pagãos sempre se caracterizaram em sua crença na imortalidade da alma, até atribuindo almas e espíritos a animais ou coisas inanimadas, como florestas, rios, lagos, vulcões?

                            - Obs.: Não se sabe de nenhum povo pagão, do presente ou do passado, que tenha deixado de crer em “almas” e “espíritos”, para crer que “vem a hora . . . em que os que estão nas sepulturas ressuscitarão; os que fizeram o bem, na ressurreição da vida; os que fizeram o mal, na ressurreição da condenação” (João 5:28, 29).


                            >>> (a)Como é? Paulo e Pedro não ensinavam a imortalidade da alma? rsrsr... Quando você explicar 2 Co 5:8; Fl 1:23;24; 2 Pd 1:13-15, aí poderemos conversar. (b)A doutrina da imortalidade da alma é pagã? O uso do 'argumentum ad nauseam', repetindo sempre a mesma coisa, para derrotar o oponente pelo cansaço. Já mostrei vários textos das Escriitras, e citei dois pais apostólicos - Inácio e Policarpo. Agora vou citar o historiador judeu, contemporâneo dos apóstolos - Flávio Josefo(30-100):

                            "'Meus caros filhos, jamais combate foi mais glorioso que aqueles que estais empreendendo. Trata-se de defender a santidade de nossa religião e que vergonha para vós, no vigor da idade, temer sofrer por ela dores que um ancião sofre com tanta firmeza. Lembrai-vos de que recebestes de Deus, criador do universo, a vida que lhe ides oferecer. Imaginai com que solicitude Abraão, nosso pai, ofereceu-lhe Isaque em sacrifício, embora ele o considerasse com olhe devendo dar um número indefinido de descendentes. Pensai com que coragem Isaque em vez de se espantar, por ver armada a mão de seu pai, contra ele, apresentou-se para ser imolado. Tende presente aos vossos olhos a constância de Daniel, quando o expuseram aos leões, e a de Ananias, de Azarias e de Misael, quando os lançaram na fornalha de Babilônia. Pois que tendes, meus filhos, a mesma fé, mostrai a mesma resolução. Como tendo diante dos olhos tais objetos, vossa piedade poderia não sair vitoriosa dos tormentos que vos são preparados?’. Tais as palavras dessa mulher forte que ninguém jamais poderia assaz louvar; e elas fizeram tal impressão no espírito desses sete irmãos, tão dignos de tê-la por mãe, que, TENDO TODOS MORRIDO para não faltar ao que deviam a Deus, VIVEM AGORA COM ELE, NA COMPANHIA DE ABRAÃO, DE ISAQUE, DE JACÓ E DOS OUTROS PATRIARCAS”(O Martírio dos Macabeus, Livro Único, Capítulo XIII).

                            Flávio Josefo era pagão? rsrsrs

                            (c)Em Ez 18:4;Tg 5:20, a palavra "alma" se refere a própria pessoa, enquanto que em Mt 10:28 e Ap 6:9-11, a palavra 'alma' se refere a uma parte distinta e imortal, que habita dentro do ser humano. É muito fácil, apenas isolar citações, mostrando apenas alguns dos significadosn de 'alma'.

                            (d)Os pagãos também negavam a imortalidade da alma, como denunciava Tertuliano(160-220):

                            “SÃO SEQUAZES DE EPICURO TODOS AQUELES QUE NEGAM A IMORTALIDADE DA ALMA”(Direito de Prescrição Contra os Hereges, VII).

                            Pagãos são aqueles que negam a imortalidade da alma. Não passam de epicureus da vida!!!

                            (e)Na realidade, foi Satanás que foi o primeiro a negar a imortalidade da alma, quando negou que os Adão e Eva não morreriam espiritualmente(Gn 3:4),e o homem morreu e está totalmente morto espiritualmente(Ef 2:1; Cl 2:13). Aliás, Satanás, continua fazendo isso, usando os testemunhas de jeová e os adventistas para negarem as verdades de Deus. Justamente por isso, que nosso Senhor diz que durante o processo da regeneração, quem nasce de novo,não é o corpo do homem, mas o seu espírito: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito"(Jo 3:6).

                            Você tem muito que aprender, Azenilto G. Brito! Rsrsrs


                            * RÉPLICA: O que nosso amigo parece ignorar é que os Pais da Igreja, do 2º. Século em diante, já revelam muitos erros doutrinários, em cumprimento de Atos 20:29, 30. Os judeus também tinham aderido às crenças na imortalidade da alma a partir da “escola alexandrina”, especialmente quando o filósofo Filo tentou criar uma síntese entre a filosofia grega e o judaísmo. Daí se perceber que nos livros apócrifos é onde mais claramente se vê noções de “imortalidade da alma” de forma mais declarada à moda dos crentes em tal doutrina, desenvolvida no catolicismo e transmitida ao protestantismo, lamentavelmente não corrigida. Mesmo assim, Lutero renegou-a, como vemos na defesa de 41 de suas proposições, ao citar a declaração de imortalidade da alma, do papa, como uma das “opiniões monstruosas a serem encontradas no monturo romano de decretais” (proposição 27). Na referida proposição de sua Defesa Lutero declarou:

                            “Contudo, eu permito que o Papa estabeleça artigos de fé para si mesmo e para os seus próprios fiéis—tais como: que o pão e o vinho são transubstanciados no sacramento; que a essência de Deus gera e não é gerada; que a alma é a forma substancial do corpo humano; que ele [o papa] é imperador do mundo e rei do céu, e deus terreno; que a alma é imortal; e todas as infindáveis monstruosidades no monturo de decretais romanas.” – Martinho Lutero, Assertio Omnium Articulorum M. Lutheri per Bullam Leonis X. Novissimam Damnatorum (Asserção de todos os artigos de M. Lutero condenados pela última Bula de Leão X), artigo 27, edição de Weimar das Obras de Lutero, vol. 7, pp. 131, 132.

                            Os defensores da imortalidade da alma, como Jailson Serafim, apegam-se a PARÁBOLAS e TEXTOS APOCALÍPTICOS, de um livro bem conhecido por seus muitos símbolos de bestas e outros estranhos seres, mulher vestida de escarlate, assentada sobre um dragão, em contraste com outra mulher pura. Textos apocalípticos não servem como fonte de doutrina, como reconhecido por estudiosos sérios da Bíblia. E vejam que por mais que tentou, J.S. não refutou PONTO POR PONTO todas as perguntas, significativamente saltando a 23 e não explicando fatos importatantes sobre a que trata de 1 Cor. 15:16-18: o fato de que os que dormiram em Cristo estariam “perdidos” CASO NÃO FOSSE, NÃO A IMORTALIDADE DA ALMA, MAS A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS.

                            Mas vejamos o texto citado por ele de Apo. 6:19-21, neste último segmentos, já que abrangemos os demais citados.

                            Se o céu para onde as “almas desincorporadas” dos salvos adentram imediatamente após a morte, segundo os imortalistas, é um lugar de gozo e felicidade, de paz e perfeita harmonia, onde os salvos e fiéis de Cristo descansam de suas dores, de seus trabalhos, de suas perseguições, por que as “almas” apresentadas em Apocalipse 6,9-10 estão em contínua agonia cobrando de Deus justiça e vingança de seu sangue? Isto não se parece com o céu etéreo de alegria e felicidade que eles descrevem! Se na existência “incorpórea” na presença de Deus “... não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor...”(Apocalipse 21,4)?

                            Note que João diz que não haverá “nem clamor”, então porque estas almas “clamam com grande voz”? Neste caso, também não passam de sofisma as palavras: “... Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”.(Apocalipse 14,13)? Quem tipo de “descanso dos trabalhos” tem uma pessoa gritando (clamando) por justiça?

                            Esta é uma visão, tem sentido figurativo, e nunca literal, representa o clamor dos inocentes assassinados em todas as fases da igreja até os dias de hoje que clamam a Deus por justiça. Também encontramos essa mesma metáfora ou figura de linguagem em Gênesis, quando Deus pergunta a Caim sobre o assassinato de seu irmão Abel: “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gên. 4,10). Não é uma linguagem literal, mas figurada, significa que o ato praticado por Caim exigia de Deus justiça imediata. Também em Tiago o salários dos trabalhadores “clama”(Tia. 5:4), igualmente linguagem figurada sobre um clamor contra a injustiça dos opressores, como indica o contexto.

                            Encerramos com uma importante e instrutiva reflexão:
                            .
                            MORTE: UM SALTO NO ESCURO, PELA FÉ
                            .
                            Alguém disse que acha incrível a pessoa simplesmente “desaparecer” na morte, sem nada lhe restar para marcar-lhe a presença. Mas Deus não precisa de “marca” de ninguém para fazer uma pessoa retornar à vida.

                            Podem-se ver em certos sites figurinhas engraçadas (emoticons) em movimento, umas chorando, outras sorrindo, ou aplaudindo, mas quando se desliga o computador, some tudo, não fica nenhum “sinal” daquilo tudo. Basta religar a máquina e dar os cliques-cliques necessários e tudo “ressuscita”, volta à vida. Aonde foram durante o tempo em que a máquina esteve desligada? A lugar nenhum—estava tudo registrado na memória do computador, e ali permaneceram quietos até serem novamente ativados eletronicamente.

                            Os que morrem estão na memória de Deus. Ele conhece cada um de nós. Jesus disse alegoricamente que até os fios de nossa cabeça estão contados.

                            Uma garota estava presa na sacada de um dos andares de um edifício em chamas. Os bombeiros prepararam uma rede para que as pessoas saltassem em segurança. A menina hesitava em saltar, pois estava tudo escuro e esfumaçado, embora os bombeiros lhe dessem toda instrução necessária da direção em que devia pular. Mas ela não se animava a dar esse salto no escuro.

                            Daí, apareceu o seu pai e gritou: “Querida, aqui é o seu pai. Lance-se sem medo para o seu lado direito e será amparada sem problemas aqui com a rede que lhe armaram”. Ouvindo a voz do pai, ela não teve mais dúvidas e lançou-se na direção da direita, chegando em perfeita segurança à rede e aos braços paternos.

                            Assim, a morte é um salto no escuro, amigos. A Bíblia diz que “o justo viverá pela fé”. É pela fé que sabemos que os que morrem em Cristo ressuscitarão, mesmo que não fique nenhuma “evidência” da vida após décadas, séculos ou milênios desde a morte. É confiando no Pai Eterno que podemos morrer, sabendo que a morte é somente um sono do qual despertaremos naquele dia.

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                            • #15

                              Aloha, irmãos e amigos, desde a ilha de Molokai, Havaí (EUA):
                              .
                              Na nossa réplica às 30 Perguntas com Jaílson Serafim, trocamos o texto da 2a. pergunta, mas julgamos que seria de proveito reproduzir aqui o texto original, que retiramos por parecer-nos citação de alguma obra, de cuja autoria não temos informação:

                              Pode-se traçar um paralelo entre o fato de que Deus é Quem comanda o universo, tendo atribuído ao homem o comando deste planeta. Assim Deus ordenou aos primeiros pais, “Frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Gên. 1:28.

                              A imortalidade nunca é mencionada na Bíblia em conexão com a imagem de Deus nos seres humanos. A árvore da vida representava imortalidade em comunhão com o Criador, mas em resultado do pecado, Adão e Eva tiveram barrado o acesso à fonte de vida contínua. . . .

                              Para impedir à humanidade pecadora a possibilidade de viver para sempre (Gên. 3:22), após a Queda Deus barrou o acesso à árvore da vida (Gên. 3:22, 23). Esse ato divino por si só revela que por ocasião da Criação não era a imortalidade uma dotação que residia na alma, mas uma possibilidade condicional à obediência humana. Os que querem crer na imortalidade na alma, leem na criação humana ideias do dualismo grego estranhas à Bíblia.

                              Após a Queda, Adão e Eva não mais tiveram acesso à árvore da vida (Gên. 3:22-23) e, consequentemente, começaram a experimentar a realidade do processo da morte. O fato de que Adão e Eva não morreram no dia de sua transgressão como Deus lhes havia advertido (Gên. 2:17), tem levado alguns a concluir que não morreram porque eram dotados de uma alma imortal. Essa interpretação imaginativa dificilmente pode ser sustentada pelo texto, que, literalmente traduzido reza: “morrendo morrereis”. O que Deus quis simplesmente dizer é que no dia em que eles desobedecessem, o processo da morte teria início.

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