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12 Razões Por Que o Mandamento do Sábado Não Se Limita a Israel

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  • 12 Razões Por Que o Mandamento do Sábado Não Se Limita a Israel


    15 RAZÕES POR QUE O MANDAMENTO DO SÁBADO NÃO SE LIMITA AO POVO DE ISRAEL


    *1a.) Porque foi estabelecido na criação quando não existia UM SÓ JUDEU (Gên. 2:2, 3).

    - Obs.: “Argumentos do silêncio” não servem de prova nem contraprova de nada. O não ser dito que Adão guardava o sábado se neutraliza por não ser dito que NÃO o observava. O desempate é que Deus fez três coisas quanto ao sábado—nele descansou, o abençoou e santificou, termo que significa SEPAROU (como “memorial da criação”).

    *2a.) Porque Isa. 56:2-7, desfaz a falsa teoria de o sábado limitar-se a Israel. Deus convida os ESTRANGEIROS a se unirem ao Seu concerto com Israel, no contexto da expressão do divino ideal de que “a Minha casa será chamada casa de oração PARA TODOS OS POVOS” (não só para Israel).

    - Obs.: Há grande confusão e ignorância entre muitos sobre os reais motivos de Israel ser tida como “nação eleita”. Isso não foi só para obter PRIVILÉGIOS, mas tendo uma MISSÃO—ser “testemunhas de IHWH” e “luz das nações” até os confins da Terra (Isa. 43:10; 49:6). Ver ainda 1ª. Reis 8:41-43, estrangeiros dirigindo-se ao Templo de Salomão para adorarem ao Senhor.

    *3a.) Porque Jesus, o Supremo exemplo, observava o sábado e disse não ter vindo abolir a lei, e sim cumpri-la (Luc. 4:16; cf. Mat. 5:17-19). Ele JAMAIS disse para se deixar de observar qualquer mandamento da lei divina. No fim do Seu ministério confirmou aos discípulos e “às multidões” que deviam seguir TUDO que os líderes judaicos ensinavam. Isso inescapavelmente inclui a fiel guarda do sábado (ver Luc. 13:14). Só não deviam ser hipócritas como eles (Mat. 23:1-3).

    *4a.) Porque Jesus confirmou que “o sábado foi estabelecido POR CAUSA DO HOMEM UNIVERSAL-‘anthropós’, não do homem judaico (Mar. 2:27).

    - Obs.: Na segunda parte de Mar. 2:27 Cristo confirma as origens edênicas do sábado ao dizer, “. . . e não o homem {foi criado} por causa do sábado”. Sua intenção nessa afirmação não era desqualificar o preceito, mas as falsas interpretações farisaicas ao mesmo. Também deturpavam o 5o. Mandamento, quando lhes convinha (Mar. 7:9-12).

    *5a.) Porque Cristo declarou-se “Senhor do sábado”, não para abrir uma exceção na sua perfeita obediência (afinal, Ele era Senhor de TODA A LEI, e nem por isso podia matar, roubar, mentir. . ), mas para indicar Sua AUTORIDADE quanto ao preceito para CORRIGIR as distorções aplicadas ao mesmo pela liderança judaica do Seu tempo (Mat. 12:8 e Mar. 2:28).

    - Obs.: Cristo não debatia com a liderança judaica SE deviam observar o sábado, nem QUANDO observá-lo, e sim COMO observá-lo no devido espírito. E onde é dito que o sábado foi desestabelecido?

    *6a.) Porque em Mat. 24:16-20 Cristo profetizou que duas coisas continuariam após Sua partida: a) o inverno e suas dificuldades de fugir então para os montes; b) a guarda do sábado por Seus seguidores. Ele queria prevenir que fossem apanhados de surpresa em suas congregações num sábado, ante os invasores inimigos, bem como da perda de tudo por não poderem levar seus pertences num sábado.

    - Obs.: Isso não se limita ao meio urbano--fala dos que estavam na Judeia e no campo. Aos sábados havia portas menores e o próprio Cristo, Seus discípulos e até os fariseus estavam no campo num sábado (Mat. 12:1, 2). E quem prova que a guarda do sábado se restringiria aos cristãos etnicamente judeus?

    *7a.) Porque as santas mulheres que serviam a Cristo, após Sua morte foram preparar unguentos para embalsamar o Seu corpo, mas “no sábado repousaram conforme o mandamento” (Luc. 23:56). Logo, elas NÃO APRENDERAM pelos atos e palavras de Cristo: a) que o sábado cessava com Sua morte por apontar a Ele simbolicamente; b) que era mero símbolo da salvação em Cristo, daí que quem O tinha como Salvador estaria dispensado de tal regra.

    - Obs.: É incrível que quem vive há mais de 2.000 anos depois de Cristo pretenda saber interpretar Suas palavras e atos sobre o sábado melhor do quem viveu junto a Ele. Elas eram etnicamente judias, mas ideologicamente CRISTÃS.
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 17:34:32. Razón: Texto modificado de 12 razões para 15 razões (a despeito do título).

  • #2
    [Conclusão do quadro anterior]

    *8a.) Porque no Concílio de Jerusalém, ante as alegações dos judaizantes quanto a regras legais de Israel, entre as coisas decididas de que os crentes gentios deviam abster-se (isto é, NÃO praticar), o sábado NÃO entra (Atos 15:20, 29).

    - Obs.: A ausência de regra CONTRA o sábado denota que não pairavam dúvidas a respeito e não foi objeto das discussões no concílio.

    *9a.) Porque Paulo dedicava-se a pregar a judeus e gentios nos sábados (Atos 17:2). Em Filipos, ONDE NÃO HAVIA SINAGOGA, “no dia de sábado” ele e seu grupo buscaram um local para um tempo de comunhão com Deus junto ao rio (Atos 16:13). O argumento de que todos os dias oravam não explica o fato de Lucas fazer questão de informar que todo o grupo o fez num sábado. Também Paulo ficou um ano e meio em Corinto pregando todos os sábados na sinagoga a judeus e gentios e nunca lhes disse que o sábado havia sido abolido, e agora a regra era, seja o domingo ou o diaqualquerismo/dianenhumismo (Atos 18:1-4, 11). Em Atos 25:8, o Apóstolo diz nada ter feito contra a lei judaica defendendo-se de acusadores judeus. Se fosse violador do sábado, logo levantariam isso contra ele.

    *10a.) Porque em Heb. 8:6-10, a passagem mais importante da Bíblia a tratar de mudança do Velho para o Novo Pacto, NADA é dito de que com a mudança de pactos o sábado fica de fora e, seja o domingo ou o dianenhumismo/diaqualquerismo/tododiaísmo, toma o seu lugar.

    - Obs.: Nem diz que Deus escreve nos corações a “lei de Cristo”, ou a “lei real”, ou a “lei do amor”, ou a “lei do Espírito”, mas as “Minhas leis” [de Deus]. Decerto isso tudo é nelas incorporado. Os aspectos prefigurativos não seriam escritos nos corações: Hebreus foi escrito quando o seu autor e seus leitores primários sabiam que o véu do Templo se rasgara de alto a baixo (Mat. 27:51). Heb. 8:6-10 repete Jer. 31:31-33, logo são as AS MESMAS leis de Deus do tempo do Profeta, excluídos os aspectos prefigurativos, cerimoniais.

    *11a.) Porque TODAS as Igrejas-mãe da cristandade (notem, T-O-D-A-S) ensinam oficialmente HÁ SÉCULOS (em seus documentos confessionais clássicos, históricos) que os 10 Mandamentos seguem normativos à Igreja em TODOS os seus preceitos (notem, T-O-D-O-S), tendo o sábado caráter MORAL e UNIVERSAL desde a CRIAÇÃO DO MUNDO. Batistas e presbiterianos até dizem ser da LEI NATURAL. Antes da Reforma, católicos e ortodoxos ensinavam basicamente o mesmo. Os assembleianos o confirmam em obras da sua editora, CPAD, (embora canhestramente todos esses tentem aplicá-lo ao domingo).

    - Obs.: Essas Igrejas todas ensinam também a “distinção” entre as leis—Moral (o Decálogo), Cerimonial e Civil, as duas últimas não mais aplicáveis aos cristãos.

    *12a.) Porque não só os cristãos ensinam há séculos que os 10 Mandamentos são a LEI MORAL de Deus, como expõem que os primeiros 4 preceitos tratam de nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos, idem quanto ao próximo, como consta dos documentos confessionais de católicos, ortodoxos, luteranos, batistas, presbiterianos e anglicanos.

    - Obs.: Isso inspira a pergunta: “Por que sob o novo concerto nossa expressão de amor a Deus sobre todas as coisas se reduzirá de 4 para 3 preceitos?”

    *13a.) Porque além de nada haver de fim de sábado nas Escrituras, MUITO MENOS é dito que os Apóstolos adotaram o domingo em sua substituição. As “provas bíblicas” disso que amiúde se apresentavam nem são levadas mais a sério pela esmagadora maioria dos evangélicos/protestantes que na prática preferem crer que o princípio de dedicar um dia ao Senhor, que ao longo de séculos e milênios beneficiou homens e até animais de carga, foi abolido.

    - Obs.: As razões lógicas, práticas e espirituais para o fim de tal princípio simplesmente não são indicadas. . .

    *14a.) Porque a ciência comprova os benefícios físicos, mentais do sábado e os crentes sabem de seus benefícios espirituais. Todos precisam de um dia regular de descanso e refrigério espiritual por semana, sobretudo nesta época tão prenhe de fatores estressantes.

    - Obs.: Por que discriminaria Deus aos judeus tal bênção sendo que Ele “não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34)?

    *15a.) Porque em Isa. 66:22, 23 é profetizado que até na Nova Terra, na qual “habita a justiça” (2a. Ped. 3:13), o sábado prosseguirá servindo como “memorial da criação” eternamente aos remidos.

    - Obs.: Não há nenhuma razão para a criação do céu, da Terra, do mar e de tudo quanto neles há deixe de ter o seu “memorial” honrando o Criador de todas as coisas por todos os séculos da eternidade. Davi lembra que as obras de Deus são “memoráveis” (Sal. 111:2-4). Inúmeras versões de Isa. 66:22, 23 trazem a expressão “cada sábado”, em vez de “de um sábado a outro”, como a reputadíssima tradução francesa de Louis Segond, a Pastoral católica e nossa Bíblia na Linguagem de Hoje.

    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 17:31:40.

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    • #3
      10 Pontos Dúbios Para os Neo-Antinomistas Explicarem, Por Favor. . .

      .
      A Bíblia diz que devemos estar “sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Ped. 3:15), então, que tal nos explicarem os 10 pontos abaixo?
      .
      1o. - Os documentos confessionais mais representativos da Cristandade—nenhum deles desqualificado, descartado, desautorizado—prosseguem ensinando a validade e vigência dos 10 Mandamentos TODOS como normativos aos cristãos. Sendo ter surgido pelo fim do século XIX e início do XX a “nova luz” do neo-antinomismo dispensacionalista com suas teses de “lei abolida” e noções assemelhadas, não deviam iniciar seriamente uma campanha para que sejam alterados os termos desses documentos confessionais nesse ponto, a fim de que doravante ensinem que a regra básica de conduta cristã seria algo como uma “Regra de NOVE Mandamentos e UMA sugestão”, como claramente preferem interpretar?

      2o. - Sendo que historicamente os cristãos entendem que os 4 primeiros mandamentos do Decálogo referem-se a nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos, idem quanto ao próximo (como consta dos documentos confessionais de luteranos, batistas, presbiterianos e anglicanos—o que tem por base o que o próprio Cristo declarou em Mat. 22:40, “destes dois mandamentos dependem TODA A LEI e os profetas”—por que, sob o Novo Concerto [Novo Testamento], nossa expressão de amor a Deus sobre todas as coisas deve reduzir-se de 4 para 3 preceitos?

      3o. - Quando e por que se descobriu que as conclusões científicas dos benefícios físicos, mentais e sociais da regra de um dia regular de descanso cada semana não se aplicam aos cristãos, que podem dispensar esse regime, trabalhando sem detença os sete dias semanais, não importa quanto dano isso cause a sua saúde física e mental, além dos evidentes prejuízos à vida familiar?

      4o. - Quando e por que se descobriu que os benefícios espirituais de se ter um dia completo por semana, dedicado a honrar a Deus e ter comunhão com membros da família de fé, não mais se aplicam ao nosso tempo, sendo ideia ultrapassada da Era Vitoriana, ou justificativas assemelhadas?

      5o. - Por que se utiliza a frase “debaixo da lei” como referindo-se à atitude de respeitar o preceito do sábado—o 4o. mandamento do Decálogo—mas tal frase nunca se aplica à atitude de respeitar qualquer outro dos preceitos do mesmo Decálogo?

      6o. - Por que se discrimina contra o preceito do sábado, rotulando-o como “judaico”, mas não preceitos tais como “não matarás”, “não furtarás”, “honra a teu pai e a tua mãe”, que fazem parte do mesmo Decálogo?

      7o. - Como gente que vive quase 2.000 anos depois de Cristo pode saber interpretar Suas palavras e atos quanto ao sábado como se houvesse uma intenção Dele em desqualificar tal preceito, quando Ele jamais disse isso objetivamente, além de que as santas mulheres que O seguiam tão de perto assim não interpretaram Suas palavras e atos, pois em seguida à Sua morte “no sábado repousaram segundo o mandamento” (Luc. 23:56)?

      8o. - Por que santificar um dia para o Senhor não constituiria um preceito de caráter MORAL e UNIVERSAL, mas santificar o Seu nome o seria? Se um espaço de tempo em si não tem nada de santo, em que isso difere de uma palavra em si, utilizada para definir a Deus?

      9o. Por que, se o domingo foi estabelecido como “memorial da Ressurreição” pelos apóstolos de Cristo, prega-se uma ideia ambígua, com a possibilidade de que qualquer dia sirva aos propósitos de dedicar um dia ao Senhor, em vez de se fixar o mesmo dia em que ocorreu dita ressurreição? Não denotaria isso falta de convicção de que o domingo tenha mesmo base bíblica? O que um “dia qualquer” celebraria?

      10o. Por que adotam uma forma de observância do suposto novo dia do Senhor de uma forma mais liberal, que permite ir ao Shopping ou ver o Faustão e o esporte pela TV, portanto fora dos moldes do que é estabelecido pelo 4o. mandamento, mesmo quando é ensinado ser cumprimento do mesmo? Que base bíblica há para se manter tal atitude mais 'light' quanto ao dia a ser dedicado ao Senhor?
      Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 03:18:09.

      Comentario


      • #4
        .
        Um Diálogo Interessante--Debatendo as Alianças

        .
        Certo conferencista adventista conta um incidente em que após ter feito uma palestra sobre o tema do sábado/domingo, foi abordado por três seminaristas de um Seminário Evangélico das proximidades. Um deles disse que ele os havia decepcionado falando em termos de um retorno à Velha Aliança, por ressaltar a guarda do sábado. . . Daí, vejam o breve diálogo que se seguiu, como narrado pelo conferencista:

        "Parece que vocês estudaram o assunto das alianças muito profundamente", sugeri aos três. "Oh, sim", afirmaram, "sabemos tudo sobre as alianças".

        "Bom", respondi. "Vocês sem dúvida sabem quando a Velha Aliança foi instituída". Um deles falou rapidamente: "Foi instituída no Monte Sinai".

        "E como foi ratificada?" perguntei. Sem um momento de hesitação, um deles respondeu: "Com a aspersão do sangue de um boi".

        "Muito bom", comentei, "e como foi a Nova Aliança ratificada?" Todos os três em coro responderam: "Pelo sangue de Jesus na cruz".

        Elogiei os jovens por seu conhecimento das Escrituras e pedi-lhes para me lerem dois versos de suas próprias Bíblias:
        .
        * "Irmãos, como homem falo. Um testamento, embora de homem, uma vez confirmado, ninguém o anula, nem lhe acrescenta coisa alguma". (Gál. 3:15).

        * "Pois onde há testamento, necessário é que intervenha a morte do testador. Porque um testamento não tem força senão pela morte, visto que nunca tem valor enquanto o testador vive". (Heb. 9:16, 17).


        Eles responderam ansiosamente ao convite, e leram os versos, comentando sobre cada um após a leitura.

        "Concordamos que a Nova Aliança não estava em vigor até que Cristo morreu e nada pode ser acrescentado ou retirado depois que Ele a ratificou na cruz", o porta-voz do grupo afirmou. Todos os três assentiram com a cabeça enfaticamente sobre este ponto.

        Eu disse: "Agora vocês devem responder a duas perguntas mais para mim. Eis a primeira, e devem pensar com cuidado para me darem a resposta correta: Quando é que começou a guarda do domingo?"

        Houve um momento de silêncio, e depois outro, e outro. Os rapazes se entreolharam, e então olharam para baixo, para os pés, a seguir de volta para mim. Gentilmente insisti numa resposta: "Certamente vocês podem me dar a resposta a esta pergunta, já que souberam todas as outras e as responderam corretamente. Quando e por que acham que as pessoas começaram a guardar o domingo?"

        Finalmente, um deles disse: "Guardamos o domingo em homenagem à ressurreição de Jesus".

        Eu disse: "Então devo pedir-lhes que respondam a minha última pergunta: Como poderia a guarda do domingo ser uma parte da Nova Aliança? Vocês acabaram de dizer que nada poderia ser adicionado depois da morte de Cristo. Ele morreu na sexta-feira e ressuscitou no domingo. Se o domingo foi adicionado depois que Jesus morreu, nunca poderia fazer parte da Nova Aliança, não é?"

        Os três jovens agitaram os pés e olharam ao redor impotentemente. Finalmente, um deles disse: "Vamos estudar isso e depois falamos com você mais tarde". Saíram então do auditório o mais rápido quanto puderam e posso garantir-lhes que nunca voltaram para falar mais sobre as alianças.
        Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 14:53:03.

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        • #5

          UMA PERGUNTA VERDADEIRAMENTE TIRA-TEIMA

          Em vista do exposto no quadro anterior, creio que se aplicaria bem nossa pergunta tira-teima sobre o mesmo tema:
          .
          Onde é dito nas Escrituras que quando Deus escreve a Sua lei nas mentes e corações dos que aceitam os termos do Seu novo concerto (Novo Testamento), transferindo-a das frias tábuas de pedra para os corações aquecidos pela graça divina (ver 2 Cor. 3:2, 3, 6 e 7), Ele nesse processo

          a) deixa de fora o 4o. mandamento (do decálogo bíblico, não o do decálogo falsificado dos catecismos católicos)

          b) inclui o 4o. mandamento, mas transferindo a santidade do sétimo para o primeiro dia da semana?

          OU

          c) deixa a questão do dia de repouso como prática vaga, voluntária e variável, que tanto faz ser seguida literalmente como a Bíblia diz, no sétimo dia como Memorial da Criação, ou cada qual podendo escolher o tempo que mais lhe convier (ou a seu empregador) para dedicar a Deus.

          TAMBÉM:

          d) exclui as regras de restrições alimentares sobre carnes imundas?

          Textos básicos: Hebreus 8:6-10; Jeremias 31:31-33; Ezequiel 36:26, 27; Isaías 66:15-18.
          Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 14:52:26.

          Comentario


          • #6
            O SÁBADO NO NOVO TESTAMENTO POR CINCO FRENTES BÍBLICAS
            .
            Que a observância do sábado é aplicável à Igreja, portanto prosseguindo como regra cristã, é fato bem definido pelos crentes conservadores da linha protestante/evangélica, embora a grande massa de membros da Igreja no evangelicalismo moderno ignore tal fato (e temos percebido isso inclusive com pastores!) Luteranos, presbiterianos, batistas, metodistas, congregacionais, anglicanos definiram HÁ SÉCULOS em seus documentos confessionais, credos, catecismos, Declarações Doutrinárias que os mandamentos que sintetizam a Lei Moral de Deus são os 10 do Decálogo, sem nenhuma alteração em autoridade ou aplicação de qualquer deles. A única diferença é que entendem que o domingo, o 1o. dia da semana, tomou o lugar do sábado, o 7º dia, mas mantendo a linha de um dos 10 MANDAMENTOS. E nesse “dia do Senhor” não é para se realizarem obras de caráter secular nem recreativo, como se ressalta até num documento mais recente, a Declaração Doutrinária dos batistas (tanto os da CBB quanto os da CBN—respectivamente arts. X e XV) e é confirmado por obra de grande importância para instrução da Igreja da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, onde é dito, não UMA, mas DUAS VEZES, que esse “dia do Senhor”é para ser INTEIRAMENTE DEDICADO AO CULTO. Este ensino parece não ser conhecido pela grande maioria de assembleianos, nem praticado mesmo pelos que o conhecem:
            .
            “Deus estabeleceu um dia especial para o homem descansar de suas fadigas, e DEDICAR TODO ESSE DIA para adorar o Criador. . . . Com a ressurreição do Senhor Jesus no primeiro dia da semana, os cristãos passaram a dedicar esse dia como o seu período regular de adoração (Mateus 28.1; Atos 20.7; 1 Coríntios 16.2). Por conseguinte, dediquemos este primeiro dia da semana, que é o domingo, conhecido também como Dia do Senhor, para dedicarmos INTEIRAMENTE AO CULTO DIVINO. Não deixemos que o ativismo, ou ânsia de ganhar dinheiro, privem-nos deste período regular de adoração”. – Bíblia de Estudo/Aplicação Pessoal (CPAD – Casa Publicadora das Assembleias de Deus), pág. 112 [destaque em maiúsculo meus].
            .
            Não existem evidências bíblicas de que o domingo tomou o lugar do sábado por determinação divina, nem os textos apresentados nesse sentido o provam em absoluto. Mas não é este o propósito desta discussão, e sim demonstrar como o princípio do sábado prossegue sob o Novo Concerto segundo as Escrituras. E de acordo com a mais legítima tradição protestante/evangélica assim é reconhecido, como vimos acima.

            Vejamos por 5 frentes—5 estudos divididos cada um em cinco parágrafos—como se pode provar a validade do princípio do sábado no Novo Concerto [Novo Testamento]:
            .
            * 1a. Frente: EM 4 PALAVRAS CRISTO DETONA COM O ANTISSABATISMO.
            ..
            As palavras de Jesus de que “o sábado foi feito por causa do homem” têm sido distorcidas, mas neste breve estudo em 5 parágrafos básicos fica comprovado o real sentido do que Ele quis dizer, que não é nada favorável às teses dos neoantinomistas do antissabatismo, além de se esclarecerem outras evidentes incompreensões sobre Suas palavras e atitudes com respeito ao sábado:

            1o. – Em apenas quatro palavras Jesus Cristo detona com o antissabatismo: “O sábado foi estabelecido POR CAUSA DO HOMEM”.

            Ele não Se refere ao “homem judeu”, pois no texto original consta o termo grego anthropós, o homem universal, o mesmo que deixa pai e mãe e une-se a sua mulher (Mat. 19:5, 6). E casamento (instituído junto com o sábado, ao tempo da criação) é coisa só para judeus?

            E se foi estabelecido para o homem, seria para o bem, ou para o mal do homem? Mesmo o antissabatista mais arraigado concordará que é para o bem do homem um regime tal como estatuído pelo sábado—seis dias de atividades físicas e mentais seguido por um dia de descanso. Batistas e presbiterianos até trazem em seus documentos confessionais oficiais a declaração de ser “da lei natural” tal regime das Escrituras. E sendo que Deus “não faz acepção de pessoas”, por que iria criar um regime tão favorável a Suas criaturas humanas e limitar tal benefício aos filhos de Israel?


            2o. – Outra forma em que se detona com a falsa teologia neoantinomista antissabática é mostrar o absurdo de fazer Jesus pensar só no homem judeu, reinterpretando o texto exatamente como os antissabatistas gostariam que Ele tivesse dito:

            “O sábado foi estabelecido por causa do homem JUDAICO, e não o homem JUDAICO {foi criado} por causa do sábado”.

            Não dá certo! Deus não criou o “homem judaico”. Ele criou somente O HOMEM-anthropós. O fato de depois ter-se tornado judeu, egípcio, francês, brasileiro já são OUTROS FATORES.

            Ademais, recordemos que Jesus era tanto homem—pois até Se identificava frequentemente como “Filho do homem”—como judeu, o que destrói as alegações insistentes de alguns de que Ele violava o sábado, baseando-se, por incrível que pareça, em declarações dos Seus acusadores!


            3o. – E a detonação do antissabatismo prossegue, pois Jesus JAMAIS iria falar a tolice teológica de que o sábado, se fosse preceito cerimonial, como tantos alegam, foi feito por causa do homem, pois as cerimônias não foram feitas por causa do homem-anthropós.

            4o. – E no vs. 28 Ele liquida o assunto de vez ao declarar-Se “Senhor do sábado”, não para dizer que podia fazer, então, o que quisesse com o sábado, mesmo violá-lo, como certos exegetas incompetentes ensinam, e sim que tinha AUTORIDADE para corrigir a forma de considerá-lo. Afinal, Ele era Senhor de TODA a lei, e nem por isso poderia matar, roubar, mentir, adulterar. . . E o que fazer com suas palavras em Mat. 5:19? Se violasse o mínimo dentre os mandamentos (ou ensinasse tal violação direta ou indiretamente), o próprio Cristo teria de ser considerado “o mínimo no reino dos céus”, por Suas próprias palavras. E o sábado era um dos mandamentos “máximos” na lei.

            Quando Ele expulsou os cambistas do Templo indagaram-Lhe—“Com que autoridade fazes isso?” Ele não diz ser “maior do que o Templo” para diminuir sua importância ou rebaixá-lo como tendo se tornado inútil. Até o chama de casa de Deus. Ele demonstra é ter autoridade sobre o mesmo, como também com o sábado—para corrigir distorções em ambos. E também distorciam o 5º. Mandamento, quando lhes convinha (ver Mar. 7:9-12).


            5o. – Enquanto as cerimônias são de DEPOIS do ingresso do pecado, justamente como o meio de superá-lo apontando a Cristo, o sábado é de ANTES disso (Gên. 2:2, 3), como reconhecem os documentos confessionais clássicos, históricos e ainda oficiais das Igrejas-mãe das quais tantas outras derivaram, como os das Igrejas Luterana, Presbiteriana, Batista, Metodista, etc. Os pentecostais (como em obras da CPAD) têm confirmado isso mais recentemente.

            [PROSSEGUE NO PRÓXIMO QUADRO]
            Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 15:11:30.

            Comentario


            • #7
              2ª. Frente: ATOS 15 – TREMENDA PROVA EM FAVOR DO SÁBADO
              .
              Em Atos 15, capítulo interpretado muito erradamente, o sábado tem CONFIRMAÇÃO como aplicável à Igreja, e não o contrário disso. É como fica claro pela “lista” de coisas de que os crentes gentios deviam ABSTER-SE, o que NÃO INCLUI o preceito do sábado, como discutido nestes 5 parágrafos:

              1º. – A expressão “lei de Moisés” em Atos 15:5 NÃO SE LIMITA AO SÁBADO, mas a TODA legislação divina, incluindo os mandamentos de caráter moral, “não matarás”, “não furtarás”, “não adulterarás”. Era tudo do “pacote de leis” de Israel—a “lei de Moisés”. Logo, isolar DISCRIMINATORIAMENTE o sábado e as leis dietéticas como “lei de Moisés” é o primeiro grande sofisma.

              2º. – Entre as regras claramente definidas, se o sábado fosse uma das que, por orientação do Espírito, os gentios deviam ABSTER-SE, sem dúvida seria acrescentado entre elas. Mas NÃO HÁ A MÍNIMA REFERÊNCIA AO SÁBADO COMO ALGO DE QUE OS CRISTÃOS DEVIAM SE ABSTER—OU SEJA, NÃO PRATICAR.

              3º. – Os cristãos da Igreja-mãe de Jerusalém eram de etnia judaica e “zelosos da lei” (Atos 21:20). JAMAIS admitiriam que mexessem em algo tão sagrado e arraigado a sua cultura como o sábado. Assim, não permitiriam qualquer eliminação ou alteração do mandamento sem que uma tremenda celeuma se levantasse. E não houve celeuma nenhuma entre os cristãos sobre dia de observância, além da AUSÊNCIA de qualquer instrução contra o sábado no próprio concílio, como visto.

              4º. – Os cristãos primitivos não contavam com a abundância e facilidade de Bíblias impressas ou virtuais, como hoje temos inicialmente. Então, frequentavam as sinagogas (Atos 15:21) para ouvir a leitura da Torah no dia em que a lei era lida—sábados. Se fossem noutro dia, ou achariam as portas fechadas ou não haveria leitura solene da lei. Qualquer historiador eclesiástico de gabarito sabe desse detalhe na história do cristianismo primitivo. Atos 9:2 mostra como Paulo tinha ordem para perseguir cristãos achados nas sinagogas, confirmado em Atos 22:19 e 26:10 e 11 (ver também Mat. 23:34).

              5º. – Documento arqueológico importante comprova que os membros dessa Igreja-mãe de Jerusalém, fugidos da condenada cidade, fixaram-se em Pela, ao norte da antiga capital judaica. Ali eram conhecidos como “nazarenos”, e pelo ano 350 AD um historiador palestino chamado Epifânio, falou deles, e disse que mantinham ainda costumes judaicos como A GUARDA DO SÁBADO DO SÉTIMO DIA, daí que julgava nem deverem ser considerados cristãos!

              Logo, os componentes dessa Igreja-mãe AINDA observavam o sábado até meados do IV século. Claro, não foram influenciados pela Igreja que passou a dominar o cenário sobre a cristandade após a destruição de Jerusalém—Roma, a da capital do Império. Dela deriva o costume de dedicar o antigo dies solis do paganismo romano, transformado no domingo pela Igreja Católica.
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              3ª Frente: VELHO CONCERTO, NOVO CONCERTO E O TEMA DO SÁBADO
              ......
              Paulo, noutro capítulo muito mal compreendido das Escrituras—2ª. Coríntios 3—confirma o problema dos que viviam sob o Velho Concerto, quando um Novo já era anunciado, com a promessa da escrita por Deus de Suas leis nas mentes e corações dos Seus filhos (ver Heb. 8:6-10). A chave para entender toda a discussão de Paulo quanto à lei é Rom. 9:30-32—a falha de Israel por buscar justiça na lei, quando não é esse o seu objetivo. Isso se confirma ao Paulo tratar do “ministério de morte”, que NÃO É o Decálogo, e sim esse uso errado da lei, querendo ajustar-se a suas regras sobre as tábuas de pedra legalisticamente, em vez de permitir a escrita por Deus do conteúdo dessas tábuas de pedra, nas tábuas do coração. E tal se daria em 100% e não 90%. Isto é discutido em cinco parágrafos iluminadores:

              1º. – Em 2a. Coríntios 3, Paulo contrasta dois tipos de pessoas: as que tinham a lei de Deus escrita em seus corações, e as que sob a velha aliança—tornado um “ministério de morte”—apenas a tinham como letras frias sobre as tábuas de pedra. Ele usa e aprimora a metáfora ‘coração de pedra/coração de carne’ de Eze. 11:19, 20 e 36:26, 27.

              2º. – É incrível o modo como alguns—por não entenderem a diferença entre Lei e Concerto—interpretam esta passagem, dando a impressão de que Deus mandou reunir o Seu povo escolhido solenemente para dar-lhe uma LEI DE MORTE! Que estranho Deus seria esse?!

              3º. – Mas muitos não percebem uma situação muito interessante: Paulo claramente pensa em termos de TODO O CONTEÚDO das tábuas de pedra transferido para os corações humanos. Se ele pensasse em termos de só 90% do conteúdo das tábuas de pedra transferido para as tábuas de carne, teria que ser mais claro em seu uso da ilustração, dizendo algo como “não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração, ficando fora o preceito do sábado”. Mas não foi o que disse. . .

              4º. – Vale reiterar que ao utilizar a metáfora ‘tábuas de pedra/tábuas de carne’ Paulo deixa implícito que TUDO O QUE CONSTAVA DAS TÁBUAS DE PEDRA DEVIA ENCONTRAR-SE NO CORAÇÃO. Afinal de contas, não é exatamente esta a promessa do Novo Concerto em Heb. 8:6-10? Embora todos os versos desta passagem sejam importantes, o 10 é crucial para o devido entendimento da passagem toda:
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              “Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor: Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo”.
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              5º. – João Calvino confirma todo raciocínio da exposição acima ao analisar o texto de Heb. 8:10, à luz de 2a. Cor. 3:3:
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              “A lei nos é ruinosa e fatal na medida em que permaneça escrita somente nas tábuas de pedra, como Paulo nos ensina (2 Cor. 3:3).


              “Em suma, somente abraçamos os mandamentos de Deus obedientemente, quando por Seu Espírito Ele muda e corrige a depravação natural de nossos corações; doutra maneira ele nada encontra em nós a não ser afeições corruptas e um coração inteiramente entregue ao mal. A asserção é de fato clara, de que um novo concerto é estabelecido segundo o qual Deus grava as Suas leis em nossos corações, pois doutro modo seria em vão e de nenhum efeito”.
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              - Fonte: www.ccel.org/ccel/calvin/calcom44.xiv.ii.html
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              [CONCLUI NO PRÓXIMO QUADRO]

              Comentario


              • #8
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                4ª. Frente: OS TRÊS GRANDES AUSENTES DE HEBREUS 7 A 10
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                Nos capítulos de Hebreus 7 a 10 é discutido pormenorizadamente o sentido dos ritos e regras sacerdotais e as muitas cerimônias que se executavam no Templo de Israel--os sacrifícios de bois e cordeiros, ofertas de manjares, e tantas outras coisas da vida religiosa da nação eleita. Eram conceitos e práticas extremamente arraigados na cultura secular e religiosa dos israelitas, que tinham que ver com o dia-a-dia do povo todo.

                1º. – Seria incrível que o autor de Hebreus deixasse de considerar integralmente o sentido de três importantes regras e práticas legais de Israel, ao mostrar as que outrora eram importantes, mas não mais importam (ver 1 Cor. 7:19). Afinal, a intenção do autor inspirado é explicar aos judeus aquilo que fazia parte de seu mundo, à luz do evangelho.


                2º. – Mas há três grandes ‘ausentes’ nessas discussões: O SÁBADO, AS LEIS ALIMENTARES, O DÍZIMO. Isso constitui as coisas mais resistidas pelo homem carnal porque a tendência humana é desejar controlar exatamente esses três elementos--o tempo, o cardápio, o dinheiro.

                3º. – As pessoas em geral, mesmo no seio das igrejas, não querem “interferência” da religião na sua administração do tempo, assim não querem saber do sábado (nem de regras rigorosas de guarda do domingo). Igualmente, há os que não desejam tal “interferência” naquilo que comem ou bebem, e nada também de “interferência” na forma como administram o seu dinheiro.

                4º. – Se não são discutidas tais questões nesses capítulos tão importantes é porque não tinham caráter prefigurativo, cerimonial, tipológico. Não apontavam ao sacrifício expiatório de Cristo na cruz. Daí, nem o sábado, nem as leis alimentares, nem o dízimo foram abolidos sob o Novo Concerto.

                5º. – Que o sábado prossegue para a Igreja é demonstrado pela própria ciência. Está provado que o sábado é necessário e benéfico para os seres humanos. Cientistas cronobiólogos comprovaram o chamado “ritmo do sétimo dia”, ou “circaseptano”, o regime ideal de seis dias de trabalho e um de descanso. O pastor e médico evangélico, Michael Cesar, conta que Hitler, querendo levar vantagem em tudo, determinou que os operários das fábricas de armas e munições na preparação para a 2a. Guerra Mundial deviam trabalhar os 7 dias semanais direto, só parando à noite para descansar. Não funcionou. As pessoas ficavam esgotadas, nervosas, a produção caiu. Daí o Führer teve que retornar ao regime natural de 6 dias de trabalho e 1 de descanso. Por isso batistas e presbiterianos também acentuam em seus respectivos documentos confessionais ser da LEI NATURAL que haja esse regime de seis dias de trabalho, e um de descanso.
                .
                5a. Frente: EIS O PRECEITO DO DECÁLOGO CAMPEÃO EM EXPRESSÕES DE AMOR.

                Lamentavelmente, dada a lavagem cerebral do dispensacionalismo dianenhumista, a grande massa no evangelicalismo contemporâneo IGNORA que faz parte da mais legítima tradição cristã que os 4 primeiros mandamentos tratam de nossos amor para com Deus, e os 6 últimos, idem quanto ao próximo.

                1º. – Esta definição clássica de que os 4 primeiros preceitos do Decálogo tratam de nossos deveres para com Deus, e os 6 últimos o mesmo quanto ao próximo é o ensino de grandes eruditos protestantes/evangélicos e consta dos documentos confessionais oficiais de luteranos, batistas, presbiterianos e anglicanos. Antes da Reforma Protestante já católicos e ortodoxos diziam basicamente o mesmo.

                2º. – Quero que me respondam por que, sob o Novo Concerto, nossa expressão de amor a Deus sobre todas as coisas deve reduzir-se de 4 para 3 preceitos. Alguém tem resposta para isso?

                3º. – Em Mat. 22:36-40 Jesus disse que TODA A LEI depende desses dois preceitos básicos--amor a Deus e amor ao próximo. Os antissabatistas estariam cobertos de razão se Ele tivesse dito—TODA A LEI, MENOS O PRECEITO DO SÁBADO. Mas não foi o que disse. . . Então, o sábado é um MANDAMENTO DE AMOR para todos os efeitos.

                4º. – Pois é no mandamento do sábado que temos 4 expressões de amor:

                a) de Deus para com o homem, concedendo-lhe esse tempo de descanso para benefício físico, mental, espiritual, familiar, social (e até global, segundo se tem ressaltado ultimamente quanto à preservação da natureza);

                b) amor de Deus para com os animais de carga (“nem o teu boi, nem o teu jumento” deviam ser postos a trabalhar no sábado);

                c) amor do homem para com Deus, respeitando-O como Criador de todas as coisas ao dedicar-Lhe o “memorial da Criação”, que é o sábado -- Êxo. 20:11; cf. Sal. 111:2-4;

                d) amor do homem para com o seu semelhante respeitando o seu direito do descanso físico, mental, e demais benefícios espirituais, sociais, familiares nesse dia (“nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva . .”).


                5º. – Os antissabatistas têm a tarefa dificílima de demonstrar por que dentre todos os preceitos do Decálogo SÓ o do sábado perdeu seu caráter de amor e embasamento em tal princípio, enquanto todos os demais nove prosseguem tendo por base o amor a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.

                E temos, finalmente, nossa famosa “pergunta tira-teima” sobre o tema do sábado no Novo Concerto, que abrangerá, então, o estudo completo:
                .
                * Tendo em conta que a passagem mais importante da Bíblia a tratar da transferência do velho para o novo concerto é Heb. 8:6-10, onde é dito nela que ao escrever o que é tratado como Minhas leis [de Deus], nos corações e mentes dos que aceitam os termos do Novo Concerto [Novo Testamento] (a promessa dos referidos textos), nesse processo Deus:

                a) deixa de fora o mandamento do sábado;

                b) mantém o preceito do sábado, mas trocando a santidade do 7o. para o 1o. dia da semana;

                c) estabelece que este suposto novo “dia do Senhor” dominical é como um “domingão do crentão”, para ser observado de modo mais ‘light’, nele podendo-se comprar, vender, ver o esporte no estádio ou na TV;

                OU

                d) transforma o 4º. mandamento do Decálogo em mera sugestão, deixando o princípio do dia de repouso como algo vago, voluntário e variável, que se ajusta aos interesses ou conveniências do crente (ou do seu empregador)?

                - Textos básicos: Heb. 8:6-10, 10:16; 2ª. Cor. 3:6-8; cf. Jer. 31:31-33 e Eze. 36:26, 27.

                É a velha equação que prossegue indemonstrada:.
                .
                NOVO CONCERTO = NOVA LEI

                Comentario


                • #9
                  QUASE MIL ANOS ISOLADOS DO OCIDENTE, CRISTÃOS ETÍOPES CONSERVARAM O SÁBADO
                  .
                  Antes de os adventistas surgirem como observadores do sábado já havia os batistas do sétimo dia, aliás, os que ensinaram os adventistas a observarem o sábado. E antes desses temos um interessante testemunho histórico sobre os milhões de cristãos da Etiópia. Vejam esta declaração encontrada na publicação National Geographic Magazine, que nem é de cunho religioso:
                  .
                  Citando palavras de Edward Gibbon em sua clássica obra O Declínio e Queda do Império Romano, expõe a referida publicação que “os etíopes dormiram quase mil anos, alheios ao mundo pelo qual foram esquecidos”. Daí prossegue a reportagem historiando que “Duzentos anos se passaram para o cristianismo tomar pé em Aksum, mas hoje mais da metade de todos os etíopes são cristãos, cerca de 30 milhões de pessoas. Sua fé, por ter sobrevivido aqui por mil anos, é uma singular fusão de ensinos do Velho e Novo Testamento. Grande devoção é revelada pela Virgem Maria, por exemplo, contudo, até hoje os costumes dos ortodoxos etíopes fazem eco à lei judaica, requerendo que as igrejas circuncidem suas crianças do sexo masculino no oitavo dia, descansem no sábado, e se abstenham de carne de porco”. – “Keepers of the Faith-The Living Legacy of Aksum”, por Candice S. Millard, Op. Cit. julho de 2001, pp. 115 e 122.
                  .
                  [Lembram-se do episódio do eunuco ETÍOPE que foi batizado por Felipe após este ter-lhe ensinado o sentido de profecias messiânicas--Atos 8:27ss? Não foi ele que levou o conhecimento de Cristo e da religião cristã a seus compatriotas?]
                  .
                  - Obs.:Tivemos uns meses atrás a visita em nossa congregação de Molokai, Havaí (EUA) um casal que, atuando como missionários, viveram por anos na Etiópia. Perguntei-lhes sobre esse dado da revista acima, e eles confirmaram plenamente—na sua maioria os cristãos etíopes respeitam o sábado do 7º. Dia, não consomem carne de porco e observam outras claras regras bíblicas que a maioria da cristandade, sob a influência de Roma, abandonou há muito tempo.

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