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Sobre lei dominical

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    O DEBATE SÁBADO/DOMINGO DOS TEMPOS FINAIS JÁ COMEÇOU


    Diante do lançamento da Encíclica Papal "Laudato Si", e diante da análise do blog católico "Catholic Ecology" (lido por milhares de católicos em todo o mundo), eu aproveitei quando analisaram o que o Papa Francisco diz, de promoção do domingo, para postar um comentário bem abrangente, assim dando início ao que espero ser uma análise profunda, uma discussão construtiva a respeito.

    Vejam o texto em português do meu comentário (que foi publicado no setor de comentário do referido blog, em inglês):


    Caros amigos

    Assinei muitas petições e apoiei muitas causas nessa linha de defesa da natureza. No entanto, embora existam muitos pontos positivos no documento papal ‘Laudato Si’, nele há também uma causa de grande preocupação para as minorias religiosas, e, incrível como possa parecer, uma verdadeira ameaça de um retorno às perseguições medievais praticadas pela mesma Igreja comandada por este papa jesuíta, quando a separação entre Igreja e Estado não foi tida em devida conta.

    O problema não está exatamente com o Papa, ou o fato de ele ser jesuíta, mas com a interferência de cristãos que se acovardaram no passado e concordaram em mudar o que é imutável. Se o Papa e tantas autoridades hoje estão preocupados com as terríveis consequências da interferência indevida do homem no equilíbrio da natureza, o que dizer sobre a interferência humana indevida na LEI MORAL DE DEUS ?! Foi o que aconteceu por meados do século 2 AD, quando, por medo das consequências de se parecerem com os judeus—então perseguidos tenazmente por Adriano, Imperador de Roma desde a revolta judaica de BarKocheba em 135 AD—líderes cristãos em Roma começaram a fazer de tudo para não terem muita aparência com os judeus. Afinal, os cristãos eram seguidores de um mestre judeu—Jesus Cristo—apegavam-se às Escrituras judaicas e tinham práticas religiosas que os identificavam com os judeus, como a Páscoa no dia 14 de Nisan e a observância do sábado do sétimo dia ( como os judeus).

    Para se desvincularem mais e mais destas semelhanças com o judaísmo e serem “politicamente corretos” aos olhos das autoridades do Império, a liderança cristã em Roma, já enfraquecida espiritualmente, começou a mudar costumes e práticas religiosas. Primeiro mudaram a data da Páscoa a do dia 14 de Nisan , criando o “Domingo de Páscoa”, o que causou uma grande controvérsia com a Igreja Oriental, que a história registra como “Controvérsia Quatrodecimana”, e gradualmente transferiram a observância do sábado do sétimo dia de para o ‘dies solis’. Este era um feriado de Roma pagã em honra do deus Sol, segundo noções herdadas de cultos pagãos anteriores, como no mitraísmo, procedente dos persas. Isso explica por que hoje o primeiro dia da semana é chamado “Dia do Sol” não apenas em inglês, como também em alemão (Sonntag), holandês (Zondag) e outras línguas. Tudo isto foi amplamente discutido e destacado na pesquisa acadêmica do Dr. Samuele Bacchiocchi, que se formou na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma na década de 70, até recebendo um prêmio “Summa cum laude” por sua tese Do Sábado Para o Domingo, publicada em forma de livro pela editora daquela Universidade, que até recebeu devido “Imprimatur” da Igreja Católica.

    Como podemos deixar que o homem interferir no que Deus tão solenemente pronunciou aos ouvidos de todos os filhos de Israel (que deviam agir como as “testemunhas do Senhor” até os confins da terra—Isaías 43, 10 e 49, 6), como lemos no quinto capítulo do livro de Deuteronômio? E também é dito que após proferir Sua Lei Moral dos 10 Mandamentos, Ele “nada acrescentou” (5, 22). Daí, escreveu os termos da sua lei moral, os 10 Mandamentos, sobre as duas tábuas de pedra, um material escolhido propositalmente para simbolizar a imutabilidade dessa legislação. Basta apenas comparar os 10 Mandamentos do “Catecismo da Igreja Católica” com os 10 Mandamentos da Bíblia (Êxodo, cap. 20) para notar as mudanças desautorizadas na lei divina. Afinal, o Legislador Universal disse mais tarde através do salmista Davi: “Não quebrarei a Minha aliança, não alterarei o que saiu dos Meus lábios” (Sl 89, 34). Assim, nenhum homem, seja ele individual ou coletivamente, por meio de concílios ou assembleias, têm o direito de mudar o que Deus pronunciou tão solenemente e escreveu “com Seu próprio dedo”, como diz a Bíblia.

    Interferir com a Lei de Deus é algo muito mais sério e de consequências desastrosas no futuro do que a atual e condenável atitude humana de interferir no equilíbrio ecológico do planeta. Afinal de contas, de acordo com as Escrituras (tantas vezes citadas pelo Papa para respaldar o seu bem-intencionado raciocínio) o sábado não foi alterado para o domingo por direção de Deus, pois não existe tal evidência na Bíblia ou na história, e, de fato, nunca é rotulado como “judaico” como o Papa faz, sendo ao invés designado pelo próprio Deus, não apenas como Seu santo dia, mas também como o “sinal” entre Ele e Seu povo de todos os tempos (Ezequiel 20, 12, 20).

    Que este seja também um assunto relevante nessas discussões propostas do documento 'Laudato Si', e possam aqueles que são fiéis seguidores da Palavra de Deus estar atentos a este detalhe importante que pode fazer uma enorme diferença no destino da humanidade, de modo a que a fé e a justiça, e o respeito pelos direitos das minorias, sejam considerados. Caso contrário, a imposição de certa tradição religiosa antibíblica, só porque aprovada pela maioria, pode ser uma fonte de intolerância que levará a um retorno dos tempos medievais, quando a separação entre Igreja e Estado era algo tratado de modo leviano. Estas propostas de buscar apoio do governo civil para impor leis dominicais restritivas é a abertura de uma caixa de Pandora de surpresas muito preocupantes pela frente—estejam cientes disso, meus amigos.

    Que Deus conceda a iluminação às nossas autoridades civis e religiosas para encontrarem formas de mitigar os problemas ecológicos que enfrentamos neste planeta sem recorrer a leis civis numa forma de ligação Igreja-Estado, favorecendo uma certa tradição religiosa, o que poderia causar um retorno a esses tempos terríveis da perseguição de minorias religiosas.

    Cumprimentos

    Prof. Azenilto G. Brito

    Brasil
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