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A concepção católica de justificação pela fé

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  • A concepção católica de justificação pela fé


    Seria bom saber qual é o ensino oficial católico sobre Justificação pela Fé, e como se apresenta o contraste de seu entendimento do assunto com o que ensinavam os Reformadores. Os textos abaixo foram extraídos da Catholic Encyclopedia, como aparece no website do Vaticano: www.vatican.va
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    JUSTIFICAÇÃO
    (Latim justificatio; grego dikaiosis)
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    Assim, da parte de Deus, a justificação, como na Fórmula de Concórdia (1577) é garantida, um mero pronunciamento externo de justificação, uma absolvição forênsica do pecado e suas eternas punições. Essa absolvição baseia-se na santidade de Cristo que Deus imputa ao homem por sua fé. Cf. Solid. Declar. III de fide justif., sec. xi: “O termo justificação neste caso significa o declarar justo, a libertação do pecado e da punição eterna em consideração à justiça de Cristo imputada pela fé por Deus”.

    Qual é, pois, a parte atribuída à fé na justificação? Segundo Lutero (e Calvino também), a fé que justifica não é, como a Igreja Católica ensina, uma firme crença nas verdades e promessas reveladas por Deus (fides theoretica, dogmatica), mas a infalível convicção (fides fiducialis, fiducia) de que Deus, por causa de Cristo, não mais nos imputa nossos pecados, mas nos considerará e tratará como se fôssemos realmente justos e santos, conquanto no íntimo de nosso ser permaneçamos os mesmos pecadores de antes. Cf. Solid. Declar. III, sec. 15:

    “Mediante a obediência de Cristo pela fé os justos são assim declarados e reputados, conquanto em razão de sua natureza corrupta ainda são e permaneçam pecadores, enquanto suportarem este corpo mortal”. Essa chamada “fé fiduciária” não é uma preparação religiosa-moral da alma para a graça santificadora, nem um ato livre de cooperação da parte do pecador; é meramente um meio de instrumento espiritual (instrumentum, organon leptikon) concedido por Deus para assistir o pecador em lançar mão da justificicação divina, pela qual acobertar os seus pecados num modo puramente externo como se dá com um manto.

    Por esta razão as fórmulas luteranas de crença dão grande ênfase sobre a doutrina de que nossa justiça inteira não nos pertence intrinsicamente, mas é algo inteiramente exterior. Cf. Solid. Declar., sec. 48: “Fica estabelecido além de qualquer questão que nossa justiça deve ser buscada inteiramente fora de nós e que ela consiste inteiramente de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
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    O contraste entre a doutrina protestante e católica aqui se torna bastante nítida. Pois de acordo com o ensino da Igreja Católica, a justiça e a santidade que a justificação conferem, conquanto nos sejam dadas por Deus como causa eficiente (causa efficiens) e merecida por Cristo como causa meritória (causa meritoria), torna-se uma qualidade santificadora interior ou causa formal (causa formalis) na própria alma, que se torna verdadeiramente justa e santa à vista de Deus.

    No sistema protestante, contudo, a remissão do pecado não é o perdão real, não acarreta eliminação da culpa. O pecado é meramente revestido e ocultado pelos méritos de Cristo imputados; Deus não mais o imputa, enquanto em realidade continua sob a capa a sua existência miserável até a hora da morte. Assim, existe no homem lado a lado dois irmãos hostis, por assim dizer—um justo e outro injusto; um santo, e o outro pecador; um filho de Deus, o outro escravo de Satanás—e isso sem qualquer perspectiva de uma conciliação entre os dois.


    Pois, Deus por Sua absolvição meramente judicial, não remove o próprio pecado, mas o recobre sobre ele como um manto a Sua própria justiça. A doutrina luterana (e calvinista) de justificação atinge o seu clímax na asserção de que a “fé judiciária”, como descrita acima, é o único requisito para a justificação (sola fides justificat). Na medida em que o pecador com o “braço da fé” se apegue firmemente a Cristo, ele é e sempre permanecerá regenerado, agradável a Deus, o filho de Deus e herdeiro do céu. A fé, que somente pode justificar, é também o único requisito e meio de se obter a salvação.

    Nem o arrependimento, nem a penitência, nem o amor de Deus, nem boas obras ou qualquer outra virtude é requerida, conquanto no justo possam assistir ou seguir-se como resultado da justificação. (Cf. Solid. Declar, sec. 23: “De fato, nem a contrição nem o amor, nem qualquer outra virtude, mas a fé somente é o meio pelo qual podemos partir em busca de obter a graça de Deus, o mérito de Cristo e a remissão do pecado”).
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    I. A DOUTRINA CATÓLICA DA JUSTIFICAÇÃO

    O Processo da Justificação (Processus justificationis)
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    Mas se a graça da Redenção merecida por Cristo deve ser apropriada pelo indivíduo, ele deve ser “regenerado por Deus”, ou seja, deve ser justificado. O que, então, se entende por justificação? Justificação denota aquela mudança ou transformação na alma pela qual o homem é transferido de um estado de pecado original, em que como filho de Adão foi nascido, para a da graça e filiação divina mediante Jesus Cristo, o segundo Adão, nosso Redentor.
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    A Causa Formal da Justificação
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    O Concílio de Trento decretou que a essência da justificação ativa compreende não só o perdão do pecado, mas também “santificação e renovação do homem interior por meio da aceitação voluntária da graça santificadora e outros dons sobrenaturais (Trent, l. c., cap. vii: ‘Non est sola peccatorum remissio, sed et sanctificatio et renovatio interioris hominis per voluntariam susceptionem gratiae et donorum’).

    “A fim de excluir a ideia protestante de uma absolvição meramente forênsica e declaração exterior de justiça, ênfase especial é dada sobre o fato de que somos justificados pela justiça de Deus, não por aquela pela qual Ele mesmo é justo, mas aquela pela qual Ele nos torna justos, na medida em que nos concede o dom de Sua graça que renova a alma interiormente e a ela adere como a santidade da própria alma (Trent, l. c., cap. vii: ‘Unica formalis causa [justificationis] est justitia Dei, non qua ipse justus est, sed qua nos justos facit, qua videlicet ab eo donati, renovamur spiritu mentis nostrae: et non modo reputamur, sed vere justi nominamur et sumus, justitiam in nobis recipientes unusquisque suam’).
    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 03:06:29.

  • #2

    CONSIDERANDO A DOUTRINA CATÓLICA DA EUCARISTIA
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    Assim como Lutero costumava dizer que pela doutrina da justificação pela fé a Igreja [Protestante] fica de pé ou cai, para o catolicismo uma declaração paralela seria dizer que pela correção da interpretação da Transubstanciação, relacionada com a Eucaristia, a Igreja também fica de pé ou cai. Repetidas vezes líderes católicos, inclusive o Papa, têm ressaltado a centralidade da Eucaristia para a fé cristã, entendendo-se isso dentro da visão católica de que, na hóstia, o corpo e o sangue de Cristo estão literalmente contidos.
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    O Catecismo da Igreja Católica declara que

    “A presença eucarística de Cristo começa no momento da consagração e dura também enquanto subsistirem as espécies eucarísticas. Cristo está presente inteiro em cada uma das espécies e inteiramente em cada uma das partes delas, de maneira que a fração do pão não divide o Cristo”. P. 380, # 1377.

    Esta é uma afirmação ousada, mas o que nos importa é verificar se conta com o devido respaldo escriturístico.

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    As Palavras de Cristo Nem Sempre Consideradas de Modo Completo
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    Vejamos inicialmente o disputado texto de João, capítulo 6:

    “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. (vs. 53, 54).

    Embora esta declaração pareça até ensinar canibalismo, como alguns dentre Seus ouvintes interpretaram literalmente (à semelhança de Nicodemos que também se espantou com a declaração de Cristo sobre o “nascer de novo” em João 3:3), se lermos a passagem detidamente à luz de seu contexto se perceberá o seu real sentido:

    “Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome, e quem CRÊ EM MIM nunca terá sede”. (vs. 53, 54)

    É interessante como Cristo introduz a cláusula de “nunca terá sede”, aparentemente fora de contexto do que discute, pois nem sequer mencionou água. Ele o havia feito antes, no diálogo com a mulher samaritana:

    “. . . aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (João 4:14).

    E também é digno de nota o que o Mestre diz aos discípulos:

    “Uma comida tenho para comer que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Acaso alguém Lhe trouxe de comer? Disse-lhes Jesus: A Minha comida é fazer a vontade Daquele que Me enviou, e completar a Sua obra” (João 4:32-34, ver também 6:29).

    Temos esses elementos a considerar do discurso global de Cristo, que não devem ser postos à parte nessa discussão toda—a água que dessedenta pela eternidade, e a comida que Ele tem para comer. Em qualquer dos casos, não se trata de algo de caráter material. Agora, Ele usa a ilustração do pão que desce do céu e que quem o consome nunca terá fome, inclusive fazendo um paralelo ao maná que caía no deserto. Não se vê em tal declaração um paralelo com o contraste entre a água comum e a água da vida, no diálogo com a samaritana, e a comida que tem para comer, de caráter espiritual, em seu subsequente diálogo com os discípulos?

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    Comer no Sentido Claramente Espiritual
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    O Senhor prossegue esclarecendo:

    “Porquanto a vontade Daquele que Me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e CRÊ NELE, tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia”.

    Novamente Jesus mostra que a vida eterna vem através de crer Nele. Quando os discípulos murmuraram entre si sobre tais palavras, o Mestre esclareceu-lhes:

    “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que Eu vos disse SÃO espírito e SÃO vida” (João 6:63).

    No original grego aparece o “são” (estin) duplamente, mas decerto, ao dizer o que disse como registrado neste verso, as palavras de Cristo não saíam pelo espaço como espíritos literais, tendo vida própria. Ele estava falando em termos espirituais, não materiais, físicos. Estava explicando que espiritualmente toda vida deriva da fé Nele, não de comer literalmente o Seu corpo.

    Jesus estava falando em termos espirituais, não materiais, físicos. Explicava que espiritualmente toda vida deriva da fé Nele, não de comer literalmente o Seu corpo.

    A declaração de beber o Seu sangue deve ter escandalizado ainda mais os ouvintes judaicos, que já se espantaram tanto com Sua menção a comer Sua carne. Como diz o SDA Bible Commentary, discutindo João 6:52,

    “Se os judeus tivessem recordado a razão dessa proibição, poderiam ter entendido melhor as palavras de Jesus. A razão dada para a proibição é que o sangue constitui a vida (Gên. 9: 4). Assim, poderiam ter entendido que comer a carne de Cristo e beber o Seu sangue significava apropriar-se de Sua vida por fé. . . . Tão só por Cristo ter dado Sua vida humana por nós, podemos participar de Sua vida eterna, divina”.

    O verbo em grego para “comer”, no vs. 54, trogon, é um particípio ativo que implica um ato contínuo, uma alimentação constante. Ainda do SDA Bible Commentary a respeito desse detalhe, lemos:

    “Não é suficiente participar uma vez de Cristo. Seus seguidores devem nutrir-se continuamente do Seu ser espiritual alimentando-se Daquele que é o pão da vida. Jesus acabava de declarar, ‘o que come Minha carne e bebe o Meu sangue, tem a vida eterna’. Por isso torna-se claro que comer Sua carne e beber o Seu sangue significa crer, ter fé Nele”.

    Há uma regra de interpretação bíblica que faz todo sentido: o Velho Testamento é explicado pelo Novo, e os evangelhos são explicados pelas epístolas.

    Realmente, sem o Novo Testamento não teríamos compreensão do sentido de todas aquelas cerimônias do culto israelita, nem compreenderíamos a expiação dos pecados, ou o sentido de tantas profecias. Doutrinas caras aos cristãos ficariam ofuscadas, como a Trindade, a ressurreição dos mortos, as operações do Espírito Santo, e tantas outras coisas.

    Pode-se dizer, igualmente, que é pelas epístolas que entendemos melhor os atos e palavras de Cristo.

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    Tanto a Páscoa Como a Ceia—Simbolismo Claro e Evidente
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    Paulo é indubitavelmente o grande teólogo e sistematizador da fé cristã. Assim, convém atentar bem a sua exposição didática do sentido das palavras de Cristo na cerimônia da comunhão, que ele “regula” para a comunidade cristã:

    “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em MEMÓRIA DE MIM”. – 1 Cor. 11:24.

    Isto se harmoniza com o que Cristo estipulou:

    “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no Meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, EM MEMÓRIA DE MIM”. Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em Meu sangue, que é derramado por vós. – Luc. 22:19, 20.

    Nesta última passagem temos mais uma reflexão muito importante: quando Cristo realiza a primeira Ceia, Ele o faz no contexto da Páscoa, que era uma cerimônia que recordava a saída do povo do Egito, quando se comia o Cordeiro Pascoal—símbolo do próprio Cristo—e ervas amargas, representativas das dificuldades que enfrentaram na saída do Egito (ver Núm. 9:2, 11).

    Portanto, temos aí um contexto claro de simbologia: Cristo fala sobre todos comerem do pão e beberem do vinho, também como MEMORIAL do quebrar de Seu corpo e do derramar do Seu sangue. Um detalhe, porém, que muitos deixam de perceber é que naquele ato, nem o corpo de Cristo havia sido quebrado, nem o Seu sangue derramado!

    Ou seja, a própria primeira Ceia JÁ É SIMBÓLICA. Isso é por demais óbvio. Os elementos distribuídos representavam indiscutivelmente um evento futuro—a morte de Cristo. Por que hoje a Ceia não teria também esse sentido simbólico do evento passado? É “em memória” do acontecimento da paixão e morte de Cristo, tal como a própria Páscoa era realizada em memória da saída do Egito.

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    Quando Ser É Representar
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    Cristo declarou ser “o caminho, a verdade e a vida”, bem como “a luz do mundo”. Claramente estas expressões indicam um sentido figurado. Ele declarando-Se o caminho não Se transformou fisicamente numa estrada a ser trilhada por Seus ouvintes. Ao dizer que era “a luz”, não Se transformou num grande farol a emitir luz para o mundo inteiro. Então, se Ele emprega o mesmo verbo “ser” para ambos os casos (“este É o Meu corpo/“Eu SOU o caminho. . .”) pode-se perfeitamente perceber o sentido figurado de tais expressões.

    Essa é uma forma hebraica de expressão que certamente se refletia no aramaico, falado por Jesus, idioma que tem raízes no hebraico. Quando Moisés se referia ao pecado do povo relacionado com o culto ao bezerro de ouro, assim se expressou:

    “Então eu tomei o vosso pecado, o bezerro que tínheis feito, e o queimei a fogo e o pisei, moendo-o bem, até que se desfez em pó”. Deu. 9:21.

    Logicamente não foi o pecado, algo abstrato, mas aquilo que o representava, que Moisés destruiu. Em reforço a isso podemos lembrar aos católicos que quando Jesus diz que as Suas palavras SÃO espírito e SÃO vida (e o verbo ‘ser’ está claramente definido no original grego, e duas vezes—esti) logicamente não se entenderá que ao Ele pronunciá-las elas saíam voando pelo espaço como espíritos literais, tendo vida própria. Que o sentido aí é de “representa” revela-se indisputável, será que não?!

    Este ensino é coerente com tudo o que consta nas Escrituras no que tange à mensagem do evangelho: A vida eterna vem através de crer em Jesus Cristo, assimilando o Seu ser pelo “comer”, não o Seu corpo literal, mas o “alimento” do sentido de Sua Encarnação. É esse crer que opera novo nascimento, superação de fome e de sede espirituais.

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    O Problema do Perdão—Sério Erro de Um Dogma Discutível
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    Tenho perguntado a católicos, numa hipótese absurda, mas para efeito didático: Se Cristo cortasse um dedo da mão e desse para alguém comê-lo, que vantagens espirituais adviriam desse processo de ingerir Sua carne? Quantos pecados seriam perdoados dessa pessoa pelo simples ato de ingerir um pedaço do corpo físico de Cristo? Ora, não disse o mesmo Cristo que “a carne para nada aproveita”? Não incluiria isso Seu corpo terreno, mero envoltório do Verbo divino ao se fazer carne e habitar entre nós (João 1:14)?

    Houve um católico num fórum que se “escandalizou” de eu empregar essa linguagem, esquecido de que Jesus também falou em termos hipotéticos sobre a absurda atitude de entrar no reino tendo arrancado olho ou mão (Mat. 5:29, 30).

    Outro ponto a ser considerado é a declaração seguinte do catecismo:

    “. . . a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros”. P. 385, # 1393.

    E noutro ponto:

    “. . . a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros”. P. 386, # 1395.

    São mais declarações ousadas, contudo, o que nos importa é—terão fundamentação bíblica? A Palavra de Deus nos assegura que a purificação dos pecados somente ocorre através do sangue de Cristo, não de ritos:

    “. . . e o SANGUE de Jesus, Seu Filho, nos PURIFICA de todo pecado”. 1 João 1:7.

    “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da Terra. Àquele que nos amou, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados”. – Apo. 1:5.

    Não existe qualquer base bíblica ou na simples observação dos fatos de que participar de um rito preserve alguém de pecar. Seria verdade que os católicos que participam de tal rito ficam livres de cometer pecados? É isso o que realmente se observa por todo o mundo? Ou não passa de uma mera teoria cujos efeitos são os de tornar as pessoas presas a um sistema religioso, na expectativa de que as coisas funcionem como lhes ensinam?

    O que as Escrituras ensinam sobre o modo de preservar-nos de pecar é o que lemos no Salmo 119:9-11:

    “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra. Com todo o meu coração Te busquei; não me deixes desviar dos Teus mandamentos. Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti”.

    E no Novo Testamento temos as palavras de Judas 24, 25:

    “Ora, Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a Sua glória, ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”.

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    Benefício Aos Que Morreram?!
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    Finalmente, mais ousada ainda, ou, talvez deva dizer, CHOCANTE, é a declaração seguinte do catecismo:

    “O Sacrifício Eucarístico é também ‘oferecido pelos fiéis defuntos’ que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente purificados, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo”.

    E mais adiante:

    “[Pelo] Sacrifício Eucarístico . . . a Igreja exprime sua comunhão eficaz com o defunto”. P. 460, # 1689.

    Pode-se ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse e não se encontrará uma só pista de que se pode ajudar alguém que morreu através seja do rito que for. Não ocorre nenhum exemplo de personagem bíblico recebendo Eucaristia em favor de algum morto. Ademais, o ensino bíblico é de que “cada um de nós dará contas de SI MESMO a Deus” (Rom. 14:12).

    E como já temos analisado noutros estudos, a própria crença na imortalidade inerente, através de uma “alma imortal”, carece inteiramente de fundamento bíblico. Os mortos não sabem de nada do que se passa entre os viventes e não podem ter proveito algum com o que se faça “debaixo do sol”:

    “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. -- Ecl. 9:5, 6.

    A conclusão irrecorrível a que chegamos é que essa doutrina, conquanto tão fundamental para o catolicismo, falha de começo ao fim. Não tem a mínima lógica, segundo o pensamento humano, nem fundamento na Palavra de Deus, segundo a revelação do evangelho de Jesus Cristo.
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    Para mais subsídios sobre a questão do erro da crença na imortalidade da alma, consulte o tópico a respeito, que alcançará por este link:

    https://www.foroadventista.org/forum...lidade-da-alma.

    Editado por última vez por Azenilto Brito; https://www.foroadventista.org/member/5779-azenilto-brito en , 05:36:14.

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